Category: Nacional

Saiba como votar nas próximas eleições legislativas

Perguntas e respostas sobre as eleições de 4 de outubro.

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As eleições legislativas estão marcadas para o próximo dia 4 de outubro, sendo 16 as forças políticas concorrentes, das quais três são coligações e as restantes 13 são partidos. Mais de nove milhões de eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro vão votar no partido que consideram dever ser chamado para o Governo ou no que pensam que melhor os representa, elegendo os 230 lugares de deputados da Assembleia da República para a próxima legislatura.

Quantas são as forças políticas que vão disputar as legislativas?

São 16 as forças políticas a ir a votos no próximo dia 04 de outubro, três das quais coligações e as restantes 13 partidos. Nas coligações, contam-se a Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta PCP e PEV, a coligação Portugal à Frente, com PSD e CDS-PP e a coligação Agir, que alia o MAS ao PTP. Os partidos políticos são: PS, BE, Livre/Tempo de Avançar, JPP, Nós, Cidadãos!, PPV/CDC, MPT, PDR, PCTP/MRPP, PNR, PURP, PPM e PAN. Os maiores boletins de voto estarão nos círculos de Aveiro, Braga e Viana do Castelo, com 16 forças partidárias, enquanto Lisboa e Porto contam com 15 forças políticas cada um.

Quantos deputados são eleitos em cada círculo?

O círculo eleitoral de Lisboa é aquele onde são eleitos mais deputados, 47, seguindo-se o Porto, que elege 39. É a seguinte a distribuição dos deputados pelos 22 círculos: 16 por Aveiro, três por Beja, 19 por Braga, três por Bragança, quatro por Castelo Branco, nove por Coimbra, três por Évora, nove por Faro, quatro pela Guarda, 10 por Leiria, 47 por Lisboa, dois por Portalegre, 39 pelo Porto, nove por Santarém, 18 por Setúbal, seis por Viana do Castelo, cinco por Vila Real, nove por Viseu, cinco pelos Açores, seis pela Madeira, dois pela Europa e dois por Fora da Europa, num total de 230 deputados. Em relação à distribuição de mandatos de 2011, o círculo eleitoral de Santarém vai eleger menos um deputado nas legislativas de outubro, ganhando Setúbal mais um lugar no parlamento, de acordo com o mapa aprovado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Quando se realiza a campanha eleitoral?

A campanha eleitoral arranca no dia 20 de setembro e termina no dia 02 de outubro, sendo dia 03 o dia de reflexão.

Quantos eleitores estão recenseados?

Segundo a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), a 01 de setembro estavam recenseadas 9 682 369 de pessoas, incluindo eleitores residentes em território nacional e inscritos nos círculos da Europa e Fora da Europa. Estes números poderão “sofrer pequenas alterações decorrentes de reclamações que se encontrem pendentes de decisão”, refere a SGMAI, pelo que os valores definitivos de quantos eleitores poderão votar nas legislativas de 04 de outubro serão apurados a partir do dia 19 de setembro, data a partir da qual ficarão inalteráveis.

A quem é permitido votar?

Só podem votar os cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de 18 anos, e os cidadãos de nacionalidade brasileira residentes e recenseados no território nacional, que possuam o estatuto de igualdade de direitos políticos, informa a CNE na sua página da internet.

Como é possível saber onde votar?

“A inscrição no recenseamento é automática para todos os cidadãos portugueses residentes no território nacional e maiores de 17 anos”, informa a CNE. Os jovens que completem 18 anos no dia 04 de outubro também poderão exercer o seu direito de voto. Caso não saiba onde está recenseado, assim como o número de eleitor, pode obter essa informação na junta de freguesia do seu local de residência, através da página da internet ou enviando uma mensagem escrita (SMS) para o número 3838, com a mensagem “RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento=aaaammdd”.

Em que horário estão abertas as urnas?

Será possível votar entre as 08:00 e as 19:00. A CNE alerta que “depois desta hora, só podem votar os eleitores que se encontrem dentro da assembleia de voto”.

Um eleitor pode votar acompanhado?

“O voto acompanhado só é possível caso o eleitor se encontre doente ou quando seja portador de deficiência física notória que o impeça de exercer o direito de voto sozinho”, informa a SGMAI, que acrescenta que nestes casos o eleitor vota acompanhado de outro eleitor por si escolhido que fica obrigado a sigilo absoluto.

