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Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica

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Era Fidel Castro uma criança e desconhecia por que razão, no recreio do Colégio de La Salle, em Santiago de Cuba, lhe chamavam “porco judeu”. Na católica Cuba dos anos 1930, era assim que era denunciado quem não fosse batizado. Era o caso de Fidel, filho do galego Ángel Castro, um latifundiário próximo da United Fruit Company – a açucareira norte-americana que empregava meia Cuba -, e de Lina, criada de Ángel na sua quinta de Manacas.

Fidel nascera a 13 de agosto de 1926, em Biran, e era o terceiro filho dessa relação proibida. As duas famílias de Ángel Castro – casado perante Deus e a lei com a professora primária Maria Luisa Argota – causavam falatório nas redondezas. Para se defender no processo de divórcio interposto pela mulher, D. Ángel envia os filhos bastardos para Santiago de Cuba, onde nunca ninguém ouvira falar dos Castro. Nessa semi-clandestinidade, o pequeno Fidel cede à sensação de abandono. Na escola, as notas são uma catástrofe e o comportamento uma calamidade. Torna-se insolente, recusa a autoridade e é açoitado amiúde.

A 19 de janeiro de 1935, é finalmente batizado na Catedral de Santiago. O pai não está presente e o registo de batismo não o refere. No papel, Fidel já não era um pária, mas o reconhecimento paterno apenas surgiria aos 17 anos de idade, já D. Ángel se tinha casado com Lina. Só então, Fidel passa a usar o apelido do pai.

No ambiente de estudo e recolhimento proporcionado pelos colégios jesuítas, Fidel parece desabrochar. Torna-se um aluno exemplar e o primeiro em todos os desportos. Aos 14 anos, num inglês básico, escreve uma carta ao “amigo” Franklin Roosevelt, pedindo-lhe uma nota de 10 dólares, porque “gostaria de ter uma”. Propõe-lhe, também, uma visita guiada às minas de ferro de Mayari. O Presidente dos Estados Unidos nunca respondeu.


Em 1945, após assistir ao fim da II Guerra Mundial, Fidel inscreve-se em Direito na Universidade de Havana, que se distinguia pela politização dos seus alunos. Após a disciplina jesuíta, ele mergulha na desordem. Tomada por estudantes nacionalistas e revolucionários, que idolatram José Martí, o herói da independência cubana, a universidade está em brasa. Fidel percebe que o mundo dos discursos, dos murros e das armas à cintura está talhado para si.

Cinquenta anos após a independência formal (1902), Cuba continua sob tutela dos Estados Unidos. Para Fidel, que chefia as Juventudes Ortodoxas, uma formação social-democrata, só uma “revolução profunda” libertaria o povo das frustrações provocadas pelas injustiças sociais. Depois de viajar pela Venezuela, Panamá e Colômbia, apercebe-se que o ódio ao domínio neocolonial norte-americano não é exclusivo dos cubanos. À luz desse antiamericanismo, os comunistas já não lhe parecem os monstros sedentos de sangue que os padres jesuítas e o pai lhe tinham descrito.

Antes, pareciam ser os únicos com sentido de disciplina e capacidade para organizar um exército capaz de enfrentar ditadores. Mas em Cuba, o Partido Comunista era ultraminoritário, sem representatividade nas universidades nem influência no sindicato operário. E os cubanos nem sequer simpatizavam com a União Soviética.

Fidel vive com o dinheiro que o pai lhe manda. As raparigas amedrontam-no e fazem-no corar, mas, a 12 de outubro de 1948, casa com Mirta Díaz Balart, uma estudante de Filosofia oriunda de uma família influente. D. Ángel não comparece à cerimónia nem à festa no American Club, sentido com a rebeldia do filho. Fidel não se empenha nos estudos, é a vergonha da família. Ainda assim, o patriarca aceita financiar a lua-de-mel… nos Estados Unidos.

Em Miami e Nova Iorque, Fidel deslumbra-se com o urbanismo galopante e a densidade do tráfego automóvel, choca-se com a falta de pudor dos jovens casais que se beijam em público e perde-se nas livrarias. Compra “O Capital” de Karl Marx e interroga-se como um país tão profundamente anticomunista permite a venda de obras que apelam à destruição do sistema capitalista. Fica com a sensação que o “american way of life” resulta da pilhagem dos pobres pelos ricos: se os americanos têm frigoríficos, arranha-céus, Cadilacs e devoram “corn flakes”, devem-no à espoliação dos povos da América do Sul pelas suas multinacionais. O anti-imperialismo é o motor que faz Fidel mover.

De regresso a Havana, o casal instala-se num hotel. Mirta retoma os estudos e Fidel as atividades no Partido Ortodoxo. A política causa-lhe dependência e, em poucos meses, a mulher está só. Fidel intima-a a recusar tudo o que é oferecido pelos Dias Balart. Não quer sentir-se “comprado”. Para alimentar o filho – Fidelito, nascido a 1 de setembro de 1949 -, Mirta pede dinheiro aos amigos. Aos poucos, Fidel torna-se agressivo, mesquinho e quase tirânico. O seu espírito de missão tudo transcende. Vive unicamente para o povo cubano. Foi alvo de um chamamento.

