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Mobilidade, inclusão social, património e turismo são as áreas de trabalho exploradas pelos quatro projetos intermunicipais que os Municíp...

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O MultiBus do “Centro social da Trafaria” foi inaugurado a 4 de julho, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado para a Cidad...

Setúbal – Chamas ameaçam hosp...

Setenta bombeiros de diversas corporações, 21 viaturas e um helicóptero estão envolvidos no combate a um incêndio que deflagrou esta terça-feira à...

Incêndio de grandes proporções na z...

Um incêndio que deflagrou há cerca de 45 minutos numa zona de Setúbal (nas proximidades do hospital da Luz) já obrigou à mobilização de várias cor...

Investimentos superiores a nove milhões de euros unem Palmela, Sesimbra e Setúbal

Mobilidade, inclusão social, património e turismo são as áreas de trabalho exploradas pelos quatro projetos intermunicipais que os Municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal estão a desenvolver e que apresentaram, publicamente, no dia 29 de junho, em Azeitão.

Enquadrados no programa operacional de apoios comunitários Portugal 2020, com aplicação de Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), estes projetos representam um investimento global superior a nove milhões de euros e traduzem uma estratégia comum de desenvolvimento para o território Arrábida (candidata a Reserva da Biosfera da Unesco) e para a Península de Setúbal.

O Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Álvaro Balseiro Amaro, destacou a parceria, que motivou a criação de um grupo de trabalho intermunicipal e que expressa um paradigma que «ganha escala, não só ao nível do impacte das ações no território, considerando uma estratégia territorial alargada de intervenção, mas, sobretudo, ao nível da eficiência e da eficácia dos recursos humanos, físicos e financeiros a utilizar». O Presidente sublinhou, também, a «vontade expressa de ir além do permitido pela escassez financeira dos programas operacionais ou da própria estrutura do PORTUGAL 2020, pois o que nos propusemos e propomos fazer, por vezes, não tem o enquadramento expetável nos regulamentos específicos e nos avisos das diferentes prioridades de investimento».

A dimensão dos projetos em causa é de «imensa relevância para o concelho de Sesimbra», lembrou Felícia Costa, Vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, sublinhando que «faz todo o sentido que, mais uma vez, nos tenhamos associado a Palmela e a Setúbal para o desenvolvimento destas ações.»
Para Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, foi importante frisar que «estamos unidos nestes projetos que agora são apresentados, assim como estamos unidos no desígnio comum de, com muito trabalho, honestidade e competência, trabalhar, no presente, para construir o futuro coletivo».

Ciclop7 – Rede Ciclável da Península de Setúbal

Destinado à criação de uma rede de ciclovias que estabeleça uma ligação territorial entre os três concelhos, o projeto Ciclop7 contempla um investimento total 3.977.011,26 euros, com cofinanciamento a 50 por cento do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Palmela terá nove troços, com um total de dez quilómetros, num investimento de 1 milhão e 400 mil euros. Além de ciclovias, o Ciclop7 fomenta a criação de percursos pedonais, gerando uma rede de incentivo à utilização de meios de mobilidade amigos do ambiente, que deverá estabelecer uma ligação entre os rios Sado e Tejo.

Hub 10 – Plataforma Humanizada de Conexão Territorial

A plataforma Hub10 visa a promoção da Península de Setúbal com uma área privilegiada e dinâmica de expansão da região metropolitana de Lisboa, através da melhoria da Estrada Nacional 10, considerada como via de comunicação estruturante. A melhoria da conetividade entre espaços urbanos e a intermodalidade entre os pontos centrais mais acessíveis, a redução dos consumos energéticos pela racionalização dos circuitos usados pelas/os utentes e o favorecimento da articulação entre zonas classificadas, desclassificadas e não classificadas são mais alguns dos objetivos desta plataforma.

O projeto está orçado em 2.421.596,88 euros, com cofinanciamento a 50 por cento por parte do FEDER, e vem favorecer o acesso à A2, à A33 e aos interfaces de transportes públicos, assegurando, também, a mobilidade universal, através de um desenho inclusivo e do aumento da segurança rodoviária para automobilistas, ciclistas e peões.

