Category: Montijo

Autarcas de municípios mais afetados pedem mais meios, coordenação e fiscalização no combate à pandemia

Fernando Medina, Lisboa
1 – Os números não estão a aumentar, mas também não mostram tendência consistente para diminuir. Temos de fazer mais e melhor para reduzir os novos casos.
2 – Temos de ter consciência cívica, individual e coletiva. É essencial ter equipas de saúde no terreno a verificar se o isolamento está a ser observado e se há condições para o manter.

Carlos Carreiras, Cascais
1 – Cascais teve taxas de infeção muito baixas, mas, naturalmente, não é uma ilha. Preocupam os surtos em lares, porque os idosos são a população mais frágil.
2 – Urge que os transportes públicos circulem em respeito pelas normas e que entre em funcionamento a app para quebrar cadeias de transmissão. Mais ainda, importa apoiar os doentes.

Isaltino Morais, Oeiras 
1 – Em Oeiras, cedo iniciámos as medidas de prevenção, à medida das necessidades e sempre em linha com as orientações da DGS e do Governo da República.
2 – Temos reserva de equipamentos de proteção individual e estamos preparados financeiramente para responder a necessidades que surjam. Não queremos ninguém com fome.

Carla Tavares, Amadora
1 – O nosso concelho é o mais pequeno dos 18 municípios e o mais densamente povoado do País. Temos maior propensão para a propagação da epidemia.
2 – Do último Conselho de Ministros saíram medidas essenciais para ajudar a controlar os focos e ajudar-nos a muscular a intervenção. É fundamental manter quadro de contraordenações.

Basílio Horta, Sintra
1 – Sintra registou um decréscimo de casos, só possível graças à implantação de medidas coordenadas entre os municípios e pelo aumento da fiscalização.
2 – O Município de Sintra defende a importância de quebrar as cadeias de transmissão com a maior rapidez e eficiência. Importa também reforçar a fiscalização nos transportes públicos.

Hugo Martins, Odivelas
1 – A situação de Odivelas tem evoluído de forma positiva, sem focos significativos, exceção feita a situações recentes em dois lares da freguesia de Caneças.
2 – Temos pela frente uma corrida de fundo, cujo sucesso será tanto maior quanto maior for a sintonia entre as diversas entidades envolvidas e a responsabilidade de cada cidadão.

Inês de Medeiros, Almada
1 – Não está identificado qualquer surto no concelho. Ainda assim, acompanhamos as autoridades de saúde para uma resposta imediata, se necessário.
2 – Entre as diversas medidas que implementámos, destacamos a ativação dos planos de emergência de proteção civil e emergência social e o Plano Almada Solidário, de 5 milhões €.

Frederico Rosa, Barreiro
1 – Acompanhamos a situação com cautela. Temos o Plano Municipal de Proteção Civil ativo desde março e estamos em ligação direta com as autoridades que envolve.
2 – O mais importante é não baixar os braços e cumprir as regras. Os transportes no Barreiro estiveram sempre acima do que era requerido. A ligação entre entidades é essencial.

Joaquim Santos, Seixal
1 – A situação no nosso município está controlada: estamos na 11ª posição, em ordem de grandeza, no número de infetados por 10 mil habitantes.
2 – O Seixal não integra o grupo de municípios com medidas agravadas. Assim sendo, prossegue o plano de contingência e combate à Covid-19 no quatro do Estado de Alerta Municipal.

Fernando Pinto, Alcochete
1 – Temos acompanhado o assunto com assertividade desde o início. Temos a situação controlada, sem, contudo, perdermos o foco deste tema.
2 – Não vejo necessidade de acrescentar medidas face ao que temos vindo a desenvolver. Face aos números, devemos manter a atitude que temos tido até ao momento.

Bernardino Soares, Loures
1 – Não temos novos focos e nos que existiam há diminuição de casos. Temos equipas no terreno, com técnicos, para garantir os apoios às pessoas infetadas.
2 – É urgente reforçar a Unidade de Saúde Pública e as equipas no terreno. Vamos manter a monitorização da oferta de transportes públicos, sobretudo em hora de ponta.

