Category: Costa da Caparica

O (Des)Alojamento Dá à Costa

01 de Febereiro 2018

Quem passa no antigo Bairro dos Bacalhoeiros, na rua Catarina Eufémia, na Costa da Caparica, e pensa nele como um lugar privilegiado para viver, provavelmente tem razão. Mas…

Localizado numa zona central, encontra-se pertíssimo das praias do paredão, do famoso Barbas, e tem um enorme espaço verde na Alameda Cidade da Costa da Caparica.

No entanto, os seus moradores vêem-se agora numa luta que pensavam já não ter de travar, tendo em conta as suas idades e os anos de permanência no bairro.

Este bairro, que se situa nas ruas Catarina Eufémia, Rua Manuel Agro Ferreira e Rua Mestre Romualdo, é composto por 28 casas térreas, 24 das quais se encontram habitadas, as restantes estão devolutas. Os habitantes destas casas que tinham como senhorio a companhia Seguradoras Unidas S.A. viram-se recentemente sem saber a quem pagar a renda, uma vez que a entidade responsável pela gestão do bairro foi alterada sem sequer os informar. Em 28 de Setembro de 2017, os moradores receberam uma carta da Seguradoras Unidas S.A., no sentido de exercerem o direito legal de preferência conferido ao arrendatário, com prazo de oito dias. Contudo, era imposta uma condição: a obrigação de compra da totalidade das 28 casas, o que se traduz no montante total de 1.150.000 euros.

“Recebemos uma carta da seguradora para exercermos o nosso direito de preferência, porque eles tinham um comprador, uma tal de Quandrantábilis, e nós respondemos que queríamos exercer os nossos direitos, mas proporcional à nossa própria área”, explica um dos moradores do bairro, “Foi-nos dito que tínhamos de exercer o nosso direito pela totalidade, ou seja a compra de todas as casas”.

De forma a proteger os moradores e as suas habitações, foi criada a 29 de Outubro de 2017, a primeira Comissão de Moradores da Rua Catarina Eufémia. Por considerarem injusto e não existirem condições financeiras por parte dos inquilinos para a situação proposta, a comissão alerta para a situação social dos cerca de 100 moradores do bairro, invocando a Constituição Portuguesa: “Todo o ser humano tem direito à habitação”.

Só no passado 13 de Dezembro, os moradores foram informados da venda dos prédios urbanos registados na Conservatória do Registo Predial de Almada sob os números 1969 a 1983 com uma comunicação de novo senhorio e indicação de forma de pagamento. A escritura pública de compra e venda foi celebrada a 16 de Novembro de 2017 e os prédios acima referidos, pertencentes à Seguradoras Unidas S.A., foram adquiridos pela sociedade Quandratábilis Unipessoal Lda.

Por sua própria iniciativa, a comissão de moradores já investigara e chegou à conclusão que existiu uma opção de compra da Quandrantábilis Unipessoal Lda., actual proprietária do espaço, sem que fosse dado conhecimento aos moradores desta alteração atempadamente. Esta empresa, criada a 24 de Agosto de 2017, com o objectivo de compra e venda de imóveis, tem como gerente Matthew Aaron Walker.

“Aí começámos a sentir que por detrás disto havia uma especulação imobiliária, de certeza absoluta, bem orquestrada”, suspeita o morador do bairro, “o grave foi um grupo económico que comprou um lote, um terreno, e foi uma situação em que foi vendido sem dar conhecimento aos moradores, é um negócio estranho”.

A Quandrantábilis, com sede em Cascais, e capital social de 1.000.000 de euros, tem como accionista maioritária a empresa MKV Landsbergerstrasse Limited, sediada em Londres e criada em 2014. Esta é uma pequena empresa de imobiliário que nunca fez transacções. O director de ambas é a mesma pessoa, Matthew Aaron Walker, que comprou a empresa Quandrantábilis, em Agosto de 2017, através dum escritório de advogados. “Os escritórios de advogados têm sempre estas empresas operacionais para os clientes quando necessitam de fazer uma transacção, e para não serem eles a aparecer, é sempre uma Unipessoal. Para mim o problema grave que existe aqui, é que não nos foi dado o direito de preferência”, alerta o presidente da comissão de moradores, Francisco Santos.

