Category: Cacilhas

Cais do Ginjal em Almada, “Já Era”

5/03/2018

O novo Plano para a zona do Ginjal foi sempre apresentado como um elemento regenerador e qualificador do Património Industrial ali edificado. No entanto, o que se prevê é uma grande operação imobiliária que implica a demolição total do existente

Numa fase já muito adiantada do Plano, os cidadãos são agora convidados a participar na discussão pública em torno de um grande empreendimento que se propõe para o Ginjal, a mais importante zona ribeirinha de Almada. Este território desenvolve-se ao longo de um cais com cerca de 1km, numa espécie de franja linear apertada entre a escarpa e o rio, um percurso que goza de magníficas vistas sobre a cidade de Lisboa, ali mesmo em frente.

Um dito local compara o Ginjal a um a casaco, na medida que dispõe de “casas” apenas num dos seus lados. Esse casario que nasce em Cacilhas e desce com o rio Tejo é composto por um conjunto de edifícios há muito abandonados e muito diversos, maioritariamente fabris e comerciais: uma antiga fábrica de gelo, tanoarias, indústrias de conservas e cortiça, armazéns de vinhos, bem como pequenas habitações encalacradas sobre notáveis construções do século XIX.
Apesar da falência da maioria das atividades que ali existiam, o Ginjal nunca perdeu vida, passando ainda hoje por lá dezenas de pessoas, quer à pesca, em passeio ou a caminho de dois dos melhores restaurantes da grande Lisboa: “Atira-te ao Rio” e “Ponto Final”.

Nos cerebrais anos 90, a Associação Teatral Olho e a Companhia Real de João Fiadeiro sediaram-se num daqueles magníficos armazéns de vinhos, pertencentes à família Teotónio Pereira. Ali realizava-se o Festival X, passaram concertos únicos, passou o grupo de teatro o Extremo, e o realizador Edgar Pera localizou lá o seu estúdio. Tudo isto num misto de atividades criativas em estreita convivência com moradores, restaurantes de caldeiradas e até uma carpintaria, hoje provavelmente impossível face aos normativos higiénicos vindos de Estrasburgo.

Em 2001, num antigo armazém de vinagres, a Associação Centro de Arqueologia de Almada produziu com os seus próprios meios uma interessante exposição que retratou a história da ocupação humana do Ginjal. Promoveu ainda debates acerca do encontro de um possível modelo de ocupação e recuperação daquele território tão rico, precisamente porque congrega vários testemunhos de ocupação ao longo de séculos.

O Plano, cuja discussão pública agora termina e se iniciou em agosto passado, foi sempre sugerido à população enquanto elemento regenerador e qualificador do Património Industrial existente. Mas não é isso que ele propõe. O que se prevê é uma grande operação imobiliária que implica a demolição total do existente, construindo uma nova rua ladeada por duas linhas de edifícios novos. Um Plano radicalmente demolidor portanto. Um Plano que ignora a memória e que com ela não cria nem estabelece qualquer tipo de inventiva.

Curiosamente, a poucos metros deste território, assistimos recentemente a uma das mais bem-sucedidas operações de regeneração urbana: um processo também ignificado pela Câmara de Almada, através de um Programa de Recuperação Urbana (ARU) que revitalizou a Rua Cândido dos Reis em Cacilhas e teve o mérito de atrair dezenas de investidores que, em regime de minifúndio, geraram belíssimos restaurantes, bares com atividades culturais, conseguindo-se a recuperação da maioria dos edifícios para usos diversos, trazendo novos habitantes e fazendo de Cacilhas uma nova centralidade.

Não interessa agora tecer juízos de valor sobre a difícil proposta urbana que se desenha para o Ginjal, mas sim refletir em torno das linhas orientadoras que presidiram sobre a mesma e sobre a lógica liberal que aqui, como em contextos tão diferentes como as florestas ou zonas costeiras, pressionam e dominam o Ordenamento do Território.

A ideia dominante e cega de um rápido retorno financeiro sobre estas transações imobiliárias acaba por produzir os seus próprios limites, na medida em que os ciclos entre crises económicas são cada vez mais curtos, tornando mega investimentos como este cada vez mais arriscados. Mas se sobre os riscos da ganância vamos dormindo bem, perder de uma vez só e irremediavelmente uma fatia tão grande do património desta cidade, afigura-se um pesadelo.

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Plano de Pormenor do Cais do Ginjal agora em exposição

O projecto que vai mudar o cartão de apresentação de Cacilhas vai estar exposto no Fórum Municipal Romeu Correia até ao final deste mês.

06/02/2018
Francisca Parreira Vereadora da CM Almada no Facebook
“Hoje à tarde, na Inauguração da exposição relativa ao Plano de Pormenor do Cais do Ginjal, com a apresentação do arquiteto responsável, Samuel Torres de Carvalho, e a presença da Sra. Presidente da Câmara Inês de Medeiros. Lisboa vai ter a melhor vista sobre o Tejo em Almada.”

Olhar hoje para o Cais do Ginjal a partir do Cais do Sodré não é muito impressionante. Mas no ano passado Almada embarcou no projecto de reabilitação do cais de Cacilhas, uma ideia que tem vindo a ser mastigada desde 2009. A partir desta terça-feira e até ao final de Fevereiro, o Plano de Pormenor para o Cais do Ginjal estará em exposição no átrio do Fórum Municipal Romeu Correia.

É a fachada de Almada para quem a quer admirar a partir de Lisboa. Mas o cartão de apresentação do vizinho do sul anda há muito a precisar que lhe dêem mais atenção. A exposição inclui a maqueta do plano desenhado pelo arquitecto projectista Samuel Torres de Carvalho e realiza-se no âmbito do período de discussão pública, que decorre até 19 de Fevereiro.

