António José Seguro foi a Almada em ação de apoio ao candidato socialista, Joaquim Barbosa

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Para o líder do PS, a solução para o equilíbrio das contas públicas passa pela adoção de “um programa credível que concilie rigor orçamental e políticas amigas do crescimento económico”

O secretário-geral do PS afirmou hoje que o primeiro-ministro tem de parar de “enganar” os portugueses e desafiou-o a não se refugiar entre o carro e os palcos em campana, ouvindo antes os portugueses.

No final de uma arruada na Praça do Movimento das Forças Armadas, em Almada, durante uma ação de apoio ao candidato socialista, Joaquim Barbosa, António José Seguro foi confrontado com o teor do discurso feito na véspera, em Alcobaça, pelo presidente do PSD, segundo o qual a economia portuguesa já começa a dar a volta à situação de crise.

“Acho que o primeiro-ministro tem de parar de enganar os portugueses, porque só um primeiro-ministro que desconhece o país e o sofrimento por que passam os portugueses é que pode dizer uma coisa dessas”, respondeu imediatamente o líder socialista.

Seguro fez depois um repto a Pedro Passos Coelho em relação à forma como tem atuado ao longo desta campanha para as eleições autárquicas.

“Ele que não se refugie no carro e a entrar diretamente para os palcos, e depois dos palcos diretamente para os carros. Ouça os portugueses, como eu faço, para perceber que há muita gente a sofrer, muita gente a passar dificuldades e muita gente a viver abaixo do limiar mínimo da dignidade”, afirmou o secretário-geral do PS.

Nas respostas que deu aos jornalistas, o líder socialista voltou a insistir na necessidade de haver uma mutualização de parte da dívida de Portugal e criticou a atuação dual do Fundo Monetário Internacional (FMI), depois de esta instituição ter de novo defendido a necessidade de uma maior flexibilização das metas do défice no país.

“Trata-se de palavras. Quando eu proponho isso, a ‘troika’ (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia), tal como o Governo, responde que não convém aliviar [as metas do défice]“, justificou.

Para o líder do PS, a solução para o equilíbrio das contas públicas passa pela adoção de “um programa credível que concilie rigor orçamental e políticas amigas do crescimento económico”.

Neste contexto, António José Seguro retomou a conclusão de um recente estudo do FMI, que defende uma solução de mutualização da dívida superior a 60 por cento entre os Estados-membros da União Europeia.

“Cá está mais uma proposta que faço há mais de ano e meio. Atendendo ao nosso perfil da dívida, é necessário que haja essa mutualização. Não é para os outros pagarem a nossa dívida, mas para permitir que se verifiquem taxas de juro mais baixas – o que significa que o país pagará menos pelo serviço da dívida e o défice reduz-se”, sustentou o secretário-geral do PS.

Ainda de acordo com o líder socialista, a mutualização da dívida europeia permitirá a Portugal enfrentar os mercados de um modo “mais robusto”.

“Isso seria uma boa notícia para a Europa e para Portugal”, acrescentou.

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