Embora a comissão ainda não iniciado contactos com a dita empresa e novo senhorio, estamos provavelmente perante mais um caso de gentrificação, sob a forma de “hostel”, acredita quem vive no bairro. Gentrificação, que vem sendo uma palavra bastante familiar hoje em dia, consiste no processo de valorização imobiliária de uma zona urbana, geralmente acompanhada da deslocação dos residentes com menor poder económico para outro local e da entrada de residentes com maior poder económico. A comissão pretende que a Junta de Freguesia, assim como a Câmara Municipal de Almada, dê a atenção devida a esta situação com a maior brevidade possível.

O Notícias da Gandaia foi ao encontro de alguns elementos da comissão de moradores, entre eles, Francisco Santos e Henrique Almeida, numa reunião em que estavam presentes ainda dois elementos representantes do Bloco de Esquerda do Grupo Municipal da Câmara, que estão a acompanhar esta situação, de forma a salvaguardar os habitantes do bairro.

Poder Local

Já foram realizadas Assembleias Municipais com a Câmara Municipal de Almada, onde se discutiu o assunto. “A Câmara tem poderes para poder solucionar isto, não é caso único, já vários casos existiram, é uma questão de vontade política, na realidade, a C.M.A. entender o que é social”, explica um dos moradores deste bairro que prefere não ser identificado por razões pessoais. “Nós temos os nossos objectivos, tivemos de sensibilizar a Câmara para esta situação urgente social que vivemos, pois esta pode actuar em defesa dos mais necessitados”.

“Temos de saber qual é a posição do senhorio. A situação é criar uma estratégia que passa pelo apoio do departamento jurídico da CMA entrar em contacto com o senhorio. O próximo passo da comissão, será “fazer uma acção contra Seguradoras Unidas S.A. e este novo senhorio, a Quandrantábilis, para que nos seja dado pelo tribunal o direito de preferência, porque nós achamos que cada um tem direito a exercer o seu direito à propriedade parcial e não total. “

Francisco Santos, que sempre viveu na Costa da Caparica, mudou-se para o bairro há cerca de 43 anos. Embora esteja reformado, continua a ir para o mar e a ter na arte xávega mais uma forma de sustento. É ainda o director da Associação de Pesca Artesanal e costeira e apoio social aos pescadores. E alerta para o facto de que mesmo que quisessem adquirir a sua parte, “existem também os que não têm hipótese de comprar e aí entra talvez a colaboração da Câmara. A C.M.A. pode muito bem proporcionar um apoio, de maneira a que as pessoas possam adquirir as casas, tendo para isso uma renda mensal de x”. Outro dos moradores completa a ideia, “A C.M.A. pode criar um tipo de financiamento para cada uma das pessoas, de acordo com a capacidade financeira que tenham, com pagamento a uma, duas ou três gerações. Em Lisboa já fizeram isso em habitações de política social.”

Viagem histórica pelo bairro

Como forma de contextualizar o que está a ser posto em causa na realidade de quem aqui mora, é importante recuar às origens do bairro.

Com cerca de 60 anos, o bairro nasce com a Mútua dos Navios Bacalhoeiros, uma companhia de seguros dos bacalhoeiros. A Câmara Municipal de Almada, de forma a desenvolver o turismo nesta área da Costa da Caparica, ofereceu os terrenos ao Mútuo Grémio dos Bacalhoeiros e construiu as casas. Estas funcionavam como segundas habitações, consideradas de veraneio e tinham rendas elevadas.

