Category: Almada

PCP faz contra-ataque a PS de Almada

5 DE jANEIRO 2019

Campanha contra “geringonça” de direita. Comunistas não perdoam perda de um dos seus bastiões e dizem que Inês de Medeiros “não está preparada”

Foto : José Fernandes

In Expresso – Rosa Pedroso Limada

Os cartazes estão nas ruas de Almada e deixam clara a mensagem que a CDU quer passar:
“Um ano de retrocesso. Com o PS o concelho de Almada perde!”.
Joaquim Judas, o ex-presidente da Câmara de uma das históricas autarquias que o PCP perdeu nas últimas eleições para as mãos dos socialistas, não poupa na sua sucessora.
Inês de Medeiros “não está preparada” e, pior ainda, depois de um ano à frente dos destinos da autarquia “não tem condições para compreender o que se está a passar”, afirma.
“A tensão política cresceu”, afirma o ex-autarca comunista.
Uma afirmação que, na verdade, só fica a pecar por defeito.
Basta analisar o conjunto de cartazes, panfletos e posts na página do Facebook produzidos pela delegação concelhia para perceber que o clima é de guerra aberta.
“O IMI já podia ter baixado para 0,34%, diz um dos cartazes.
Outro contraria a devolução de 0,5% do IRS de 2019, por apenas beneficiar “poucos” e ser, por isso, “o Robin dos Bosques ao contrário”.
Há ainda críticas às falhas na recolha do lixo, ao apoio à cultura e às artes e até no desenvolvimento em projectos das escolas do concelho.
“O Carnaval das escolas, a semana verde ou as marchas populares das crianças foram vítimas de uma visão elitista e arrogante que levou, em última análise, à sua não realização”, aponta a CDU de Almada.
Os comunistas, que desde a revolução democrática lideraram a autarquia de Almada, viram, no ano passado, a Câmara cair para as mãos do PS por escassos 413 votos de diferença.
Ainda por cima, a vitória da noite eleitoral foi para uma estreante absoluta das lides camarárias, Inês de Medeiros, que conseguiu um acordo com o PSD para viabilizar a gestão de Almada.
Os quatro mandatos de vereação obtidos pela CDU (tantos quantos os obtidos pelo PS) condenaram-nos, assim, a um inesperado estatuto de oposição.
Nas hostes comunistas a hora chegou para passar ao ataque.

Lamentar “profundamente”

Se a “geringonça” nacional funciona, em Almada o cenário é bem diferente.
Joaquim Judas deixou a cadeira de presidente para um lugar não executivo no governo camarário e assume as críticas diretas à nova autarca.
“O PS fez uma política de terra queimada, lançando suspeição infundadas sobre a gestão anterior e afastando quadros camarários com provas dadas”, diz ao EXPRESSO.
Para ele, o “afastamento de todos os directores municipais” tratou-se de um “saneamento inaceitável”, baseado “na suspeita de que seriam correias de transmissão da CDU”.
“Os dirigentes foram todos sujeitos a concurso”, alega Joaquim Judas.

Cartazes, sessões de esclarecimento e acções de rua. O PCP quer recuperar Almada e já começou a fazer campanha

“Lamentamos profundamente”, diz, desafiando Inês de Medeiros a cumprir a “obrigação de comunicar à vereação os resultados da auditoria instaurada à gestão camarária”.
O executivo socialista abriu um inquérito ao trabalho realizado pelos antecessores.
Joaquim Judas garante que havia “uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças que estava a decorrer no mandato da CDU” que já terá sido apresentada à presidente da Câmara.
“Esperemos que cumpra o seu dever de informação”.
A troca de críticas tem um objectivo político.
A direcção comunista acredita que com a gestão do PS “ houve uma paralisia” do trabalho da autarquia e até “uma redução de dois milhões de euros de receita”.
“Como o fogo de artifício, ainda há luzes no ar, mas a carga toda já explodiu”, conclui.
Mas, o alvo fica mais longe:
“Há a expectativa de recuperar a Câmara de Almada”, assume Joaquim Judas.
“Temos aqui responsabilidades que assumimos há mais de 40 anos, temos um profundo conhecimento da zona e somos quem está nas melhores condições”, diz.
A mobilização começa já. As eleições só ocorrem mesmo em 2021.
Até ao fecho desta edição (EXPRESSO) não foi possível contactar Inês de Medeiros, a autarca socialista de Almada.
rlima@expresso.impresa.pt

