Como podem ser diferentes e antagónicas as práticas municipais

3 de Setembro 2020
António Matos

Terrenos públicos e o desporto na região.

Da cedência aos clubes como prática generalizada, à sua venda aos clubes, como medida inusitada.
Ou como podem ser diferentes e antagónicas as práticas municipais. O exemplo de Setúbal e Almada.
Ponto de partida para um debate?!
A Presidente da Câmara Municipal de Setúbal anunciou ter sido dado o passo final para garantir a posse do estádio do Bonfim ao adquirir em hasta pública, por um milhão e meio de euros, os direitos de superfície colocados à venda no âmbito do processo de insolvência da empresa que foi detentora destes direitos.
Apesar de a aquisição ter sido realizada, formalmente, pelo valor indicado, a autarquia não teve de pagar qualquer quantia e fica ainda com um crédito remanescente de cerca de 600 mil euros, uma vez que já tinha na sua posse direitos no valor de mais de 2,1 milhões adquiridos ao BCP em julho.
A cidade e clube ficam assim com a garantia de que o estádio, ainda que, e sempre, na posse plena do município, poderá continuar a ser utilizado para a finalidade para que foi construído pelos setubalenses e o Vitória fica livre da preocupação de perder o seu histórico campo em qualquer operação imobiliária especulativa.
Em Almada, a Câmara vende ao Almada Atlético Clube o terreno do seu campo n° 2, por 300 000 euros, terreno que estava cedido ao clube em direito de superfície, e com esta venda impede a concretização de um audacioso projeto de revitalização e relançamento do histórico clube almadense.
Estas posições – a primeira sendo prática da generalidade das Câmaras, mas sendo invulgar pelos valores em presença – e a segunda por ser uma prática nunca havida em Almada e inusitada em Portugal – poderão ser pontos de partida para um debate necessário.
Que pensa quem está ligado ao movimento associativo?

Veja mais em :::>António Matos

Comments are closed.

Seo wordpress plugin by www.seowizard.org.