Construção de um novo aeroporto na Base Aérea de Montijo será um enorme desafio afirma a coligação PSD/CDS-PP

Nuno Canta sempre esteve contra a construção do novo aeroporto na Base Aérea de Montijo, tudo tendo feito para impedir e atrasar a decisão tomada pelo anterior governo do PSD/CDS-PP.”, refere em comunicado a Coligação PSD/CDS-PP – Muito Mais Montijo.

Informação à população
Aeroporto do Montijo, Nuno Canta não é o pai da criança!

A coligação PSD/CDS-PP Muito Mais Montijo considera que a construção de um novo aeroporto na Base Aérea de Montijo será um enorme desafio, que poderá trazer um conjunto de investimentos e oportunidades de enorme relevo para o concelho. É essa a nossa posição hoje, tal como foi no passado.
Mas para que este investimento seja totalmente aproveitado, é necessário que o executivo camarário esteja à altura do enorme desafio que temos pela frente.
Ora, se analisarmos o atual mandato presidido por Nuno Canta verificamos que o Montijo parou no tempo, o investimento público e privado é quase inexistente, a Câmara Municipal está quase paralisada e entregue ao jugo da família e de um pequeno grupo de amigos.
Existem enormes carências designadamente nos sectores da Educação, Saúde, Desporto, Transportes, Segurança, Cultura e Ambiente.
Acresce que, Nuno Canta sempre esteve contra a construção do novo aeroporto na Base Aérea de Montijo, tudo tendo feito para impedir e atrasar a decisão tomada pelo anterior governo do PSD/CDS-PP.
Para provar o que se diz transcreve-se parte de ata de 20/2011 de reunião Câmara Municipal de Montijo:
O senhor Vereador José Pedro Neto, no uso da palavra, leu uma Intervenção Política, cujo teor a seguir se transcreve

(…)
Nestes tempos de forte incerteza e pessimismo vencerão aqueles que estiverem preparados para diariamente responder às oportunidades e riscos que todos os dias se alteram. É preciso agir e agir já. É preciso dar corda aos sapatos. Procurar as oportunidades de crescimento que surgem no seguimento do desvanecer de outras.

O plano estratégico para os transportes prevê impactos negativos nas expectativas criadas no passado recente para o município de Montijo, nomeadamente nos transportes fluviais e nos transportes aéreos. Anuncia, em função do interesse nacional, a suspensão por tempo indeterminado do projeto do novo aeroporto de Lisboa na zona de Canha e um estudo, a realizar num curto espaço de tempo, para uma solução alternativa que complemente a continuidade da Portela, através da criação de uma área aeroportuária para as designadas Low-cost.
O interesse nacional, nomeadamente no sector aeroportuário, deve prevalecer acima de interesses locais que possam existir. Importa em primeiro lugar clarificar o futuro da área até ao presente definida para albergar o Novo Aeroporto de Lisboa, designadamente em termos de condicionantes e ordenamento do território, área crítica para o futuro do município.
Em segundo lugar analisar as consequências do definido neste plano. Desde os primeiros rumores de uma nova solução nesta área constata-se, através da comunicação social, que existem três alternativas com viabilidade de serem analisadas: Alverca, Sintra e Montijo. O PartidocSocial Democrata do Montijo defende que a solução de utilização da Base Aérea do Montijo seja efetivamente equacionada. No passado este cenário já foi estudado, embora com pressupostos diferentes. É necessário analisar os potenciais prejuízos ambientais e de qualidade de vida na cidade do Montijo e áreas contíguas. Mas equacionar igualmente os benefícios deste zona tendo em consideração a necessidade de escolher uma solução com o menor valor de investimento possível. O interesse nacional é prioritário. Contudo, não podemos deixar de analisar, ainda que de forma meramente exploratória, os benefícios transversais que podem ser criados a nível local. Em termos de economia local na criação de emprego direta e indiretamente, de melhoria do tecido empresarial, na estrutura rodoviária com o aproveitamento de vias projetadas ou em estudo, melhoria e maior rentabilidade dos transportes públicos fluviais e rodoviários atendendo à proximidade do cais fluvial atual da Base Aérea e da proximidade da Ponte Vasco da Gama, mas também na melhoria das infraestruturas de saúde. Os benefícios extravasam o próprio município, abrangem toda uma região da área metropolitana.
O Montijo pode optar, por mais uma vez, em esperar. Contudo o Partido Social Democrata do Montijo considera imperativo agir, sensibilizar e congregar os esforços necessários para que a solução de criação de um aeroporto na Base Aérea do Montijo seja devidamente analisada. Havendo as condições necessárias e sendo do interesse nacional, o Partido Social Democrata do Montijo defende a sua implementação no interesse presente e futuro dos Montijenses que poderão obter benefícios diretos e indiretos do aproveitamento desta estrutura existente no nosso município”
O senhor Vereador Nuno Canta, solicitou a palavra e referiu que: Na minha opinião, a declaração política do Partido Social Democrata sustenta uma proposta irresponsável, pouco séria e procura encobrir o facto de o partido Social Democrata ter abandonado a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa.
É certo que não devemos ter dogmas quanto à localização do aeroporto, mas não podemos ignorar que a sua localização no Campo de Tiro de Alcochete resulta de um intenso debate na sociedade portuguesa, de um elevado investimento em estudos técnicos, de um profundo trabalho diplomático junto das instâncias europeias e de compromissos comunitários do Estado Português. Mais, o Partido Social Democrata parece ter esquecido a situação económica e financeira do país e da União Europeia, bem como, do discurso político que utilizou contra as grandes obras públicas do país.
Vamos lá falar a sério, existe um local definido e estudado para a localização do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, aceite pela União Europeia. Agora o Partido Social Democrata defende a necessidade de considerar novas localizações para a infraestrutura com o velho argumento de gastar menos dinheiro. Mas essa proposta é uma falácia, todos sabemos que a construção de um novo aeroporto. qualquer que seja a localização exige um elevado investimento financeiro. Portanto, das duas uma, ou o Partido Social Democrata apoia a um novo aeroporto e utiliza a localização definida, ou o Partido Social Democrata abandona, como o fez, a construção do mesmo.
Perante as dificuldades do país, não é intelectualmente honesto procurar baralhar as pessoas, propondo novas localizações para o aeroporto. Quer dizer, num tempo em que o governo do Partido Social Democrata apresenta uma proposta de orçamento para empobrecer os montijenses, o Partido Social Democrata do Montijo, acha credível gastar o dinheiro de todos nós numa ilusão. Deixemo-nos de enganar os montijenses.”