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A propósito da entrevista da Presidente da Câmara Municipal de Almada


03/01/2019
Comunicado CDU Almada
Alguns órgãos de comunicação social publicam hoje uma entrevista com a Presidente da Câmara Municipal de Almada na qual, uma vez mais, Inês de Medeiros incorre em confabulações relativas ao passado recente da vida do Município, a propósito das quais, e sem prejuízo de uma próxima apreciação mais detalhada, a CDU esclarece publicamente o seguinte.

Diz a Presidente da Câmara que existem hoje mais barracas em Almada do que nos anos 1990. Só o desconhecimento – porque não acreditemos que se trate de má fé – pode justificar tal afirmação. Os números são bem diferentes: de acordo com o levantamento do Programa Especial de Realojamento (PER), em 1994 existiam 2156 agregados a viver em barracas, dos quais 1588 (73%) foram realojados. No levantamento sobre necessidades de realojamento realizado em 2017, existiam 757 agregados PER. Engana-se por isso de forma grosseira a presidente da Câmara Municipal de Almada, e ao enganar-se presta um mau serviço aos munícipes que representa e aos portugueses em geral.

Diz ainda a Presidente da Câmara que o Município de Almada, durante os mandatos da CDU, não deu importância à resolução do problema da habitação social. Importa aqui sublinhar que a promoção de habitação social não é uma responsabilidade direta dos municípios, mas que ainda assim a Câmara Municipal de Almada é proprietária de cerca de 2.330 dos mais de seis mil fogos de habitação para arrendamento em condições de apoio social, sendo o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana o principal proprietário.

Importa lembrar que no mandato anterior, de presidência CDU do Município de Almada, foram entregues mais de duas centenas e meia de habitações em regime de arrendamento social a outras tantas famílias, e que mais de 1300 agregados familiares foram preservados de ações de despejo por parte dos senhorios pela aplicação do Plano Municipal de Emergência Social que lhes garantiu as condições para honrar os seus compromissos habitacionais.

Não diz também a Presidente da Câmara que durante este seu primeiro ano de mandato,
também na área da habitação o que os almadenses registam foi um ano de retrocesso. O único facto relevante registado no domínio da habitação foi a ocupação forçada, em finais de 2018, de um número ainda indeterminado de fogos propriedade do Município que a Câmara Municipal mantinha fechados e desocupados.

Insistindo na alegação de não ter existido no passado um regulamento de atribuição de habitação social no Concelho, a Presidente da Câmara procura encontrar nessa afirmação a justificação para uma eventual política de aumento generalizado do valor das rendas sociais praticadas, e eventualmente de despejos de atuais arrendatários, a coberto de supostas e eventuais irregularidades registadas no passado.

Noutro domínio, ao abordar as deficientes condições atuais da travessia do rio Tejo entre Almada e Lisboa, a Presidente da Câmara não assume, como seria seu dever, a defesa intransigente do serviço público e da sua urgente e necessária qualificação, respondendo de forma evasiva à questão colocada sobre as dificuldades vividas atualmente.

Sobre a necessidade da construção da terceira travessia do Tejo, omite a já estudada e prevista solução da travessia entre o Barreiro e Chelas, com amplo consenso na Península de Setúbal e Área Metropolitana de Lisboa, admitindo ainda que vagamente outras soluções até ao momento não equacionadas nem ponderadas.

A entrevista da presidente da Câmara Municipal de Almada a alguns órgãos de comunicação social hoje publicada confirma apenas a justiça da afirmação da CDU que com o PS o Concelho de Almada perde, e que este primeiro ano de mandato do PS foi um ano de claro retrocesso.