Pretende-se, também, valorizar o eixo geográfico metropolitano intermunicipal a partir da conurbação Vila Amélia/Quinta do Conde e a ligação a Lisboa e ao Sul e a requalificação e redimensionamento de troços rodoviários urbanos, com novos enquadramentos paisagísticos e em harmonia com áreas cicláveis e pedonais. Em Palmela, incluem-se, entre outras ações, a criação da rotunda de Vila Amélia, a melhoria do troço rodoviário da Estrada dos 4 Castelos e a beneficiação da sua rotunda, bem como a qualificação e enquadramento paisagístico da via até à EN 379, em Cabanas, numa lógica ciclável e pedonal.

Pria – Percursos em Rede na Inclusão Ativa

O Pria tem, como objetivo estratégico, a promoção de uma sociedade mais inclusiva e justa socialmente, e está orçado em 1 milhão e 530 mil euros, cofinanciados em 50 por cento pelo Fundo Social Europeu. O projeto aposta na capacitação das pessoas e na criação de oportunidades nos sistemas públicos, nas instituições sociais e nos parceiros locais, com inovação na forma de planear, organizar e trabalhar mas, também, de atuação mais participativa, solidária e integrada.

Ações de prevenção médico-social em modo itinerante, oferta de desporto sem idade, oferta de serviços a baixos preços para satisfação de necessidades comunitárias, agestão da partilha de recursos em articulação com as redes sociais locais e animação intergeracional são as principais propostas.

PRARRÁBIDA – Plano de Ação para a Conservação, Valorização e Promoção do Património Histórico, Cultural e Natural da Arrábida

Constituído por 14 ações – das quais seis contam com cofinanciamento comunitário, de 50 por cento, por via do FEDER – este plano conta, também, com um grupo de entidades parceiras, nomeadamente, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Associação de Municípios da Região de Setúbal, da Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal e da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, e tem como finalidade sustentar a atratividade turística do território, com base na salvaguarda e valorização do património local, tendo em conta a base ecológica do espaço e a melhoria da qualidade de vida.

Da responsabilidade da Câmara de Palmela são as ações “Janela da Arrábida”, “CAFA – Castelos e Fortalezas da Arrábida – Castelo de Palmela”, “Valorização de sítios arqueológicos – Grutas da Quinta do Anjo e Alto da Queimada” e “Espaços de lazer e bem-estar – Palmela”. O valor do investimento das ações aprovadas para apoios comunitários para os três Municípios está orçado em 1.271.803,22 euros

Veja o vídeo informativo em https://www.youtube.com/watch?v=HYHNAJRD0jg.

Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade inaugura MultiBus no “Centro social da Trafaria”


O MultiBus do “Centro social da Trafaria” foi inaugurado a 4 de julho, numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, e representantes da Câmara Municipal de Almada, Junta da União de Freguesias de Caparica e Trafaria, Instituto de Segurança Social, empresa TST e direção da Santa Casa da Misericórdia de Almada.

O MultiBus é um projeto que integra o “Parque de reminiscências” do “Centro social da Trafaria” e consistiu na reabilitação de um autocarro antigo e transformação do mesmo em espaço de atividades entre-gerações, através de workshops de construção em madeira e arte de graffiti, conduzidos com participação comunitária, envolvendo voluntários(as), colaboradores, pais e mães de crianças da creche e pré escolar, utentes de centro de dia e habitantes dos bairros do território.

O investimento foi apoiado pela Secretaria de Estado de Cidadania e Igualdade, Junta da União de Freguesias de Caparica e Trafaria, empresa HCapital e beneméritos particulares que se associaram a esta causa.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a “Associação Ensaios e Diálogos” e contou com a colaboração da “Oficina do Gato Morto” e “Plataforma da Trafaria

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Setúbal – Chamas ameaçam hospital, hotel e casas em Setúbal Proteção Civil apela à população da Quinta dos Vidais e da Reboreda para abandonar o local.