Há cerca de 43 anos, após o 25 de Abril, a existência Mútua dos Navios Bacalhoeiros deixou de fazer sentido. Nessa altura, foi criada uma comissão de moradores para ocupação destas vivendas como situação social, por pessoas necessitadas. Esta transição foi um processo complicado, tendo havido inclusive intervenção militar para obrigar os moradores a desocuparem as casas, de forma a serem instalados novos inquilinos. “Pessoas necessitadas que viviam mal, em barracas, juntaram-se e fizeram uma ocupação a este bairro. No mesmo dia veio uma força dos fuzileiros e negociou com o pessoal que tinha ocupado as casas. Entretanto a Comissão Administrativa da Junta de Freguesia da Costa da Caparica e a Força de Fuzileiros do Continente uniram-se e abriram inscrições públicas na freguesia para pessoas que quisessem concorrer a uma destas casas. Feita a avaliação por estas forças, a C.M.A. também teve um representante a avaliar as situações mais necessitadas para atribuição das casas”, recorda o presidente da comissão, Francisco Santos. “Na altura foram salvaguardadas duas situações de moradores que faziam desta casa habitação principal e viviam cá todo o ano.”

Assim, as pessoas que já viviam no bairro acabaram por manter as suas habitações, com alguns novos inquilinos foram feitos novos contratos de arrendamento. Todas as intervenções que as casas sofreram foram responsabilidade dos moradores, nenhum dos senhorios que por aqui passou, Mútua dos Navios Bacalhoeiros, Ocidental, Açoreana e Seguradoras Unidas, assegurou qualquer custo das obras que foram sendo necessárias ao longo dos anos.

As casas, por não serem consideradas habitação permanente, não asseguravam certas condições. As casas de banho, por exemplo, foram alteradas para terem água quente, tiveram de ser repostos telhados e renovado o sistema eléctrico. “Tudo o que existe nas casas e a razão pela qual casas estão em pé, fomos nós que fomos sempre mantendo e fazendo obras”, lembra um dos moradores. O problema foi comum entre os habitantes do bairro. “Como as casas não têm alicerces, são só a estrutura exterior, estão em cima de areia e por conseguinte de água, a parte interior, como não tem sustentação, não tem base e abria rachas na parede, pelo que teve de ser feita uma sapata de cimento para sustentar novamente as paredes” explica o mesmo morador, que por razões pessoais prefere não ser identificado.

Apesar de todos estes obstáculos, é a este bairro que chamam casa e é aqui que pretendem continuar a morar. Existem casas onde vivem famílias numerosas, com várias gerações, pais, filhos e netos, que se vêem agora nesta incerteza do que estará para acontecer. A maior parte dos moradores são pessoas reformadas, com dificuldades económicas e alguns com problemas de saúde. Sem idade para grandes mudanças e energia para grandes lutas, apenas desejam manter o que é seu, o que sempre conheceram como seu lar.

O que está em causa, segundo um dos moradores, resume-se a, “de um lado temos indivíduos com capacidade financeira a tentarem fazer um negócio de capitalização através de especulação imobiliária e do outro lado estão cerca de 100 pessoas que estão protegidas”. Outro reforça a ideia, “a maiorparte das pessoas não têm para onde ir mesmo”, prosseguindo, “nós estamos a defender a posição de cada um, mas também estamos a defender a posição de todos”, afirma um dos moradores do bairro, “Se a câmara não autorizar nenhum projecto para aqui eles não nos podem pôr fora”.

Para já, aguardam a reunião que têm com a C.M.A. ainda este mês, “a ver se arrancamos com esta acção jurídica directamente, para ver se nos dão o direito de preferência”. Apesar de terem seis meses para pôr a acção em tribunal, pretendem resolver a questão o quanto antes, porque admitem que venha a ser um longo processo.

