Archive for: Setembro 2017

Tony Carreira de Almada dá baile

Cantor invisual desfia êxitos da criança a sonhar perdida na beira.

“E agora, um grande aplauso para o Zé, que montou tudo sozinho”, pede o cantor invisual que com playback e outras misturas anima o baile, maioritariamente de idosos, à porta do Escondidinho de Cacilhas, a dois passos da entrada para o cais dos barcos. O movimento no local está assegurado, mesmo se o Farol e o Ginjal repartem hoje com construções degradadas a melhor varanda sobre o Tejo para ver Lisboa estendida da Torre de Belém ao cais de Santa Apolónia. A vista vale tudo. Ideias mais descontraídas tem o cantor invisual que a si próprio se intitula ‘Tony Carreira de Almada’ e, no recanto do Escondidinho, desfia os êxitos da “criança a sonhar, perdida na Beira”. Os seus convites para as pessoas dançarem merecem, porém, fraca adesão. Afinal, não foi só a Incrível Almadense que por falta de convivas teve de baixar a frequência dos bailes para idosos na grande sala de teatro da sede. Há quem não resista ao cansaço dos anos.

Ler mais em::::> Correio da Manhã

Almada Rock e metal à frente nas fidelidades da vida

Cidade da Margem Sul ganhou fama como Meca dos rockeiros e metaleiros após o 25 de abril.

Na sala de muito reduzida iluminação do Cine da Incrível Almadense, com o volume de som no máximo, fumos à solta e imagens esbatidas no ecrã, tentei falar com um dos presentes, perguntar-lhe as preferências musicais. Da resposta só percebi, se não me engano, “eletrónica alternativa”. Após outra interpelação, ouvi: “Sou Filipe Cruz, músico, tenho uma editora.” Estendeu-me a mão com um cartão e concluiu: “Desculpe, tenho de ir dançar.” Já fora do ambiente da ‘Tarde de Vanguarda’, com entradas a 3 euros por carimbo na mão, li no cartão de visita de Filipe Cruz, jovem de calças e t-shirt pretas, cabelo comprido aos caracóis, que a editora dele é a Enough Records e tem como legenda ‘Free Music For Free People’ (Música livre para gente livre). Parece difícil encontrar melhor legenda para as tribos da resistência em Almada. A cidade da Margem Sul do Tejo construiu, depois do 25 de Abril, uma imagem de verdadeira Meca dos rockeiros e metaleiros. A correspondente Caaba, no centro da mesquita, é a Incrível Almadense, com uma história sem par nos cartazes de rock e metal. Também por bons motivos, a sala foi escolhida para servir de desaparecido Rock Rendez-Vous na série de TV “Os Filhos do Rock”. O correr do tempo quase apagou a história, mas há seis anos, depois de a sala estar fechada e em degradação, um grupo de almadenses resistentes da música criou a Associação Alma Danada para ressuscitar o Cine Incrível: “Vinha aqui ao cinema em criança e, como muitas outras, também cá tive namoros e vivi grandes espetáculos”, recorda Clara Correia, de cabelos prateados.

Ela perde o romantismo quando fala do hoje em dia: “É muito difícil. Pensávamos que eram todos como nós, com os mesmos gostos culturais, mas a realidade é que já ninguém anda na rua e quando saem preferem as esplanadas da Cândido do Reis, em Cacilhas, a vir aqui.” Os apertos de gestão são grandes e não há cachet para ninguém. Os músicos trabalham apenas por uma percentagem de bilheteira que nunca escalda. No sábado, no Tributo aos Night Wish (banda finlandesa de metal-opera) pelos portugueses Night Dreams, as entradas eram a 8 euros com direito a duas bebidas, nunca brancas. Outro ativista da Alma Danada, Jaime Quental, de 23 anos, nascido e criado em Almada e também adepto de vestir de preto, não perde, no entanto, o entusiasmo pelo trabalho na Incrível. Ali acrescentou à sua vida muitas noites memoráveis de concertos com, por exemplo, a banda francesa Black Heat, o americano Esta Tone e portugueses como os Ena Pá 2000, o projeto SVT com Tim e os dois filhos ou ainda o rock psicadélico dos Conjuntivite. Para Jaime Quental, a Incrível resistirá sempre.

