Archive for: Março 6th, 2018

Comunicado CDU sobre consequências do temporal no 2º Torrão e Cova do Vapor

3 de Março 2018
CDU ALMADA


NOTA DE IMPRENSA

Proteger a Orla Costeira e as Pessoas
A propósito das consequências do temporal no 2º Torrão e Cova do Vapor (Almada)

Face às consequências do temporal que se tem feito sentir em todo o país e em especial na área do Bairro do 2º Torrão e da Cova do Vapor (Trafaria e Costa da Caparica, Almada), a CDU Almada expressa toda a solidariedade às famílias e populações mais diretamente afetadas.

A situação de emergência atualmente vivida pelas populações residentes no 2º Torrão e na Cova do Vapor eram previsíveis, pelo que a CDU Almada reitera a exigência de urgente intervenção no sentido do reforço da protecção costeira nas praias no cordão ribeirinho junto do Governo e das entidades públicas diretamente responsáveis, que sucessivamente vem afirmando desde há longo tempo.

Importando avaliar as consequências da intempérie e acompanhar nos locais mais afetados pela inclemência atmosférica as ações de auxílio, é fundamental também trazer para o terreno soluções materiais de engenharia que ajudem a remediar as consequências negativas já vividas pelos cidadãos, e possibilitem a prevenção de eventuais danos futuros, que podem esperar-se pela manutenção do estado de alerta relativamente a condições atmosféricas adversas.

Desde sempre a CDU defendeu, e continua a defender, a urgência na adoção de medidas concretas e eficazes de proteção física da orla costeira do Concelho de Almada, e de pessoas e bens que se concentram naquela área do Concelho.

A CDU Almada lamenta, igualmente, que as opções da atual maioria PS/PSD que governa o Município não tenham considerado a imperiosa necessidade de exigência de adoção de medidas concretas no terreno por parte do Governo, e reafirma a posição assumida no recente debate em torno das Grandes Opções do Plano e Orçamento do Município para 2018, defendendo que a Câmara Municipal de Almada deve assumir como prioridade primeira a reivindicação junto do Governo da República relativa à necessidade de intervenção naquela área do Concelho de Almada, designadamente no que respeita ao prosseguimento do processo de enchimento artificial de areias nas praias da Costa da Caparica e à reabilitação do paredão que protege as áreas ribeirinhas habitadas, e ao desenvolvimento dos programas de realojamento e qualificação do espaço público.

Almada, 3 de março de 2018
Os Vereadores Eleitos pela CDU na Câmara Municipal de Almada
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Almada. Destinos para vencer a barreira psicológica

5 de Março 2018

Dormitório de Lisboa procurado pelas praias e pelo sol de verão,
Almada ganhou renovado interesse turístico com os charters e cruzeiros a chegar minuto a minuto e, em paralelo, a curiosidade do resto do país com a renovação da zona de Cacilhas, os projetos para o Ginjal e Lisnave,a mudança de cor política e a explosão de preços na habitação. Pela ponte ou de barco, há motivos para rumar a sul sem perder de vista o Tejo

Casa da cerca

No topo da falésia, a vista ampla e desafogada perante o Tejo deve ser o sítio mais instagramável da cidade, mas Almada não precisa de viver sempre na dependência de Lisboa e, além das vistas, a Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea acolhe uma programação ininterrupta, exposições regulares de artistas bem-afamados e um extenso jardim botânico com plantas raras. No verão, o ciclo “Há Música na Casa da Cerca” propõe concertos ao anoitecer e, em junho, a festa de aniversário costuma trazer a cidade em peso para o prado verde. O povo e a alta cultura não têm de ser inimigos. Aos fins de semana, o café é um pretexto para espreitar a janela sobre o rio e respirar em paz.

Castelo

Sim, Almada tem um castelo, embora menos afamado que o Castelo de São Jorge ou o Castelo dos Mouros, em Sintra. Símbolo da resistência local, remonta à época da ocupação muçulmana, quando se chamou al-Madan, e passou por sucessivos reforços da estrutura ao longo dos séculos. Hoje conserva parte das suas antigas muralhas e alberga um posto da Guarda Nacional Republicana, além de um restaurante para carteiras nutridas com vista privilegiada sobre o rio e um coreto mínimo. Quando Almada Velha era um mini-Bairro Alto, costumava ser destino obrigatório para a prática de diversos ilícitos. Hoje é mais pacato e ideal para fotógrafos.

