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Barreiro – 25 de Abril 2015

Comemorações do 25 de Abril no Barreiro 2015

Almada – 25 de Abril 2014

Comemorações do 25 de Abril em Almada 2014

25 de Abril – Comemorações em Almada 2014 (Vídeo)

Almada Comemora Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974

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25 Abril – comemorações em Almada 2014

25 de Abril em Almada 2014

Almada Comemora Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974

42 Anos do 25 de Abril

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Preparação do golpe

Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António de Spínola e os seus apoiantes. Tentava este, com ideias algo federalistas, modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa.
Conhecidas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA decide levar adiante um golpe de estado. O movimento nasce secretamente em 1973. Nele estão envolvidos certos oficiais do exército que já conspiravam, descontentes por motivos de carreira militar.
A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: Os Militares, as Forças Armadas e a Nação. Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, Portugal e o Futuro, no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

16 de Março 1974
Falhanço das Caldas

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A coluna militar que marchou sozinha para fazer um 25 de Abril 40 dias antes
Houve má camaradagem no 16 de Março, ditada pelo “salve-se quem puder” quando o quartel das Caldas estava cercado e os oficiais se deram conta que estava tudo perdido. Alguns não disfarçaram o medo, muitos sentiram-se desorientados e poucos se mantiveram firmes. Mas a ética castrense impede, mesmo 40 anos depois, que se aponte o dedo aos que tiveram um comportamento menos digno, apesar de alguns deles se mostrarem hoje vaidosos por terem participado num golpe que visava derrubar a ditadura.
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É certo que não era fácil para um grupo de jovens oficiais afrontar um regime repressivo que acabaria – nesse dia – por levar a melhor. Consta que na messe de oficiais do RI5, pouco antes da rendição, as bebidas já se tinham esgotado. O dia acabara mal e o ambiente, na hora da rendição, era bem diferente do entusiasmo febril que ali se vivera durante a madrugada.

A história começa no dia anterior, 15 de Março, às 21 horas, quando a mulher de um dos oficiais do regimento vem à porta de armas do quartel entregar uma mensagem para o marido. No envelope vem a Ordem de Operações enviada por telefone por um major do Movimento das Forças Armadas o qual, vindo de Lisboa já se encontra a caminho das Caldas para o confirmar presencialmente. A mensagem diz que unidades do Norte se sublevaram e marcham sobre a capital e que o Regimento de Infantaria 5 deverá dirigir-se também para Lisboa para ocupar o aeroporto.

Um grupo restrito de oficiais mais comprometidos com o movimento reúne-se na 4.ª companhia e decide aderir à revolução. Dois deles, apesar do quartel estar de prevenção, saem à cidade e vão chamar oficiais amigos às suas casas. Passa pouco da meia-noite quando dois tenentes e um capitão, protegidos por camaradas que montam segurança nos corredores e nas escadas, entram no comando do quartel. Um deles leva uma pistola na mão, mas nota que o segundo-comandante também o recebe de pistola em punho.
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“Tenha calma, Varela. Vamos conversar”. É assim que reage o segundo-comandante, que baixa a pistola. Um dos tenentes vai acordar o comandante da unidade, que estava num quarto ao lado. Os dois coronéis revezavam-se no comando da unidade porque sabiam dos ventos de rebelião. O comandante do RI5 é detido em pijama. A pistola que tinha na mesa de cabeceira é prudentemente retirada por um dos jovens oficiais, que mais tarde contará que o coronel, estupefacto, nem fez perguntas. Juntam-se, rebeldes e comandantes, numa sala numa conversa que se prolonga durante quase duas horas. Os sublevados ainda tentam convencer os comandantes a aderir à causa, mas sem êxito.

Cá fora há uma quase euforia. A maioria dos oficiais adere entusiasticamente e os que não estão de acordo também não se opõem nem boicotam a acção dos seus camaradas. Um major reúne os soldados e faz-lhes um discurso inflamado. Dezanove anos depois dirá: “Quando eu acabei o discurso a dificuldade foi em conseguir que ficasse alguém no quartel. Até tivemos que tirar gajos das viaturas pois todos queriam ir”.

O Regimento de Infantaria 5 (hoje Escola de Sargentos do Exército) tinha uma companhia operacional, pronta para combate, mas que naquele dia estava reduzida a um terço. A força entretanto criada acaba por ser constituída, em grande parte, por instruendos do curso de sargento miliciano, sem grande experiência. Um factor que não foi muito valorizado pelos cabecilhas do movimento porque uma das características do quartel das Caldas era possuir nas suas fileiras oficiais com experiência de combate no Ultramar e grande capacidade de liderança.