Que documentos são necessários para votar?

Por forma a exercer o seu direito de voto, cada eleitor deve apresentar à mesa de voto o seu documento identificativo (bilhete de identidade, cartão de cidadão, ou à falta destes, o passaporte ou carta de condução), assim como indicar o seu número de eleitor. A CNE acrescenta que atualmente o cartão de eleitor não é necessário para votar, tendo este documento deixado de ser emitido.

Quem pode votar antecipadamente?

É permitido o voto antecipado a eleitores, militares, bombeiros, agentes de segurança ou membros de uma seleção nacional que se encontrem em território nacional mas que não possam deslocar-se à sua assembleia de voto por motivos profissionais e de serviço, estudantes que frequentem uma instituição de ensino fora da sua área de residência, cidadãos que estejam presos ou internados num estabelecimento hospitalar.

Como é exercido o voto antecipado?

Os eleitores que não poderão deslocar-se à sua assembleia de voto no dia 04 de outubro devem dirigir-se ao presidente da Câmara Municipal onde estão recenseados, entre o 10.º e o quinto dia antes da eleição. Devem fazer-se acompanhar do cartão, certidão ou ficha de eleitor, do documento de identificação e de um documento comprovativo do impedimento, emitido pelo superior hierárquico ou entidade patronal, ou outro documento que comprove o impedimento. No caso dos estudantes e dos doentes, o pedido deve ser efetuado até ao 20.º dia anterior ao da eleição, fazendo-se acompanhar de um certificado de frequência na instituição de ensino, pelo que a votação decorre, entre o 13.º e o 10.º dias antes das eleições, na própria instituição, estando presente um representante da Câmara Municipal. A SGMAI ressalva que alguns municípios têm adotado outros procedimentos com vista a agilizar as operações desta modalidade de voto antecipado, e sugere o contacto com os respetivos serviços para obter mais informação. No caso dos doentes internados e dos presos o processo é o mesmo, mas o documento comprovativo do impedimento é emitido pelo diretor do estabelecimento hospitalar ou pelo diretor do estabelecimento prisional, respetivamente.

Quem estiver fora de Portugal na data da eleição mas não for emigrante pode votar?

Sim, segundo a Administração Eleitoral, pode votar antecipadamente quem estiver ausente de Portugal por motivos profissionais, em missão humanitária, quem for investigador ou bolseiro numa instituição universitária ou equiparada no estrangeiro, quem for estudante numa instituição de ensino no estrangeiro estando, ou não, ao abrigo de um programa de intercâmbio ou quem se encontrar fora do país no dia da eleição devido a um tratamento de saúde. Neste caso também o acompanhante do doente tem direito ao voto antecipado.

Como se processa o voto nestas situações?

Quem estiver deslocado no estrangeiro, entre o 12.º e o 10.º dia anteriores à eleição pode votar junto das representações diplomáticas ou consulares, assim como nas delegações externas dos ministérios e instituições públicas portuguesas definidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Para votar, o eleitor deve apresentar: cartão de eleitor, certidão ou ficha de eleitor, cartão de cidadão ou bilhete de identidade (ou outro documento identificativo como a carta de condução ou o passaporte) ou um documento comprovativo do impedimento.

Os portugueses residentes no estrangeiro podem votar nas eleições legislativas?

Sim, de acordo com a Comissão Nacional de Eleições os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro podem exercer o seu direito de voto para as eleições legislativas desde que voluntariamente se inscrevam no caderno eleitoral existente no consulado de carreira ou secção consular a que pertence a localidade onde reside.

Como se processa a votação dos emigrantes?

O voto processa-se por via postal. O Ministério da Administração Interna envia o boletim de voto, sob registo, para a morada indicada no caderno de recenseamento. A cada cidadão irá chegar o boletim de voto e dois envelopes, um verde e outro branco. Após preencher o boletim com a opção de voto, o cidadão deve dobrar o boletim em quatro, colocá-lo dentro do envelope de cor verde e fechar o envelope. O envelope verde deve ser colocado dentro do envelope branco, junto com uma cópia do cartão de eleitor, a certidão de eleitor ou uma impressão de consulta do ‘site’ do Ministério de Administração Interna. O envelope branco já terá impresso o destinatário e o remetente, devendo o cidadão preencher o espaço para o número de eleitor, informação que poderá pedir junto da embaixada ou consulado do local de residência ou através da internet. O envelope branco é fechado, colocado o selo postal e enviado pelo correio o mais tardar até ao dia da eleição.