Setenta bombeiros de diversas corporações, 21 viaturas e um helicóptero estão envolvidos no combate a um incêndio que deflagrou esta terça-feira à tarde em Setúbal. O fogo está a ameaçar uma zona de habitações no bairro da Reboreda e as pessoas estão em pânico nas ruas. A Proteção Civil Municipal está a apelar à população da Quinta dos Vidais e da Reboreda para abandonar o local devido à proximidade das chamas. O fogo está próximo do hospital da Luz, que já foi evacuado, de algumas moradias e de uma bomba de gasolina na EN 10. Esta estrada estava pelas 20h30 cortada ao trânsito na localidade de Viso, desde o quilómetro 32 ao 38, apresentando-se como via alternativa o cruzamento Vale da Rasca – Arrábida. O Hotel do Sado também foi evacuado devido à proximidade das chamas. O alerta para este violento incêndio que começou numa zona de mato à entrada de Setúbal foi dado por volta das 18 horas.

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Incêndio de grandes proporções na zona de Setúbal

Um incêndio que deflagrou há cerca de 45 minutos numa zona de Setúbal (nas proximidades do hospital da Luz) já obrigou à mobilização de várias corporações de bombeiros da região para o local. O

Ao que o DIÁRIO DA REGIÃO conseguiu apurar junto de fonte do CDOS de Setúbal trata-se de um incêndio de “largas proporções”.

Neste momento (18h50), as corporações de bombeiros de Trafaria, Águas de Moura e Seixal são algumas das que estão a combater as chamas no local.

A imagem de fumo que rompe os céus de Setúbal e que foi captada há instantes é elucidativa.

Veja mais em :::> Diário da Região

Câmara do Montijo retira cartazes por determinação da Comissão Nacional de Eleições

A Câmara do Montijo, liderada por Nuno Canta (PS), já retirou das ruas cartazes sobre os projetos do Portugal 2020, por determinação da Comissão Nacional de Eleições (CNE), depois de queixas da oposição, anunciou hoje o município.

“A Câmara Municipal do Montijo contratou com total transparência e legalidade a colocação de cartazes institucionais relativos à divulgação dos projetos incluídos no Pacto de Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa 2014-2020 e desses factos deu conhecimento público”, refere a autarquia, em comunicado enviado à Lusa.

No documento, assinado pelo gabinete da presidência, é referido que os partidos da oposição, PSD e CDU, apresentaram queixa à CNE solicitando a remoção dos cartazes institucionais.

“Em resposta, a Câmara Municipal do Montijo manifestou junto da Comissão Nacional de Eleições que discordava dos argumentos apresentados pelo PPD/PSD e pela CDU, sustentando o seu enquadramento jurídico na Lei n.º 72-A/2015, de 23 de junho, e na jurisprudência da CNE sobre o mesmo assunto, no entanto, manifestou-se disponível para a remoção dos cartazes institucionais caso assim fosse entendido”, salienta a presidência.

No esclarecimento, a autarquia liderada por Nuno Canta, que já apresentou a sua recandidatura ao cargo pelo PS, explica que a CNE “determinou a remoção dos cartazes”.

“Apesar do desacordo manifestado, a Câmara Municipal do Montijo cumpriu essa determinação em respeito pelos valores da democracia e pelo ato eleitoral do próximo dia 1 de outubro”, concluiu.

O PSD do Montijo confirmou que o presidente da concelhia, o vereador Pedro Vieira, apresentou uma queixa considerando que existia uma “violação da neutralidade e imparcialidade”.

“A Comissão Nacional de Eleições (CNE) deu um prazo de 36 horas para a Câmara Municipal do Montijo remover publicidade institucional proibida. A queixa surgiu na sequência da colocação de vários cartazes, localizados em vários locais do concelho, que se referem a processos à abertura de candidaturas a fundos comunitários, sem aprovação, que não têm qualquer obra em curso e configurando-se como promessas futuras”, salienta o PSD do Montijo.

O município do Montijo localiza-se no distrito de Setúbal.

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Palmela – Volkswagen Autoeuropa vai contratar cerca de 2.000 colaboradores

750 são para implementar um sexto dia semanal de produção


Volkswagen Autoeuropa produzirá acima de 200.000 unidades em 2018, quase triplicando a produção atingida em 2016.

Para fazer face a este crescimento, a empresa está a contratar cerca de 2.000 colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de produção.