Almada, 3 de Janeiro de 2019
CDU Almada

“A pressão imobiliária sobre Lisboa pode aumentar os bairros de lata em Almada”

3 de Janeiro 2019

Em entrevista à Renascença e ao “Público”, Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, critica a herança que recebeu da CDU: “Permanecer muito tempo no poder dá sempre mau resultado.”

O Governo até tem muitos ministros da Margem Sul, mas não está a perceber a urgência com que é preciso resolver a ligação a Lisboa, diz a presidente da Câmara de Almada em entrevista à Renascença e ao “Público”. Além dos transportes, Inês de Medeiros olha para a habitação e para a erradicação das barracas como um problema em que também é preciso que o Governo se envolva.

Diz que Almada tem problemas endémicos, mas Almada foi governada durante 40 anos pelo mesmo partido. O que a surpreendeu nessa herança?
Houve questões ideológicas que fizeram com que Almada perdesse uma série de oportunidades e de comboios. Uma das questões mais flagrantes tem a ver com a habitação. A CDU sempre considerou que a habitação era um problema central e só acessoriamente era municipal. Havia um descartar de responsabilidades ou porque era do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) ou do Porto de Lisboa ou do Governo central. Havia uma tentação de limitar aquilo que eram as responsabilidades municipais. Vê-se a dificuldade do PCP relativamente ao diploma da descentralização.

Essa tentativa de desresponsabilização sucessiva criou problemas. No caso da habitação, não havia um regulamento de atribuição municipal, não havia um levantamento sólido de quem são aquelas pessoas, não havia nenhum tipo de fiscalização. O PER foi cumprido a 60%. Almada nunca conseguiu acabar com as suas barracas e não sei até que ponto houve um empenhamento real nisso. Neste momento, temos mais do que tínhamos nos anos 90.

Como vai resolver o problema do bairro de lata Segundo Torrão?
Não é só no Segundo Torrão, mas também nas terras da Costa – e a pressão imobiliária sobre Lisboa faz com que corramos o risco de ver aumentados os bairros de lata. Não é um problema que Almada possa resolver sozinha. Vamos ter que a certa altura construir novos programas com a secretaria de Estado da Habitação. Vamos finalizar a estratégia a cinco anos que temos que apresentar ao Governo, vamos possibilitar que privados que tenham habitações em más condições possam eles próprios candidatar-se e temos que arranjar programas de renda acessível como em Lisboa.

Falou do problema da pressão imobiliária de Lisboa. Almada já sente esses efeitos?
Já. O IMT aumentou imenso. Houve um grande movimento de reabilitação e novas transações. Depois, vê-se que, por exemplo, Cacilhas tem muitos novos habitantes. Felizmente estamos mais com alugueres de longa duração e aquisição mas não quer dizer que não venhamos a ter mais Airbnb, mas deve ficar concentrado nas zonas mais junto ao rio. Sente-se também no aumento de preços de venda e arrendamento.

Como acompanha o problema da falta de oferta dos barcos da Transtejo?
Com grande preocupação. Tenho falado com a empresa e com o Governo. Vão ser lançados concursos para a compra de novos barcos mas são processos longos. Nós temos um problema imediato. Não faz sentido continuar a adiar um investimento prioritário. É preciso arranjar uma solução alternativa, seja aluguer de barcos.

A administração central não está a olhar para a Margem Sul?
Tem olhado. Há vários ministros da Margem Sul (risos). Não estão a perceber talvez a urgência até porque a ponte 25 de Abril vai entrar em obras de manutenção.

Continua a faltar a terceira ponte.
A terceira travessia. Não sei se é ponte ou túnel. No imediato, entre a ponte e o túnel é o barco. É preciso que a Transtejo arranje navios. É preciso garantir um aumento significativo das travessias e é preciso pensar algumas travessias. Belém (que faz ligação a Trafaria e Porto Brandão), por exemplo, é o sítio menos prático que existe. Era importante ligação a Cais do Sodré ou Alcântara ou até Algés, que fosse parar a um interface.