Em setembro de 1950, ele conclui o curso, mas não consegue uma bolsa de estudo para ir para os Estados Unidos e preparar a revolução “nas entranhas do monstro”. Abre um escritório na capital, no n.º 57 da Rua Tejadillo, e põe-se à prova. Após ser preso durante uma manifestação estudantil, assume a sua defesa. Pede uma toga emprestada e, na sala de audiências, organiza uma coleta para pagar a caução. É absolvido.

Do “Granma” à “sierra”
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A 11 de março de 1952, após liderar o assalto ao campo militar de Columbia, centro de operações do exército, o general Fulgencio Batista autoproclama-se Presidente de Cuba. Conhecidas as suas inclinações pró-americanas, chamam-lhe “Mister Yes”. Este “status quo” fortalece o projeto de luta armada de Fidel, que cria uma organização militar – “Movimento” – que visa a ação direta, “la guerrilla”. Rigoroso na seleção dos seus seguidores, apenas aceita quem esteja disposto a morrer pela revolução e aceite uma vida de austeridade. Fidel é o chefe incontestado deste exército secreto, instruído no manejamento das armas nas caves da Universidade de Havana.
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O “Movimento” sai da clandestinidade a 27 de janeiro de 1953. Por ocasião do centenário de José Marti, 500 homens munidos de tochas integram-se no cortejo oficial. Faltava passar à ação. Fidel concebe então a captura de um centro nevrálgico para iniciar a libertação do país. A 26 de julho, lidera o desastroso assalto ao quartel de Moncada, em Santiago, que se salda na morte de 64 dos 123 membros do comando. Fidel escapa para a “sierra”, mas acaba por ser preso. Na prisão de Boniato, recompõe-se das emoções. Divorcia-se de Mirta, dedica-se à leitura e prepara a defesa. “A história absolver-me-á” é o título da sua alegação.

Condenado a quinze anos de prisão, beneficia de uma amnistia presidencial. Refugia-se no México, onde reagrupa os efetivos, junta fundos recolhidos nas comunidades cubanas exiladas nos Estados Unidos e contacta com o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara. É informado da morte do pai, que não via há anos, e fica a saber que Naty Revuelta, uma ex-amante oriunda da burguesia cubana, dera à luz uma menina, Alina. Fidel encarrega a mãe de verificar se a bebé tem traços dos Castro.

A 25 de novembro de 1956, Fidel, o irmão Raúl, Che e 79 seguidores partem de Tuxpan a bordo do “Granam”, um barco de recreio de 14 metros e dois motores a diesel, para iniciarem a revolução. Na véspera, Fidel redige o testamento. A 2 de dezembro, às 4.20h da madrugada, 82 homens extenuados e angustiados, devido às violentas tempestades e à perseguição das tropas governamentais, desembarcam na Playa Colorada.

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“Ganhámos! Como José Martí recuperámos a nossa terra! O tirano Batista tem os dias contados!”, declara Fidel. Os seus seguidores olham-no como a um profeta. No refúgio escarpado da “sierra” Maestra, ele organiza o que resta da sua força: 16 rebeldes sobrevivem à perseguição do exército e aos raides aéreos ordenados por Fulgencio Batista. Mas em Havana, o Presidente comete um erro: anuncia a morte de Fidel. A United Press difunde a notícia pelo mundo inteiro e Fidel sente que estão criadas as condições para, um dia, tal qual uma lenda, ele ressuscitar.
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Um barbudo na América

A causa de Castro desperta atenções nos Estados Unidos após Herbert Matthews, um famoso articulista do “The New York Times”, subir à “sierra” para entrevistar Fidel. No acampamento, a conversa é constantemente interrompida pelos rebeldes que comunicam as últimas a Fidel. Tudo não passa de uma encenação para convencer o jornalista que o exército é numeroso e está bem organizado. Na primeira página do maior jornal norte-americano, Fidel surge como um revolucionário romântico e encantador que personifica as maiores esperanças do povo cubano. Cai nas graças dos norte-americanos e, contrariamente ao que Batista quer fazer constar, a CIA não o considera comunista, antes vê nele um potencial parceiro na luta contra o perigo vermelho.

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Em maio de 1958, o Presidente cubano lança uma ofensiva para acabar com os grupos antigovernamentais. Colocado entre a espada e a parede, Fidel transcende-se. Beneficiando de deserções em massa nas forças de Batista, o exército de Fidel vai acumulando vitórias e conquistando cidade após cidade. A 31 de dezembro, o chefe de Estado foge para a República Dominicana. A 8 de janeiro de 1959, Fidel entra vitorioso em Havana e assume o posto de Supremo Comandante das Forças Armadas. A 13 de fevereiro, toma as rédeas do governo revolucionáro.

A convite do Press Club, Fidel faz uma visita de charme aos Estados Unidos. À frente de uma “comitiva de barbudos”, responde com humor às perguntas incómodas, come hamburgueres e cachorros quentes e repete que não é comunista. Para atrair a atenção dos media, hospeda-se num hotel de baixa categoria, no bairro novaiorquino de Harlem. Por lá passam o Presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, o primeiro-ministro indiano Jawaharial Nehru e o activista negro Malcom X. O vice-Presidente Richard Nixon recebe-o, mas não o Presidente Dwight Eisenhower, que se desculpa com uma partida de golfe.