COMUNICADO À IMPRENSA

Com o lançamento do T-ROC, a Volkswagen Autoeuropa produzirá acima de 200.000 unidades em 2018, quase triplicando a produção atingida em 2016.

Para fazer face a este crescimento, a empresa está a contratar cerca de 2.000 colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de produção.

O modelo de trabalho previsto tem enquadramento legal, e a empresa pretende reconhecer o trabalho aos sábados como o quinto dia de trabalho individual com um pagamento adicional ao previsto na lei.

Dando seguimento às boas práticas de gestão e entendimento entre a empresa e os representantes dos trabalhadores, a Volkswagen Autoeuropa mantém-se disponível para procurar uma solução que vá ao encontro das expectativas dos colaboradores, e que ao mesmo tempo cumpra com os compromissos assumidos com a casa-mãe na atribuição do T-ROC à fábrica de Palmela.
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O governo quer menos gente nas praias da Caparica

O novo Programa para a Orla Costeira, que esteve em discussão pública até dia 30 de maio, prevê uma redução drástica da área dos apoios de praia e dos parques de estacionamento entre a Cova do Vapor e a Fonte da Telha – uma das zonas balneares mais movimentadas do país.

O documento que esteve em discussão pública até dia 30 de maio prevê uma redução drástica da área dos apoios de praia e dos parques de estacionamento entre a Cova do Vapor e a Fonte da Telha – uma das zonas balneares mais movimentadas do país. Mas há a intenção de investir no comboio Transpraia para melhorar o acesso aos areais.

De acordo com a Câmara Municipal de Almada, seis milhões de pessoas frequentam estas praias em cada verão, sujeitando os areais e as dunas a uma carga que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) considera excessiva. Esse é um dos problemas a que o novo POC quer dar resposta. Em vez de um número indeterminado de carros, encaixados desordenadamente sob uma nuvem de terra batida, o programa prevê a criação de estacionamentos organizados que, na totalidade, terão capacidade para 4705 automóveis entre a Cova do Vapor e a Fonte da Telha – um número muito inferior ao atual, que é impossível de calcular.

Para a Associação Portuguesa do Ambiente e as outras entidades responsáveis, a defesa do litoral passa por preservar dunas e outras barreiras naturais existentes, reforçar estruturas artificiais de defesa e compensar a redução do volume de areia. Além disso, é preciso travar ou demolir construções demasiado próximas do mar.

A secretária de Estado do Ambiente não tem dúvidas: para proteger o litoral, há sítios onde é preciso reduzir a quantidade de pessoas. «Pensamos na Caparica e nalgumas áreas do Algarve, como Monte Gordo, onde vai ser necessário fazer uma intervenção significativa», diz Célia Ramos. «O que os POC fazem é um ordenamento, um plano de pormenor para as áreas balneares. A gestão é impopular, sobretudo em zonas onde o afluxo é imenso. É cada vez mais importante encontrar alternativas noutras áreas de recreio balnear, sem ser apenas no litoral. Cada vez temos mais praias no interior.»

Célia Ramos, secretária de Estado do Ambiente,

O governo tem em cima da mesa seis POC, que pretendem regulamentar, monitorizar, proteger e ordenar todo o litoral português, de Caminha a Vila Real de Santo António. «Estamos perante uma costa onde há fenómenos de galgamento e queda de arribas, que está muito exposta à ação de um mar agitado. Todo o litoral está ameaçado, a não ser nas áreas que já estão devidamente protegidas», diz a secretária de Estado.

«Quarenta por cento da costa portuguesa sofre riscos da erosão, e está sujeita aos efeitos das alterações climáticas, subida do nível do mar e degelo. Cada vez há menos sedimentos trazidos pelos rios, devido às barragens, e menos areia nas praias», reforça Paulo do Carmo, da Quercus.

Para a APA e as outras entidades responsáveis, a defesa do litoral passa por preservar dunas e outras barreiras naturais existentes, reforçar estruturas artificiais de defesa e compensar a redução do volume de areia. Além disso, é preciso travar ou demolir construções demasiado próximas do mar.