A ponte 25 de Abril vai entrar em obras. Foram previstas alternativas?
As obras serão feitas em período nocturno e aos fins-de-semana. No Verão, arrisca-se a ser um bocadinho mais complicado. O período muito longo para as obras deve-se ao facto de os períodos em que se pode trabalhar serem muito reduzidos. Independentemente das obras, a ponte chegou a um limite. Não dá para aumentar. A prioridade é investir nos barcos e encontrar uma resposta rápida que passa por mais navios e por repensar as rotas das ligações fluviais. A estrutura para o túnel do lado de Almada já foi toda feita, como do lado de Algés. Só falta o túnel. Já que a estrutura está feita vamos aproveitar para fazer a ligação por barco.

O presídio da Trafaria foi uma prisão política no tempo do salazarismo. Quer lá fazer um grande Instituto de Artes e Tecnologia. Esse projecto conta com o apoio das restantes forças políticas? Qual a melhor maneira de preservar a memória?

O PCP não pode falar de preservar a memória. Convido-a a ir visitar a Celas. Com o estado de degradação em que está é um bocado irónico ter o PCP preocupado com a memória. As celas têm graffitis, ratos Mickeys. Inscrições de presos, já não há nem uma. Estamos em conversações com a Universidade Nova, sendo que a parte das celas continuará sob domínio da câmara e será reabilitado. Se há uma força política que não pode vir com essa preocupação da história, dado o estado absolutamente deplorável a que deixaram chegar o presídio é o PCP.

No balanço de um ano de mandato, disse que a CDU é “mau patrão” e que encontrou “um clima de medo”. De que forma?

Fiquei muito impressionada, de facto, com as condições de trabalho dos nossos trabalhadores. Falo de coisas tão básicas como o facto de os balneários femininos, no caso dos viveiros, nem sequer terem uma cortina. Noutros locais, há trabalhadores em contentores. É uma situação que me chocou muito. Eu faço parte da geração das crianças de Abril. Tenho um imenso respeito pelo PCP e pelo seu papel. Para mim, nem sequer é muito fácil ter este discurso, mas que é um discurso de verdade, e que eu nem estava à espera de encontrar. Estava à espera de encontrar aquele lado mais conservador, uma coisa muito organizada. Permanecer muito tempo no poder perverte sempre o sistema democrático, as prioridades políticas. Não é tanto a questão do PCP ou da CDU. Felizmente agora há limitação de mandatos. Este permanecer no poder durante tanto tempo dá sempre mau resultado.

Daí o clima de medo de que fala?
Penso que sim. Isto atrai uma grande informalidade e não é só a vereação que se mantém no poder mas os próprios dirigentes e depois relações muito próximas e um domínio com um sistema de apoios públicos que não era condizente com a boa gestão pública.

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Almada – Intervenções avançam nas habitações sociais municipais

19/12/2018

A presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros, visitou esta quarta-feira, 19 de dezembro, alguns fogos de habitação social municipal que estão a ser requalificados.

As obras de reabilitação do parque habitacional municipal já arrancaram, numa empreitada de grande dimensão que irá prolongar-se pelos próximos meses.

São intervenções nos apartamentos de habitação social que ficam depois disponíveis para o realojamento de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconómica, inscritas no Programa Municipal de Acesso à Habitação Social,

As casas intervencionadas localizam-se nas freguesias do Feijó, Caparica, Costa da Caparica e Laranjeiro.

Presidente da Câmara visita fogos municipais
Esta quarta-feira, a presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA), Inês de Medeiros, acompanhada pela vereadora com o Pelouro da Habitação na CMA, Teodolinda Silveira, deslocou-se a três dos fogos que estão a ser intervencionados.

A autarca almadense aproveitou a ocasião para visitar também uma família que vive numa habitação precária, na Caparica, e que se encontra na lista prioritária de realojamento.

Paralelamente a estas intervenções, o Município de Almada está a fazer o levantamento da situação do parque habitacional municipal, bem como da situação socioeconómica dos seus residentes, a partir do qual se pretende implementar uma política de gestão do mesmo.

O Orçamento da CMA para 2019 duplica o investimento destinado ao parque habitacional municipal face ao ano de 2018.