Viagem de ida e volta
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A coluna parte para Lisboa pelas 4 horas da manhã. É composta por 14 Berliets e alguns Unimogues e GMCs, num total de 24 viaturas. Está convencida que os quartéis de Lamego, Santarém e Mafra também se sublevaram e vão a caminho de Lisboa, mas a poucos quilómetros da capital, pouco antes das portagens (que na altura eram em Sacavém) constata que marcha sozinha. São dois majores do Movimento das Forças Armadas que vão ao seu encontro para os informar que o golpe falhara e, corajosamente, se lhes juntam no regresso às Caldas da Rainha, onde chegam pelas 10 horas das manhã. Pelo caminho avistam na auto-estrada (que só ia até Vila Franca de Xira) uma coluna da GNR que passa por eles em grande velocidade, supostamente em sua perseguição, mal se dando conta que afinal estavam a cruzar-se com os seus perseguidos. Próxima das Caldas da Rainha, a coluna é sobrevoada por um avião que, após algumas voltas, se retira.

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Pouco depois de terem entrado no quartel, este é cercado por forças de Leiria e de Tomar, da Escola Prática de Cavalaria de Santarém (a mesma que iria ter um papel decisivo no 25 de Abril), e também da Policia Móvel e GNR, para além, claro, de elementos da PIDE. Em inferioridade numérica, os militares cercados procuram capitalizar o tempo a seu favor, na esperança de que esta tentativa de golpe tivesse repercussão nacional e internacional. Na verdade viria a tê-la nos dias seguintes, sobretudo na imprensa estrangeira que referiu o golpe como um prenúncio de algo que estaria para acontecer. Alguns jornais, para irritação do regime, contextualizavam a situação portuguesa: militares sublevados num país que vivia sob ditadura e mantinha em África uma guerra contra movimentos de libertação.

Soldados Presos pela PIDE

Militares presos pela PIDE

Marcelo Caetano “Conversa em Familia”

Difundida através da televisão e da rádio no dia 28 de Março de 1974, poucos dias volvidos após a malograda tentativa do golpe militar de 16 de Março, das Caldas da Rainha, a última “Conversa em Família” do presidente do Conselho, Marcello Caetano, deixa transparecer as graves dificuldades que o regime vinha sentindo para se manter no poder. Aumentava a pressão diplomática na frente externa, a guerra colonial arrastava-se sem solução e a contestação interna que se conseguia fazer ouvir, clamava por reformas…

Menos de um mês após Marcello Caetano se dirigir ao país, a “Revolução dos Cravos” fazia cair, quase sem um lamento, um regime velho de 48 anos, que teimara em não acompanhar os ritmos do seu tempo.

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24 de Abril 1974
“ E Depois Do Adeus” “ Grândola, Vila Morena” O Movimento põe-se em marcha”

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5 minutos antes das 23h do dia 24 de Abril de 1974, nos estúdios da Rádio Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa, o locutor de serviço – João Paulo Dinis – “lançou” a música “E depois do adeus” de Paulo de Carvalho. Era o sinal para as tropas avançarem.

A “senha”, constituída pela canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso, foi gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no âmbito do programa Limite da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, antecedida da leitura da sua primeira quadra.

“Grândola, vila morena
Terra da fraternidade,
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade”

Esta segunda “senha” transmitida pela Rádio Renascença, estação de cobertura nacional, serviu para informar todos os quartéis e militares que aderiam ao golpe, de que tudo estava preparado e a correr conforme o previsto.

Era o arranque sincronizado e irreversível das forças do MFA (Movimento das Forças Armadas).

Quatro horas mais tarde a rádio era já o eco da liberdade e augúrio de que tudo iria correr bem.
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A Rádio Clube Português é ocupada por militares e transformada no posto de comando do «Movimento das Forças Armadas» – por este motivo a emissora fica conhecida como a “Emissora da Liberdade”.

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Às 04h26 o locutor Joaquim Furtado fazia a leitura do primeiro comunicado do MFA, aos microfones do Rádio Clube Português:

“Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderia conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.”