Regressado a Cuba, instala-se numa suíte no 23º andar do Hotel Hilton, o ponto mais alto da capital. Institui um “governo de veludo” para acalmar o povo, profundamente anticomunista, e adormecer o vizinho americano, que de pronto reconhece as novas autoridades. A nova Constituição estabelece a pena de morte e o confisco dos bens de quem serviu o regime de Batista. Cuba está transformada num tribunal popular e Fidel num carrasco. Ele é o mentor deste simulacro de justiça que visa salvar a alma dos concidadãos pela “purificação”, pelo pelotão de fuzilamento, “el paredón”. Com base na “convicção moral” dos vencedores, centenas de cubanos são executados, a maioria sem julgamento.

Um pivô da Guerra Fria

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A 8 de maio de 1960, Cuba e a União Soviética reatam as relações diplomáticas e Fidel e Nikita Krutchev assinam pactos militares e económicos bilaterais. Os Estados Unidos não ficam indiferentes e suspendem a ajuda financeira; Cuba confisca as refinarias americanas que se recusam a refinar petróleo soviético; Washington reduz a quota de importação açucareira; Havana responde com nacionalizações. De permeio, Fidel abole a figura do Pai Natal, substituindo-o por um personagem barbudo, de uniforme verde-azeitona, chamado “D. Feliciano”.

A animosidade entre Estados Unidos e Cuba atinge o pico a 3 de Janeiro de 1961 com o corte de relações diplomáticas. Na lógica da Guerra Fria, Cuba figura na área de influência da URSS. Começa então a era das conspirações e das tentativas de assassinato a Fidel Castro. Só à CIA, atribui-se 634 operações para liquidá-lo. “Se sobreviver a tentativas de assassinato fosse uma modalidade olímpica, eu teria ganho a medalha de ouro”, disse ele.

A 17 de abril de 1961, cerca de 1400 exilados cubanos treinados pela CIA desembarcam na Baía dos Porcos. Há três meses na Casa Branca, John Fitzgerald Kennedy recua no prometido apoio aéreo à invasão, que resulta num rotundo fracasso. Num discurso a 2 de dezembro, Fidel Castro afirma-se marxista-leninista e anuncia que Cuba adotou o comunismo. A natureza marxista da revolução leva à rutura entre Fidel e Che Guevara, partidário das conceções maoistas. Paralelamente, dececiona muitos “comandantes barbudos” que denunciam o que consideram ser o embrião de um regime ditatorial, desviado dos propósitos nacionalistas e democráticos dos tempos da “sierra” Maestra.

Milhares de pessoas são acusadas de delitos contrarrevolucionários e executadas. Os prisioneiros políticos, as vagas de refugiados e as expulsões forçadas aumentam vertiginosamente. A economia cubana está na penúria. Antes da revolução, 80% das importações vinham dos Estados Unidos. Ao cortar esse “cordão umbilical”, Fidel vira-se para os soviéticos e fica chocado com o atraso das técnicas dos novos aliados em relação às americanas, em pelo menos 20 anos. A 12 de março de 1962, Fidel institui uma caderneta de racionamento para cada cubano, que chega a prever rações na ordem dos cinco ovos e um oitavo de libra de manteiga ao mês. O mercado negro salva o povo da fome.

Em outubro de 1962, fotografias tiradas por um avião de reconhecimento U2 confirmam a existência de mísseis nucleares soviéticos na ilha, ameaçando 80% do território norte-americano. JFK decreta um bloqueio naval a Cuba. Na mira da marinha dos EUA, a frota da URSS inverte a marcha e Krutchev retira os mísseis. Durante 13 dias, a “crise dos mísseis” coloca o mundo à beira de uma guerra atómica. Nas ruas de Havana, milhares de cubanos gritam: “Nikita mariquita, lo que se da no se quita”.

Para Fidel, a rutura com o Kremlin não se coloca. “Não cometeremos duas vezes o mesmo erro e não romperemos com os soviéticos depois de termos rompido com os EUA”, diz. Pelo contrário, “El Comandante” converte-se no mais eloquente advogado da URSS no Terceiro Mundo. África torna-se a nova “sierra” Maestra e só Angola, ao longo de anos, recebe milhares de civis e técnicos cubanos.

Mas eis que no Kremlin instala-se Mikhail Gorbatchov, o “coveiro do comunismo”. Num discurso proferido a 26 de julho de 1988, Fidel refuta a “Perestroika”, qualificando-a de “perigosa” e “oposta aos princípios do socialismo”. Após a retirada militar soviética e a queda do Muro de Berlim, a crise instala-se na ilha: 85% dos seus mercados tinham desaparecido assim como subsídios e benesses comerciais; os sistemas educativos e sanitários, quase universais, gratuitos e de alto nível técnico, e toda uma série de indicadores sociais foram seriamente afetados. Em janeiro de 1989, ao assinalar o 30º aniversário da revolução, Fidel Castro reafirmaria a sua rigidez doutrinal: “Socialismo ou morte!”

