Governo espera estudo até ao fim do ano para renovar frota da Transtejo e Soflusa

LUSA 8 de Novembro de 2017, 20:04

Objectivo da reestruturação é ter uma frota mais “homogénea, suficientemente grande” para ter navios de reserva, e que seja eficiente do ponto de vista ambiental.

Pedro Cunha

O Governo encomendou um estudo da viabilidade da renovação da frota das transportadoras fluviais Transtejo e da Soflusa, que deve estar pronto durante o próximo mês, revelou esta quarta-feira o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente.

José Mendes respondia a questões dos deputados acerca dos problemas verificados nas últimas semanas nestas duas empresas de transporte público de Lisboa, numa audição conjunta nas comissões do Orçamento e Finanças, de Economia, Inovação e Obras Públicas e de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2018.

“Sabemos que o problema de fundo tem a ver com a heterogeneidade e exiguidade da frota da Transtejo e da Soflusa. Essa é que é a questão. Significa que estamos a operar nalgumas linhas praticamente sem navios de reserva e, quando temos uma frota com uma idade média acima dos 20 anos, isso significa que há problemas que acontecem com uma certa frequência e, quando perdemos um navio de reserva, estamos bastante mais vulneráveis”, explicou o secretário de Estado.

José Mendes afirmou que “há uma solução estrutural” para esta realidade, que passa pela renovação da frota.

“Está em elaboração – espero obtê-lo até ao final do ano, é esse o calendário que está definido – um plano para a reestruturação da frota que nos traga duas ou três novas realidades que nos permitam viver de uma forma mais desafogada”, revelou.

O governante destacou ainda que os objectivos deste plano são “uma frota mais homogénea, suficientemente grande” para ter navios de reserva, e também eficiente do ponto de vista ambiental.

“Esperamos ter este estudo de viabilidade económico-financeira no próximo mês e, nessa altura, vamos ter de trabalhar” para uma solução nas duas empresas, realçou, acrescentando que esta solução “custará sempre umas dezenas de milhões de euros”.

José Mendes recusou ainda acusações de degradação do serviço dos transportes públicos em Lisboa e no Porto, salientando que, entre Janeiro e Setembro deste ano, quando comparados com o período homólogo do ano passado, a procura do Metro de Lisboa cresceu 6,3%, no Metro do Porto 4,8%, na STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) 5,5% e na Transtejo e Soflusa 4,2%.

A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão a Lisboa, enquanto a Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e a capital.

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