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Papa: “Vou continuar a rezar por vocês”

Pais das vítimas do Meco reuniram esta quarta-feira com Francisco.

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No meio da multidão que ontem gritava pelo papa na audiência geral na Praça de S. Pedro, no Vaticano, estava um grupo cujas lágrimas teimam em cair há já ano e meio. Eram os pais dos seis jovens que morreram na praia do Meco. A tragédia que os fez pedir ao Vaticano um encontro com o papa. O santo padre deu a mão aos pais dos seis jovens que morreram em dezembro de 2013. “Vou continuar a rezar por vocês”, prometeu o papa Francisco.
Palavras que deixaram os pais comovidos. “Senti uma força enorme para continuar a nossa luta. Acho que nos recebeu muito bem. O amor de mãe é maior do que a mentira. Vamos daqui com muita força. Senti o conforto que precisava. Ela [a filha Carina Sanchez] fazia o mesmo por mim se cá estivesse. O papa olhou para a fotografia da minha filha e disse que ela era linda”, contou ao Correio da Manhã Conceição Horta, mãe de Carina Sanchez.
Às dez da manhã de ontem, o papa Francisco saudou a multidão no papa móvel e a seguir proferiu a homilia cujo tema foi dedicado à família. Não demorou mais de 15 minutos. Dirigiu-se aos pais como sendo as famílias de Sesimbra.
No regresso, Fernanda Cristóvão, mãe de Catarina Soares, sente-se com tem mais força. “O papa disse que ia rezar por nós. Continuo a dizer que não vou desistir. Vim ao Vaticano para me fortalecer e saio mais forte”, frisou poucos minutos depois de ter cumprimentado o santo padre. Fernanda Cristóvão mostrou, à semelhança dos restantes pais, as fotografias da filha. Todos levaram os retratos e as camisolas com os nomes dos filhos. Para já, travam uma nova luta na Justiça. Esperam agora a decisão do Tribunal da Relação – apresentaram recurso após o processo ter sido arquivado pela segunda vez.
“Tudo isto é um misto de sentimentos. O nosso objetivo é ver se conseguimos ter alguma serenidade e paz. Sei que vai ser difícil. Porque apesar disto continuamos a não ter resposta para as nossas perguntas”, concluiu Fátima Negrão. O marido, Humberto Negrão, também falou ao CM. “Apesar de sabermos que íamos estar com o papa, nunca pensámos que íamos sentir a sua força. Infelizmente, estamos aqui pelos piores motivos”, referiu.
António Soares, pai de Catarina, ficou emocionado: “Tivemos muitas pessoas que nos perguntaram o que estávamos a fazer e eu falei-lhes dos nossos filhos. Prometeram rezar pela nossa causa.”

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Telma Monteiro conquista ouro

Judoca portuguesa (de Almada) vence por ‘ippon’ nos Jogos Europeus.

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A judoca portuguesa Telma Monteiro conquistou esta quinta-feira a medalha de ouro na competição de -57 kg dos I Jogos Europeus, em Baku, no Azerbaijão, ao derrotar a húngara Hedvig Karakas.

Telma, líder do ranking mundial, venceu a 11.ª jogadora por ippon, confirmando a tendência frente à rival húngara, a quem venceu em todos os cinco combates.

Na competição de judo dos I Jogos Europeus, que atribuem também os títulos continentais, Telma Monteiro assegurou o seu quinto título, depois das conquistas em -52 kg, em 2006 e 2007, e em -57 kg, a sua categoria atual, em 2009 e 2012.

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DETENÇÃO DE DIRIGENTES DA FIFA NÃO SURPREENDE LUÍS FIGO

O português desistiu da corrida à presidência da FIFA

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A detenção de seis dirigentes da FIFA não surpreendeu Luís Figo, disse hoje à agência Lusa uma fonte da ex-candidatura do português, que remete qualquer comentário do antigo futebolista para o comunicado em que anunciou a sua desistência.