O governo começou pela faixa mais sujeita a intempéries e aprovou no início de junho o
POC que regula o troço entre Ovar e a Marinha Grande [ver Pontos críticos da costa portuguesa] Nesta zona, por exemplo, foi barrada a construção de um hotel e de um parque de campismo projetados para terrenos em risco. Mas há muito mais medidas previstas para toda a costa portuguesa. Ao longo do próximo ano, deverá haver luz verde para os restantes Programas de Ordenamento. A aprovação do documento dedicado à faixa Alcobaça-Cabo Espichel, que inclui a Costa de Caparica, deve acontecer nos próximos meses.

«Se o POC for para a frente como está previsto, há negócios que deixam de ser viáveis. Aqui no [restaurante] Borda d’Água, por exemplo, corre-se o risco de acabar com um estabelecimento de referência na Costa», diz João Carreira, presidente da Associação de Concessionários da Costa de Caparica.

Só este programa prevê um investimento de mais de 200 milhões de euros, 145,5 dos quais serão geridos pela APA e cerca de 60 serão entregues às autarquias. No concelho de Almada deverão ser feitas alterações na ordem dos cem milhões de euros. Os empresários locais aplaudem o investimento, mas questionam o programa. «Se o POC for para a frente como está previsto, há negócios que deixam de ser viáveis. Aqui no [restaurante] Borda d’Água, por exemplo, corre-se o risco de acabar com um estabelecimento de referência na Costa», diz João Carreira, presidente da Associação de Concessionários da Costa de Caparica.

João é o único empresário com duas concessões: praias da Morena e da Sereia. É o dono do Borda d’Água e do Waikiki, dois dos restaurantes mais trendy e bem cuidados da zona. São também dois dos maiores. No primeiro, as mudanças podem ser de grande monta. O bar tem hoje quatrocentos metros quadrados de área coberta distribuída por dois pisos – um aberto ao público, o outro utilizado para arrumos. A esplanada com mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e colmos estende-se por 1600 metros quadrados.

«Caso o POC seja aprovado, só podemos ter duzentos metros quadrados de área coberta de 150 metros quadrados de esplanada», diz João Carreira. O espaço é curto para a enorme procura. No início de junho, o movimento ainda é calmo durante a semana: há lugares vagos e o serviço é rápido. Ao fim de semana, no entanto, já só se consegue lugar ao almoço com reserva e os 30 empregados da casa custam a dar conta do recado.

Num dia de verão, a praia da Morena, tal como as vizinhas, enchem tanto que é difícil encontrar uma nesga de areia livre. Nos últimos anos, com a crise económica, a afluência tornou-se ainda maior. No entanto, o novo POC quer baixar o número de pessoas que vão para o areal para 715, no máximo.

No concelho de Almada, a praia que ficará com maior capacidade será a de São João de Caparica (5700 pessoas). A mais reservada será a do Norte, que não deverá ultrapassar as 360 pessoas. João Carreira duvida da eficácia dessas medidas: «As pessoas vêm à praia na mesma, havendo condições ou não. Eles deviam ter noção de que aquilo que temos no terreno hoje em dia é o que faz falta.»

O destino tornou-se tão popular que muitos construíram ali casas de fim de semana ou veraneio. De acordo com o projeto CHANGE (uma investigação conduzida por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para determinar o impacto das alterações climáticas no ordenamento do território e na vida das populações que residem em zonas de risco de erosão costeira), entre 1950 e 2011, a população residente na Costa aumentou 344%. Foi um acréscimo de 65% no número de pessoas que frequentam aquela região, como assinala este estudo realizado por investigadores do Instituto de Ciências Sociais para avaliar o impacto das alterações climáticas na vida de três comunidades do litoral: Vagueira, Costa de Caparica e Quarteira. O problema é que uma parte das novas casas foi feita clandestinamente, em terrenos vulneráveis.

«As pessoas mais velhas da Costa dizem que, quando eram novas, a praia era enorme e iam a pé até ao Bugio. Era tudo areia até lá», diz a socióloga Luísa Schmidt, coordenadora do Projeto CHANGE.