Os apertos económicos obrigam-no, porém, a cedências: a formação de “joint ventures”, a privatização de empresas e bancos e a despenalização da compra de dólares. Para Fidel, para quem qualquer reforma de mercado é uma espécie de rendição, tratava-se de “medidas dolorosas para aperfeiçoar o regime”. Nas cimeiras internacionais, ele troca o uniforme militar verde-azeitona pelo fato e gravata e concentra ainda mais as atenções. Mas em Cuba, os seus longos discursos – chegou a figurar no Livro Guiness dos Recordes com uma alocução de 4.29 horas, a 26 de setembro de 1960, na Assembleia Geral da ONU – soam cada vez mais anacrónicos. Os cubanos já não o ouvem, apenas lhe obedecem.

Ainda que pouco frequentadas, as igrejas são colocadas sob vigilância. Fidel teme que os cubanos se inspirem no movimento Solidariedade que agita a Polónia para o desafiar. Persegue os homossexuais, abre “sidatórios” para doentes com sida, um vírus vindo do estrangeiro, diz-se, e investe sobre o mercado negro. À repressão sobre as “porcarias” da abordagem capitalista chama “Retificação dos Erros”, uma política que remete Cuba para a idade das cavernas. Neutraliza os dissidentes políticos e queixa-se das organizações dos Direitos Humanos que consideram os cubanos escravos. “O escravo sou eu!”, diz Fidel. “Sou o escravo do meu povo. Dedico-lhes dias e noites há já quase cinquenta anos.”
A queda final

Em finais de 1989, Fidel Castro toma consciência de que não é eterno. O stresse provoca-lhe hipertensão, que conduz a crises frequentes. É obrigado a deixar de fumar o famoso charuto Cohiba, o “Lanzero”, e a seguir um rigoroso regime alimentar. Transgride-o pontualmente para degustar um pouco de queijo “roquefort”, que adora. No maior dos segredos, é operado a um tumor no cólon, no hospital da Universidade do Cairo.

Cansados dos delírios de Fidel, cada vez mais cubanos praticam atos de rebeldia. Jovens inoculam o vírus da sida para se tornarem indesejados e serem expulsos do país; outros tentam atingir a costa da Florida agarrados a câmaras-de-ar roubadas a camiões e entregues às incertezas do mar das Caraíbas, infestado de tubarões. A polícia cubana fecha os olhos aos “balseros”. São menos bocas que o Estado terá de alimentar.

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Fidel reconhece que Cuba está diferente e dá mostras de realismo em relação ao que se passa no mundo. Excomungado pelo Vaticano desde 1962, ele abre as portas de Cuba a um dos responsáveis pela desagregação do bloco socialista, na Europa de Leste, o Papa João Paulo II, em janeiro de 1998. Durante os cinco dias da visita, Fidel acompanha-o em várias aparições públicas, designadamente durante a missa na Praça da Revolução, em Havana.

“Fidel foi o Presidente que mais atenção deu ao Papa João Paulo II”, escreveria o cardeal Tarcisio Bertone, no seu livro “Un cuore grande, Omaggio a Giovanni Paolo II”. “Fidel mostrou afeto pelo Papa, que já estava doente, e João Paulo II confidenciou-me que, possivelmente, nenhum chefe de Estado tinha preparado tão profundamente a visita de um Pontífice.” Fidel tinha lido as encíclicas, os principais discursos de João Paulo II e até alguns de seus poemas. Em dezembro desse ano, Fidel aboliu a proibição da celebração do Natal, que durava há quase 30 anos.
e Fidel Castro, após uma cerimónia de formatura estudantil, em Santa Clara, parece ser o início do capítulo final de ‘El Comandante’. Fidel recupera das fraturas no braço e no joelho, mas não mais a doença deixa de o importunar. A 31 de julho de 2006, na sequência de uma intervenção cirúrgica ao intestino, Fidel Castro transfere os seus poderes para o seu irmão mais novo, Raúl, seu Vice-Presidente. Fidel conserva o título de Presidente de Cuba até 24 de fevereiro de 2008, quando a Assembleia Nacional elege Raúl Castro para a presidência do país. “Trairia a minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que eu não estou em condições físicas de oferecer”, escreveu Fidel numa carta aos cubanos.
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Fidel resguarda-se em casa, sendo, a espaços, fotografado em fato de treino na companhia de governantes e personalidades estrangeiras, dos quais o Presidente da Venezuela Hugo Chávez foi a visita mais frequente. Fidel escreve uma coluna no Granma (“Reflexões”) e dá entrevistas ocasionais, onde aproveita para fazer “meã culpa”. Em setembro de 2010, afirmou: “O modelo cubano já não funciona nem para nós.” “Sou o responsável pela perseguição aos homossexuais que houve em Cuba”.

O sigilo à volta da sua doença – diverticulite (provocada pela falta de fibras na dieta alimentar) – dispara a especulação à volta do seu estado de saúde. A morte de Fidel é antecipada várias vezes. Hoje, confirmou-se. “O tempo passa e os homens da maratona cansam-se”, disse um dia “El Comandante”. “A corrida foi longa, muito longa!”