A mesma fonte disse à Lusa que a detenção, em Zurique, de seis dirigentes do organismo que rege o futebol mundial, por acusações de corrupção, “não surpreende” Luís Figo, acrescentando que a suspeição em torno do organismo foi um dos motivos “que o levou a desistir”.

O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça confirmaram hoje a detenção, por acusações de corrupção, de seis dirigentes da FIFA, em Zurique, quando se encontravam num hotel na cidade.

As autoridades helvéticas indicaram que se prevê a sua extradição para os Estados Unidos, onde as autoridades de Nova Iorque os investigam por terem, alegadamente, aceitado subornos desde o início dos anos 1990.

Na quinta-feira passada, Luís Figo anunciou a desistência da candidatura à presidência da FIFA, marcadas para sexta-feira, comparando o atual estado do organismo que rege o futebol mundial a uma “ditadura”.

“Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição. Este processo é um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem, algo que me recuso a caucionar. É por isso que, após ter refletido de forma individual e partilhando opiniões com dois outros candidatos neste processo, entendo que o que vai acontecer dia 29 de maio em Zurique não é um ato eleitoral normal. E não sendo, não contam comigo”, afirmou Figo em comunicado.

O anúncio de Figo surgiu horas depois de o holandês Mitchell van Praag ter desistido, anunciando o apoio ao jordano Ali bin Al Hussein, que se mantém na luta com o atual presidente, o suíço Joseph Blatter.

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Caos nas urgências hospitalares – Câmara de Almada exige responsabilidades ao Ministério da Saúde

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. Em Almada, no Hospital Garcia de Orta, a autarquia lamenta a morte de um cidadão com cerca de 60 anos e de uma cidadã com 89 anos de idade

“A Câmara Municipal de Almada entende que é chegado o momento do Ministério da Saúde, ao mais alto nível, e do Governo no seu conjunto, assumirem publicamente as suas responsabilidades relativamente à intolerável situação que se verifica” – refere em comunicado Joaquim Miguel Judas, Presidente da Câmara Municipal de Almada.

Câmara de Almada exige responsabilidades ao Ministério da Saúde

A Câmara Municipal de Almada tem vindo a acompanhar com extrema preocupação as notícias vindas a lume em diferentes órgãos de comunicação social, relativas a um elevado e inusitado número de falecimentos de cidadãos ocorridos nos serviços de urgência em diversos hospitais do País, em situações de espera que se prolongam muitas horas para além do período de tempo aceitável para serviços daquela natureza.
Em Almada, no Hospital Garcia de Orta, registaram-se na última semana duas situações como a descrita, lamentando-se a morte de um cidadão com cerca de 60 anos e de uma cidadã com 89 anos de idade.
Estas notícias, e estas ocorrências a todos os títulos lamentáveis e incompreensíveis, revelam uma profunda desumanização que neste momento afeta de forma dramática o desempenho dos serviços de prestação de cuidados de saúde às populações.
A Câmara Municipal de Almada entende que é chegado o momento do Ministério da Saúde, ao mais alto nível, e do Governo no seu conjunto, assumirem publicamente as suas responsabilidades relativamente à intolerável situação que se verifica.

O Presidente da Câmara Municipal de Almada
Joaquim Estêvão Miguel Judas

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Chegada do outono? Portugal sob aviso amarelo devido a chuva e trovoada

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O Instituto Português e do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou este sábado todos os distritos de Portugal Continental em aviso amarelo por causa da chuva forte e trovoada previstas para as próximas horas.

Com excepção de Beja e Faro, todos os distritos estão sob aviso amarelo desde as 15h00 até às 21h00, devido à chuva, que pode ser forte e acompanhada de trovoada.

Para os distritos de Beja e Faro, o IPMA não prevê cenários de precipitação forte e trovoadas durante este sábado.

No entanto, aquele instituto colocou em aviso amarelo todos os 18 distritos de Portugal Continental entre as 6h00 e as 21h00 de domingo, devido à previsão do regresso da chuva forte e de trovoadas frequentes.

O aviso amarelo é o segundo menos grave dos avisos meteorológicos.

Segundo o meteorologista Ricardo Tavares, domingo será mesmo o dia “mais gravoso” e poderá obrigar a alterar o aviso meteorológico.