O facto de o primeiro esporão de defesa ter sido construído em 1959 demonstra bem que a ameaça do mar começou ainda antes do crescimento exponencial da localidade. Em 1970, já fora necessário implantar sete esporões para defender a frente urbana. «As pessoas mais velhas da Costa dizem que, quando eram novas, a praia era enorme e iam a pé até ao Bugio. Era tudo areia até lá», diz a socióloga Luísa Schmidt, coordenadora do Projeto CHANGE. «Só que essa areia foi sendo retirada para se construir a ponte e a marginal e acabou por se criar um défice que deixou o litoral mais vulnerável.» Outros fatores, como as dragagens do porto de Lisboa e a construção de barragens no rio, contribuíram ainda mais para o desequilíbrio.

O CHANGE menciona outras causas para a erosão acentuada no troço entre a Trafaria e a Fonte da Telha, como «as práticas agrícolas e a ocupação urbana na vasta planície entre a arriba fóssil da Costa de Caparica e a linha de costa» que há décadas impedem a alimentação do litoral com sedimentos provenientes da erosão da arriba.

Os números do avanço do mar são impressionantes. Entre 1999 e 2007, a linha de costa recuou em média 26 metros por ano, na Cova do Vapor, na Vagueira perdeu 16 metros por ano entre 1984 e 1990. A tendência é para piorar. «Os cenários oficiais apontam para uma subida do nível médio do mar entre 18 a 59 cm até 2100, o que representa um risco para toda a vida social instalada nas áreas litorais», diz o estudo.

A questão assume particular relevância quando 80% da população portuguesa vive junto à costa e 85% do PIB é gerado perto do mar. Além disso, de acordo com a Agência Europeia do Ambiente, Portugal foi o país europeu que mais construiu a um quilómetro da costa entre 1995 e 2005. A defesa do litoral é, por isso, uma prioridade. Por isso, segundo o CHANGE, de 1995 a 2010 foram gastos 126 milhões de euros para o proteger.

Tanto para os concessionários como para os milhares de veraneantes, uma das situações mais graves é a estrada de terra batida que dá acesso às praias entre a da Princesa e a da Bela Vista. «É um caos. As pessoas estacionam sem se preocupar se cabem dois carros. Se um dia há um problema na fila de carros, dá-se ali uma tragédia», diz Marta Canário, 41 anos, que frequenta aquelas praias desde os cinco.

Mesmo sabendo que muitas casas foram construídas em situações irregulares e que estão à mercê das intempéries, os proprietários raramente entendem a necessidade de as demolir. «Hoje o que está em causa – além da legalidade – é uma questão de exposição ao risco. Das duas uma: ou se protege ou se retira», diz a secretária de Estado do Ambiente. «A retirada – sobretudo em situações de ilegalidade – tem mesmo de acontecer. Não vamos fazer esporões para proteger um hotel, nem um aglomerado construído ilegalmente», diz Célia Ramos.

Na Costa de Caparica, quando se fala de situações críticas de ordenamento, todos os caminhos vão dar à Fonte da Telha. Num único sítio, há tudo: casas ilegais em cima da areia, construções expostas a tempestades e galgamentos e um evidente atentado à arriba vizinha. Mas não é caso único. Tanto para os concessionários como para os milhares de veraneantes, há outra situação bastante grave: a estrada de terra batida que dá acesso às praias entre a da Princesa e a da Bela Vista.

Desde os 5 anos que Marta Canário percorre este caminho. Sempre que vinha à praia da Sereia, era a mesma confusão: arbustos brancos do pó, carros estacionados por todo o lado e condutores em apuros, a cruzarem-se com milímetros de distância uns dos outros. «O que me surpreende é que eu agora tenho 41 e não mudou quase nada. Os bares estão melhores, mas os acessos não. É um caos e há imensa gente selvagem que estaciona sem se preocupar se cabem dois carros. Se um dia há um problema na fila de carros, dá-se ali uma tragédia.»

Nos dias de maior afluência, a partir das 15h00, o engarrafamento é compacto. «Não sobra espaço para passar uma ambulância se houver uma emergência», alerta. A Secretaria de Estado do Ambiente garante que as obras na Estrada Florestal da Costa de Caparica estão aprovadas e nas mãos da Câmara Municipal. Contactada para comentar as mudanças que o POC trará ao concelho, a autarquia optou pelo silêncio.

