Archive for: Outubro 8th, 2017

Regata une Lisboa à Moita

8 de Outubro 2017

Espetáculo “único no Tejo” acontece desde 1845 e conta com a participação de dezenas de embarcações.

Dezenas de embarcações engalanadas cumpriram ontem a 172ª edição da Real Regata de Canoas, no rio Tejo. A prova, organizada pela associação Marinha do Tejo, teve como ponto de partida a zona da antiga praia de Pedrouços, na frente ribeirinha de Lisboa, e terminou no cais da Moita. Este espetáculo “único no Tejo” acontece desde 1845 e conta com a participação de dezenas de embarcações, como canoas, catraios, varinos, faluas e botes de fragata. Nesta prova, as embarcações podem optar por participar na competição ou percorrer o rio a passeio. Este ano, foram realizados rastreios visuais na zona de chegada.

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Falta de chuva está a afetar a pesca em Setúbal

8 de Outubro 2017

Pescadores falam de falta de variedade de peixe e de excesso de algas no estuário do Sado.


A falta de chuva está a ter reflexos negativos na quantidade e na qualidade do peixe apanhado no mar e no rio Sado pela comunidade piscatória de Setúbal, que aguarda ansiosamente pela chegada dos “vendavais” de inverno. Mais de 80% de Portugal continental encontrava-se em setembro em seca severa, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, caracterizando-o de mês “extremamente quente”. Neste período, o total de precipitação acumulado foi de 621,8 milímetros (70% do normal), sendo o 9.º valor mais baixo desde 1931. “Já há uns anos que não há chuvas como havia. Antigamente chegava a haver oitos dias de mau tempo, com vendavais, que eram os tempos do mar. Após os temporais aparecia peixe de todas as qualidades e toda a gente pescava. Agora não. O clima atual tem muita influência negativamente”, conta Adelino Santos, 70 anos, que pesca no Sado há cerca de seis décadas. O pescador afirma que as altas temperaturas e a ausência de chuva têm levado ao desenvolvimento de algas no rio, que impedem o lançamento das redes de pesca. Além disso, diz, tem-se agravado o problema do assoreamento do Sado, que, em zonas onde já teve 10 a 12 metros de água, tem atualmente dois, três metros de profundidade, impossibilitando a navegação. “Lembra-me que dantes a malta só apanhava o que queria e aquilo que queria. Agora não é bem assim. A malta tem de recorrer ao que houver e eu só ando cá porque a reforma não dá para estar a olhar para o lado”, lamenta Adelino Santos.

A comunidade piscatória, com cerca de 230 embarcações, dedica-se à pesca no rio Sado, no mar ou em ambos. Os barcos que zarparam durante a noite para a faina vão chegando na manhã seguinte ao porto de pesca de Setúbal, uns atrás dos outros. O peixe – linguados, robalos, fataças, douradas, raias, fanecas, entre outros – é dividido e transportado em caixas de plástico para o interior da lota para ser pesado. Durante a tarde é feito o leilão. “Como tem chovido pouco, há pouco peixe. Chovendo muito é bom para o mar, é bom para a terra e traz muita coisa que está em terra para o mar. E isso também é alimento para o peixe. Se não chover, que é o que está a acontecer, não dá peixe nenhum”, lamenta Alberto Lopes. Com 57 anos, o pescador de mar desde os 14 explica, referindo-se ao peixe que se encontra no estuário do Sado, em zonas mais secas, que quando chove muito é “a própria água” que leva esse peixe para o mar, o que não tem acontecido nos últimos meses, devido à seca. Assim, diz, os peixes “acabam por não ter alimento” para se desenvolverem. Enquanto os barcos chegam ao cais – alguns com música a bordo -, descarregam e dão lugar a outras embarcações. As gaivotas, às dezenas, aproveitam o banquete e comem o peixe que cai ou é deitado à água turva, povoada de tainhas. Numa das laterais do porto, há pescadores em terra a remendar as redes para as próximas fainas.

