Anunciada a criação do «Grupo Hospitalar da Península de Setúbal»

Moção alerta para cortes em termos de pessoal e de verbas

saude
. Degradação das condições de atendimento na Península de Setúbal, de que é exemplo a situação vivida nos Serviços de Urgência

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ontem à noite, no decorrer da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro divulgou que, em recente reunião realizada com o Secretário de Estado da Saúde, foi anunciada a criação do «Grupo Hospitalar da Península de Setúbal» que irá integrar os Hospitais de Almada, Barreiro e Setúbal.

Espirito Santo, deputado municipal da CDU, apresentou ontem na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro uma moção na qual refere que se esperam – “mais reduções na dotação orçamental dos serviços, o que os tornará inviáveis” e refere que está em estudo a constituição do «Grupo Hospitalar da Península de Setúbal», que irá – “certamente condicionar a actividade dos 3 hospitais envolvidos e levar a cortes em termos de pessoal e de verbas disponíveis para o seu funcionamento”.
Sobre esta matéria o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, divulgou que, em recente reunião realizada com o Secretário de Estado da Saúde, foi anunciada a criação do «Grupo Hospitalar da Península de Setúbal» que irá integrar os Hospitais de Almada, Barreiro e Setúbal.

Retoma do adequado financiamento

Na moção aprovada com os votos favoráveis da CDU, PS, BE e MCI e com os votos contra do PSD, a Assembleia Municipal do Barreiro manifesta a – “sua mais firme oposição a esta politica de destruição do Serviço Nacional de Saúde” e sublinha a – “necessidade de garantir uma inversão destas acções, traduzida na retoma do adequado financiamento e desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde”.

Degradação das condições de atendimento

Na moção salienta-se que ao nível regional – “os Cuidados Primários perderam médicos e outros profissionais”.
“Os Hospitais reduziram valências e defronta-se com uma grave carência de recursos humanos em algumas áreas de especialidade ( como exemplo a anestesia), a desorganização impera e a degradação das condições de atendimento generalizou-se na Península de Setúbal, de que é exemplo a situação vivida nos Serviços de Urgência”, é sublinhado.

Troika tem destruído o Serviço Nacional de Saúde

O deputado da CDU, Espirito Santo, sublinhou que nos últimos quatro anos com as medidas impostas pela troika foi paulatinamente sendo destruído o Serviço Nacional de Saúde.
“Passou-se de um modelo bem estabilizado, para outro onde tudo se desequilibrou”, salientou.
Referiu o encerramento de serviços, a desorganização de equipas e instalou-se o caos.
Salientou que só daqui a uns 3 ou 4 anos serão sentidos os efeitos e será sentido – “o panorama do que foram estes quatro anos de troika”.
Sublinhou que o Serviço Nacional de Saúde – “é essencial ao desenvolvimento da economia do país”, pelo que, disse, “é preciso repô-lo na sua matriz fundadora”.

Propostas para o glorioso Serviço Nacional de Saúde

Vítor Nunes, PSD, referiu que na moção – “critica-se a saúde e não se apontam propostas para o glorioso Serviço Nacional de Saúde, perante as dificuldades”.

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