Category: Barreiro

Foi com gosto que representei o povo do Barreiro sublinha Carlos Humberto, em carta dirigida ao Movimento Associativo

“Termino este período da minha vida com o sentimento de dever cumprido, que é diferente de afirmar que fiz tudo bem”, refere Carlos Humberto, numa Carta dirigida ao Movimento Associativo, no final do seu mandato como Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.


Amigos

Passaram 12 anos desde que assumi a presidência da Câmara Municipal do Barreiro. Chegou a hora de me despedir destas funções e de me despedir de vós.

Foi com gosto que representei o povo do Barreiro. Foi com enorme esforço que cumpri estes mandatos, mas foi também, com sentido de uma responsabilidade imensa.
Termino este período da minha vida com o sentimento de dever cumprido, que é diferente de afirmar que fiz tudo bem.

Sempre considerei e continuo a considerar que o movimento associativo, as IPSS são um pilar muito importante do desenvolvimento passado, presente e futuro do Barreiro.
Sempre considerei e continuo a considerar que o movimento associativo, as IPSS têm autonomia dos poderes que é necessário respeitar, preservar e aprofundar.

A cooperação e a proximidade que mantive com a generalidade do movimento associativo e das IPSS enquanto presidente de Câmara é para mim sinónimo de satisfação pessoal.
Quero, em meu nome, agradecer a forma como criámos e desenvolvemos relações institucionais e com muitos dos intervenientes, relações pessoais.

Foi um prazer ter criado e mantido uma estreita relação que em minha opinião, foi frutuosa para cada uma das entidades e para o concelho.
Nas novas funções que irei exercer, estarei sempre á vossa disposição.

Um abraço.
Carlos Humberto de Carvalho

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Kira – um artista com o Barreiro escrito no seu sangue

Kira é um nome de referência na vida barreirense. Um artista que deu a conhecer o Barreiro ao mundo. Um nome inscrito no mundo das artes que é um criativo, que faz o que ama e vive por aquilo que está inscrito no seu sangue.

Hoje, ao abrir a página do facebook, como o faço diariamente, por razões da minha actividade social, deparei com uma fotografia do meu amigo Kira, a tomar o pequeno almoço, ali, na Heiedi, o seu recanto, com Frederico Rosa, futuro presidente da Câmara Municipal do Barreiro. Gostei.

Kira é um nome de referência na vida barreirense. Um artista que deu a conhecer o Barreiro ao mundo. Um nome inscrito no mundo das artes que é um criativo, que faz o que ama e vive por aquilo que está inscrito no seu sangue.
Muitas vezes, com ele, conversei sobre projectos de arte urbana, sobre a criação de uma galeria de arte de referência, colocando sempre, e acima de tudo, a sua criatividade e expressividade das suas leituras interpretativas dos tempos que vivemos.

Sobre a valorização da sua obra e dar dimensão ao seu trabalho como referência, estimuladora de criatividade – o nosso herói das artes – e não menosprezando muitos outros valores que, sem dúvida, temos e existem na nossa comunidade.
Recordo o projecto que conversámos de valorizar o espaço do Parque da Cidade – Parque das Artes – com obras de Kira e outros artistas plásticos, mas dando à obra de Kira uma visibilidade de referência. Cheguei a escrever que Kira é o nosso Gaudi.
Em diversos espaços urbanos podiam nascer obras de arte, fruto da sua imensa criatividade – de bancos na Avenida da Praia, de obras no espaço urbano da POLIS, um projecto a realizar numa década, envolvendo parcerias locais e regionais. Adorava.

Ao olhar esta foto recordei um artigo que escrevi em 2014, e, então, pensei : Será desta?
O Kira merece. O Barreiro merece.

S.P.
Foto – Zeza Loureiro

ARTIGO ESCRITO EM 10.02.2014

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SETÚBAL Protecção civil e bombeiros avisam para perigo de cheias devido a chuva prevista para hoje

16 de Outubro 2017

Distrito está sob aviso Amarelo até às 21 horas com previsão de períodos de chuva forte. Protecção civil municipal lembra que há muitas zonas da cidade vulneráveis a cheias, como Praça do Brasil, Bairro do Montalvão, largos de Jesus e da Misericórdia ou a Praça do Bocage

O Serviço Municipal de Protecção Civil e Bombeiros de Setúbal adverte para a necessidade de adopção de medidas de prevenção em face da previsão de condições meteorológicas adversas com períodos de chuva forte ao longo do dia desta segunda-feira que podem provocar “cheias rápidas” nalgumas zonas da cidade.