Cada vez que vai à praia – o que acontece muitas vezes –, Marta depara-se com outras dificuldades: a quase inexistência de acessos para pessoas com mobilidade reduzida. Desde os 15 anos que é paraplégica e se desloca numa cadeira de rodas, mas nunca deixou de fazer a vida normal. Ir à praia é mais um dos muitos desafios que enfrenta num país que ainda tem muito por fazer a este nível.

«Nas praias da Morena, da Sereia e de São João, como os bares são mais modernos, a situação é menos má. No Waikiki (Sereia), há uma passadeira de madeira até ao último chapéu de sol, que me costumam reservar. » É também ali que fica guardado o tiralô (cadeira adaptada) que os donos do bar lhe ofereceram para ela poder tomar banho no mar.

Como poucas praias do país têm a distinção de locais acessíveis para pessoas com deficiência, na maioria dos casos, tudo depende da boa vontade de quem gere as concessões. No novo POC Alcobaça – Cabo Espichel estão previstas 78 ações para melhorar a qualidade dos acessos às praias para os deficientes motores.

Marta Canário entende as preocupações ecológicas do POC que em breve deverá ser aprovado, mas tem reservas. «Em vez de olharem só para a questão ambiental, era importante que dessem atenção ao resto. Faz falta um excelente acesso, equilibrado com a natureza, que resolvesse o problema aos milhares de pessoas que ali vão. E choca-me que ainda haja fossas séticas nos bares da Costa de Caparica.» Essa é uma questão que se resolverá à medida que houver disponibilidade financeira, garante a secretária de Estado, Célia Ramos.

«Aquilo que estão a propor não condiz em nada com aquilo de que a Costa de Caparica precisa», acrescenta António Vieira, da praia do Castelo. O que faz falta, diz, são parques maiores, apoios com maior qualidade e «uma estrada que não pareça uma picada em África».

«Os senhores do ambiente não veem as questões relacionadas com o emprego, por exemplo. E não deixa de ser curioso que a única área sempre afetada quando há temporais aqui seja a que foi intervencionada pelo programa POLIS», diz João Carreira. O presidente da Associação de Concessionários refere-se à frente urbana da Costa, onde existem os pontões e o muro de betão que deverá aumentar ainda mais.

«Aquilo que estão a propor não condiz em nada com aquilo de que a Costa de Caparica precisa», acrescenta António Vieira, da praia do Castelo. O que faz falta, diz, são parques maiores, apoios com maior qualidade e «uma estrada que não pareça uma picada em África». Tem a certeza de que nem ele, nem os outros concessionários terão capacidade para financiar as alterações pedidas. «Há colegas a pensar meter providências cautelares e nós também vamos fazer o mesmo.» Se houvesse dinheiro, António sabe bem o que faria com a sua concessão: «Construía um restaurante cuja fisionomia estivesse de acordo com o nome da casa e construía um castelo na praia.» Por agora, tudo o que lhe resta é esperar para ver.

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O Cais do Ginjal do futuro vai ter casas, lojas, jardins e restaurantes

O Cais do Ginjal do futuro vai ter casas, lojas, jardins e restaurantes

Banhado pelo rio, na margem esquerda do Tejo, o Cais do Ginjal tem, provavelmente, a melhor vista sobre Lisboa e tornou-se um ponto de paragem obrigatória para os turistas que chegam a Cacilhas e que ignoram os avisos de perigo repetidos ao longo de um quilómetro. Mas a degradação do Ginjal está com os dias contados. Os velhos edifícios que se estendem entre o terminal fluvial e o Jardim do Rio vão dar lugar a casas, lojas, restaurantes, espaços culturais e jardins.

A proposta de Plano de Pormenor para o Cais do Ginjal vai entrar, em breve, num período de 120 dias de discussão pública e a obra avançará “assim que aprovado e publicado o Plano e concluídos os projetos de infraestruturas”, respondeu fonte oficial da Câmara Municipal de Almada ao Observador, acrescentando que não há prazo para a sua conclusão.

A ideia é aproveitar o “clima económico favorável ao investimento e que se traduz em Almada numa procura crescente por parte de investidores interessados nesta área” para reabilitar o cais ribeirinho, com cerca de 80 mil metros quadrados, e criar habitação, hotelaria, comércio, serviços, estacionamento, miradouros, apartamentos turísticos e espaços públicos, como mercados das artes e diversos equipamentos de apoio.