Ler mais em: Correio da Manhã

“Não interessa a cor do gato desde que ele cace o rato”

A peugada neoliberal desde os anos 80: O novo livro de Alcídio Torres

Na Biblioteca Municipal do Montijo Alcídio Torres apresenta o seu novo livro. “Não interessa a cor do gato desde que ele cace o rato” – A peugada neoliberal desde os anos 80. A obra é apresentada pelo prof. Eugénio da Fonseca, Presidente da Cáritas Nacional.

A obra aprofunda as causas e as consequências da crise de confiança nos partidos, nos governantes, nos sindicatos, e nas instituições da sociedade civil.

Para o autor, o aprofundamento das desigualdades de rendimento e riqueza está associado a uma correlação de forças desfavorável ao trabalho, principalmente desde o final da década de 70.

Por isso, defende que o combate contra as desigualdades sociais e pela distribuição equitativa da riqueza deve estar no centro das preocupações da cidadania.

A um pragmatismo sem princípios, onde os fins justificam os meios, o autor contrapõe um outro caminho, com a política a comandar a economia e a finança ao serviço dos interesses da maioria da população.

O autor aborda, igualmente, o problema das dívidas soberanas, nomeadamente a violação do direito internacional na concessão de empréstimos por parte das instituições financeiras internacionais, que se assumiram como credores de último recurso perante Estados debilitados e indefesos.

O divórcio entre a política e a ética, assim como o discurso hegemónico da corrupção no sector público em Portugal e na Europa, são analisados por Alcídio Torres.

Com a publicação da obra “Não interessa a cor do gato desde que ele cace o rato” – A peugada neoliberal desde os anos 80 – Alcídio Torres acaba de publicar o seu 10º livro.

Nas anteriores publicações contam-se, entre outras, duas obras sobre a temática da ética pública e do combate contra a corrupção (com prefácios do prof. Guilherme d’Oliveira Martins e Viriato Soromenho Marques); duas obras sobre D. Manuel Martins, ex-bispo de Setúbal, um deles com prefácio de António Ramalho Eanes, ex-Presidente da República.

Em co-autoria com Rosa Bela e Armando Leal publicou “Cem anos de história municipal no Montijo” (com prefácio de Jorge Sampaio, ex-Presidente da República). Em co-autoria com Maria Amélia Antunes, ex-presidente da Câmara Municipal do Montijo, publicou a obra “O Regresso dos Partidos” (com prefácio de António Almeida Santos, ex-Presidente da Assembleia da República). Publicou ainda a obra “Porto de Sines, Porta Atlântica da Europa”.

Em declarações exclusivas ao DistritOnline, Alcídio Torres mostra-se entusiasmado com este seu novo trabalho, que levou mais de ano e meio a ser escrito, e que a editora Artelogy decidiu publicar em tempo record, 3 dias depois da sua apresentação por parte do autor.

É um livro muito interessante e de grandes surpresas. Alcídio Torres critica aqueles que “concentram muitas vezes o seu discurso no ataque á corrupção do estado social, que na pratica não passa de 5%” se comparada com outras práticas criminosas, como a fraude fiscal, que são responsáveis por 95% da fuga de impostos para os paraísos fiscais..

Por exemplo, a economia paralela ou não registada com origem na fraude fiscal corresponde a 27% do PIB português, ou seja 50 mil milhões de euros. Por este valor não arrecadado não se pode responsabilizar a corrupção , mas a fraude fiscal oriunda do sector privado e potenciada pela permissão do Estado.

Esta verba não arrecadada daria para pagar 4 anos de prestações sociais provenientes do OE ou daria para pagar durante mais de 20 anos os gastos do OE com o Ensino Superior e a Ciência.

Veja msis em :::> Distrito Online

Incêndio no Montijo cortou circulação na A33

15.09.2017

Incêndio combatido por 57 bombeiros e 17 viaturas.

Um incêndio de mato na zona da Estrada Velha da Lançada, no concelho do Montijo, distrito de Setúbal, está em conclusão e a circulação na A33 já foi normalizada disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

“A situação já está normalizada e a circulação na A33 foi restabelecida”, disse à Lusa fonte da ANPC, depois de o incêndio ter obrigado ao corte da autoestrada devido ao fumo provocado pelas chamas. Segundo a Proteção Civil, o incêndio, cerca das 19h00, já estava em conclusão, apesar de ainda estarem no local 22 operacionais, apoiados por 11 viaturas.

Ler mais em: Correio da Manhã

Autoeuropa produziu 18 vezes mais em agosto

Fábrica de Palmela produziu 6.241 automóveis no mês passado.