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Mais bónus pelo sábado na Autoeuropa

Administração deverá subir compensação.

As negociações na Autoeuropa deverão ser retomadas em breve com a eleição da nova Comissão de Trabalhadores, que ontem esteve a votos. O diferendo sobre o prolongamento do horário de trabalho para os sábados, que opõe administração e trabalhadores, deverá passar pelo aumento da compensação extraordinária. As eleições para a escolha da representação dos trabalhadores decorreram ontem e pela primeira vez apresentaram-se seis listas. A lista E, liderada por Fernando Gonçalves, venceu as eleições para a comissão de trabalhadores, elegendo quatro membros. O grande derrotado foi Fernando Sequeira, ligado ao BE e que se tinha demitido do cargo. A lista C, encabeçada por José Carlos Silva, membro do sindicato SITE Sul, afeto à CGTP, elegeu três elementos. Mesmo número alcançado pela lista D, de Fausto Dionísio. A lista A, que inclui administrativos, elegeu uma pessoa. Estão agora reunidas condições para que as negociações sejam retomadas. A construção do novo T-Roc exigiu alterações nos horários.

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Soflusa falha ligações durante a hora de ponta

8 de Outubro 2017

Cumprimento dos horários exige uma frota de seis navios. Só quatro estão disponíveis.


partir de amanhã e até sexta-feira, a Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais no rio Tejo, não vai assegurar a totalidade das carreiras que ligam o Barreiro ao Terreiro do Paço durante a hora de ponta – entre as 05h30 e as 09h30 – por falta de navios operacionais. “Na hora de ponta da manhã, aos dias de semana, o cumprimento dos horários estabelecidos exige a disponibilidade de seis navios. Na semana que se inicia, dois navios estão sem certificado de navegabilidade e um já deveria ter saído do estaleiro. A empresa só dispõe, atualmente, de quatro navios operacionais”, explicou ao Correio da Manhã fonte da Soflusa. A empresa garante, no entanto, que ao longo do dia “tudo fará para assegurar que as carreiras se mantenham”. A Soflusa referiu ainda que o navio Damião de Goes, que faz a ligação Barreiro-Terreiro do Paço, está em estaleiro e, “em seguida, entrarão os navios Fernando Namora e Jorge de Sena, (também responsáveis por esta ligação entre o Barreiro e Lisboa). Com estas operações de docagem concluídas até ao final do ano, é expectativa da empresa que em 2018 seja assegurada a normalidade da oferta”. A empresa aguarda também “a todo o momento, que o navio Damião de Goes saia do estaleiro e retome a atividade, o que permitirá minimizar a diminuição das carreiras”.

Os atrasos e as falhas nos transportes fluviais entre Lisboa e a Margem Sul motivam amanhã um protesto da Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal, que vão viajar até Lisboa no barco que parte às 08h10. A iniciativa conta com o apoio da Câmara do Seixal.

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Inês de Medeiros: “Assustada não diria, mas é uma tarefa grande”

4 de Outubro 2017

Na noite eleitoral, o presidente cessante, Joaquim Judas, telefonou-lhe duas vezes mas não falaram sobre o futuro. Essa conversa começa agora, com todas as forças eleitas.

A presidente eleita está a resolver as últimas coisas no Inatel e no Teatro da Trindade, mas sabe que quer trabalhar em articulação com os outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa porque sem isso não há soluções para questões essenciais como a mobilidade. Gosta de cacilheiros, sim, “esse é o transporte mais rápido, eficaz e limpo entre as duas margens”.

Não está assustada com a tarefa gigante que tem entre mãos?

ssustada não diria, porque sou uma otimista, mas estou consciente de que é uma tarefa grande. Todos nós que nos apresentamos a eleições temos de ter consciência de que representamos mais do que nós próprios e a nossa força partidária. O tempo da disputa política, que é saudável e desejável em democracia, acabou. Agora é trabalhar por aquilo que todos queremos, o bem do território e das populações.

Vai trabalhar com os eleitos dos outros partidos? Como vai organizar o executivo?