Não é caso único nos dias de hoje, em que cada vez mais são noticiados casos idênticos, principalmente em Lisboa e no Porto, onde o alojamento local é uma espécie de bomba relógio para alguns que, ao expulsar os seus moradores de sempre, abala a história em nome da evolução.

A Gandaia tentou entrar em contacto com a Seguradoras Unidas S.A., mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.

Veja mais em ::::> Gandaia

Acidente com avião que matou duas pessoas na praia origina recomendação de segurança

Lusa25 Jan, 2018, 16:22

O acidente com uma aeronave que aterrou numa praia da Costa de Caparica, Almada, matando duas pessoas, levou o organismo que investiga acidentes aéreos a recomendar à NAV que os aviões possam voar nessa zona a uma altitude superior.

A 2 de Agosto do ano passado, um avião ligeiro, bilugar, modelo Cessna 152, descolou do Aeródromo de Cascais com destino a Évora, para um voo de instrução, mas depois de reportar à torre de controlo uma falha de motor, cerca de cinco minutos após a descolagem, fez uma aterragem de emergência na praia de São João, durante a qual atingiu mortalmente uma menina de 8 anos e um homem de 56.

“Que a NAV Portugal (entidade responsável pela gestão do tráfego aéreo) avalie e, caso não haja inconvenientes para a segurança operacional que o desaconselhem, implemente o mais rapidamente possível o aumento da altitude superior dos `túneis` VFR (Visual Flight Rules – Regras de Voo Visual), nomeadamente nos dois segmentos de rota entre a Fonte da Telha e a Cova do Vapor/Bugio”, refere o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), em resposta escrita enviada hoje à agência Lusa.

Este organismo sublinha que esta recomendação de segurança visa permitir aos pilotos que descolem ou que pretendam aterrar no Aeródromo Municipal de Cascais, tenham mais margem de manobra em situações de emergência.

“Esta recomendação foi feita após consulta às principais entidades interessadas e tem como objetivo que as aeronaves que utilizam o `túnel` sobre o rio Tejo, em que a aeronave acidentada seguia, (e o seu recíproco) passem a voar a uma altitude superior para que, em caso de avaria, os pilotos tenham mais tempo de ação e maior leque de escolhas para decisão em caso de ser necessário proceder a uma aterragem de emergência”, justifica o GPIAAF.

A recomendação “foi feita sem prejuízo de outras que eventualmente possam vir a ser feitas no relatório da investigação”, esclarece o GPIAAF, acrescentando que a NAV Portugal tem até março (90 dias) para reportar ao GPIAAF “a sequência que entende dar à recomendação formulada”.

Quanto à investigação do acidente, o GPIAAF estima que a mesma esteja concluída até julho deste ano.

“Este é um processo de análise iterativo e, por vezes, demorado em que os achados da análise frequentemente suscitam a necessidade de recolha de informação adicional até à clarificação de todos os fatores envolvidos no acidente, alguns bastante complexos. O GPIAAF estima que o relatório final seja publicado até ao final do primeiro semestre do corrente ano”, refere este organismo independente, tutelado pelo Ministério das Infraestruturas.

Além da investigação do GPIAAF, o Ministério Público também abriu um inquérito com vista a apurar eventuais responsabilidades criminais dos dois tripulantes.

O instrutor, de 56 anos, e o aluno foram ouvidos no dia seguinte (3 de Agosto de 2017) ao acidente por uma procuradora do Ministério Público, no Tribunal de Almada, na qualidade de arguidos, tendo ficado ambos sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência.

Os dois tripulantes “incorrem na eventual prática de crime de homicídio por negligência”, anunciou, nesse dia, a Procuradoria-Geral da República.

A aterragem de emergência do Cessna 152 no areal da praia de São João, Costa de Caparica, Almada, provocou a morte a uma menina de 8 anos e a um homem, de 56 anos, e ferimentos ligeiros no braço de uma mulher, de 45 anos.