Perante isto: Como é que se pode entregar a governação do Montijo a Nuno Canta quando este, até há pouco tempo, considerou o aeroporto no Montijo uma proposta irresponsável, desonesta, ilusória, e demagógica?

A Coligação PSD/CDS-PP – Muito Mais Montijo

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ANA acelera aeroporto low cost no Montijo

A ANA – Aeroportos de Portugal, controlada pelos franceses da Vinci, já está em conversações com a Força Aérea (FA) para instalar no Montijo, na base aérea n.º 6, um aeroporto complementar ao da Portela. Fonte oficial da FA confirmou ao SOL que “tem havido reuniões e trocas de informação técnica” entre as partes para se concluir “o projecto de engenharia” da futura infra-estrutura – que necessita de obras na pista a ser usada para os voos comerciais e exige a construção de uma aerogare para os passageiros.

rápido e inesperado crescimento do tráfego na Portela levou a ANA a reunir também, há cerca de um mês, com os responsáveis da Câmara Municipal do Montijo, para lhes adiantar que vai avançar com o aeroporto para as companhias low cost naquela base militar, admitiu ao SOL, o presidente da autarquia, o socialista Nuno Canta.

A necessidade de acelerar o novo aeroporto surgiu porque as estimativas iniciais de que só em 2025 se atingiriam os 22 milhões de passageiros na Portela (limite máximo e já com constrangimentos) correm sérios riscos de estarem erradas. Só nos primeiros sete meses deste ano, o tráfego de passageiros cresceu 12,5% face ao período homólogo, atingindo os 10,290 milhões. Se o ritmo se mantiver, aquele tecto será atingido muito mais cedo.

Aumentar e repavimentar a pista

Perante esta situação, a ANA está já a realizar um profundo estudo, apurou o SOL, para dar forma ao projecto de engenharia e avaliar as obras a realizar. De acordo com fontes conhecedoras do processo, a infra-estrutura irá ocupar apenas metade dos 900 hectares totais. E, das duas pistas ali existentes, a Norte-Sul foi considerada a mais adequada.

No entanto, esta terá de sofrer intervenções de repavimentação e prolongamento, dada a dimensão e o peso dos aviões comerciais que a vão usar.

Afastada está também a possibilidade de este novo corredor aéreo interferir com o da Portela, pois as análises feitas pelos peritos verificaram que os 13 quilómetros de distância garantem a segurança das operações.

Câmara ainda quer Alcochete

O presidente da Câmara do Montijo garante, porém, que este aeroporto tem prazo de validade . “Segundo nos disse a ANA na reunião, o uso da base n.º 6 será provisório, uma vez que continua em cima da mesa a possibilidade de se construir um aeroporto grande no Campo de Tiro de Alcochete” – revelou ao SOL, o líder da autarquia, Nuno Canta, acrescentando que, por isso, a Câmara reservou, no Plano Director Municipal, 10% do espaço daquele Campo de Tiro (que pertence aos concelhos do Montijo e Benavente).

“Apoiamos o aeroporto no Montijo para as low cost, desde que seja provisório, pois estrategicamente a construção de um grande aeroporto é o mais adequado, tendo em conta o aumento do número de passageiros que se verifica”, defende Nuno Canta. Certo é, avisa, que a autarquia vai exigir aos franceses “ligações viárias ao aeroporto, melhoria dos transportes públicos e tratamento de água e esgotos”.

Ao mesmo tempo que decorre este projecto, a ANA quer aumentar nos próximos meses o espaço para o estacionamento de aeronaves na Portela, onde são cada vez mais frequentes os congestionamentos. Para isso, está também em negociações com a FA para que esta lhe ceda o espaço que tem em Figo Maduro. Segundo apurou o SOL, as partes ainda não alcançaram um acordo quanto ao valor da indemnização a pagar à FA para esta sair do lugar que ocupa na Portela (na área de trânsito n.º 1), onde estão estacionados os três Falcon 50.

De acordo com fonte ligada ao processo, os militares aceitam sair de Figo Maduro, desde que esteja garantido que o novo local assegura a operacionalidade militar. Além dos Falcon, tem também de se prever espaço para o C130 e o C295, para os aviões que transportam passageiros para apoiar forças nacionais destacadas no estrangeiro e ainda para os aparelhos de chefes de Estado que visitam Portugal. Caso não se chegue rapidamente a acordo, está em cima da mesa a possibilidade de a FA, sob certas condições, facilitar o estacionamento de alguns aviões comerciais na zona militar.

catarina.guerreiro@sol.pt

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