Governo admite Barreiro como boa localização para novo porto

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O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, admitiu hoje que o Barreiro pode ser uma boa localização para um futuro porto de águas profundas. “O Barreiro é uma localização que tem algumas potencialidades, nomeadamente o facto de ter uma ligação ferroviária já feita e de ter a vontade política”, disse o governante.

Sérgio Monteiro falava em Lisboa no final da última sessão pública de debate do relatório do Grupo de Trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado e que propõe 30 projetos. Contudo, o secretário de Estado realçou que é necessário analisar vários fatores, entre os quais os custos das dragagens necessárias “para verificar se a localização Barreiro é ou não uma possibilidade”, caso o Governo decida que o porto de águas profundas “é para avançar porque essa decisão não está tomada”, frisou.

No debate aberto ao público, Sérgio Monteiro fez saber que vai anunciar até ao início de abril quais as infraestruturas que vão ser construídas. Presentes na sessão pública, vários autarcas da Margem Sul defenderam a importância de se apostar nos seus concelhos. O presidente da câmara de Almada, Joaquim Judas, criticou a indefinição da futura localização do porto de águas profundas e defendeu que o Barreiro “tem predisposição para que esse projeto se concretize”.

Por seu lado, o autarca do Barreiro, Carlos Humberto, que optou hoje por não mencionar o porto de águas profundas, considerou ser necessário pensar-se no novo aeroporto de Lisboa, na ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid e na terceira travessia do Tejo entre Chelas e o Barreiro. Na ferrovia, as principais críticas prenderam-se com manutenção da bitola ibérica em detrimento da europeia e com o traçado de algumas linhas.

O secretário de Estado disse que “todos os projetos de investimento preveem ter essa dupla circulação, em bitola ibérica e europeia”. “A europeia é um objetivo político e estratégico relevante, mas nós temos todos os nossos comboios de transporte de mercadorias com bitola ibérica. Se tomássemos a decisão de migrar de uma vez para a bitola europeia significava que tínhamos de investir na linha, mas também no comboio e nós não temos meios financeiros para o fazer”, afirmou.

O grupo de trabalho definiu 30 projetos prioritários para os próximos seis anos, num investimento global de 5.103,8 milhões de euros, entre os quais se destacam a expansão do porto de Sines, a modernização da linha do norte, a conclusão do túnel do Marão e a abertura de um novo terminal de carga no aeroporto de Lisboa. Do conjunto de projetos apresentado, 18 estão ligados ao setor marítimo, oito ao ferroviário, dois ao rodoviário e outros dois ao aeroportuário.

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