Veja mais em ::::> RTP

Limpar a praia da Fonte da Telha (vídeo)

21 de Janeiro 2018
Um grupo de amigos e o BioSeixal, organizaram uma limpeza da praia numa manhã de Domingo

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Praias da Caparica com passadiço perigoso

Tábuas de madeira soltas causam problemas a banhistas devido ao estado de degradação.

Artur Amador, de 53 anos, tem visto o negócio afetado devido ao mau estado do passadiço que dá acesso à praia Nova, na Costa da Caparica (Almada). As tábuas de madeira estão levantadas, o que tem provocado acidentes com banhistas e clientes dos restaurantes da zona. “Notamos que as pessoas evitam passar por aqui”, diz o dono do Shore, que paga por mês 2 mil euros para ter a concessão. “O estado do passadiço é um perigo para os banhistas e até para as crianças que por aqui brincam”. Nos últimos meses, o empresário denunciou o caso à Costa-Polis, responsável pela reabilitação da Costa da Caparica. Na sexta-feira, um acidente com uma cliente agravou a situação. “A senhora, de 71 anos, tropeçou numa das tábuas, caiu e partiu a anca. Nesse mesmo dia estiveram aqui funcionários da Polis”. No domingo, a Polícia Marítima colocou fitas de segurança, interditando a passagem ao passadiço e, consequentemente, ao restaurante. “Cheguei de manhã e vi as fitas. Perdi muito negócio”, adianta, contando ainda que “mais tarde, algum banhista deve ter cortado as fitas, porque já lá não estavam no final do dia”. O Correio da Manhã questionou o diretor da CostaPolis, Marco Dias, e a Câmara Municipal de Almada, mas não foram dadas respostas até ao fecho de edição. O Programa Polis para a Costa da Caparica, o maior de todo o País, foi iniciado em julho de 2001 e previa um investimento de 215 milhões de euros para a reabilitação da frente urbana e da zona das praias, com o reforço da segurança e melhoramento de infraestruturas e acessos.

Ler mais em: Correio da Manhã

Sol da Caparica – Highlight do dia 10 de Agosto 2017

O primeiro dia

O rock nasceu em Almada

Foto Rui Dias

É costume as coisas boas terem muitos progenitores e as más ficarem órfãs do silêncio. “O rock nasceu em Almada” é uma frase provocatória da minha lavra com razão de ser. Antes dos finais da década de 1970 já havia rock em Portugal, desde que Elvis Presley começara a gingar as ancas a meio dos anos ’50 nos States. O próximo livro do meu querido amigo Pedro de Freitas Branco traça o percurso, como antes o João Aristides Duarte, outro amigo, fizera com “Memórias do Rock Português”. Curiosamente, ou não, as duas obras foram por mim prefaciadas. O puto que fui tornou-se o gajo que viveu e vive a corrida.
Ontem, no palco BLITZ do Festival Sol da Caparica, IV edição, escreveu-se uma parte dessa legenda em canções centrada na margem esquerda do Tejo.
Nem todos estarão despertos para o fenómeno, mas a revista BLITZ de Setembro vai revelar em CD o lado visionário dos UHF, tão visionário quanto ingénuo fundado numa vontade sem limites.
Com o projecto do Tim, À Sombra do Cristo-Rei, celebrou-se essa ebulição a que os UHF deram fogo e mecha. Como disse em palco, eu e o Tim começámos juntos no quarto de um amigo que tinha uma viola, depois separámo-nos para fundarmos as nossas duas bandas e ontem voltámos juntos a um palco.
De “Jorge Morreu”, uma canção, talvez a primeira, a falar do flagelo da submissão às drogas duras, real e de Almada, que ele regravou, até às canções dos Roquivários, Grupo de Baile, Xutos e de Da Weasel, além dos originais que o CD integra, tocámos “Rapaz Caleidoscópio”, um hino tribal que une os (desactivados) estaleiros da Lisnave à noite do Bairro Alto. Terminámos num grande finalle com os nossos “Cavalos de Corrida”, nossos porque são de todos, porque foram a porta aberta e puseram as editoras multinacionais em sentido quando quatro acordes sobre as palavras certas mudaram a face da música portuguesa realizando pipas de massa. Nada contra o lucro, pagaram-nos, criámos condições e atenção para outros gravarem, chegámos aqui.
O pragmatismo e a distância no tempo permitem-me pôr os pontos nos ii e apresentar a minha opinião: ‘o rock nasceu em Almada’ pelo força e poder de um punhado de canções que fizeram girar a máquina industrial da música. Havia rádio disponível e sequiosa, e TV atenta. A história tem uma semente.
Uma nota para três miúdos: Sebastião e Vicente, filhos do Tim, e o Nuno Espírito Santo, que começou nos UHF, uma formação de gente jovem do caraças. Sem esquecer o grande João Cabeleira, desde os ensaios até à noite de ontem.