A fábrica da Autoeuropa, em Palmela, produziu 6.241 automóveis em agosto, aproximadamente 18 vezes mais (+1.683,1%) do que no mesmo mês de 2016, segundo a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP). No mês marcado pelo início da produção do novo modelo, o T-Roc, e de uma greve a 30 de agosto, a fábrica do grupo Volkswagen produziu 6.241 ligeiros de passageiros , o que representou 72,5% do total da produção automóvel em Portugal. Em agosto de 2016 foram produzidos 350 veículos, numa altura de paragem de verão. Este ano, a paragem decorreu na última semana de junho e na primeira de julho. A ACAP divulgou hoje terem sido produzidos 8.610 unidades totais em agosto, num crescimento homólogo de 211%. No acumulado de janeiro a agosto, a fábrica de Palmela tem um registo de 59.296 viaturas produzidas, o que traduz um crescimento de 3,5%. O acumulado da indústria automóvel nacional é de 102.314, numa subida de 5,3%. Por marcas e no segmento da produção de ligeiros de passageiros, em agosto, a Volkswagen somou 4.480 viaturas (+1.983,7%), a Citroen 207 (-14,8%), a Seat 1.761 unidades (+1.204,4%) e a Peugeot 349 (-24,6%).

Ler mais em::::> Correio da Manhã

“Tarde do Fogareiro” junta 10 mil pessoas na Moita

A “Tarde do Fogareiro”, que decorreu no dia 15 de Setembro, à tarde, juntou 10 mil pessoas, sendo um dos momentos altos das Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita.


A seguir à largada, assim que são recolhidos os touros, a avenida Dr. Teófilo Braga, transforma-se num enorme espaço de convívio e animação: as mesas são montadas, os fogareiros acesos, os amigos chegam e a animação começa com comes e bebes. O Grupo de Bombos de Santa Maria de Jazente de Amarante, a Charanga Musical Huga-Huga, do Rosário, e o “Fogareiro Eléctrico”, com Nélio Pinto, completaram esta tarde de convívio e boa disposição.

Para o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, a “Tarde do Fogareiro”, decorreu “bem, com uma boa participação, como é habitual, com a avenida repleta de gente um ambiente agradável”. “Faço um balanço positivo, tornou-se um símbolo das Festas da Moita com gente que vem de outros municípios, com uma grande massa de pessoas a participar”, concluiu o edil.

Veja mais em ::::> Setúbal Mais

Concurso prevê reforço de médicos de família na Península de Setúbal

Para a Península de Setúbal estão previstos mais de 50 médicos de medicina geral e familiar: 17 para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal, 18 para o ACES Arco Ribeirinho e 18 para o ACES Arrábida. Estas vagas, a serem preenchidas, vão permitir a atribuição de médico de família a mais cerca de 90 mil utentes.

O concurso para a contratação de recém-especialistas de Medicina Geral e Familiar já foi aberto. Das 218 vagas previstas para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), quase 25% são para a Península de Setúbal, o que permitirá aumentar o número de utentes com médico de família atribuído.
Para a Península de Setúbal estão previstos mais de 50 médicos de medicina geral e familiar: 17 para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal, 18 para o ACES Arco Ribeirinho e 18 para o ACES Arrábida. Estas vagas, a serem preenchidas, vão permitir a atribuição de médico de família a mais cerca de 90 mil utentes.
Este concurso dá continuidade ao compromisso assumido pela ARSLVT de melhorar a resposta assistencial aos utentes, garantindo o acesso a cuidados de saúde de qualidade, adequando os recursos disponíveis às necessidades em saúde. Este trabalho tem passado por reforçar, sempre que possível, o número de profissionais nas várias unidades. Destaca-se, por exemplo, o reforço feito recentemente no Centro de Saúde da Baixa da Banheira, com mais horas médicas.
O Aviso n.º 10362/2017 foi publicado no dia 11 de setembro em Diário da República e determina a abertura de um procedimento concursal nacional para o preenchimento de 290 postos de trabalho para a categoria de assistente, em medicina geral e familiar, em todo o país.
Na semana passada já tinha sido publicado em Diário da República o Despacho n.º 7810/2017, que identificava os serviços e estabelecimentos de saúde e respetivas unidades funcionais classificados como carenciados, na área de medicina geral e familiar, tendo em vista a abertura do concurso.

Veja mais em ::::> Rostos

Barreiro – Baía do Tejo – porque ousou pensar futuro

Esta semana foram demolidas as ruínas que restavam do antigo Posto Médico da CUF.

