Archive for: Julho 26th, 2018

Lixo acumulado deixa munícipes de Almada indignados

Contentores de várias zonas do concelho estão cheios e por limpar há vários dias.

Há vários dias que os contentores no concelho de Almada estão cheios de lixo. Ao lado dos caixotes, são vários os sacos que se acumulam e até mobiliário danificado. O aglomerado de entulho e a recolha deficiente por parte da câmara está a indignar os moradores. “Isto é ridículo, até junto aos ecopontos, que exigem uma recolha seletiva, há lixo indiferenciado”, denunciou ao CM um morador, alertando que o caso representa “perigo para a saúde pública” devido à falta de higiene e aos animais que se vão juntando na lixeira. A situação implica ainda que “muitas vezes a circulação pedonal seja feita fora do passeio porque não há espaço com tanto entulho”. O município de Almada tem uma frota com 23 viaturas destinadas à recolha do lixo, mas destas apenas cinco estão operacionais. Ao CM a autarquia admite “dificuldades na recolha de resíduos”, mas garante que é uma situação “excecional”. A Câmara justifica o problema com o facto de a frota herdada pelo antigo Executivo se encontrar “notoriamente obsoleta e a necessitar de ser renovada, resultando numa ocorrência anómala de avarias”.

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Turistas invadiram submarino abandonado em Almada e filmaram a aventura

02 de Junho 2018

Um holandês e um belga que costumam dormir em locais abandonados por toda a Europa decidiram passar uma noite num submarino abandonado em Almada. Conseguiram e até filmaram a “invasão”.

Não há grandes detalhes sobre a forma como o fizeram, mas certo é que os dois homens conseguiram entrar nas antigas instalações da Lisnave, na Margueira, em Almada, onde a embarcação estava atracada, e dormir, por uma noite, no interior. Registaram tudo em vídeo, em inícios de abril, mas só publicaram no YouTube.

A primeira tentativa foi sem sucesso, mas, à segunda, depois de comprarem alguns mantimentos, vestiram uns calções de banho e entraram na água. Nadaram uns metros e chegaram ao submarino, percebendo que a porta, à prova de água e com uma entrada apertada, estava aberta. Enquanto entravam, tiveram de guardar as lanternas porque estava a passar por perto um navio da Marinha, mas que não os viu.

Quando entraram no submarino, Delfim, os dois homens depararam-se com jogos de cartas e de tabuleiro, diários de bordo, máquinas, televisões, radares e muitos cabos – um cenário que os colocou no ambiente de quem está em missões em alto-mar diariamente.

A noite foi passada nos beliches da sala de torpedos. Na manhã seguinte, depois de cerca de 12 horas dentro da embarcação, Bob e o amigo foram embora sem que ninguém os tivesse visto.

Segurança e vigilância

​​​​A segurança e vigilância das embarcações abatidas é garantida pela Marinha, sendo que as instalações da Margueira são um espaço privado que pertence à Câmara Municipal de Almada.

O caso poderá, por isso, ser considerado uma intrusão e, logo, um crime.

Para Bob, de 32 anos, este risco não o faz mudar de ideias. Não é o primeiro local abandonado que visita, pois há 11 anos que viaja pelo mundo a fotografar e filmar locais “sem dono”, tendo já passado por 55 países em quatro continentes. Nestas visitas, Bob costuma levar sempre companhia, desta vez, foi um amigo belga de 26 anos, que trabalha na instalação de sistemas de aquecimento.

Delfim, um submarino ao serviço da Armada portuguesa desde 1969

Tem nome de pessoa, mas é um dos quatro submarinos da classe Albacora. Em setembro de 1968, foi, pela primeira vez, lançado ao mar, em Nantes, França. No ano seguinte, entrou ao serviço da Armada portuguesa.

Com 896 toneladas, 57,78 metros de comprimento e composto por dois motores elétricos e dois geradores a diesel, o Delfim navegou 44.307 horas, 30.743 em imersão no Atlântico e no Mediterrâneo.

Em dezembro de 2005, o submarino da Marinha portuguesa fez a sua última viagem, do Cais de Sesimbra até à base naval do Alfeite. Na altura, os planos seriam ter a embarcação atracada até 2010, quando seria entregue à Câmara Municipal de Viana do Castelo e transformado num espaço turístico de visita, mas isso não chegou a acontecer.

O submarino acabou por permanecer no estaleiro da Lisnave na Margueira, desativado desde 31 de dezembro de 2000 e onde estão as embarcações desativadas da Marinha.

Entre as missões do Delfim, destacam-se as da Guerra Fria (1989) e exercícios nacionais e da Aliança Atlântica (NATO). Nos últimos anos, dedicou-se, principalmente, a ações de vigilância, recolha de informações estratégicas para o Estado e apoio avançado à Força Naval.

Em setembro de 2006, foi desarmado e, em agosto de 2010, abatido e, por isso, não tem agora valor militar para a Marinha, sendo apenas de interesse para o público.

Habitualmente, após o desarmamento, este tipo de embarcações tem um de três destinos: ser desmantelado, usado como polo museológico ou afundado para criar um recife.

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