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Almada 25 de Abril 2003

Comemorações do 25 de Abril em Almada 2003

Comemorações do 25 de Abril em Almada

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A «Outra Banda», apoiou o derrube do fascismo

«Vivemos momentos de grande importância política no país! O regime fascista que há cerca de 48 anos nos oprimia, chegou ao fim derrubado pelo corajoso Movimento das Forças Armadas!»- assim começa o comunicado que o Movimento Democrático do Distrito de Setúbal, com sede no Barreiro, distribuiu ontem à população da «Outra Banda». O comunicado prossegue: «O Movimento Democrático do Distrito de Setúbal não pode deixar de manifestar a sua adesão ao derrube do regime contra o qual tem vindo a lutar desde sempre, e que se caracterizava por defesa intransigente dos interesses dos monopólios com o consequente agravamento das condições de vida do Povo Português, traduzido pelo aumento galopante dos preços e pelo congelamento dos salários; manutenção de uma guerra contra os povos das colónias, onde milhares de jovens deixaram a sua vida e para cuja continuação a nação é obrigada a despender perto de 50% das receitas do Estado em único e exclusivo interesse dos monopólios nacionais e estrangeiros; impedimento das mais elementares liberdades políticas e sindicais que se traduziram ao longo destes 48 anos em prisões, torturas e assassinatos de milhões de portugueses empenhados na luta pelas liberdades democráticas; e servil submissão ao imperialismo estrangeiro, explorador das riquezas da Nação».

O Comunicado, destacando os objectivos do Movimento das Forças Armadas, solidarizando-se com eles, termina pedindo à população que se mantenha atenta ao desenrolar dos acontecimentos e que reforce a organização do Movimento Democrático.

No Barreiro

No Barreiro cerca de uma centena de democratas assinou um telegrama de felicitações que enviou ontem à Junta de Salvação Nacional, cujo texto transcrevemos na íntegra:

«Noventa e sete democratas do Barreiro reunidos data histórica 25 Abril 1974 manifestando seu contentamento pelo derrube do regime que durante 48 anos nos oprimiu reclamam da Junta de Salvação Nacional sejam decretadas as seguintes medidas imediatas: 1. Libertação de todos os presos políticos e regresso exilados; 2. Fim da guerra colonial com o reconhecimento dos Movimento de Libertação e do Governo da Guiné-Bissau e regresso soldados; 3. Restabelecimento de todas as liberdades democráticas; 4. Extinção da DGS». Seguem-se as assinaturas dos democratas.

Situação perfeitamente normalizada

Em comunicado difundido às 7.30 horas de hoje o comando do Movimento das Forças Armadas informava: «estando perfeitamente normalizada a situação, a população pode retomar as suas actividades».

Velho estandarte desfila em Almada
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Empunhando dísticos, demonstrativos da incondicional adesão dos manifestantes ao golpe de Estado que derrubou o regime com quase cinquenta anos de existência, milhares de pessoas vibraram de incontida emoção, gritando frases de fé e esperança nos destinos da Pátria.
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À medida que a marcha prosseguia, por entre alas de populares que correspondiam com igual entusiasmo à vibração dos manifestantes, mais pessoas se juntavam ao cortejo, de forma que, ao atingir-se a Praça da Renovação centro cívico da cidade, era um autêntico mar de gente que se deslocava num entusiasmo indescritível. Naquela praça, a população, ali reunida, que se contava, também, por milhares, tomou as varandas de um imóvel de 14 andares, em construção, e dali vitoriou, desfraldando e fazendo drapejar enormes bandeiras nacionais.
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À frente do cortejo, cuja ordem era mantida por elementos das Forças Armadas, seguia uma das figuras mais populares do concelho, o velho republicano José Alaiz que segurava, juntamente ,com Augusto Ramos um velho estandarte do Centro Escolar Republicano, da Rua Capitão Leitão, instituição dissolvida, após a chegada ao Poder do regime nascido do Movimento de 28 de Maio, velha bandeira que, tendo sido guardada na altura pelo republicano Firmino da Silva foi por este entregue a Augusto Ramos. Depois da morte de Firmino da Silva uma sua filha quis que o estandarte continuasse na posse de Augusto Ramos para que um dia, se ele chegasse alguma vez, voltasse a ser desfraldado. Aconteceu isso agora, e a velha insígnia da crença num ideal, percorreu as ruas do aglomerado almadense à frente dos homens, que nunca deixaram de acreditar na pureza e validade dos valores que representava.
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O cortejo dissolveu-se, perto das 20 horas, na Cova da Piedade, tendo a manifestação decorrido dentro do mais profundo civismo.