Uma decisão que se arrastava apesar de numa visita ao Barreiro do Secretário de Estado da Cultura, ter ficado claro, que em matéria de preservação do património é preciso fazer escolhas, como aliás, isso mesmo, já tinha ficado claro em posições conjuntas assumidas pela Baía do Tejo e Câmara Municipal do Barreiro.

A Baía do Tejo tem sabido tomar decisões que visam perspectivar a criação de dinâmicas no seu território que contribuam para influenciar o desenvolvimento do concelho do Barreiro.
Os últimos anos foram marcados por intensos diálogos entre as Administrações da Quimiparque/ Baía do Tejo e a Câmara Municipal do Barreiro, abrindo, pouco a pouco, o território ao espaço urbano do concelho.

O território da Baía do Tejo é uma pérola e um enorme potencial para o concelho do Barreiro, ali, está um dos seus grandes potenciais, quer ao nível da criação de polos de visitação turística – diferenciador na AML – quer para dinamização do um «Parque das Nações da Margem Sul», quer para instalação do Terminal Intermodal, integrado na estratégia portuária, anunciada pela Ministra do Mar, quer para instalação de novas industrias ( um exemplo positivo a instalação da central Depuradora de Ostras, na zona da antiga EDP).
Ali, há espaço para um grande pavilhão multiusos e grandes áreas de exposições temáticas – pavilhões do conhecimento das memórias do país e do Barreiro – do desporto e do rio.
Ali, se não fizerem na zona do Polis, pode nascer a «cidade do Xadrez», projecto inovador e único no país, neste que é um concelho pioneiros de Mestres da modalidade.

Para que tudo isto aconteça é essencial o permanente diálogo diferenciador entre os Governos e a autarquia. Isto tem acontecido.
E, naturalmente, aconteceu com a definição do património a preservar – desde o Mausoléu de Alfredo da Silva, passando pela «casa cor de rosa» residência de Alfredo da Silva no Barreiro, quer edifícios localizados na rua onde estava localizado o antigo Posto Médico da CUF, quer o Bairro Operário e outros edifícios já classificados e que vão ser preservados, por comum acordo entre a Baía do Tejo, Câmara Municipal do Barreiro e Secretaria de Estado da Cultura.

Costumo dizer que o Barreiro sofre de um problema excesso de pensamento CUF, no tempo da CUF é que era bom, ignorando ou não querendo perceber que o tempo da CUF foi, é passado, agora é preciso pensar futuro.
Isto não invalida que não se preservem as memórias materiais e imateriais. Sou defensor da criação de um Centro Documental/estudos de Alfredo da Silva, que contribua para ligar o Barreiro aos diversos polos académicos – da história, da economia, da gestão, da sociologia, da antropologia, entre outros. Isto devia unir os que teimam em endeusar Alfredo da Silva e a retirá-lo do túmulo, usando o seu nome para pseudo querelas politicas e procurando gerar divisões na comunidade e antagonismos que cheiram a bafio, ou por outro lado, os que diabolizam esta figura, olhando meramente para a dimensão política de num permanente confronto ideológico, ficando todos parados no tempo.

O Barreiro é mais que a CUF, mas o Barreiro também é CUF.
O Barreiro é mais que a cidade, mas também é a cidade.

Esta semana destacamos como «Rosto da Semana» a Baía do Tejo pela sua coragem de ousar futuro, continuando a abrir o território ao concelho e ao centro da cidade.

António Sousa Pereira

Veja mais em :::> Rostos

SETÚBAL | Passos Coelho inteira-se sobre potencial do Sado a bordo de traineira

12/09/2017

As potencialidades do rio e as propostas defendidas pelo candidato do PSD, Nuno Carvalho, foram os temas abordados durante um passeio pelo rio

Pedro Passos Coelho veio a Setúbal, esta segunda-feira à tarde, para aprofundar o conhecimento sobre as potencialidades do Rio Sado, através de um passeio de traineira, e inteirar-se sobre as propostas do cabeça-de-lista social-democrata à Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho.

Depois de ter sido recebido por uma comitiva do partido junto à lota dos pescadores, Pedro Passos Coelho subiu à embarcação de pesca, onde o empresário e candidato do PSD Nuno Carvalho caracterizou os edifícios históricos, falou sobre a lota, a pesca, o porto e as praias. A bordo da traineira foi possível observar o potencial paisagístico do Parque e da Praia de Albarquel, do Castelo e da Serra da Arrábida.