O distrito de Setúbal está sob aviso Amarelo, emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido à previsão de períodos de chuva que podem ser fortes e acompanhados de trovoadas. Estas condições, que devem ocorrer até às 21 horas de hoje, devem-se à passagem de uma superfície frontal fria que está a deslocar-se lentamente.

Em comunicado emitido esta manhã, a protecção civil municipal recorda que a chuva forte conjugada com a preia-mar, que será às 13h29), aumenta “consideravelmente” o risco de inundações e alerta para a “possibilidade de cheias rápidas em meio urbano por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem e de inundação por transbordo de linhas de água”.

As zonas historicamente mais vulneráveis a inundações são, de acordo com Serviço Municipal de Protecção Civil e Bombeiros de Setúbal, a Praça do Brasil, Rua Amílcar Cabral, Praceta Fernando Alcobia, Praceta Quinta do Freixo, Rua do Mormugão, Avenida Dr. Manuel Gamito, Praceta Manuel Nunes de Almeida, Quinta do Quadrado, Rua Alexandre Herculano, Rua Almeida Garrett, Bairro Salgado, Rua da Escola Técnica, Avenida 22 de Dezembro, Estrada da Algodeia, Bairro do Montalvão, Avenida dos Combatentes, Largo de Jesus, Avenida 5 de Outubro, área entre a Avenida 5 de Outubro e o Largo da Misericórdia e Praça de Bocage.

A protecção civil recomenda a adopção de medidas preventivas e de autoprotecção, designadamente a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objectos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas.

É recomendada também uma “condução defensiva”, com velocidade reduzida devido à possibilidade de existência de lençóis de água nas estradas e buracos no pavimento ou tampas de esgotos levantadas.

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SOFLUSA | Ministro penitencia-se mas defende que são “dores de cura”

11 de Outubro 2017

Caos na Soflusa motiva reacções de PSD, CDS e PCP, além da União de Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN que lembra também os constrangimentos na Transtejo. Actual situação é insustentável. Soflusa voltou a ter mais um navio (Cesário Verde) a funcionar desde as 17h00 de hoje

O ministro do Ambiente penitenciou-se hoje e reconheceu ser “muito constrangedor” a situação vivida pelos utentes da ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa, que viram a Soflusa suprimir várias carreiras durante as horas de ponta.

“Neste momento esta é uma dor de cura, pela qual nos penitenciamos, gostaria que assim não fosse, não vou dizer que é indiferente uma coisa destas, em situação alguma. É muito constrangedor o que está a acontecer, estamos todos muito constrangidos com isto. Apelamos à compreensão de todos, sobretudo, porque, repito, são dores de cura e a situação vai melhorar”, afirmou hoje João Pedro Matos Fernandes.

O ministro do Ambiente, que tutela os transportes urbanos, falava aos jornalistas à margem da sessão de lançamento do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, na Culturgest, em Lisboa.

“Não tenham a mais pequena dúvida, que se não estivéssemos a fazer este esforço grande de investimento de dez milhões de euros na recuperação da frota dos navios da Transtejo e da Soflusa, os problemas seriam muitíssimo mais graves num tempo mais próximo”, frisou o governante.

Para o ministro do Ambiente, este processo de manutenção da frota é essencial para que, futuramente, a empresa possa cumprir os compromissos e os serviços assumidos.
“Isto são dores de cura, no sentido em que um conjunto alargado de navios está a ser reparado, alguns já foram, os outros dois que faltam estão agora a entrar em doca seca. Mas ficamos com um volume estável de seis navios que são o necessário para poder cumprir as nossas obrigações, incluindo em hora de ponta”, sublinhou Matos Fernandes.

