Alcochete – Sporting. Ataque à equipa foi planeado previamente

18 de Maio 2018

O Ministério Público defende a prisão preventiva para os 23 suspeitos por haver risco de continuarem a atividade criminosa


O Ministério Público (MP) alegou em tribunal que os 23 detidos pelas agressões na Academia do Sporting, em Alcochete, agiram de acordo com um plano previamente combinado para intimidar e agredir os jogadores e elementos da equipa técnica da equipa principal do clube leonino. Segundo a descrição da procuradora do MP, depois de ter ouvido os testemunhos das vítimas, este “bando” atuou com um “forte sentimento de impunidade, demonstrando uma personalidade desviante do direito”.

O grupo detido – que constitui menos de metade dos cerca de 50 que invadiram o centro de treinos – estava ainda a ser ouvido em tribunal à hora do fecho desta edição e ainda não eram conhecidas as medidas de coação. No entanto, a magistrada do MP não tem dúvidas de que essas medidas terão que ser mais graves do que o Termo de Identidade e Residências. Isto porque, no seu entender, estão verificados os pressupostos para a prisão preventiva: perturbação do inquérito (nomeadamente para a conservação da prova já produzida); perigo de continuação da atividade criminosa; perigo de perturbação da ordem e tranquilidade pública.

“Vocês são uns filhos da puta, cabrões. Vocês são um monte de merda. Vamos-vos matar! Vocês estão fodidos! Vamos-vos arrebentar a boca toda” Não ganhem o jogo no domingo que vocês vão ver”, foram algumas das ameaças ouvidas que os jogadores e dirigentes transmitiram ao MP. De acordo com os relatos, os arguidos já iam munidos de tochas, que arremessaram para o recinto logo que chegaram, causando logo queimaduras a um elemento da equipa técnica.

Agrediram depois violentamente vários jogadores e outras pessoas presentes. O treinador Jorge Jesus foi atingido com um cinto na cara e pontapeado em diversas partes do seu corpo. Segundo ainda a descrição do MP, depois de terem cumprido o seu objetivo premeditado, o “bando” colocou-se em fuga apeada. Nesta altura, a GNR já tinha sido informada dos incidentes e estava a chegar à Academia.

Os arguidos estão indiciados por vários crimes, o mais grave dos quais de terrorismo. Este crime pode ser imputado, de acordo com a lei, sempre que “um agrupamento de duas ou mais pessoas, atuando concertadamente” ajam para “intimidar certas pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral”, através de ameaças ou contra a sua integridade física.

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