Em ambiente descontraído, Nuno Carvalho apresentou ao presidente do PSD algumas ideias que podem vir a melhorar o Rio Sado e a cidade de Setúbal, do ponto de vista turístico. Nuno Carvalho considerou que a aposta turística tem de englobar a Baía do Sado, a Baixa de Setúbal e a Serra da Arrábida. Deu exemplos muito específicos de como se pode fazer melhorias sem necessidade de investimentos de grande monta, como a construção de pontões, melhores acessos para a entrada de barcos de recreio, aumentar o areal das Praias da Saúde e de Albarquel e proceder à limpeza do rio nessa zona.

Para o cabeça-de-lista do PSD, a Câmara Municipal não realiza este tipo de obras, mas “não é por falta de meios, não é por falta de dinheiro, é por falta de visão estratégica”. No caso do aumento dos areais referidos, Nuno Carvalho considera que a Câmara Municipal tem de procurar uma parceria de maior articulação com a Administração dos Portos de Setúbal e de Sesimbra, já que está a ser feito um aumento da profundidade do rio, sendo esta uma oportunidade para transferência de areias.

De uma forma geral, Nuno Carvalho pretende implementar medidas que tornem a beira-mar mais apelativa e com actividades mais competitivas, já que, sublinhou, a “Baía do Sado é a mais bonita do mundo”.

No final da visita, ainda a bordo da embarcação, Passos Coelho considerou que o potencial do Rio Sado e da cidade de Setúbal está “subaproveitado”. Segundo o ex-primeiro-ministro, deveria haver uma gestão que trouxesse mais pessoas à zona e que a explorasse do ponto de vista sócio-económico, “sem pôr em causa o equilíbrio ambiental”.

Veja mais em ::::> Diário da Região

MONTIJO | Câmara abateu mais de um terço da dívida em quatro anos

15/09/2017

Prazo médio de pagamentos a empreiteiros e fornecedores baixou para apenas dois dias. Dados referentes ao primeiro semestre deste ano indicam redução de 818 mil euros do endividamento


Nuno Canta revelou o relatório financeiro, elaborado por um auditor externo à autarquia, referente ao primeiro semestre deste ano, realçando que ao longo deste mandato o endividamento do município foi reduzido em mais de um terço. A situação económica da Câmara é “estável e muito positiva” disse o presidente da Câmara ao apresentar o documento no decorrer da reunião do executivo, na passada quarta-feira, destacando a redução continuada da dívida municipal.

“Durante o primeiro semestre de 2017, o endividamento municipal foi reduzido em 818.727,62 euros, o que representa, face às contas a 31 de Dezembro de 2016, uma redução de nove por cento”, revelou o autarca socialista, sublinhando a evolução da saúde financeira da autarquia nos últimos anos. “Comparando este indicador com as contas a 31 de Dezembro de 2013, no início do presente mandato verifica-se uma redução do endividamento em 33 por cento, ou seja, o município do Montijo reduziu em mais de um terço o seu endividamento, excluindo ainda destas contas o pagamento integral do Plano de Apoio à Economia Local [PAEL] contraído em 2012”, adiantou.

Outro dos dados que mereceu particular destaque do presidente da Câmara foi o da redução do prazo médio de pagamento para dois dias, que, afirmou, “no início do mandato era de 72 dias”.

“O rigor da gestão em manter um prazo médio de pagamento reduzido representa um incentivo forte na confiança dos agentes económicos e da economia local. O pagamento a tempo e a horas representa uma aposta ganha numa gestão municipal de rigor e de transparência dos dinheiros públicos”, salientou.

Quanto à despesa, comparativamente com o período homólogo de 2016, registou-se “um aumento global de 419 mil euros, sendo que a despesa com investimentos executados no concelho teve um incremento de 223 mil euros”.

Em termos de receita, o socialista realçou que se verificou “um aumento global de 21 por cento, devido à aplicação do saldo de gerência de 2016, que foi superior ao saldo aplicado no ano anterior; ao aumento da arrecadação de receita do IMT; e ao aumento de receita proveniente de juros de impostos municipais de anos anteriores efectuado pelo Governo”.

“De acordo com o relatório apresentado pelo Revisor Oficial de Contas, a situação económica e financeira do município do Montijo é estável e muito positiva, com redução efectiva do endividamento da entidade, com aumento da capacidade de resposta a contingências extraordinárias e da capacidade de investimento”, concluiu Nuno Canta.

Veja mais em :::> Diário da Região

Seo wordpress plugin by www.seowizard.org.