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Guinness oficializa recorde da maior aula de surf do mundo na Fonte da Telha

19/12/2018

Tiago Pires juntou 327 surfistas. “Estou muito satisfeito”, garante.

O português Tiago Pires viu reconhecida pelo livro de recordes do Guiness “a maior aula de surf” do mundo, ao juntar 327 surfistas na praia da Fonte da Telha, anunciou esta quarta-feira a organização da iniciativa. “Estou muito satisfeito com o contributo das escolas de surf e dos surfistas em geral que se inscreveram nesta aula de surf. O facto de termos batido este recorde do Guinness é mais uma prova da força que este deporto tem em Portugal”, disse Tiago Pires. O recorde foi estabelecido em 23 de junho, na praia da Fonte da Telha, no concelho de Almada, com uma aula de surf conjunta, solidária com a Operação Nariz Vermelho, de solidariedade social com os serviços pediátricos dos hospitais portugueses. Na aula participaram 327 pessoas, batendo o recorde que pertencia a Sydney, na Austrália, na praia de Bondi, quando 320 pessoas entraram na água para uma aula de surf. Na iniciativa promovida em junho, em Portugal, foram convidadas cerca de 300 escolas de surf, de norte a sul do país, e disponibilizadas 50 aulas avulso para quem quisesse participar na iniciativa. Relacionadas Sociedade Portugal quer entrar no Guiness com maior aula de surf do mundo Fotogaleria Portugal quer entrar no Guiness com maior aula de surf do mundo

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Obras na ponte 25 de Abril afetam 150 mil veículos por dia

20/12/2018

Próximos meses vão ser de obras na principal via que liga Lisboa a Almada.

A Infraestruturas de Portugal procedeu esta quarta-feira à consignação da empreitada de reparação e conservação da ponte 25 de Abril ao consórcio formado pela Somague, SMM e STAP. O momento ditou o início formal da obra, orçamentada em 12,6 milhões de euros, cuja conclusão está prevista para 2020. A intervenção provocará constrangimentos à circulação de automóveis e comboios durante as madrugadas e aos fins de semana. Em 2019, em quatro dias de maio e em quatro de outubro haverá corte total de faixa num dos sentidos. A ponte é atravessada diariamente por 150 000 veículos, servindo mais de 100 milhões de utilizadores por ano.

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Maria Vitorina Pereira Baptista Antunes faleceu

Cova da Piedade 14 de Dezembro 2018

Faleceu Maria Vitorina
seu corpo vai ser velado na Igreja Matriz da Cova da Piedade ( Largo 5 de Outubro) o funeral realiza-se domingo pelas 14.30 horas para o cemiterio de Vale Flores.

Maria Vitorina Pereira Baptista Antunes nasceu em Grândola em 1930. Ao dezoito anos aderiu ao MUD Juvenil e foi presa em 1952. Em 1953 veio viver com a irmã para a Cova da Piedade. Em 1954 casou e associou-e à Cooperativa, onde foi empregada e colaboradora das comissões culturais.
“Quando vim para a Cooperativa foi diferente, casei-me, mas gostava de estar ligada a alguma coisa e convidaram-me para pertencer ao núcleo feminino da Cooperativa, onde fiz algumas coisas. (…) Fui sócia e fui empregada. Nesse tempo em que a gente se associou a Cooperativa era diferente, a gente aviava-se todo o ano e no fim do ano conforme o lucro da Cooperativa assim era distribuído pelos associados. Era diferente, como as dificuldades eram diferentes de agora. Para já a vida desse tempo não tinha nada a ver com a vida que é agora. Ao pé desse tempo sou uma mulher rica, mesmo sendo pobre, e então, aqueles lucros eram para toda a gente que trabalhava uma coisa maravilhosa, porque dava para comprar uma coisa que se não tinha. Eu por acaso, o primeiro frigorífico que eu tive foi comprado com os lucros da Cooperativa. (…) Na Comissão Cultural juntávamo-nos, reuníamo-nos para termos ideias para arranjar dinheiro para pessoas necessitadas, em especial famílias dos presos políticos. (…) Nessa altura de quem se ouvia mais falar era dos camaradas comunistas, nada nos faria lembrar que depois do 25 de Abril se iria encontrar tanto partido, nunca na minha ideia pensei que ia haver tanto partido, tanto partido, porque eu sempre ouvi falar, “Era do Partido Comunista, foi assassinado, teve incomunicável tanto tempo, sofreu tanto, era do Partido Comunista!”… não se ouvia falar em mais partido nenhum, embora depois se ouvisse falar do Partido Socialista, mas ouvi dizer: “- Foram a casa de fulano andaram a ver a casa toda, mexeram nas gavetas mexeram em tudo a ver se encontravam Avantes”. Mas nunca ouvi, em toda a história da minha vida, irem a casa de alguém para ir ver se encontravam coisas do Partido Socialista, nunca ouvi dizer que andavam à procura de alguém por causa de um papel do Partido Socialista, nunca ouvi, esta é que é a verdade.”
Maria Vitorina (2005)