Segundo o ministro do Ambiente, chegou-se a este ponto devido ao “desinvestimento continuado” em manutenção das frotas levado a cabo pelo anterior Governo, designadamente ao nível do transporte fluvial. O governante deixou, contudo, uma garantia. “O que dissemos em Maio ou Junho foi que a estabilidade da operação iria acontecer em 2018, e isso está assegurado, com a certeza de que estes navios quando têm de ser reparados e têm de ir para uma doca seca, têm de facto, às vezes, de ficar alguns meses em estaleiro para poder ser reparados”, explicou.

Reforço da ligação após caos

A ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa passou a contar, desde a tarde de hoje, com o serviço de mais um navio da Soflusa. Num curto comunicado de Imprensa, a empresa anunciou que já tem mais uma embarcação a efectuar carreiras fluviais desde as 17h00 de hoje.

“A Soflusa, S.A. informa que a sua frota será reforçada a partir das 17h00, de hoje, com o navio “Cesário Verde”, pode ler-se no comunicado enviado pela empresa.

Recorde-se que ontem, a Soflusa já havia emitido um outro comunicado a apelar para que os utentes evitassem as carreiras entre as 8 e as 9h00, depois de terem sido verificados alguns ferimentos em passageiros, na altura do embarque no cais do Barreiro. Uma mulher desmaiou, outros passageiros ficaram magoados e vários sentiram-se mal, quando muitos forçaram a entrada na zona de embarque.

A Soflusa é a empresa responsável pelas ligações entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo faz as ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com a capital.

PSD quer que empresa devolva dinheiro dos passes

Entretanto, hoje, também através de comunicados de Imprensa, PSD, CDS e PCP destacaram a situação que tem estado a afectar a mobilidade entre as duas margens.

Bruno Vitorino, deputado social-democrata eleito pelo círculo de Setúbal, classificou de “inqualificável e vergonhosa” a situação, devido à anulação de carreiras por parte da Soflusa, considerando que os utentes devem receber o dinheiro do passe de volta.

“Todos sabem que é impensável fazer este serviço com apenas quatro navios. É inconcebível que a empresa e o Governo deixem chegar a situação a este ponto. Já era mau para os utentes a supressão de carreiras em hora de ponta decididas pela administração, ao que agora se junta este problema”, refere em nota de Imprensa.

Para o social-democrata, os utentes deste serviço estão a ser “gravemente prejudicados”, tendo em conta que são “supressões atrás de supressões”.

“Neste momento, são muitos os problemas que esta situação causa aos milhares de pessoas que têm que chegar a horas aos seus empregos e às aulas”, lembrou.

CDS sem resposta da tutela

Já os deputados do CDS-PP Nuno Magalhães, Álvaro Castello-Branco e Hélder Amaral querem saber que medidas estão a ser tomadas pelo Ministério do Ambiente para, com urgência, resolver a situação da Soflusa. Em comunicado, os centristas recordam que questionaram o Ministro do Ambiente sobre “se é verdade que a supressão de carreiras se deve a atrasos nas renovações dos Certificados de Navegabilidade dos navios, e, se sim, que medidas estão a ser tomadas para renovar os referidos certificados”. Além disso, perguntaram ainda “para quando está prevista a concretização do investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios das operadoras Transtejo e Soflusa”.
“Já em Março último, o Grupo Parlamentar do CDS-PP questionou o Ministro do Ambiente sobre a degradação do serviço fluvial, prestado pela Transtejo/Soflusa, entre o Barreiro e o Terreiro do Paço/Lisboa, questionando que medidas estavam, então, a ser tomadas para resolver os problemas que afectam este serviço, prejudicando diariamente milhares de utentes. Até à data de hoje, não houve qualquer resposta por parte da tutela”, concluem.