Ainda temos de conversar todos. Para já está tudo em aberto. Não é um caso único, há muitas câmaras onde não há maioria. Independentemente de qualquer tipo de acordo que venha a ser criado, ou não, o importante para Almada é termos sempre a noção de abertura, de diálogo e do envolvimento de todos para aproveitar a oportunidade que Almada tem neste momento, até pelo contexto que o país está a viver. Vai ser precisa a mobilização de todos.

Vai mesmo viajar todos os dias de cacilheiro entre Lisboa e Almada?

Acho que não me vão deixar, mas gosto muito de andar de cacilheiro, e é certamente o transporte mais rápido, eficaz e limpo entre as duas margens.

Quais são os projetos mais urgentes?

Muita coisa em Almada é urgente. A mobilidade é obviamente uma urgência. Com os candidatos do Partido Socialista, assinei um compromisso para o de­senvolvimento sustentável, sobretudo ao nível da mobilidade, que tem de ser vista dentro da Área Metropolitana de Lisboa. Outra questão primordial é a da eficácia da limpeza. Há dois grandes projetos para Almada que têm de avançar rapidamente, até porque têm um tempo de execução que é longo – os projetos da Margueira/Lisnave e do Ginjal. Ambos são essencialmente investimentos privados, mas importa que a câmara tenha uma visão a médio prazo. O projeto da Lisnave vai criar uma nova centralidade e os serviços têm de estar preparados. Há dois grandes contratos de concessão – dos TST e da Fertagus – que têm de estar finalizados até finais de 2019 e têm de ter em conta essa evolução. Nada disto pode ser tratado de forma isolada, mas sim ao nível de um plano integrado que junte a mobilidade, a reabilitação e os novos investimentos.

O desemprego continua a ser muito pesado no concelho?

Almada está com os piores resultados de Lisboa e Vale do Tejo na descida do desemprego, o que é incompreensível dada a situação geográfica. No último ano, tem piores resultados na retoma económica e do emprego do que o próprio Seixal, embora tenha mais potencialidades.

Tem 20 quilómetros de praias. Vai apostar no turismo?

Propomos o programa Costa Todo o Ano. O turismo massificado já não é solução, queremos apostar num turismo de qualidade e diversificado, desde a praia ao turismo desportivo e religioso. O Cristo Rei é o segundo monumento religioso mais visitado do país, mas isso não tem reflexos em Almada. Há que aplicar medidas, umas complicadas, outras simples, como o ordenamento do espaço, a sinalética, a reorganização de serviços eficazes e próximos.

Grande parte da população de Almada trabalha fora do concelho.

Muitos jovens disseram-nos que gostam de viver e estudar aqui, querem continuar mas não conseguem emprego. Não basta dizer que se apoia o empreendedorismo ou fazer startups. Tem de haver apostas específicas. Já existe o Madan Parque, ligado à FCT e que inclui as câmaras de Almada e do Seixal, um ninho de empresas ligadas à tecnologia. Agora queremos investir na responsabilidade social, que passa pelo desenvolvimento sustentável e pelo serviço a pessoas, com novos serviços que estão a surgir.

Vai apostar nos dois grandes festivais – o de teatro e o Sol da Caparica?

Claro. Almada tem o maior festival de teatro do país, uma referência – o Festival Internacional de Teatro de Almada. Não pondo em causa a sua ótima matriz artística, gostaria que invadisse as ruas e mobilizasse todo o concelho, tornando-o central nas festas de Almada, que poderá ser a grande cidade criativa das artes performativas. A aposta na cultura, mesmo ao nível das políticas sociais, é muitíssimo importante. Mas há ainda uma medida proposta pela Juventude Socialista que gosto de salientar. Há um problema com a instalação dos estudantes do polo universitário e há um problema de envelhecimento e de isolamento da população. A ideia é apoiar um arrendamento intergeracional.

Jovens a alugar quartos em casas de pessoas idosas?