Veja mais em ::::> António Manuel Ribeiro

Avioneta cai na Costa da Caparica – momento de aterragem

O momento em que o Cessna aterrou na praia foi captado pelas câmaras do site Surfline. É o primeiro vídeo do acidente que vitimou duas pessoas na Caparica


veja mais em ::::> Observador

Dois mortos após aterragem de emergência em praia da Costa da Caparica

Uma aeronave aterrou de emergência esta quarta-feira na praia de São João, na Costa da Caparica, provocando dois mortos. Fonte do INEM confirmou à TVI que o alerta foi dado às 16:51.

Queda de aeronave em praia. (foto enviada para EUVI@TVI.PT)

Um homem e uma criança com cerca de dez anos, que estavam à beira-mar, terão sido atingidos mortalmente, segundo apurou a TVI no local.

Para o local foram os Bombeiros de Cacilha e Trafaria e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Almada.

A repórter Vânia Ramos, que se encontra no local, apurou que na aeronave estavam duas pessoas.

“As pessoas estão assustadas”, sublinhou.

Veja mais em ::::> TVI 24

Avioneta atinge banhistas na praia de São João da Caparica


Uma aeronave ligeira aterrou de emergência no areal da praia de São João da Caparica, atingido quatro banhistas, segundo avança a SIC Notícias.

Ao PÚBLICO, o CDOS de Setúbal confirma o incidente, tendo accionado meios de emergência.

Veja mais em ::::> Público

1968 SFUAP inaugura Secção de Campismo

Os praticantes de Campismo Desportivo na Cova da Piedade iniciaram a sua actividade em princípios dos anos 50 do sec. XX.

A secção de Campismo da Cooperativa Piedense e do Clube Desportivo da Cova da Piedade, emprestavam aos seus associados o material de campismo, como tendas, sacos de água, mesas, bancos etc.

Organizavam acampamentos onde acolhiam campistas de saco ás costas vindos muitas vezes de lugares longínquos que percorriam a pé e à boleia.

O grande impulsionador desses tempo era o Sr. Geordano que também era projeccionista no salão de cinema da SFUAP.

Ele conseguiu congregar os praticantes das Secções de Campismo da Cooperativa e do Desportivo da Cova da Piedade para formarem uma nova secção de Campismo desta vez na SFUAP onde a Direcção disponibilizou uma sala para a nossa actividade.

Eram o Borginho, o Manuel Quaresma, o João Reis,o Nini, o Fernando Cruz e muitos outros

A Secção passou a ser frequentada diariamente e formou-se uma comissão de trabalho para serem estabelecidas as actividades a desenvolver.

O ambiente era familiar e todos os dias chegava gente nova.

 

 

Nas Festas da Cova da Piedade de 1969

Resolvemos fazer mesmo em frente à nossa Secção, uma quermesse de petiscos para angariar fundos para a reconstrução da nossa secção de campismo.