As sete vidas de Fidel, o homem que terá sobrevivido a 634 tentativas de assassínio

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1960, janeiro – Chegada a Cuba com o pai após a revolução de 1959, a alemã Marita Lorenz perdeu-se de amores por Fidel Castro e tornou-se numa das suas muitas amantes. Ficou grávida e acusou o regime de a ter obrigado a abortar. Abandonou a ilha e juntou-se à comunidade cubana da Florida, onde foi recrutada pela CIA para assassinar Castro. Recebeu ampolas com veneno que deveria colocar na comida do cubano. De volta a Cuba, Fidel terá desconfiado do que se passava e entregou a Marita a sua arma para que ela o matasse. A alemã não foi capaz e pôs Fidel ao corrente dos planos da CIA.

CHARUTO CONTAMINADO

1960, setembro – Quando Fidel foi a Nova Iorque para discursar na Assembleia Geral da ONU, a CIA viu nessa visita uma ocasião única para atentar contra ele. Juntamente com a máfia, planeou várias operações. Uma delas consistia em colocar no seu quarto de hotel uma caixa de charutos contaminados com um poderoso veneno à base de butolina sintética. A polícia recusou colaborar e o plano abortou. Outra passava por colocar sais de tálio nos seus sapatos ou nos seus charutos. O químico provocaria a queda da barba. Esta operação não visaria matar Fidel, mas antes enfraquece-lo e desacredita-lo perante o seu povo. Uma terceira tentativa passava por pulverizar um estúdio de rádio onde Fidel iria participar numa emissão em direto com um aerossol contendo uma substância que provocaria um riso incontrolável, afetando o seu carisma e prestígio.

BÚZIO ARMADILHADO

1963, primeiro trimestre – Sabendo que Fidel Castro gostava de fazer mergulho, a CIA planeou mata-lo através de um fato de mergulhador forrado com esporos e bactérias que infetavam a pele e inoculavam o bacilo da tuberculose. O fato deveria ser entregue ao advogado americano James B. Donovan, envolvido nas negociações com Cuba visando a libertação de prisioneiros da invasão da Baía dos Porcos (1961), e que tinha acesso a Fidel. O jurista recusou a missão e, por iniciativa própria, ofereceu a Castro um outro fato. A CIA insistiu e planeou colocar um búzio armadilhado com explosivos na zona onde Fidel costumava praticar pesca submarina. O búzio seria colorido e fora do comum, para atrair a atenção de Fidel e aproxima-lo o suficiente para que fosse atingido pela explosão.

BATIDO TÓXICO

1963, março – À noite, Fidel tinha por hábito passar pelo hotel Habana Libre, onde se deliciava com batidos de chocolate. Um empregado do bar chamado Santos de la Caridad Perez Nunez recebeu, de um guarda-costas da máfia, duas cápsulas de cianeto, a mando da CIA. Deveria mistura-las no batido de Fidel para envenená-lo. O empregado deixou uma em casa e escondeu a outra no frigorífico do hotel, à espera da melhor oportunidade. Certo dia, Fidel apareceu e fez o pedido de sempre. Perez Nunez foi buscar a ampola e reparou que estava presa ao gelo do frigorífico. Ao tentar descolá-la, a cápsula partiu-se e o seu conteúdo perdeu-se. Terá sido esta a ocasião em que a CIA esteve mais próxima de matar Fidel.

CANETA ENVENENADA

1963, novembro – No dia 22, exatamente o mesmo em que John Fitzgerald Kennedy foi assassinado em Dallas, Rolando Cubela, embaixador de Cuba na UNESCO, e Desmond Fitzgerald, chefe da secção de assuntos cubanos da CIA, encontraram-se em Paris para coordenar o projeto de um golpe de Estado em Cuba e o assassinato de Fidel. Cubela recebeu uma caneta luxuosa com uma agulha hipodérmica destinada a inocular, lentamente, um veneno em Fidel. O complô foi descoberto e Cubela foi condenado a 25 anos de prisão. Após ser libertado, exilou-se em Espanha.

APAGÃO OPORTUNO

1967, novembro – Fidel tinha presença prevista na inauguração do Campeonato Nacional de Basebol no Estádio de El Cerro, em Havana. Um grupo de conspiradores planeou um atentado contra Fidel que passava pela colocação de um cúmplice junto ao quadro elétrico com a missão de provocar um curto-circuito e gerar um apagão no recinto. Simultaneamente, seriam lançadas granadas de fragmentação contra a tribuna onde Fidel se encontrava.

ACIDENTE COMBINADO

1971, outubro – Élio Hernández Alfonso era um operário numa siderurgia que odiava Fidel e o regime cubano. Em nome de uma contrarrevolução, tentou recrutar vários trabalhadores dessa unidade fabril para assassinar “El Comandante” quando ele visitasse o local. O plano consistia em derrubar sobre Fidel um enorme contentor de ferro fundido, à sua passagem. Descoberto o plano, o autor foi preso.