Almada
1 de Maio 1974

Fotos Vitor Soeiro

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Filme Gabriel Quaresma
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Veja as Fotos e os Vídeos das Comemorações do 25 de Abril em Almada nos últimos 40 anos.

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Almada 25 de Abril 2002 – >Notícias
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Almada- 25 der Abril 2003 – Notícias
http://www.cibersul.org/?s=25+de+Abril+2003

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Comemorações do 25 de Abril em Almada de 1974 a 2015

 

Alexandre Castanheira – Um homem de Almada

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Alexandre Castanheira, militante do MUDJ e depois do PCP , funcionário do partido, representante do PCP em França, e membro do CC desde meados dos anos cinquenta até ao fim da década de sessenta, altura em que se afastou da militância partidária activa, publicou uma autobiografia com o título Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim, Porto, Companhia das Letras, 2003.

Alexandre Castanheira tem o curso de Histórico-Filosóficas da Faculdade de Letras de Lisboa. Poeta, desde sempre se interessou pela divulgação da poesia, fazendo recitais em escolas, colectividades, festas em todo o País. Exilado em França, licenciou-se em Literatura Moderna e alarga a divulgação da poesia moderna e contemporânea aos círculos de portugueses imigrados em França. Regressado a Portugal, começa finalmente a publicar a sua obra, em que se destacam, em poesia, os volumes Poesia… sem Distanciação e Desilusão Optimista a par de outros livros como teatro, crónicas, ensaio e contos. Com o ensaio “Camões, Nosso Contemporâneo” ganha o Concurso Literário do IV Centenário de Camões, promovido pela Câmara Municipal de Almada, por decisão de um júri presidido pelo Prof. Doutor Óscar Lopes
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Multiplicam-se em seguida os recitais de poesia não só em Portugal como na Galiza (Vigo, Baiona, Universidade de Santiago de Compostela) e as conferências-recital dedicadas a Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Mário Sá-Carneiro, Manuel da Fonseca, Sidónio Muralha, Fernando Pessoa, entre outros. Professor na Escola Superior de Educação Jean Piaget, de Almada, cidade de onde é natural, nos vários cursos do Básico 2.º Ciclo e no de Animadores Socioculturais, participou com comunicações em quase todos os encontros e congressos organizados pelo Instituto Piaget. São algumas delas que a Editorial Piaget tem o prazer de editar agora, cônscia de que é uma boa contribuição que assim dá à divulgação da Poesia no seu relacionamento com a vida e o Homem do nosso tempo, a que Alexandre Castanheira dá tanta importância. ALEXANDRE CASTANHEIRA é professor jubilado do Instituto Piaget, tendo leccionado na Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, onde continua ligado ao cancioneiro e à Unidade de Investigação em Antropologia.
Veja mais
em:::>http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/fotografia_memorias_da_revolucao/index

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Alexandre Castanheira

Nada e tudo

Parti numa hora de loucura
e agora longe de ti
vivo arrastado
o desejo da ausente
que vislumbro
e sinto no fundo de mim
presente
resultado do silêncio
disseminado em ondas de calor
inundando este vazio pleno
Entre o nada e o tudo
o que me falta e o que contenho
e o que pressinto de ti
a cada momento te amo
mais e mais e mais
e mais repito ainda
que te direi uma vez mais
como te amo
A sombra deste sol abrasador
fermenta o nosso amor
num cosmos azul profundo
onde te direi
envolta em nuvens de prazer
e felicidade
no momento extraordinariamente preciso
de te apertar enfeitiçado
e magnético
nos braços ávidos de carícias
COMO TE AMO

em Alexandre Castanheira, Desilusão Optimista

Alexandre Castanheira, poeta e escritor almadense, apresentou a sua última obra – “Outrar-se ou a longa invenção de mim” – durante uma sessão que decorreu na Sala Pablo Neruda, do Fórum Municipal Romeu Correia.
A apresentação da obra esteve a cargo do poeta e deputado Manuel Alegre, companheiro e amigo do autor, que tal como ele, foi perseguido no anterior regime e esteve exilado em França, até à Alvorada de Abril de 1974.
A obra é uma autobiografia, onde Alexandre Castanheira aborda os tempos da sua infância, de estudante, a entrada na política, a repressão de que foi alvo, a clandestinidade e o exílio.
O autor exerceu, ainda, as funções de deputado municipal e as de presidente da Assembleia de Freguesia do Laranjeiro.
Para além da literatura, Alexandre Castanheira, dedica grande parte do seu tempo à sua grande paixão, que é o ensino. Actualmente, lecciona no Instituto Superior de Ciências “Jean Piaget”, em Almada.

Boletim CM Almada – Janeiro 2005

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