Archive for: Maio 2nd, 2020

Portugal passará para ‘estado de calamidade’ a partir de 4 de Maio

Por Carmo Torres -Abril 30, 20200178

António Costa falou aos portugueses após o Conselho de Ministros que aprovou “um plano de transição do estado de emergência para o estado de calamidade a partir da próxima segunda-feira, 4 de Maio”.

António Costa falou aos portugueses após o Conselho de Ministros que aprovou “um plano de transição do estado de emergência para o estado de calamidade a partir da próxima segunda-feira, 4 de Maio”.

Segundo o primeiro-ministro “estas últimas semanas têm parecido uma eternidade, mas apenas se completa este sábado dois meses desde o primeiro caso detectado em Portugal, e graças ao esforço de contenção de todos os portugueses, foi possível que a pandemia regista-se uma evolução positiva nestes dois meses, em que a curva de crescimento exponencial prevista, contrasta com a realidade.

Ao longo destes dois meses foi possível verificar uma diminuição do risco de transmissibilidade que chegou a atingir 2,53% (cada contaminado poderia contaminar 2 ½ pessoa) passou para 0,92% em todas as regiões do país. E em relação ao número de óbitos, também se atingiu uma estabilização, e o número de doentes recuperados tem vindo a aumentar significativamente.”

Perante isto “não se justificava renovar o estado de emergência, mas isto não quer dizer que a pandemia esteja ultrapassada e o risco não seja elevado, pelo que temos de continuar a combater activamente a pandemia. Temos de manter um nível de contenção elevado mas o Governo entendeu que era o momento de descer um degrau na escala de risco, para estado de calamidade, embora com pequenos passos.

Apesar de tudo, não iremos continuar a nossa vida ‘normal’, e por isso ninguém pode interpretar o estado de emergência como o fim da emergência sanitária e que nos liberta do dever cívico de manter a distancia, e métodos de higienização.”

António Costa afirmou ainda que “temos a garantia por parte da indústria e dos grandes distribuidores de que passaremos a dispor de máscaras em abundância e acessíveis nos supermercados, e que o SNS tem a sua estrutura consolidada, por isso avançamos para o estado de calamidade.

Mas temos a consciência de que há medida que vamos reabrindo um conjunto de actividades, o risco de transmissão vai aumentar, o que exige maior responsabilidade de todos nós.

Veja mais em ::::> Diário do Distrito

Setúbal assinala 1.º de Maio com respeito pelas regras de distanciamento

Por Francisco Alves Rito 01/05/2020

União de Sindicatos de Setúbal (CGTP) fixou marcações na Avenida Luísa Todi e participantes usaram protecção individual

A celebração do 1.º de Maio em Setúbal, em tempo de pandemia, contou com a participação de mais de duas centenas de pessoas e decorreu com respeito pelas regras de convivência decretadas pela Direcção-Geral de Saúde (DGS).

O espaço central da Avenida Luísa Todi foi marcado, com fitas colocadas no chão, em filas a mais de dois metros de distância, e os participantes, na quase totalidade, usaram equipamentos de protecção individual, como máscaras ou viseiras.

Com esta espaçada formação, a acção, promovida pela União de Sindicatos de Setúbal (USS), da CGTP, estendeu-se por largos metros, desde o coreto até quase à passadeira frente à Praça do Bocage.

Os presentes aprovaram uma resolução, pelos direitos dos trabalhadores, salário mínimo nacional de 850 euros e 35 horas de trabalho semanais.

Antes da votação, houve intervenções de responsáveis da USS, como Luís Leitão, que denunciou o que disse ser o aproveitamento por parte de algumas empresas, para, a pretexto da situação provocada pela Covid-19, atentarem contra os direitos dos trabalhadores.

O coordenador da USS acusou as grandes empresas de recorrerem ao lay-off simplificado sem necessidade de o fazerem.

A iniciativa demorou cerca de uma hora, das 15h até perto das 16h, e, após as intervenções, foram cantadas três músicas, entre as quais o hino nacional, a encerrar. No final, os participantes foram convidados a desmobilizar “por filas” de forma a evitar o contacto.

Setúbal foi assim uma das 25 cidades em que a CGTP assinalou o 1.º de Maio com iniciativas de rua. A maior foi o desfile em Lisboa, onde vários trabalhadores e dirigentes de vários concelhos da zona ribeirinha norte do distrito de Setúbal participaram.

Este ano, devido à pandemia, a UGT, incluindo a delegação de Setúbal, optou por assinalar o Dia do Trabalhador através da Internet, com iniciativas nas redes sociais.

Veja mais em ::::> o Setúbalense

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