AS TROPAS ENTRAM EM MOVIMENTO O Comandante da Escola Prática de Cavalaria de Santarém é preso; Revoltam-se as Unidades Militares de Tomar, Vendas Novas, Lisboa, Figueira da Foz, Viseu, Lamego, Mafra e Estremoz Entre as 00.30 e as 03.00:

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Às 8.30 a Emissora Nacional informa: Muitos portugueses dirigem-se para os empregos, mas acabam por regressar às suas casas; Muitos outros acorrem à Baixa de Lisboa então já ocupada pelos revoltosos.
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“ Abaixo a Guerra Colonial!”; “ Liberdade de Imprensa!”; Canta-se o Hino Nacional ; Nas ruas, o povo grita.

O Quartel do Carmo está cercado.
Os carros da GNR encontram-se vazios; Todas as viaturas blindadas estão no poder das forças revoltosas
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. A GNR permanece no quartel a aguardar ordens; O povo de Lisboa dá o seu apoio: palmas, festejos e acena quando um helicóptero passa; As pessoas começam a fugir do Largo Rafael Bordalo Pinheiro com medo – correm rumores de que vai aparecer a Guarda Republicana; A Guarda aparece colocando-se relativamente perto da população, como numa atitude de afronta; Os revoltosos estão armados com G3 e a GNR com Mausers
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Às 15.30: Manifestação Popular contra a PIDE A PIDE dispara sobre a população ( ouvir ) «Assassinos» «Morte à Pide»
15.30: A tensão aumenta no Largo do Carmo No Quartel da GNR do Carmo estão refugiados o Presidente do Conselho, Marcello Caetano e alguns Ministros; Na Praça estão Salgueiro Maia e o regimento de cavalaria de Santarém (do lado dos revoltosos) que exigem a rendição de Marcello Caetano e dos Ministros; Em apoio aos revoltosos, a praça enche-se de população que grita palavras de ordem: pôr as palavras de ordem
.Salgueiro Maia faz um ultimato às forças do regime para que se entreguem; Não há resposta; Salgueiro Maia ordena uma primeira rajada e exige novamente a rendição; Salgueiro Maia teme a chegada de um heli-canhão que possa causar muitos mortos entre a população e teme os atiradores furtivos da PIDE escondidos nas janelas dos prédios;
. Salgueiro Maia pede à população que se encontra no Largo, para se retirar para que não se dêem baixas, mas entusiasmada, população mantém-se; Novo ultimato, nova rajada e ameaça de destruição do edifício; Não havendo reacção, Salgueiro Maia entra no quartel com um Major para averiguar a situação; Marcello Caetano exige a chegada de um general para que “o poder não caia na rua”;
. Chegada de Spínola que entra no Quartel do Carmo; Marcello C. rende-se e entrega o poder a Spínola; Marcello e os Ministros saem do Quartel num carro blindado vaiados pela multidão que grita “Assassinos!”;
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Entrada do quartel-general da Guarda Nacional Republicana, no Largo do Carmo, aquando da sua rendição às forças comandadas por Salgueiro Maia. Distingue-se, de óculos escuros, o Major Velasco, da GNR. No interior do quartel, o líder ditatorial Marcelo Caetano negoceia com o General António de Spínola, “para que o poder não caia na rua”
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Às 15.30: Manifestação Popular contra a PIDE A PIDE dispara sobre a população ( ouvir ) «Assassinos» «Morte à Pide»

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Na Rua António Maria Cardoso, sede da PIDE/DGS, verifica-se a rendição incondicional daquela polícia política, sendo o edifício ocupado por forças do Exército e da Marinha