Hélder Sousa Silva, Mafra
1 – A situação tem vindo a agravar-se, pelo que reforçámos as ações de sensibilização e fiscalização, punindo quem infringe as normas em vigor.
2 – É urgente reforçar a fiscalização às infrações, com tolerância zero em cafés, esplanadas, restaurantes. É preciso vigiar os casos ativos da doença e estar muito atento às praias.

Rui Garcia, Moita
1 – Entre outras medidas, reforçámos a desinfeção de espaços públicos, estamos a entregar equipamento de proteção e há regras para os espaços municipais.
2 – É urgente reforçar os transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa e, é claro, investir no Serviço Nacional de Saúde. Se algo ficou claro foi a importância desse serviço.

Nuno Canta, Montijo
1 – Estamos atentos à situação dos lares, onde implementámos medidas de segurança apertadas. Felizmente, só temos um morto a lamentar no Montijo.
2 – Tivemos um pequeno surto nas fábricas de carne, e controlámo-lo rapidamente. Atuámos onde é preciso: nas carrinhas de transportes. É o maior foco de transmissão do vírus. 

Álvaro Balseiro Amaro, Palmela
1 – Não temos surtos ou situações sem controlo. Conhecemos todos os casos e acompanhamo-los diariamente. Os doentes estão todos confinados.
2 – É preciso uma segunda leva de testes em lares de idosos e em centros de acolhimento de grupos vulneráveis. Deveria também haver testes a todos os profissionais do setor educativo.

Francisco de Jesus, Sesimbra
1 – Nunca houve um número elevado de casos e conseguimos evitar surtos ao nível das escolas, creches e lares. A população tem sido exemplar.
2 – É preciso identificar os focos de propagação na região e desenvolver ações dirigidas a essas situações. Também é essencial reforçar os meios ao serviço das forças de segurança.

Alberto Mesquita, Vila Franca de Xira
1 – À data, existem no concelho de Vila Franca de Xira 346 casos ativos de Covid-19. De um total de 965 casos confirmados, são 604 os doentes recuperados.
2 – A evolução da pandemia é acompanhada diariamente com a Autoridade de Saúde local e avaliada em reuniões da comissão de proteção civil, atuando-se em conformidade.

Maria das Dores Meira, Setúbal
1 – Casos estão abaixo da média da Região de Lisboa e Vale do Tejo, mas autarquia mantém uma atividade pró-ativa e próxima das populações e das instituições.
2 – Reforçar o distanciamento social e as restantes regras da Direção-Geral da Saúde; aumentar carreiras dos transportes públicos; controlar os acessos às praias e espaços públicos.

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ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA EM ESTADO DE CONTINGÊNCIA

25 de Junho 2020

AML

Estado de contingência
Estabelecimentos comerciais encerrados às 20 horas, com excepção de: restauração, supermercados, postos de combustível, clínicas, consultórios, veterinários, farmácias, funerárias e equipamentos desportivos; ajuntamentos com um máximo de 10 pessoas; proibida a venda de álcool nas estações de serviço

Portugal Continental

Estado de Alerta
Confinamento obrigatório para doentes e pessoas em vigilância; distanciamento social, uso de máscara, lotação máxima e higienização dos espaços; ajuntamentos com um máximo de 20 pessoas e proibição de consumo de álcool na via pública

<h3>19 freguesias da AML/h3>
Estado de Calamidade
Dever cívico de recolhimento domiciliário; Feiras e mercados de levante proibidos; ajuntamentos com um máximo de 5 pessoas 19 freguesias abrangidas pelo Estado de Calamidade são: todas dos concelhos de Amadora e Odivelas; Queluz-Belas/Massamá, Monte Abraão/Agualva; Mira Sintra/Algueirão-Mem-Martins, Rio de Mouro, Cacém/São-Marcos; Camarte, Unhos, Apelação, Sacavém-Prior Velho; Santa Clara.