PCP pede audiência ao ministro

Por seu lado o PCP, através do deputado Bruno Dias, adiantou em comunicado que solicitou uma “audição do Ministro do Ambiente e do Conselho de Administração da Transtejo/Soflusa”, relativamente à situação. Os comunistas lembram que importa também registar que “em todo o serviço de transporte fluvial, não só da Soflusa como também da Transtejo (com as ligações de Lisboa a Cacilhas, Trafaria, Seixal e Montijo) se registam problemas graves, desde logo na operacionalidade da frota, mas inclusive de falta de pessoal, com supressões de serviços na empresa”

“O problema da falta de meios e condições de operacionalidade nos transportes públicos tem sido suscitado pelo PCP de forma reiterada, e o quadro de enorme gravidade nestas empresas em concreto foi especificamente abordado, quer na anterior quer na actual legislatura. A situação que actualmente se verifica exige uma abordagem urgente na Assembleia da República”, sublinha o PCP a concluir.

Sindicatos de Setúbal também querem navios em Montijo e Seixal

A União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN também emitiu hoje um comunicado. Os sindicalistas esperam que “entrem ao serviço no mais curto espaço de tempo duas embarcações da Transtejo, uma de reserva para o Seixal e outra para o Montijo, de forma a não causar mais problemas aos utentes e trabalhadores”.

“Tal como sempre afirmámos, é necessário manter com regularidade os serviços de manutenção para as pequenas avarias, reforçando os serviços com mais trabalhadores, de forma a prevenir a avaria e não proceder ao arranjo só em último caso”, afirmam, salientando que na Soflusa “é necessário repor as seis embarcações no mais curto espaço de tempo, de forma a não existirem mais sobressaltos no serviço público, nem supressão de carreiras”.

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Setúbal / Barreiro -PSD considera «inqualificável e vergonhosa» situação da Soflusa e quer devolução do dinheiro dos passes aos utentes

O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, classifica de “inqualificável e vergonhoso” o que se está a passar nas horas de ponta na travessia Barreiro-Lisboa devido à anulação de carreiras por parte da Soflusa, considerando que os utentes devem receber o dinheiro do passe de volta.

“Todos sabem que é impensável fazer este serviço com apenas quatro navios. É inconcebível que a empresa e o governo deixem chegar a situação a este ponto. Já era mau para os utentes a supressão de carreiras em hora de ponta decididas pela administração, ao que agora se junta este problema”, refere.

Para o social-democrata, os utentes deste serviço estão a ser “gravemente prejudicados, tendo em conta que são “supressões atrás de supressões”.

“Neste momento, são muitos os problemas que esta situação causa aos milhares de pessoas que têm que chegar a horas aos seus emprego e às aulas”, acrescenta.

Bruno Vitorino mostra-se ainda incrédulo por a empresa apelar aos utentes que não viajem entre as 08:00h e as 09:00h, “como se os trabalhadores ou estudantes pudessem alterar os horários do trabalho ou das aulas”.

“É uma falta de respeito pelas pessoas, ainda para mais quando não são criadas redes de transporte alternativo. O utente paga o passe, sem poder usufruir do serviço”, sublinha

O deputado do PSD diz ainda ser “inaceitável” que o Governo, uma vez que se trata de uma empresa do estado, está “impávido e sereno” a assistir a esta situação sem na prática nada fazer.

“Como já se percebeu, os anúncios de milhões para a reparação de embarcações das Transtejo/Soflusa, feitas três meses antes do ato eleitoral autárquico pelo primeiro-ministro António Costa, não passaram de meras promessas para atirar areias aos olhos da pessoas, como se comprova”, acrescenta.

Bruno Vitorino exige que o governo resolva esta situação o mais rapidamente possível, pois “o tempo passa e os problemas agudizam-se”, relembrando que António Costa já governa há dois anos”, conclui.

Fonte – PSD

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Passageiros invadem terminal do Barreiro

Desespero levou utentes a forçar entrada nos barcos. Polícia interveio e INEM foi chamado.

A redução de carreiras na ligação fluvial Barreiro-Lisboa obrigou ontem à intervenção da PSP e da Polícia Marítima, depois de centenas de passageiros, em desespero por não conseguirem transporte, terem procurado forçar a entrada nos barcos.