Nas palavras do Presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, este projeto permitirá aumentar o espaço público e a segurança, manter a memória histórica daquele local e consolidar a arriba, “ao mesmo tempo que valoriza o território e o bem-estar de quem cá vive e trabalha, através da criação de mais postos de trabalho, conseguindo-se também uma maior atratividade para o concelho e para a região”.

Quanto aos dois únicos restaurantes que existem no Cais do Ginjal — o Atira-te ao Rio e o Ponto Final — não terão de fechar portas quando as obras começarem porque “na área dos dois restaurantes a intervenção a realizar, após publicação do Plano e concluídos os projetos de infraestruturas, será essencialmente nas traseiras para permitir um acesso ao Jardim do Rio e na frente para a consolidação do cais existente”, garantiu a mesma fonte da autarquia ao Observador.

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Plano Municipal: Cacilhas vai ter nova cara e reclama “a melhor vista sobre Lisboa”

Depois da bem-sucedida requalificação da rua Cândido dos Reis, que atraiu mais investidores e deu novos usos à zona de Cacilhas, na margem sul de Lisboa, a autarquia da Almada quer agora apostar na requalificação do Cais do Ginjal.

A autarquia de Almada anunciou esta quarta-feira um novo plano municipal para o Cais do Ginjal, em Cacilhas. O projeto, ainda sem orçamento estimado, inclui a substituição dos armazéns industriais abandonados em frente ao rio por modernas residências, escritórios e praças temáticas, numa zona que reclama a “melhor vista sobre Lisboa”.

Segundo avança o jornal ‘Diário de Notícias’, depois da bem-sucedida requalificação da rua Cândido dos Reis, que atraiu mais investidores e deu novos usos àquela zona da margem sul de Lisboa, a autarquia da Almada quer agora apostar na requalificação do Cais do Ginjal. A candidatura já foi submetida ao programa 2020 e está a ser ponderada a criação do núcleo museológico da Marinha na zona, bem como uma mudança dos terminais rodoviário e marítimo.

“Precisamos de ligar a rua ao largo de Cacilhas e depois ao Ginjal. A Cândido dos Reis é o início de uma dinâmica que queremos para a entrada em Almada que é Cacilhas por via do rio”, afirma a vereadora Amélia Pardal ao ‘DN’.

O presidente da Câmara Muncipal de Almada, Joaquim Judas, não avança como um valor para a intervenção que abrange uma área superior 80 mil metros quadrados. O Ginjal pertence o grupo imobiliário Avelino Farinha e Agrela, que comprou o terreno à Galp, e que terá de dar o parecer final sobre o projeto. A proposta de requalificação da zona vai ser agora discutida na sede da autarquia e a admite-se a possibilidade de dentro de uma década ser possível dar uma nova cara ao velho Cais do Ginjal.

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Charneca de Caparica em festa


[imagens: Manuel Pinto Jorge/JF Charneca de Caparica e Sobreda]

A Junta das Freguesias da Charneca de Caparica e Sobreda decidiu homenagear publicamento o grupo de música tradicional “Ai que Linda Brincadeira” na passagem do 25º Aniversário de “Cantar as Janeiras na Charneca de Caparica”. É seu mentor o musicólogo residente há longos anos na Charneca de Caparica António Bizarro. Em boa hora a CM de Almada aderiu a esta merecida homenagem. Parabéns “Ai que Linda Brincadeira”.

A abrir o 32º Festival de Folclore, foi oportunidade para homenagear o Grupo “Ai Que Linda Brincadeira”, na noite do dia 8 de Julho

Grupo de Amigos que se junta há largos anos para cantar as Janeiras nas Freguesias, percorrendo Colectividades, Associações, IPSS’s e Comércio Local, recuperando assim uma tradição que se perde nos tempos

O seu mentor e dinamizador António Bizarro, musico, compositor, arranjador e técnico de som, residente na Charneca de Caparica foi distinguido com uma oferta por parte da Junta das Freguesias, entregue pela Presidente, Margarida Luna de Carvalho

Vicktor Reis

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