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Concurso para novo operador de transporte rodoviário na Área Metropolitana atrasou mas está de pé

Por Humberto Lameiras 15/05/2020

Candidatos ao novo serviço de transportes públicos colocaram mais de 800 questões à AML. Respostas chegam dentro de dias

O concurso internacional para aquisição do serviço público de transporte rodoviário de passageiros na Área Metropolitana de Lisboa (AML), apresentado em Fevereiro último, tem adiado prazos, mas continua activo.

A pandemia instalada nos últimos dois meses obrigou a ajustar metodologias de trabalho, o que teve influência neste adiamento, mas também a obrigatoriedade dos técnicos da AML de responderem às mais de 800 questões levantadas por potencias candidatos, contribuiu para o mesmo.

“O concurso vai para a frente”, garante Carlos Humberto, 1.º secretário da AML, que aponta como última data de referência para submissão de propostas o dia 24 de Maio. Uma data que tem sido empurrada depois de ter sido estabelecido como limite para a submissão de pedidos de esclarecimentos erros e omissões o dia 3 de Abril de 2020, devendo as propostas serem submetidas até 28 de Abril, também deste ano.

Entretanto, foi publicada a Lei n.º 1-A/2020, de 19 de Março, que apontava para adiamento de concursos devido à pandemia Covid-19. O mesmo diploma veio em seguida a ser clarificado com a publicação da Lei n.º 4-A/2020, de 6 de Abril de 2020, que decidiu que esta data limite transitava para 24 de Maio.

Mas é dado como certo que a mesma data é mesmo indicativa, como diz Carlos Humberto. “nem todas as mais de 800 questões colocadas sobre o concurso tiveram ainda resposta; mas assim será dentro de poucos dias”.

Depois de receberem os esclarecimentos solicitados à AML, os candidatos têm 75 dias para apresentarem propostas. A isto segue-se a análise das mesmas pelo júri, a audiência dos interessados, a deliberação da Comissão Executiva Metropolitana de Lisboa e, por último, o visto do Tribunal de Contas, sendo que alguns destes passos não têm um prazo definido.

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Distrito de Setúbal apenas com mais 1 caso de covid-19 registado no concelho do Seixal

No distrito de Setúbal registam-se 722 casos confirmados (mais 1 que ontem, que foi registado no concelho do Seixal), com o concelho de Almada a liderar ainda a listagem com os mesmos 231 casos de ontem, seguida do Seixal com 163, mais 1 caso que ontem.
Todos os restantes concelhos do distrito mantêm, neste relatório da DGS, os mesmos casos de ontem: Barreiro 89, Moita 61, Setúbal 59, Montijo 44, Sesimbra 20, Palmela 16, Alcochete 14, Santiago do Cacém 14, Grândola 7 e Alcácer do Sal 4 casos, sendo que Sines volta a não fazer parte deste relatório, uma vez que concelhos com menos de três casos não são inseridos na listagem.

O relatório diário da DGS dá conta de que hoje se registam 24.322 casos confirmados de covid-19, um aumento de 295 casos em relação a ontem, com um total de 948 óbitos, mais 20 vítimas mortais que ontem.

O relatório diário da DGS dá conta de que hoje se registam 24.322 casos confirmados de covid-19, um aumento de 295 casos em relação a ontem, com um total de 948 óbitos, mais 20 vítimas mortais que ontem.
Em internamento encontram-se 936 pessoas, menos 59 que ontem, e há 172 pessoas em cuidados intensivos. Há ainda 1389 casos recuperado, mais 32 que ontem.
A região norte do país continua a ter o maior número de casos, 14.702 casos, e 546 óbitos; o centro tem 3.289 casos e 194 óbitos; Lisboa e Vale do Tejo regista 5.593 casos e 185 óbitos; o Alentejo com 201 casos e mantém 1 óbito; o Algarve tem 330 casos e mantém 12 óbitos; os Açores com 121 casos e sobe para 10 óbitos e a Madeira mantém os 86 casos e sem óbitos.