A PSP e a GNR entregam-se ao MFA
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Tanques da Escola Prática de Cavalaria de Santarém posicionado na Praça do Comércio, junto ao Cais das Colunas. Os primeiros transeuntes, a caminho dos seus empregos, surpreendem-se com o aparato militar. Ao fundo, a fragata Almirante Gago Coutinho. Legenda de Adelino Gomes: “O dispositivo ocupa o Terreiro do Paço ao fim da madrugada e surpreende-se com a presença dos navios da NATO que já deviam ter-se feito ao largo para participar no exercício «Dawn Patrol». 25 ABR. 1974 (cerca das 9h).
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“O Major-Comando Jaime Neves (ao centro em conversa com Salgueiro Maia, atrás de quem se encontra, de capacete, o Capitão Macedo) chega com um grupo de oficiais (entre os quais os Capitães Lino e Ferreira da Silva) para proceder à prisão das altas individualidades militares… Sem saber que estas se haviam entretanto esgueirado por um buraco aberto a picareta na parede que separava o Ministério do Exército da biblioteca do Ministério da Marinha”.
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Na Ribeira das Naus, uma parte do Regimento de Cavalaria 7, sob comando do seu 2º Comandante, Tenente-Coronel Ferrand de Almeida, decide aderir à rebelião, enquanto outra, fiel ao Governo, recua. Legenda de Adelino Gomes: “Dono da situação, Salgueiro Maia reorganiza a força, que conta agora com carros de combate pertencentes às unidades até há pouco leais ao governo”.
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“Os revoltosos contêm como podem a multidão e deixam os jornalistas seguir de perto os acontecimentos (Joaquim Benite em primeiro plano; sobre a viatura, José Cardoso Pires, de gravata; Augusto de Carvalho, tomando notas; João Carreira Bom, de camisa branca aberta; e, de mão apoiada na pessoa da frente, José Freire Antunes)”
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Dono da situação, Salgueiro Maia reorganiza a força, que conta agora com carros de combate pertencentes às unidades até há pouco leais ao governo [Regimento de Cavalaria 7]. Os instruendos do 1.º turno de 1974 do curso PM e do CSM da EPC [Escola Prática de Cavalaria] cumpriram a missão inicial: ocupar a Baixa de Lisboa.”

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Forma-se a Junta de Salvação NacionaL
de que fazem parte o capitão-de-fragata António Rosa Coutinho, coronel Carlos Galvão de Melo, general Francisco da Costa Gomes, brigadeiro Jaime Silvério Marques, capitão-de-mar-e-guerra José Pinheiro de Azevedo e o general Manuel Diogo Neto, ausente do Continente – apresenta-se à Nação, através da Rádio Televisão Portuguesa, lendo uma proclamação e tendo o general António de Spínola como Presidente.


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26 de Abril 1974

Libertação dos presos políticos
A vida numa prisão é feita de rotinas. Há uma hora certa para as refeições ou para ir ao pátio. Mas a 25 de Abril de 1974, os presos políticos detidos no forte de Caxias estranharam quando o pão duro e a xícara de café não lhes foi entregue à hora habitual. Ou quando não lhes levaram o jornal de direita ‘Diário da Manhã’. Também estranharam a resposta breve dada pelos guardas quando aqueles que iam ser julgados nesse dia lhes perguntaram pelo transporte até ao tribunal: “A audiência foi adiada.”

E mais: os que estavam nas celas da parte da frente da prisão não viam das suas janelas as habituais filas de trânsito na marginal a caminho de Lisboa. Onde estavam as pessoas? Os presos não o sabiam ainda, mas depois da tomada de poder pelos militares nessa quinta-feira, tinham sido aconselhadas a não sair de casa

À espera que os portões de Caxias se abram para a saída dos presos políticos.
As instalações já sob o controlo dos
militares. No exterior aguardam a saída dos presos políticos algumas personalidades que se podem ver no filme entre outras: Jorge Sampaio, Salgado Zenha, Francisco Sousa Tavares, Miguel Sousa Tavares, Rogério Paulo, José Cardoso Pires, João Bénard da Costa e Francisco Pereira de Moura, Manuel João da Palma Carlos

11h00 – Salgueiro Maia e as forças da EPC ocupam o edifício da Secretariado-Geral da Defesa Nacional, na Cova da Moura, onde a Junta de Salvação Nacional e o MFA passarão a funcionar.

13h00 – Inicia-se a libertação dos presos políticos nas cadeias de Caxias e Peniche.
– Divulga-se o Programa do MFA que havia sido apresentado pelo major Vítor Alves, no Quartel da Pontinha, ao princípio da manhã, depois da 1ª conferência de imprensa da Junta de Salvação Nacional.