Fidel e os Portugueses

José Saramago e Fidel Castro abraçam-se durante uma ação de solidariedade com Cuba, em Matosinhos, em 1998 © Str Old / Reuters

José Saramago e Fidel Castro abraçam-se durante uma ação de solidariedade com Cuba, em Matosinhos, em 1998
© Str Old / Reuters

Na fila atrás de Fidel, para além de Saramago, está Narciso Miranda, então presidente da câmara de Matosinhos

Na fila atrás de Fidel, para além de Saramago, está Narciso Miranda, então presidente da câmara de Matosinhos

Sessão final da VIII Cimeira Ibero-Americana, realizada no edifício da Alfândega da cidade Invicta

Sessão final da VIII Cimeira Ibero-Americana, realizada no edifício da Alfândega da cidade Invicta

Na companhia do empresário Américo Amorim e de Pina Moura, então ministro da Economia, após a visita a uma fábrica de cortiça, a 19 de outubro de 1998

Na companhia do empresário Américo Amorim e de Pina Moura, então ministro da Economia, após a visita a uma fábrica de cortiça, a 19 de outubro de 1998

Fidel Castro retribuiu a visita a Jorge Sampaio, no Palácio de Belém, a 17 de maio de 2001

Fidel Castro retribuiu a visita a Jorge Sampaio, no Palácio de Belém, a 17 de maio de 2001

À conversa com o primeiro-ministro António Guterres, no Palácio de S. Bento, a 17 de maio de 2001

À conversa com o primeiro-ministro António Guterres, no Palácio de S. Bento, a 17 de maio de 2001

Fidel, Jorge Sampaio (Presidente de Portugal) e José Maria Aznar (primeiro-ministro de Espanha), na foto de família da VII Cimeira Ibero-Americana, em 1997, na Ilha de Margarita (Venezuela)

Fidel, Jorge Sampaio (Presidente de Portugal) e José Maria Aznar (primeiro-ministro de Espanha), na foto de família da VII Cimeira Ibero-Americana, em 1997, na Ilha de Margarita (Venezuela)

Com Álvaro Cunhal

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Fonte ::::> Expresso

Árvores de Natal em todo o mundo

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Lisboa

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Londres

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Nova York

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Reino Unido

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Rio de Janeiro

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São Paulo

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Tokio - Japão

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Vaticano - Itália

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Arco-Íris Branco na Escócia

Um fotógrafo de paisagem recentemente capturou uma imagem impressionante de um fogbow, um arco-íris branco, sobre um charneca no oeste da Escócia.

Melvin Nicholson disse hoje à ABC News que ele capturou o “fenômeno do tempo raro” neste domingo enquanto ele estava perto da vila de Glencoe.

“Eu tinha saído pela manhã com um amigo que disse que sabia desta bela árvore, a que está no centro da fotografia que tirei”, disse Nicholson, 44 anos.

Quando chegaram à árvore, ele disse, notou que a área era “incrivelmente enevoada”.

“Então o sol começou a se levantar atrás de nós, queimando a névoa, e nesse ponto, o fogbow apareceu”, Nicholson disse. “Eu nunca tinha visto nada assim em meus 10 anos, capturando fotos de paisagem ao redor do globo ou mesmo em meus 44 anos de vida.”
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Aviso de tsunami em El Salvador depois de ter sido atingido por um terremoto de magnitude 7,2.

O tremor atingiu cerca de 150 quilômetros a sudoeste de Puerto El Triunfo, a uma profundidade de 33 km, informou o USGS.

O terremoto aconteceu depois de outro grande tremor ter atingido a  Nova Zelândia (Foto: Reuters)

O terremoto aconteceu depois de outro grande tremor ter atingido a Nova Zelândia (Foto: Reuters)

Um aviso de tsunami foi emitido após um terremoto de 7,2 graus magnitude atingiu a nação centro-americana de El Salvador.

O tremor atingiu cerca de 150 quilômetros a sudoeste de Puerto El Triunfo, a uma profundidade de 33 km, informou o USGS.

Um alerta de tsunami foi emitido para áreas dentro de 300km ao longo das costas de Nicuragua, El Salvador e Honduras.

O terremoto atingiu uma profundidade de 33 quilômetros.

O centro de alerta de tsunami do Pacífico disse que “as ondas perigosas de tsunami são possíveis para as costas localizadas a 300 quilômetros do epicentro do terremoto”.

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Incêndios florestais em Israel provocam evacuações em Haifa

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Dezenas de milhares de pessoas fogem de suas casas quando os incêndios atingem a cidade de Haifa, no norte de Israel.a

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Os incêndios florestais atingiram alguns distritos do norte de Haifa, danificando edifícios. Cerca de 50 mil pessoas em oito bairros receberam instruções para evacuar, disseram autoridades.

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Não há relatos de lesões graves, mas várias pessoas foram levadas para o hospital sofrendo de inalação de fumos.

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Montijo prevê novos investimentos ao abrigo do Portugal 2020

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O presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, aproveitou a presença dos órgãos de comunicação social no Montijo para dar conta do panorama de investimentos em execução e/ou previstos para o concelho.