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Ministério da Educação esclarece – São extemporâneas quaisquer afirmações sobre avaliação final do terceiro período

A prioridade durante estas duas semanas, antes das férias da Páscoa, tem sido estabelecer mecanismos não presenciais com os alunos, tendo especial relevo o arrancar deste processo e a especial atenção aos alunos em situação de maior vulnerabilidade.

O Ministério da Educação esclarece que são extemporâneas e meramente conjeturais quaisquer afirmações sobre a avaliação final do terceiro período. A prioridade durante estas duas semanas, antes das férias da Páscoa, tem sido estabelecer mecanismos não presenciais com os alunos, tendo especial relevo o arrancar deste processo e a especial atenção aos alunos em situação de maior vulnerabilidade.

O Ministério da Educação continua a trabalhar proativamente para que este tempo de exceção decorra com a responsabilidade necessária, minimizando os impactos necessariamente existentes para todos numa situação como a que vivemos.

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“Montijo não tem futuro”: Ex-Bastonário da Ordem dos Engenheiros considera Campo de Tiro de Alcochete melhor solução para aeroporto

Lusa6 de Fevereiro de 2020 às 20:41

Aeroporto do Montijo pode ter os primeiros trabalhos no terreno já em 2020.

O antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros Carlos Matias Ramos defendeu esta quinta-feira que o aeroporto do Montijo “não tem futuro”, pois é uma nova versão da Portela, acrescentando que o Campo de Tiro de Alcochete poderia ser uma solução.

“O Campo de Tiro de Alcochete é uma solução com futuro. O Montijo não tem futuro nenhum é a Portela + 2”, apontou Carlos Matias Ramos, que falava, em Lisboa, numa sessão pública organizada pela Plataforma Cívica Aeroporto BA6 Montijo Não!.

Para o também ex-presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), “o Montijo tem complicações tremendas do ponto de vista da engenharia”, bem como para a população e para os animais.

Conforme explicou o engenheiro, a base aérea número seis do Montijo tem apenas construída “uma linha que não recebe aviões pesados” e que “mal recebe os aviões da força aérea”, notando que não se trata de uma solução barata.

Durante a sua intervenção, Carlos Matias Ramos lamentou ainda que entidades como a gestora aeroportuária ANA – Aeroportos de Portugal – fujam do debate sobre as consequências da construção desta infraestrutura.

“O Montijo tem [uma pista] com 2.187 metros de comprimento e preveem-se obras para mais 390 metros”, referiu o antigo responsável do LNEC, afirmando ainda que a pista “tem que ser alteada, numa zona que é de aterro”.

Já a nível do ruído, o Campo de Tiro de Alcochete afetaria cerca de 400 habitantes, enquanto a solução do Montijo entre 30.000 e 35.000, apontou.

Por sua vez, no que se refere ao futuro do Aeroporto Humberto Delgado (em Lisboa, também conhecido como aeroporto da Portela), o ex responsável do LNEC vincou que “tem que ser um objetivo nacional” tirar o aeroporto da Portela, sublinhando que não há nenhum aeroporto europeu situado no centro da cidade.

Presente na mesma sessão pública, o diretor da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Centro Hospitalar do Barreiro, Paulo André Fernandes, destacou o “prejuízo para a saúde das populações” que a nova infraestrutura vai provocar.

De acordo com este responsável, existe já um consenso de que os aeroportos causam impacto na saúde das populações, afirmando que, em último caso, estes provocam “morte prematura”.

Paulo André Fernandes lamentou ainda que no projeto deste novo aeroporto não estejam a ser consideradas consequências, já comprovadas por dados científicos, como o impacto no rendimento escolar e na felicidade dos habitantes.