Os Filmes da História
Recriação destes momentos



Os Capitães de Abril

– Adelino Matos Coelho

– Adérito Figueira

– Alberto Ferreira

– Almada Contreiras

– Almeida Bruno

– Almiro Canelhas

– Américo Henriques

– Andrade e Silva

– Antero Ribeiro da Silva

– Armando Marques Ramos

– Artur Pita Alves

– Avelar de Sousa

– Banazol

– Bicho Beatriz

– Canto e Castro

– Carlos Beato

– Carlos Camilo

– Carlos Campos Andrade

– Carlos Fabião

– Casanova Ferreira

– Correia de Campos

– Costa Brás

– Costa Correia

– Costa Martins

– Costa Neves

– Delgado da Fonseca

– Dinis de Almeida

– Ernesto Melo Antunes

– Eurico Corvacho

– Falcão de Campos

– Fausto Almeida Pereira

– Ferreira de Sousa

– Fialho da Rosa

– Fisher Lopes Pires

– Franco Charais

– Garcia Correia

– Garcia dos Santos

– Hugo dos Santos

– Jaime Neves

– Joaquim Correia Bernardo

– José Fontão

– José Maria Azevedo

– José Valle de Figueiredo

– Luís Costa Macedo

– Luís Pessoa

– Luís Sá Cunha

– Machado de Oliveira

– Manuel Duran Clemente

– Manuel Monje

– Mariz Fernandes

– Martins e Silva

– Mendes Pereira

– Miquelina Simões

– Moreira de Azevedo

– Mourato Grilo

– Neves Rosa

– Nuno Pinto Soares

– Nuno Santos Ferreira

-Nuno Santa Clara Gomes

– Otelo Saraiva de Carvalho

– Pais de Faria

– Pedro Lauret

– Pezarat Correia

– Pinheiro de Azevedo

– Pinto Soares

– Ponces de Carvalho

– Rodrigo Sousa e Castro

– Rosado da Luz

– Rosário Simões

– Rui da Costa Ferreira

– Salgueiro Maia

– Sanches Osório

– Santos Silva

– Sobral Lopes

– Tavares de Almeida

– Tenente Assunção

– Teófilo Bento

– Vasco Lourenço

– Victor Crespo

– Vítor Carvalho

– Victor Alves

– Vidal Pinho

– Virgílio Varela

– Cap. Faria

– Cap. Gil

– Cap. Novo

– Ten. Carvalhão

Comemorações do 25 de Abril na Margem Sul do Tejo

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Almada 25 de Abril 2013

Fernão Ferro comemora 25 de Abril a pedalar

Velho estandarte desfila em Almada

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Domingo, 28 de Abril de 1974

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À convocação feita, para as 16 horas, na sede da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense, compareceram, ontem, milhares de pessoas, que a seguir desfilaram, em cortejo, pelas ruas da Cova da Piedade, Almada e Laranjeiro, atingindo, assim a área geográfica, numa manifestação de apoio às Forças Armadas.

Empunhando dísticos, demonstrativos da incondicional adesão dos manifestantes ao golpe de Estado que derrubou o regime com quase cinquenta anos de existência, milhares de pessoas vibraram de incontida emoção, gritando frases de fé e esperança nos destinos da Pátria.

À medida que a marcha prosseguia, por entre alas de populares que correspondiam com igual entusiasmo à vibração dos manifestantes, mais pessoas se juntavam ao cortejo, de forma que, ao atingir-se a Praça da Renovação centro cívico da cidade, era um autêntico mar de gente que se deslocava num entusiasmo indescritível. Naquela praça, a população, ali reunida, que se contava, também, por milhares, tomou as varandas de um imóvel de 14 andares, em construção, e dali vitoriou, desfraldando e fazendo drapejar enormes bandeiras nacionais.

À frente do cortejo, cuja ordem era mantida por elementos das Forças Armadas, seguia uma das figuras mais populares do concelho, o velho republicano José Alaiz que segurava, juntamente ,com Augusto Ramos um velho estandarte do Centro Escolar Republicano, da Rua Capitão Leitão, instituição dissolvida, após a chegada ao Poder do regime nascido do Movimento de 28 de Maio, velha bandeira que, tendo sido guardada na altura pelo republicano Firmino da Silva foi por este entregue a Augusto Ramos. Depois da morte de Firmino da Silva uma sua filha quis que o estandarte continuasse na posse de Augusto Ramos para que um dia, se ele chegasse alguma vez, voltasse a ser desfraldado. Aconteceu isso agora, e a velha insígnia da crença num ideal, percorreu as ruas do aglomerado almadense à frente dos homens, que nunca deixaram de acreditar na pureza e validade dos valores que representava.

O cortejo dissolveu-se, perto das 20 horas, na Cova da Piedade, tendo a manifestação decorrido dentro do mais profundo civismo.

ALMADA – 25 de Abril 2011

Comemorações do 25 de Abril em Almada 2011

Almada – 25 de Abril 2010

Comemorações do 25 de Abril em Almada 2010

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Fotos

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