“Foi uma grande confusão. As pessoas chegavam, o terminal estava cheio, começaram aos gritos, a partir portas, queriam bater aos seguranças e à Polícia Marítima. Chegou a polícia de intervenção e as coisas acalmaram”, contou ao CM Andreia Gouveia, funcionária de um café do terminal do Barreiro. Segundo Marina Ferreira, administradora da Soflusa, o INEM teve de assistir duas mulheres e “parte da estação ficou destruída”. A responsável admitiu que a ligação fluvial “está limitada a quatro navios, em vez dos seis obrigatórios” porque dois encontram-se em reparação em Peniche. “O Damião de Góis e o Jorge de Sena estão a aguardar entrada em funcionamento”, disse, frisando que a empresa procura “mergulhadores certificados, que não há muitos, para verificar condições de navegabilidade”. Marina Ferreira espera solução “até final da semana”, mas para já pediu ajuda aos passageiros.

“Tentem organizar as deslocações para antes das 08h00 ou depois das 09h00, porque a essa hora vai com certeza haver falhas”, disse. A responsável atribui o problema à tentativa de recuperar os barcos após “as restrições financeiras dos últimos anos”. Marina Ferreira nota que também as ligações da Transtejo ao Seixal e Montijo “estão no limite”, com dois barcos cada, e a aguardar, “até final do mês”, o regresso de dois catamarãs em reparação.

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António Costa promete investimento de 1,7 milhões de euros na Margem Sul

11 de Outubro 2017

O primeiro-ministro garantiu aos presidentes das câmaras de Almada, do Barreiro e do Seixal fazer avançar projetos em que haja manifestações de interesse por parte de privados.

A reunião que juntou os autarcas de Almada, do Barreiro e do Seixal e o Primeiro-ministro, António Costa, aconteceu há cerca de duas semanas e juntou também à mesa os ministros do Mar, Infra-estruturas e Ambiente.

A reunião tinha como objetivo perceber os avanços dos projetos que os autarcas consideram estruturantes nos antigos terrenos da Lisnave (“Cidade da Água na Margueira”), Quimiparque (“novo terminal de contentores do Barreiro”) e Siderurgia Nacional (instalação de novas indústrias no Seixal).

Todos estes projetos dependem de questões administrativas, decisões políticas e resolução de passivos ambientais.

Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, em declarações ao Jornal de Negócios desta segunda-feira, 21 de novembro, salientou que esta reunião com António Costa foi “um bom sinal”. Da parte do chefe do Executivo, os responsáveis das autarquias obtiveram garantias do Governo para executar os projetos, difundidos através do Lisbon South Bay pela Baía do Tejo, empresa do universo Parpública.

Segundo Carlos Humberto, o governo de António Costa olha para o projeto como “de interesse nacional”, e por isso, entende que “deve ser visto como um todo” e reconhece a sua importância “como dinamizador regional”.

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SETÚBAL: CDU PERDE TRÊS BASTIÕES PARA PS


Não é o distrito onde a CDU tem o maior número de perdas, mas é aquele onde a derrota terá certamente maior impacto (pela dimensão populacional e pela carga simbólica dos concelhos em causa para os militantes comunistas). Barreiro, Almada e Alcochete são agora presididos pelo PS (no sismo sofrido na Península de Setúbal, os comunistas perderam ainda a maioria absoluta em Palmela e Seixal). A CDU continua a ser a força com mais câmaras no distrito (oito), é verdade. Mas o PS, que só tinha um município na margem ribeirinha (Montijo), tem agora mais três nessa faixa (e ainda um quinto concelho mais a Sul, Sines). Com o rombo sofrido no distrito, os comunistas deixaram de ser o partido com mais câmaras na Área Metropolitana de Lisboa, da qual fazem parte 18 municípios dos dois lados do rio.

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Noite negra para o PCP, que perde 10 câmaras, incluindo Almada

Jerónimo de Sousa afirma que o resultado “não reduz a influência do PCP-PEV”.