A vice-presidente da associação ambientalista ZERO — Sistema Terrestre Sustentável, Carla Graça, indicou, por seu turno, que o processo associado à viabilização do aeroporto do Montijo não tem sido “nada transparente”, destacando ainda a “participação demolidora” que o último Estudo de Impacte Ambiental recebeu enquanto esteve em consulta pública, “com uma larga maioria de posições contra”.

Carla Graça alertou, à semelhança dos anteriores intervenientes, para as consequências ao nível do ruído e qualidade do ar que a infraestrutura vai provocar, acrescentando que já no aeroporto de Lisboa não tem sido respeitada a legislação sobre o ruído, nem o regime de exceção.

Já Duarte Caldeira, antigo presidente da Liga de Bombeiros, disse que, ao morar em frente ao LNEC, em Lisboa, constitui uma testemunha “do não cumprimento dos períodos de exceção” a nível do ruído, em Lisboa, posicionando-se também contra a opção do Montijo.

“É irresponsável colocar um aeroporto numa zona deste tipo […]. Constitui uma infração da lei informadora dos sistema de proteção civil e um largo desprezo pelos cidadãos. Sempre que se coloca em risco as pessoas, só tem um significado — a salvaguarda dos interesses que não são os da vida humana”, garantiu.

Assim, para Duarte Caldeira, a única solução é “continuar a lutar para inviabilizar esta irresponsabilidade”.

Em 08 de janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo, na margem sul do Tejo, num novo aeroporto.

O aeroporto do Montijo poderá ter os primeiros trabalhos no terreno já este ano, depois da emissão da Declaração de Impacto Ambiental (DIA) e da reorganização do espaço aéreo militar e após os vários avanços registados em 2019.

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Aeroporto no Montijo divide autarcas da região de Setúbal

A localização do novo aeroporto não é consensual entre os presidentes das câmaras da região.

O Governo saudou esta quarta-feira de manhã a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre o aeroporto do Montijo. Numa breve nota, o Executivo sublinha que este era um passo que faltava para que se pudesse avançar com uma “infraestrutura crucial para o desenvolvimento do país”. O Governo sublinha que as medidas exigidas pela APA devem ser respeitadas.

O presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) afirma que a Declaração de Impacto Ambiental (DIA), que dá luz verde ao novo aeroporto do Montijo, não constitui surpresa porque foi um “resultado predeterminado”, explicou à TSF.

“Pensamos que se trata de uma má opção e que esta declaração não responde a questões essenciais, provavelmente porque não há resposta possível a algumas das questões”, afirmou o autarca da CDU, convicto de que a melhor solução para a região e para o país seria a construção de um novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete.

Rui Garcia lamentou que os autarcas continuem divididos sobre esta questão, “prevalecendo ligações partidárias sobre os interesses do país e da região”.

Os autarcas do Barreiro e do Montijo têm uma opinião diferente. Frederico Rosa sublinha a importância do novo aeroporto para “o desenvolvimento da região”. O autarca do Barreiro garante que o novo aeroporto vai trazer “coesão territorial” à margem sul do Tejo.

Já Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, defende que as questões ambientais “estão acauteladas” e que “esta é uma infraestrutura necessária, que tem o apoio da população”.

Uma opinião que não é partilhada por outros autarcas do distrito de Setúbal. O autarca do Seixal, Joaquim Santos, admite recorrer à Justiça para travar a construção do novo aeroporto no Montijo e insiste na construção de um novo aeroporto em Alcochete.

Joaquim Santos lembra que Alcochete é uma hipótese “já estudada, mais barata e que também garante postos de trabalho”. Por isso, o autarca admite todas as possibilidades e insiste que a “opção pelo Montijo é um erro”.

A Agência Portuguesa do Ambiente confirmou, na terça-feira, a viabilidade ambiental do novo aeroporto no Montijo, embora impondo cerca de 160 medidas de minimização e compensação a que a ANA – Aeroportos de Portugal “terá de dar cumprimento”, num custo estimado de 48 milhões de euros, de acordo com a nota da APA.