Carlos Coelho, Lcruz, Lourdes Quaresma, Maria Antónia, Nini, Tólinhas

Fernando Cruz, João Silva, Cruz, Manuel Quaresma

1970 Mudança e remodelação da Sede

Com os dinheiritos feitos nessas e noutras angariações a sede da Secção de Campismo muda-se para outro local e faz remodelações as quais tiveram como grande mestre o

Sr. Fernando da Cruz

Ele foi o arquitecto da nova sede que ficou linda com decoração em madeira de costaneiros que tornava a sala acolhedora e rústica.

Com a nova sede construída voltamo-nos em força para a actividade do campismo desportivo.

A partir de 1971 a actividade da secção de campismo SFUAP aumentou com a participação em massa em Acampamentos Desportivos nos quais arrecadando muitas taças de participação e com participações marcantes nos fogos de campo.

Era tempo de acampar

No início dos anos 70 do sec. XX passar o fim de semana junto à natureza e na companhia de amigos era do melhor que queríamos ter.

 

 

Podíamos conviver com velhos campistas como o Tio Henrique que era o espelho dos Maquis Franceses que depois da guerra inventaram as férias nos campos e nas montanhas.

 

O Lagarto, O Chagas e a sua Pantera, o Gilberto dos Cabindas, o Caldeira do Porto, o Carlinhos do Estrela, o Mário do Carmo e tantos outros

 

A certa altura levámos 2 autocarros cheios de gente a um acampamento do CCL em Almornos.

O primeiro hino da secção de campismo SFUAP foi o Hino da Juventude

só mais tarde tivemos um hino dos “graúdos”

Hino da Juventude

Dentro do campismo nós somos Obreiros da Felicidade Cantando para vós aqui estamos Juventude da Piedade

Acampar,Acampar Este é o meu lema E marchar, e marchar Sendo assim vale a pena

Eu levo o meu saco ás costas E as minhas botas cardadas Eu vou pela estrada fora vou ter com os meus camaradas

e nesta noite tão linda À luz grande do braseiro Nós temos uma mensagem Salve , Salve Companheiro

Amanhã quando acordarmos E mesmo ao nasces da aurora sorridentes nos soltamos da nossa tendinha para fora.

Gabriel Quaresma

 

A partir de 1970 a Secção de Campismo da SFUAP, passou não só a participar em Acampamentos desportivos realizados pelos outros Clubes, como também passou a organizar os seus próprios acampamentos, onde afluíam um grande numero de Companheiros Campistas vindos de diversos pontos do Pais.

 

1970 Acampamento da Juventude em Vale Fetal

 

 

 

Diariamente a Secção de Campismo SFUAP era visitada por muitos Companheiros e Companheiras que organizavam regularmente reuniões de convívio, onde para além da música estava sempre presente a amizade e a camaradagem.

O Mano, O Jorge Lourenço, O Tó Zé, O Henrique Tavares, o Vasco das Barrocas, o Cá Mané, o Zé Faisco, o Heischmann, o Borginho e outras…..

Organizávamos exposições de marial campista para podermos captar novos campistas.

A partir de 1971 a Secção de Campismo teve autorização dos serviços florestais para ocupar nos meses de verão uma parcela de terreno junto à Praia da Mata que anteriormente era ocupada por uma colónia infantil do Benfica.

E assim passámos a acampar durante Junho, Julho e Agosto no meio de uma imensidão de acácias as quais íamos cortando antes de montarmos as tendas.

Eram tantas acácias que se podia ir do centro do acampamento até á estrada principal sempre em cima de árvores.

 

 

 

 

 

 

 

Tínhamos água do poço e W.C. em fossa séptica

e todos participavam em tarefas para o bem comum

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A partir de 1973 surge um homem que levaria mais longe os destinos da secção e da colectividade

Mário Martins foi o impulsionador do processo de legalização do espaço que ocupávamos provisoriamente na Praia da Mata como Parque de Campismo da SFUAP.

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