Maria Vitorina – "Poema dedicado às mulheres da sua terra" from MPAGDP on Vimeo.

Mercado de Natal em Almada até 16 de Dezembro

Comprar, comer e divertir-se no centro da cidade em época natalícia

Foto: ADN


A Praça S. João Baptista vai ser centro de animação em tempo de Natal, em Almada. A organização diz que que as propostas e surpresas são muitas e a diversão é garantida. Dia 12 de Dezembro, a partir das 17 horas, abrem as portas da edição deste ano do Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, com uma seleção de artigos de designers e artesãos de todo o País, mas com preocupações ecológicas e sociais. Aqui, até a embalagem conta, pelo que quem quiser oferecer um presente ecológico pode ir até à Oficina de Cultura, no centro da cidade de Almada, onde até 16 de Dezembro estão as propostas de 70 artesãos e marcas.

O Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, com uma selecção de artigos de designers e artesãos de todo o país, abre na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Oficina da Cultura e Praça S. João Baptista. Com preocupações ecológicas e sociais, onde até a embalagem conta, “é espaço a visitar para adquirir um presente mais amigo do ambiente”, desafia a organização.
Encontra, por exemplo, vestuário feito com matérias naturais, brinquedos de madeira, acessórios de moda, plantas, cosmética natural, kits para fazer a sua horta em casa ou ter a sua própria criação de cogumelos, casas-ninho e muito mais. Em muitas das bancas haverá presentes a partir de um euro.
No exterior, funcionam as tasquinhas, com esplanadas cheias de iguarias natalícias, além de concertos e animação e, ao longo dos cinco dias, há oficinas ecológicas: mais de 50 no total, todas gratuitas. Numas constroem-se presentes, dando vida nova a materiais, noutras fazem-se decorações de Natal mais ecológicas, mas também há quem ensine a fazer embrulhos com materiais naturais, sem recurso a agrafos, fita-colas ou laços, para baixar a pegada ecológica deste Natal. Não é necessária inscrição prévia, basta aparecer.
Na Praça São João Baptista, onde há uma extensão do Mercado de Natal Amigo da Terra, pode provar doçaria regional, vinho quente e pão acabado de fazer, mas também levar para casa alguns produtos frescos à venda e até sugestões de presentes. Há ainda showcookings com receitas saudáveis para o Natal e para o dia-a-dia, em várias aulas práticas de cozinha por especialistas.
Além de bandas, DJ sets e atuações dos grupos que participam no programa “Do Natal aos Reis em Coro”, estão previstas peças de teatro e animação de rua.
Outro dos pontos de atracção deste mercado será a banca da associação Amor Rafeiro. Aqui vai ser possível adoptar um cão ou um gato, ou simplesmente adquiri propostas de presentes para os seus amigos de quatro patas.
Finalmente, no domingo, dia 16 de Dezembro, a autarquia desafia a vestir algum acessório natalício e participar no ciclopasseio solidário Dois Pedais, Mais Natais. Pode levar bens alimentares não-perecíveis (como enlatados, bolachas, cereais, arroz, e outros alimentos embalados) para entregar à Redfood de Almada, que os distribuirá por famílias carenciadas do concelho. O ponto de encontro é na Praça São João Baptista, às 15 horas.