A construção do novo aeroporto do Montijo só pode avançar após aprovação dos respetivos projetos de execução e relatório de conformidade ambiental.

Segundo consta da DIA emitida na terça-feira, o projeto do novo aeroporto do Montijo será desenvolvido em duas fases: a fase de abertura (prevista para 2022 e dimensionada para o ano 2032) e a fase de expansão (agendada para 2054 e dimensionada para o ano 2062).

A “decisão favorável condicionada” ao novo aeroporto anunciada pela APA prevê a adoção da designada “Solução 2” do estudo prévio para a expansão sul da pista 01/19 do Montijo, que “contempla a construção de uma estrutura porticada, em betão armado, suportada por estacas de fundação”.LEIA TAMBÉM:ANA considera positivo parecer da APA sobre aeroporto do Montijo

Nesta solução – cujo prazo previsto de execução é de 30 meses – “a realização de aterros é marginal, sendo apenas necessária nas zonas de encontro com as margens existentes”, e “a pista é suportada por uma laje em betão armado, apoiada em vigas transversais e longitudinais, as quais são, por sua vez, suportadas por estacas de fundação também em betão armado”, refere a APA.

No que se refere à ligação rodoviária a efetuar entre o novo aeroporto e a A12, a solução viabilizada pela DIA é a “solução alternativa”, que “se desenvolve ao longo de cerca de 3,2 quilómetros e faz a interligação com a rede viária existente ou projetada, através de três nós”, prevendo ainda “sete desnivelamentos das vias intersetadas, dos quais dois em viadutos” e terminando “cerca do quilómetro 3,2 na interligação com a A12”.

Entre as “razões de facto e de direito” avançadas pela APA para justificar a decisão de viabilização do novo aeroporto destaca-se a “vantagem competitiva e respetiva longevidade de uma solução de operação simultânea do AHD [Aeroporto Humberto Delgado] e de um aeroporto complementar a instalar no Montijo”.

O projeto do aeroporto do Montijo — acrescenta – assenta numa “conceção especialmente vocacionada para serviços ponto-a-ponto e companhias low-cost, garantindo turn around das aeronaves mais rápidos e eficientes e a diminuição de serviços de handling”, permitindo “uma boa resposta a cenários diversos de evolução da procura”.

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Mau tempo. Queda de árvore mata condutor no Montijo

Uma árvore de grandes dimensões caiu sobre um camião provocando a morte ao condutor. O veículo pesado circulava na Estrada Nacional 10, na zona das Taipadas, Montijo

A queda de uma árvore no Montijo, distrito de Setúbal, matou esta quinta-feira o condutor de um veículo pesado, revelou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que já contabilizou 2941 ocorrências devido ao mau tempo.

“Temos o registo de vítima mortal em Canha, concelho do Montijo, devido à queda de uma árvore sobre um veículo pesado de mercadorias, às 15:55 de hoje”, disse à Lusa o comandante Rui Laranjeira, da ANEPC.

O veículo pesado circulava na Estada Nacional 10, na zona das Taipadas, no sentido Pegões-Infantado, quando um pinheiro de grandes dimensões caiu sobre a cabine do camião, conta ao DN Urbano Emídio, comandante dos bombeiros voluntários de Canha. “À nossa chegada, o condutor estava em paragem cardiorrespiratória”, afirma. Após manobras de reanimação, o óbito foi declarado no local pelo médico da VMER (Viatura Médica de Emergência e reanimação) do Hospital de Setúbal.

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Ambientalistas da Zero atacam aeroporto do Montijo com ação judicial

Ambientalistas exigem avaliação estratégica do novo aeroporto. Consideram a avaliação de impacte ambiental insuficiente.