O aumento do espaço público, a aproximação ao rio Tejo com segurança, a manutenção da memória histórica do território e a consolidação da arriba são as linhas gerais do plano destinado àquele quilómetro entre o terminal fluvial de Cacilhas e o Jardim do Rio.

Em concreto, a requalificação prevê a criação de uma praia e jardim do Ginjal, de um miradouro ao cimo da Rua Trindade Coelho, a construção de um silo automóvel com 600 lugares para acolher os fãs do futuro Ginjal, a instalação da Escola Internacional das Artes na antiga Fábrica de Óleo de Fígado de Bacalhau e do Centro de Indústrias Criativas do Ginjal, e a relocalização da Casa da Juventude e do Centro Paroquial de Almada. Ainda na manga do projecto estão actividades económicas ligadas ao património e ao turismo, espaços culturais, espaços de restauração e promoção da habitação para os mais jovens.

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Vídeo Câmara Municipal de Almada

Há cinco grupos na corrida aos terrenos da antiga Lisnave

Empresa Baía do Tejo já registou manifestações de interesse de norte-americanos, chineses, britânicos e portugueses para o projeto de Cacilhas.

Neste momento, há cinco grupos, de forma isolada ou em consórcio, na corrida para o investimento no projeto imobiliário que deverá arrancar nos 53 hectares da Margueira, nos terrenos no estuário do Tejo, concelho de Almada, onde se localizavam as instalações fabris da antiga Lisnave, em Cacilhas. Em declarações à comunicação social na passada quarta-feira, Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, empresa estatal do universo da Parpública que gere este espaço, revelou que estão interessados neste investimento um grupo chinês, um grupo britânico, um grupo norte-americano e dois consórcios que integram empresas portuguesas. O investimento previsto para este projeto, designado como ‘Cidade da Água’, deverá oscilar entre mil e 1,5 mil milhões de euros.

Veja mais em ::::> Jornal Económico

Cantou-se os parabéns aos Bombeiros de Cacilhas

Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas estão a comemorar o seu 127º aniversário com diversas iniciativas e a 15 de Janeiro procedeu-se ao
Hastear das Bandeiras, Instrução geral do Corpo de Bombeiros
E cantar os parabéns , com bolo e moscatel de honra.


Fotos: Clemente Mitra

Foto: Bombeiros Voluntários de Cacilhas

Foto: Bombeiros Voluntários de Cacilhas

Foto: Clemente Mitra

Almada 2018 Caramujo e Margueira (vídeo)

Vídeo)2018
A fábrica da moagem da Aliança e a Lisnave

Click aqui para ver as fotos

Almada 2018 Caramujo-Margueira

2018
A fábrica da moagem da Aliança e a Lisnave

Operação de elevação do submarino Barracuda | Cacilhas

Marinha Portuguesa
Publicado em 18 de nov de 2017

Esta operação de elevação visa tornar o submarino Barracuda mais visível e, ao mesmo tempo, facilitar o seu acesso, a partir do exterior, tendo em conta a criação do futuro núcleo museológico do Museu de Marinha em Cacilhas, fruto de um protocolo, assinado a 19 de dezembro de 2011, entre o Município de Almada e a Marinha Portuguesa.

Governo autoriza urbanização na antiga Lisnave

Por Bruno de Castro Ferreira|20.10.17

Cidade da água vai estender-se por 63 hectares de Almada, Barreiro e Seixal.

O Governo deu luz verde à construção de uma urbanização dos terrenos dos estaleiros da Lisnave, em Almada. O investimento de 1,2 mil milhões de euros já terá interessados, mas não podia avançar sem esta alteração legal. De acordo com o decreto-lei publicado ontem em Diário da República, 40 dos 45 hectares dos antigos estaleiros saem do domínio público hídrico e passam para domínio privado do Estado, o que permite avançar com a construção da chamada Cidade da Água. Assim, lê-se no decreto-lei, estão criadas as “condições para pôr em prática parte do Projeto Arco Ribeirinho Sul e dar um novo uso aos terrenos da Margueira […] no âmbito dos objetivos definidos no Plano de Urbanização de Almada Nascente, definido em 2009”. O projeto final inclui a construção de habitação, espaços culturais, de serviços e de lazer, hotéis e escritórios. Está ainda prevista a construção de uma marina e de um terminal de transportes. A Cidade da Água, da responsabilidade da empresa Baía do Tejo, estende-se por 63 hectares dos municípios de Almada, Barreiro e Seixal.

Ler mais em: ::> Correio da Manhã

Bombeiros de Cacilhas resgatam cão dentro de poço

“Este fim de semana efectuámos o resgate de um pequeno cão, que tinha caído no interior de um poço. Felizmente foi retirado sem ferimentos e entregue à GNR, pois aparentemente não tinha dono.”


Veja mais em ::::> Bombeiros Voluntário de Cacilhas

Almada-CIDADE DA ÁGUA MAIS PERTO

08/09/2017


O Conselho de Ministros aprovou ontem o Decreto-Lei que desafeta do domínio público e integra no domínio privado do Estado parte do terreno da Margueira (ex-Lisnave), e concessiona duas parcelas do domínio público à Baía do Tejo (Doca 13 e marina). A decisão abre portas à execução do Plano de Urbanização de Almada Nascente-Cidade da Água, elaborado e aprovado pelo Município, em vigor desde 2009.

Veja mais em::::> Câmara Municipal de Almada

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