Numa visita in loco à Estrada da Vara Longa, o autarca explicou a importância desta obra que irá criar melhores condições de acesso ao Bairro da Bela Colónia. A empreitada de pavimentação iniciou-se no mês de outubro, estando prevista a sua conclusão para o primeiro trimestre de 2017. Um investimento de 95 105,68 euros (mais iva).

O presidente deu, ainda, aos jornalistas uma perspetiva geral dos investimentos previstos para o concelho ao abrigo do Portugal 2020, assim que os avisos de candidaturas forem abertos pelas entidades responsáveis.

Assegurando que a Câmara Municipal do Montijo está totalmente empenhada neste processo, desenvolvendo todos os procedimentos necessários para a sua concretização, Nuno Canta indicou alguns dos investimentos previstos para os próximos anos.

O investimento mais emblemático, na ordem dos 2 milhões de euros, será a Casa da Música Jorge Peixinho e o Jardim do Pocinho das Nascentes. Um projeto muito importante para o Montijo, localizado nos terrenos da antiga Quinta São Pedro das Nascentes, e que permitirá coser a malha urbana entre os bairros antigos e os bairros novos da cidade, com um espaço público de qualidade ao serviço do ambiente e da cultura.

Outro investimento estruturante será a requalificação dos edifícios e do espaço público dos bairros sociais da Caneira e do Afonsoeiro. No total, a previsão de investimento é superior a 2 milhões de euros e permitirá a melhoria das condições de habitabilidade e de integração social dos moradores destes dois bairros do Montijo.

Na área da educação, a prioridade das prioridades do Município do Montijo são as obras de requalificação da Escola Luís de Camões e da Escola Joaquim de Almeida, no valor total de 670 mil euros. Foi, ainda, projetado e contemplado nos investimentos na Escola Pública do concelho, a concretização do CRIA – Centro de Recursos para a Infância e Adolescência, que além de combater o abandono e insucesso escolar tem como objetivo principal a promoção da democratização do sucesso educativo dos alunos.

Entre outros projetos, as intenções de candidaturas apresentadas pela câmara ao Portugal 2020 incluem, ainda, o projeto Montijo Ciclável, que consubstancia um investimento de 870 mil euros na construção de uma ciclovia entre o Montijo e o Pinhal Novo; a requalificação das Piscinas Municipais; a continuação da pedonização da Rua Miguel Pais; a conversão de um pavilhão na Montiagri para instalação dos serviços operários municipais; e a requalificação da Ermida de Santo António.

O presidente Nuno Canta garantiu aos jornalistas que, numa primeira fase, esteve empenhado na estabilidade e na consolidação da situação financeira da câmara e que, agora, há condições para iniciar um novo ciclo de importantes investimentos para o concelho, que será suportado pelo Portugal 2020 e pelo município.

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Volkswagen vai cortar 30 mil postos de trabalho

Maior parte dos cortes vai acontecer em fábricas alemãs. Autoeuropa não deverá ser afetada.

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A Volkswagen anunciou esta sexta-feira o despedimento de 30 mil trabalhadores, em todo o mundo, 23 mil dos quais na Alemanha, no quadro de um plano de recuperação e de desenvolvimento dos veículos elétricos. Herbert Diess, responsável máximo da empresa, disse hoje, em conferência de imprensa, em Wolfsburg, que a supressão de 23 mil postos de trabalho vai atingir as fábricas da Alemanha durante os próximos quatro anos. Os restantes sete mil trabalhadores vão ser despedidos nas fábricas da Volkswagen no resto do mundo mas os locais não foram especificados. A Volkswagen Autoeuropa, fábrica da marca em Palmela, não deverá ser afetada pelos cortes nos postos de trabalho. Fonte da Autoeuropa diz que o plano de investimento vai manter-se, assim como o lançamento de um novo modelo. Segundo a Volkswagen, a medida vai conseguir uma poupança de 3,7 mil milhões de euros por ano, até 2020. Trabalhadores de todo o mundo reúnem-se na Alemanha Fonte da Autoeuropa em Portugal disse hoje à Lusa que as comissões de trabalhadores da Volkswagen a nível mundial vão reunir-se na Alemanha entre os próximos dias 05 e 08 de dezembro. A questão dos despedimentos vai “naturalmente” ser analisada durante as reuniões dos trabalhadores que, depois, “tal como previsto”, devem reunir-se com a administração da empresa, disse a mesma fonte. O fabricante automóvel foi afetado há cerca de um ano pelo escândalo da manipulação dos valores das emissões poluentes nos veículos a gasóleo, que ficou conhecido por “Dieselgate”. A Volkswagen concordou pagar 15 mil milhões de dólares às autoridades norte-americanas e aos proprietários de cerca de meio milhão de veículos da marca, nos Estados Unidos, que não possuíam o equipamento eletrónico de controlo de emissões de gases. Em todo o mundo, foram vendidos 11 milhões de carros nas mesmas condições.

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Descontaminação da Siderurgia é o maior problema para o investimento no Seixal

Em causa está o projeto Lisbon South Bay

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Foi há cerca de duas semanas que os autarcas do Barreiro, Almada e Seixal se reuniram com o Executivo de António Costa para discutir o projeto Lisbon South Bay previsto para arrancar já no próximo ano e que conta com um investimento de 1,7 milhões de euros.