A associação ambientalista Zero interpôs uma ação judicial contra a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O objetivo é fazer com que seja realizada uma avaliação ambiental estratégica ao novo aeroporto, situado no Montijo, em vez de uma avaliação de impacte ambiental. Em causa está o facto de a promotora da obra, a ANA – Aeroportos de Portugal, ter apresentado um estudo de impacte ambiental à APA, em outubro de 2018, mas a comissão de avaliação considerou que o documento não era suficientemente esclarecedor. Após a avaliação, a ANA comprometeu-se a melhorá-lo e a entregar, até ao fim deste mês, uma nova versão.

No entanto, segundo os ambientalistas, a avaliação de impacte ambiental é insuficiente. Defendem, por isso, a avaliação ambiental estratégica, justificando que a legislação europeia e até mesmo a nacional “assim o obriga”, mas também “por questões estratégicas e de planeamento a longo prazo”. Em agosto do ano passado, a Zero já tinha enviado uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado Português, alertando para o “incumprimento da lei” na decisão de construção do aeroporto do Montijo sem antes haver uma avaliação estratégica. Trata-se de um estudo aprofundado que coloca em consideração as várias “opções possíveis”, comparando diferentes localizações e fazendo com que a decisão seja “informada sobre a melhor relação custo-benefício a longo prazo”, pode ler-se num comunicado da Zero. O acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028.

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Aeroporto divide autarcas do Montijo e da Moita

10/01/2019

Montijo fala em aumento do turismo fluvial. Moita anuncia poluição sonora

Foto: Dinheiro Vivo


Um dia depois de o Governo ter assinado o protocolo com a ANA para a construção do novo aeroporto, o primeiro-ministro garantiu que este só será construído se o estudo ambiental assim permitir. A entrada em funcionamento do novo aeroporto no Montijo, prevista para 2022, vai permitir praticamente duplicar o número de passageiros atuais, ou seja, cerca de 50 milhões por ano. Mas a transformação da Base Aérea nº 6 não vai só aumentar o número de aviões: vai também fazer disparar o emprego na região de Setúbal, com a criação de 10 mil postos de trabalho. O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, disse que o novo aeroporto vai provocar um aumento de turismo fluvial no estuário do Tejo. Contra a opção do Governo está o presidente da Câmara da Moita, um município que deverá ser bastante afetado pela eventual instalação do aeroporto.

“O novo aeroporto vai proporcionar o aumento do turismo fluvial no estuário do Tejo, que hoje tem poucos ou nenhuns barcos. Será um ponto essencial de ligação turística a esta região”, afirmou o autarca no Montijo, na cerimónia de assinatura do acordo de financiamento de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa.
Num vídeo exibido após o discurso de Nuno Canta, podia ver-se que a ligação fluvial entre o Cais do Seixalinho, no Montijo, e Lisboa terá uma deslocação de cerca de 25 minutos, enquanto por rodovia demora à volta de 30 minutos.
Para o autarca do Montijo, este é um “dia histórico” para a cidade, para Lisboa e Portugal, por marcar “o início de um novo ciclo de investimento, desenvolvimento e criação de emprego para as pessoas”.
“É o resultado da vontade firme do Governo, das Forças Armadas, municípios e principalmente da ANA – Aeroportos de Portugal”, afirmou.
Nuno Canta espera ainda que acordo assinado esta semana seja “a forma de concretizar o novo aeroporto do Montijo”.
O acordo de financiamento do novo aeroporto e de alterações na actual infraestrutura Humberto Delgado, em Lisboa, foi assinado esta terça-feira entre a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado, na base aérea da Força Aérea do Montijo, que em 2022 deverá estar pronta para o uso civil.
Marcaram presença o primeiro-ministro, António Costa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

