Auditoria arrasa gestão da Câmara do Seixal

A mudança de instalações da autarquia seixalense levou a que a câmara se tornasse arrendatária

A mudança de instalações da autarquia seixalense levou a que a câmara se tornasse arrendatária

A auditoria do Tribunal de Contas (TC) à Câmara Municipal do Seixal é arrasadora. Analisando o período 2010-2014, os auditores do TC notam que a autarquia aumentou a dívida a fornecedores, passou parte dessa dívida a instituições bancárias em condições pouco claras e fez um contrato de aluguer para a construção da nova sede da câmara demasiado oneroso. A gestão do ex-presidente da câmara Alfredo Monteiro é especialmente visada. Nos diversos acordos de regularização de dívida feitos durante a sua vigência, o autarca terá usado “expedientes que levaram ao protelar do atraso de pagamento perante credores”. Apesar de reconhecer que a dívida da autarquia baixou de 110 milhões de euros, em 2010, para 92 milhões, em 2014, o TC nota que o município está impedido de pedir mais crédito bancário sem a autorização do mesmo tribunal. Nas restantes situações analisadas, salienta-se as operações que a câmara realizou para a mudança de instalações. O executivo fez um negócio de permutas de terrenos com um grupo privado, que levou a que se tornasse arrendatário de dois edifícios e uma garagem, com uma renda mensal de quase meio milhão de euros. Este relatório do TC vai ser enviado para o DIAP de Lisboa, solicitando abertura de investigação. Contactada pelo CM, a Câmara do Seixal confirmou já ter recebido o relatório da auditoria, “ainda confidencial”, sobre o qual já exerceu o contraditório. É desta forma que a autarquia diz “aguardar o desenrolar do processo”, desconhecendo a possibilidade de abertura de uma investigação criminal.

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