Cristo Rei

Quem atravessa o rio pela ponte é recebido de braços abertos pelo Cristo Rei. Visto dos aviões, o símbolo religioso de uma cidade de tradição católica moderada é o Corcovado português. No santuário é possível visitar o miradouro ou apanhar o elevador para ver o mundo com os olhos de Deus – não aconselhável a quem sofre de vertigens. O que talvez seja menos conhecido é aquilo que se passa nas axilas do Senhor. Seguindo uma estrada íngreme de alcatrão e pedras, no fim do precipício fica a abandonada Quinta da Arealva, onde por vezes se fazem festas de música eletrónica subterrânea para cerca de mil pessoas. Shhhhhhhhh…

Ginjal Terrasse

Lisboa nunca teve uma oferta tão grande e variada de noite. Fora da capital, é o marasmo. Nas margens Norte ou Sul são raríssimos os espaços que combinem oferta cultural credível e entretenimento e que se assumam como uma alternativa real a quem quer fugir às voltas para estacionar, operações stop e uma rede medíocre de transportes públicos. O Ginjal Terrasse é um oásis para a comunidade local capaz de chamar, em noites específicas, público de outras localidades – Lisboa incluída. Clube com capacidade para cerca de 200 pessoas, recebe festas regulares e pontuais concertos, atualmente com forte predominância eletrónica e não só.

Cacilhas

Ou, em gíria local, a [Rua] Cândido dos Reis, onde há não muitos anos havia prédios, carros e restaurantes. O fecho da rua ao trânsito incentivou o comércio local e é hoje o polo de maior atração na cidade. A dois minutos dos barcos, colada ao terminal de Cacilhas, é aqui que a ação acontece e se reúnem as tropas. Durante o dia são os turistas quem dá trabalho aos comerciantes, sobretudo à restauração. Quando cai a noite, Cacilhas passa a ser dos locais. Há quem procure a rua para jantar, petiscar ou simplesmente beber uma cerveja. Há quem se deixe encantar pelos gelados ou pelas cervejas artesanais. Há quem combine ver os jogos e há quem leia um livro. Dá para [quase] tudo.

Museu da cidade

Aberto ao público desde 2003, o Museu da Cidade é um equipamento cultural que tem como missão preservar a história e a memória de Almada. Situado na Cova da Piedade, à entrada da cidade para quem vem de carro, recebe exposições regulares mas ainda procura um lugar nos hábitos culturais da população local. Ainda no primeiro trimestre deverá estrear-se uma exposição com forte impacto junto da comunidade. O jardim exterior é um ótimo anfitrião e, se a fome apertar e a carteira estiver de boa saúde, o Sushic – vulgo melhor sushi do universo e arredores – passou a ser vizinho do Museu da Cidade desde o ano passado.

Parque da paz

Pela função utilitária. O Parque da Paz é o sítio ideal para ganhar forma. Correr, treinar para a mini e a meia maratona, desafiar os limites, superar o melhor tempo ou simplesmente recuperar a forma e eliminar o excesso. Tudo isto é válido, mas o Parque da Paz pode ser muito mais do que uma corrida ao final do dia ou um circuito de manutenção. Junto ao Centro Sul, o local de maior concentração de dióxido de carbono da cidade, há um pulmão verde de 60 hectares onde, estacionado o carro, o ar volta a ser respirável. Há um lago de cisnes e patos-reais. E zonas diversas à disposição de piqueniques, merendas ou simplesmente do escapismo.

Teatro Joaquim Benite

Sabia que o Festival de Teatro de Almada é o maior e mais importante do país? O Teatro Joaquim Benite – o nome foi atribuído pela Câmara Municipal de Almada após a morte do encenador, em 2012 –, casa da Companhia de Teatro de Almada, é o posto de comando da programação e tem na Escola António da Costa a vizinha com jardim. Toda a programação ao ar livre acontece na escola do ensino básico, sendo reservados para Lisboa alguns espetáculos de maior porte. O festival é o centro da programação anual mas, de janeiro a dezembro, o teatro recebe todos os fins de semana peças da companhia residente e outros espetáculos. A programação inclui concertos pontuais.

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