No Seixal, o grande problema é a descontaminação das áreas da Siderurgia Nacional. Joaquim Santos, presidente da autarquia, diz ao Jornal de Negócios que são precisos cerca de 50 milhões de euros para resolver o passivo ambiental em terra e mais de 40 milhões na água).

Segundo Joaquim Santos, “já foram executados 13 milhões e em 2017 serão mais seis – faltam 30 milhões”, afirma ao Negócios, salientando que “ainda não se chegou a metade do caminho”.

O responsável pela cidade do Seixal revelou que da parte do Ministério do Ambiente existe a possibilidade de se “avançar com mais candidaturas a fundos europeus” e com eles resolver-se o problema ambiental em causa, tornando assim a comparticipação nacional em apenas 15% do total da obra.

O autarca garante ainda que há interessados nacionais, na área da logística e indústria, na zona que já está descontaminada.

Arsenal do Alfeite irá construir embarcações salva-vidas

2016-11-10 18:44:23

Foi assinado hoje um memorando no Alfeite que visa estabelecer as bases do entendimento entre a Autoridade Marítima Nacional (AMN), a Marinha e a Arsenal do Alfeite, S.A., para a construção de quatro embarcações salva-vidas

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Foi assinado hoje, em cerimónia realizada nas instalações da Arsenal do Alfeite, S.A., o Memorando de Entendimento relativo ao Projeto e Construção de Embarcações Salva-vidas.

Este Memorando visa estabelecer as bases do entendimento entre a Autoridade Marítima Nacional (AMN), a Marinha e a Arsenal do Alfeite, S.A., para a construção de quatro embarcações salva-vidas da classe “Vigilante”, as quais serão destinadas ao salvamento marítimo, socorro e assistência a pessoas, navios e embarcações em perigo, como missões prioritárias que a lei comete aos órgãos e serviços da AMN, em especial, ao Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e às Capitanias dos Portos, como Autoridades Marítimas Locais.

​Este Memorando prevê a construção de quatro embarcações Salva-vidas de 15 metros de comprimento da classe “Vigilante” modificada, de modo a incorporar os novos requisitos operacionais, decorrentes da evolução das operações de salvamento, socorro e assistência no mar, nos termos dos requisitos técnicos a estudar e desenvolver, conjuntamente, entre a AMN e Marinha.

Estiveram presentes na cerimónia o ministro da Defesa Nacional, o secretário de Estado da Defesa Nacional, o Almirante Autoridade Marítima Nacional e o diretor-geral da Autoridade Marítima.

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CUF Almada abre portas a 2 de dezembro – Marcação de consultas e exames já disponível

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A Clínica CUF Almada abre portas a 2 de dezembro com uma oferta alargada de cuidados de saúde para toda a família. Com este passo, a José de Mello Saúde reforça a proximidade da rede CUF com as populações da região da Grande Lisboa, nomeadamente do concelho de Almada e concelhos limítrofes.

As marcações de consulta para os mais de 100 médicos de 30 especialidades da Clínica CUF Almada estão já disponíveis via site, no endereço www.saudecuf.pt/almada, ou pelo telefone 219 019 000. Para efetuar marcação pelo site, basta escolher a especialidade, o médico, entrar diretamente na agenda, ver a disponibilidade de datas e horários, e selecionar o pretendido.

Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Dermatologia, Gastrenterologia, Ginecologia-Obstetrícia, Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Neurocirurgia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia, Urologia, são algumas das especialidades disponíveis.

A Clínica CUF Almada tem acordos com diversos seguros e subsistemas de saúde.

Além de uma oferta alargada em regime de ambulatório, a partir do dia 2 de janeiro, a Clínica CUF Almada terá ainda atendimento médico permanente, de adultos e pediátrico, das 8h00 às 24h00.

No início de 2017, será ainda aberta a Unidade de Imagiologia, com Ressonância Magnética, Mamografia, TAC, Ecografia, RX, entre outros, o que ampliará ainda mais a oferta clínica disponível.

Durante o primeiro semestre do próximo ano, terá também lugar a abertura da Unidade de Exames Especiais (Gastrenterologia, Ginecologia e Urologia) e do Bloco Operatório, permitindo alargar a complexidade dos cuidados prestados ao concelho de Almada

Localizada no Monte de Caparica, nas instalações do antigo Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada, recentemente adquiridas pela José de Mello Saúde, a CUF Almada apresenta uma área clínica de 4.200 m2 e 100 lugares de estacionamento.

Expansão da rede CUF

Representando um investimento de 15 milhões de euros, a Clínica CUF Almada irá funcionar em estreita articulação com o Hospital CUF Infante Santo em Lisboa e integrará a rede nacional de hospitais e clínicas CUF, que inclui sete hospitais, um instituto e várias clínicas em todo o país.

A abertura desta unidade enquadra-se na estratégia de expansão no território nacional da José de Mello Saúde, fazendo chegar a áreas geográficas ainda não cobertas, a experiência e qualidade clínica dos seus 70 anos de experiência na área da saúde.

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