Moita não quer aeroporto no Montijo
Contra a opção do Governo está o presidente da Câmara da Moita, um município que deverá ser bastante afetado pela eventual instalação do aeroporto no Montijo. Rui Garcia critica a escolha do Governo e afirma estar “solidário com `Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não”.
“Temos a convicção de que estamos do lado certo e de que ainda é possível reverter esta decisão do Governo, que foi tomada antes de se realizarem os estudos necessários. É difícil compreender porque é que o Governo tem esta fixação nesta solução, quando, cremos, cada vez fica mais claro que se trata de uma solução que não dá uma resposta adequada aos problemas do país, à necessidade de expansão da atividade aeroportuária e que tem impactos graves sobre importantes grupos populacionais e impactos ambientais significativos”, disse Rui Garcia, que também integra a plataforma cívica contra o futuro aeroporto do Montijo.
“O concelho da Moita tem o seu principal núcleo populacional debaixo do cone de aterragem do futuro aeroporto, caso venha a ser instalado na Base Aérea do Montijo. Estimamos que sejam pelo menos 30 mil pessoas naquela zona mais afetada, sendo que os concelhos do Barreiro, do Montijo e de Alcochete também deverão ser afetados, embora de forma menos intensa”, acrescentou Rui Garcia.
Para o presidente da Câmara da Moita, “não é compreensível a opção do Governo de querer instalar um aeroporto civil na Base Aérea do Montijo”, que está “junto ao estuário do Tejo, rodeada de populações, vilas e cidades consolidadas”.
O grupo cívico Aeroporto BA6-Montijo Não! entregou ao Governo um documento a defender a opção do campo de tiro de Alcochete.

Aeroporto “não se fará se estudo ambiental não o permitir
“Quanto ao Montijo, ainda não estão concluídos os estudos ambientais exigidos, pelo que não há ainda uma data prevista para o início das obras. Mas, na prática, se não se registarem impedimentos legais, o novo aeroporto deverá estar concluído dentro de três anos, prevendo-se que venha a acolher sete milhões de passageiros no primeiro ano.
Conjugadas, as duas infraestruturas vão permitir quase duplicar a capacidade de movimentação de aeronaves, de 38 para 72 movimentos por hora.
O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quarta-feira que o novo aeroporto previsto para o Montijo “não se fará se o estudo de impacto ambiental não o permitir fazer”.
“A questão do aeroporto… não se fará se o estudo de impacto ambiental não o permitir fazer”, afirmou o chefe do executivo, em declarações aos jornalistas durante uma viagem de metro em Lisboa, um dia após a assinatura do acordo entre o Estado e a ANA – Aeroportos de Portugal, prevendo um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028.
“O estudo (de impacto ambiental sobre o novo aeroporto no Montijo) pode dizer várias coisas. Pode dizer que sim, sob certas condições, e a ANA assegura desde já o compromisso de fazer a obra de acordo com as condições que vierem a ser definidas. Pode dizer sim sem qualquer restrição ou pode dizer não. Não é provável que o diga relativamente a uma infraestrutura que já hoje é um aeroporto (base da Força Aérea)”, argumentou.
O primeiro-ministro referiu que a eventual avaliação ambiental negativa da obra é um “enorme problema para a região de Lisboa” porque o “plano B” – construção de um “aeroporto de raiz e único” em Alcochete -, defendida pelo chefe de Governo “há 10 anos atrás”, demoraria “10 a 15 anos” a ser levada a cabo em vez dos três anos previstos para a “solução Portela+1”, ou seja, a nova estrutura no Montijo, “que resolverá o problema para muitas décadas”.

Agência de Notícias
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ANA Aeroportos de Portugal

No dia 8 de janeiro de 2019 foi assinado o acordo de financiamento da expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa. O evento teve lugar na Base Aérea nº 6 do Montijo, a localização proposta para o desenvolvimento de um aeroporto que funcionará de forma integrada com o Aeroporto Humberto Delgado. Lisboa passará a beneficiar de um modelo dual que combina a operação de hub do Aeroporto de lisboa com uma operação ponto a ponto no Aeroporto no Montijo. On January 8, 2019, an agreement was signed for financing the expansion of Lisbon’s airport capacity. The event was held at Montijo Air Base number 6, the proposed location for the development of an airport that will offer an integrated solution with Humberto Delgado Airport. Lisbon will benefit from a dual model that combines the current hub operation in Lisbon airport with a point-to-point operation at the Airport in Montijo.

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