Exatamente. Gosto que tenha sido proposto pelos jovens, conscientes de que isto é cada vez mais importante: tentar resolver uma questão de habitação e ter também efeitos benéficos no combate ao isolamento e pelo envelhecimento ativo.

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Finanças bloqueiam capacidade do Alfeite para reparar mais navios

8 Outubro 2017

Limitações do Alfeite poderão obrigar obrigar Marinha a fazer reparações no submarino Arpão na Alemanha, com os custos a aumentarem

Marinha preocupada porque o Arsenal continua a não conseguir reparar, em simultâneo, submarinos e navios de superfície

É um mistério, que nem as Finanças nem o Ministério da Defesa explicam. Porque é que o Arsenal do Alfeite (AA) continua sem luz verde para usar as verbas que tem no banco, desde janeiro e transferidas pelo próprio governo? Além de a empresa já estar em risco de perder milhões de euros por negócios não realizados, é quase certo que terá de imputar aos clientes – como a Marinha – os custos adicionais inerentes à realização dos trabalhos noutros locais, soube o DN.

Os milhões a receber decorrem de conseguir fazer a reparação de submarinos alemães construídos pela ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) para a Marinha, a começar pelo português Arpão a partir de setembro de 2018 e cujo valor por unidade supera os 20 milhões de euros na intervenção programada. Quanto aos custos adicionais a pagar pelos clientes, o mesmo navio da Marinha serve de exemplo: caso tenha de ir para os estaleiros de Kiel, cabe ao ramo naval das Forças Armadas suportar os valores associados ao envio da guarnição e à estada das equipas de acompanhamento (15 meses).

Diferentes fontes garantem não estar em causa cativações de verbas (cerca de dez milhões de euros do próprio capital social da empresa), nem o saber onde arranjar dinheiro para um investimento qualificado como reprodutivo – alargar o cais do AA, para reparar e fazer manutenção simultânea de submarinos e navios de superfície.

As Finanças, que não responderam ao DN até ao fecho da edição, enviaram no fim de setembro uma portaria de extensão de encargos para pagar a formação dos trabalhadores nos estaleiros de Kiel (onde acompanham a reparação do submarino Tridente). Contudo, as mesmas Finanças “não deram autorização para usar a verba respetiva”, inferior a um milhão de euros, lamentou ontem uma fonte da Defesa ao DN.

Quanto às outras duas portarias de extensão de encargos, pedidas pelo AA e necessárias para fazer pagamentos plurianuais, uma visa construir duas lanchas salva-vidas para a Marinha e a outra respeita às obras no cais (envolvendo também aspetos ambientais), explicou outra das fontes.
Neste momento, alertou outra fonte, há um atraso de pelo menos cinco meses no processo, que começa com o lançamento do concurso internacional para a realização das obras, envolve a análise dos processos e eventuais recursos judiciais de candidatos derrotados, depois a contratualização dos trabalhos e a sua realização. Isto significa uma de duas situações para o AA: ou já não recebe o submarino Arpão, em setembro de 2018; ou então aceita-o e durante 15 meses não recebe qualquer outro navio.

Com a Marinha a ter de realizar ações de manutenção em pelo menos uma das fragatas Vasco da Gama, bem como em corvetas, estes meios teriam de ir para outro lado – sendo obrigação contratual do AA fazer esses trabalhos. “A situação não é fácil”, até porque “os encargos recairiam sobre o cliente e não sobre o Arsenal”, disse ao DN uma fonte que já esteve envolvida em processos desses.
Quanto à Marinha, apesar das potenciais implicações desta situação, o seu porta-voz limitou-se a dizer ao DN que o ramo “não tem informação” relativa ao AA que suscite preocupações. “Mantém-se o planeamento” quanto aos prazos de docagem do submarino Arpão (em setembro de 2018), das fragatas e das corvetas até 2020, afirmou o comandante Coelho Dias, acrescentando: “Estamos a confiar” que, “quando chegar o período” de fazer as revisões e manutenções, o Arsenal seja capaz de garantir as suas obrigações.

Veja mais em ::::> Diário de Notícias

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