Anselmo Ralph na passagem de ano em Cacilhas
Mais uma vez Cacilhas vai receber o Ano Novo em festa. Música e fogo-de-artifício, desta vez combinado entre a margem de Almada e a de Lisboa. Mas em Cacilhas, a festa promete, tem muita música e um mega fogo de artificio a dobrar, e não é preciso bilhetes nem entradas.
Em Almada, junto à Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas, o palco do evento de passagem de ano da autarquia recebe este ano Anselmo Raph, um dos grandes nomes da música angolana. Mas há mais motivos para marcar lugar junto ao Tejo.
A partir das 22h30, no último dia do ano, começa o espetáculo com os Rock em Stock, uma banda de covers que vai interpretar temas dos anos 80 e 90. Táxi, Sitiados, Quinta do Bill, Xutos e Pontapés, UHF, sem esquecer Jorge Palma ou Rui Veloso, vão ser revisitados, e esperam-se coros de vozes épicos.
Antes da meia-noite, o palco é dos bailarinos da Escola de Dança Next, vice-campeões do Mundo na categoria de Mega Crew Hip Hop Teams. Quando soarem as 12 badaladas é altura para o fogo de artifício, este ano sincronizado entre Almada e Lisboa, com um espetáculo a unir as duas margens do Tejo.
Depois, chega “A Única Mulher”, “Não Me Toca”, “Curtição” e muito mais, pela voz de Anselmo Ralph, madrugada dentro.

Agência de Notícias
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Fotos : Inês de Medeiros

Incêndio consome oficina e nove veículos no Feijó

1 de Dezembro 2018

Um incêndio de grandes dimensões deflagrou, na noite desta sexta-feira, numa oficina no Feijó, em Almada, destruiu nove viaturas e material ligado à oficina. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram a violência das chamas. O fogo ocorreu numa zona de armazenamento e oito veículos foram tomados pelas chamas, confirmou ao CM Miguel Silva, Comandante dos Bombeiros de Cacilhas. O alerta foi dado cerca das 1h13 e pelas 2h17 o incêndio tinha já sido dado como extinto. Os trabalhos no local foram concluídos pelas 3h30, revelou ainda. No local esteve a PSP e 32 bombeiros das corporações de Cacilhas e Almada, apoiados por 10 veículos. Não há vítimas a registar, confirmou o CM junto do CDOS de Setúbal. A Polícia Judiciária esteve esta manhã no local a investigar o incêndio.

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João Lourenço termina visita de Estado com deslocação à Base Naval do Alfeite

Presidente angolano afirmou, na sexta-feira, no Porto, antever “um futuro promissor” nas relações entre Portugal e Angola.


O Presidente de Angola, João Lourenço, termina este sábado, em Lisboa, a sua primeira visita de Estado a Portugal, com a deslocação à Base Naval do Alfeite. João Lourenço é esperado durante a manhã na Base Naval de Lisboa e no arsenal do Alfeite, onde irá visitar a base operacional da Marinha portuguesa. Durante a tarde de sábado não há programa oficial e o regresso do Presidente angolano a Luanda está previsto para domingo. O Presidente angolano afirmou, na sexta-feira, no Porto, antever “um futuro promissor” nas relações entre Portugal e Angola. João Lourenço disse ainda que espera um “desfecho”, no primeiro trimestre de 2019, na negociação com o Governo português para simplificação dos procedimentos administrativos para a concessão de vistos de entrada, tendo já um “caminho delineado e bastante claro”. Na sexta-feira, em comunicado conjunto, os dois governos salientaram que os diversos encontros no âmbito desta visita de Estado “mostraram uma ampla convergência de pontos de vista e permitiram uma oportuna atualização de informação sobre a situação política, económica e social nos dois países”. Esta visita de Estado de três dias, que termina hoje, é também a primeira do género de um Presidente angolano a Portugal desde 2009, e envolveu a assinatura de 13 acordos entre os dois governos, tendo João Lourenço anunciado ainda que o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, visitará Angola em 2019.

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