Confrontado com a perda de várias Câmaras Municipais para os socialistas, Jerónimo de Sousa assumiu este domingo que poderão ser “nove ou dez”, mas o líder do PCP desdramatiza a situação. “Este resultado não reduz a influência do PCP-PEV”, afirmou o secretário-geral do PCP após já ser conhecido que os comunistas perderam oito Câmaras Municipais para o PS: Alandroal, Alcochete, Barreiro, Beja, Barrancos, Moura, Castro Verde e Constância. Entre estes estão bastiões históricos para o PCP. Na ponta final da noite eleitoral, surgiu uma surpresa muito amarga para os comunistas. A câmara de Almada, grande bastião comunista desde há décadas, caiu para a atriz Inês de Medeiros, do PS. Pelas 1h15, os dados oficias confirmaram que apenas 213 votos separaram Joaquim Judas, o presidente que procurava a eleição da candidata do PS. Um margem mínima, se tivermos em conta que ambos os candidatos reuniram mais de 20 mil votos cada. É já certo também que a Câmara de Peniche deixou de pertencer ao PCP. Os comunistas sofreram um quebra de 41,3% para 15,1%. Venceu o movimento independente liderado por Henrique Bertino, que rompeu com a CDU após vários anos como candidato nas listas comunistas. O PCP mostra-se assim afetado pela saída do histórico António José Correira, que atingiu o limite de três mandatos consecutivos à frente da autarquia.
Jerónimo de Sousa voltou a realçar a importância do partido que teve um “papel decisivo na derrota da coligação PSD/CDS”, frisando que o partido “mantém o compromisso único com os trabalhadores e com o povo português” e anunciando que quer ver alargados os direitos e liberdades dos cidadão – deixou já a ressalva que quer ver o aumento do salário mínimo nacional. Barreiro cai para o PS Outro bastião comunista que ruiu nesto noite eleitoral foi o Barreiro. O PS consegue uma vitória por margem mínima, mas afasta os comunistas da liderança de um município que há muito estava nas suas mãos. Pelas 1h16, ainda não eram conhecidos os números finais, mas a vitória do candidato socialista Frederico Rosa era certa. Derrota do PCP em Alcochete Uma das derrotas mais difíceis de digerir para o PCP é a registada em Alcochete. Os comunistas, que tinham ganho em 2013 com 54% dos votos, perderam agora o município para o PS por apenas 22 votos.O candidato socialista Fernando Pinto ganha as eleições com 947 votos (36.12%), roubando a câmara ao comunista José Luís Alfélua, até agora vice-presidente da Câmara. O PS fica 3 dos 5 vereadores, o PCP com 2. Participaram nas eleições 2622 dos 4370 registados, o que equivale a uma participação de 60%

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Concurso prevê reforço de médicos de família na Península de Setúbal

Para a Península de Setúbal estão previstos mais de 50 médicos de medicina geral e familiar: 17 para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal, 18 para o ACES Arco Ribeirinho e 18 para o ACES Arrábida. Estas vagas, a serem preenchidas, vão permitir a atribuição de médico de família a mais cerca de 90 mil utentes.

O concurso para a contratação de recém-especialistas de Medicina Geral e Familiar já foi aberto. Das 218 vagas previstas para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), quase 25% são para a Península de Setúbal, o que permitirá aumentar o número de utentes com médico de família atribuído.
Para a Península de Setúbal estão previstos mais de 50 médicos de medicina geral e familiar: 17 para o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Almada-Seixal, 18 para o ACES Arco Ribeirinho e 18 para o ACES Arrábida. Estas vagas, a serem preenchidas, vão permitir a atribuição de médico de família a mais cerca de 90 mil utentes.
Este concurso dá continuidade ao compromisso assumido pela ARSLVT de melhorar a resposta assistencial aos utentes, garantindo o acesso a cuidados de saúde de qualidade, adequando os recursos disponíveis às necessidades em saúde. Este trabalho tem passado por reforçar, sempre que possível, o número de profissionais nas várias unidades. Destaca-se, por exemplo, o reforço feito recentemente no Centro de Saúde da Baixa da Banheira, com mais horas médicas.
O Aviso n.º 10362/2017 foi publicado no dia 11 de setembro em Diário da República e determina a abertura de um procedimento concursal nacional para o preenchimento de 290 postos de trabalho para a categoria de assistente, em medicina geral e familiar, em todo o país.
Na semana passada já tinha sido publicado em Diário da República o Despacho n.º 7810/2017, que identificava os serviços e estabelecimentos de saúde e respetivas unidades funcionais classificados como carenciados, na área de medicina geral e familiar, tendo em vista a abertura do concurso.

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