“Amanhã [domingo], teremos a situação mais gravosa. Na segunda e terça-feira, os dias serão melhores. Ainda terão precipitação, mas menos intensa”, afirmou, referindo que a chuva, na terça-feira, afectará sobretudo as regiões do Norte e Centro.

“Depois, na quarta-feira, prevê-se novamente precipitação mais intensa”, disse Ricardo Tavares à Lusa.

O meteorologista explicou que Portugal Continental está sob a influência de uma depressão, que está a causar este mau tempo.

“O território estava sob a influência de um anticiclone que se estendia em crista até à Península Ibérica, mas que se dissipou, ficando sob influência de uma depressão situada a oeste do território, no Atlântico”, afirmou.
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42 Anos do 25 de Abril

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Preparação do golpe

Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António de Spínola e os seus apoiantes. Tentava este, com ideias algo federalistas, modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa.
Conhecidas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA decide levar adiante um golpe de estado. O movimento nasce secretamente em 1973. Nele estão envolvidos certos oficiais do exército que já conspiravam, descontentes por motivos de carreira militar.
A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: Os Militares, as Forças Armadas e a Nação. Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, Portugal e o Futuro, no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

16 de Março 1974
Falhanço das Caldas

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A coluna militar que marchou sozinha para fazer um 25 de Abril 40 dias antes
Houve má camaradagem no 16 de Março, ditada pelo “salve-se quem puder” quando o quartel das Caldas estava cercado e os oficiais se deram conta que estava tudo perdido. Alguns não disfarçaram o medo, muitos sentiram-se desorientados e poucos se mantiveram firmes. Mas a ética castrense impede, mesmo 40 anos depois, que se aponte o dedo aos que tiveram um comportamento menos digno, apesar de alguns deles se mostrarem hoje vaidosos por terem participado num golpe que visava derrubar a ditadura.
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É certo que não era fácil para um grupo de jovens oficiais afrontar um regime repressivo que acabaria – nesse dia – por levar a melhor. Consta que na messe de oficiais do RI5, pouco antes da rendição, as bebidas já se tinham esgotado. O dia acabara mal e o ambiente, na hora da rendição, era bem diferente do entusiasmo febril que ali se vivera durante a madrugada.

A história começa no dia anterior, 15 de Março, às 21 horas, quando a mulher de um dos oficiais do regimento vem à porta de armas do quartel entregar uma mensagem para o marido. No envelope vem a Ordem de Operações enviada por telefone por um major do Movimento das Forças Armadas o qual, vindo de Lisboa já se encontra a caminho das Caldas para o confirmar presencialmente. A mensagem diz que unidades do Norte se sublevaram e marcham sobre a capital e que o Regimento de Infantaria 5 deverá dirigir-se também para Lisboa para ocupar o aeroporto.

Um grupo restrito de oficiais mais comprometidos com o movimento reúne-se na 4.ª companhia e decide aderir à revolução. Dois deles, apesar do quartel estar de prevenção, saem à cidade e vão chamar oficiais amigos às suas casas. Passa pouco da meia-noite quando dois tenentes e um capitão, protegidos por camaradas que montam segurança nos corredores e nas escadas, entram no comando do quartel. Um deles leva uma pistola na mão, mas nota que o segundo-comandante também o recebe de pistola em punho.
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“Tenha calma, Varela. Vamos conversar”. É assim que reage o segundo-comandante, que baixa a pistola. Um dos tenentes vai acordar o comandante da unidade, que estava num quarto ao lado. Os dois coronéis revezavam-se no comando da unidade porque sabiam dos ventos de rebelião. O comandante do RI5 é detido em pijama. A pistola que tinha na mesa de cabeceira é prudentemente retirada por um dos jovens oficiais, que mais tarde contará que o coronel, estupefacto, nem fez perguntas. Juntam-se, rebeldes e comandantes, numa sala numa conversa que se prolonga durante quase duas horas. Os sublevados ainda tentam convencer os comandantes a aderir à causa, mas sem êxito.

Cá fora há uma quase euforia. A maioria dos oficiais adere entusiasticamente e os que não estão de acordo também não se opõem nem boicotam a acção dos seus camaradas. Um major reúne os soldados e faz-lhes um discurso inflamado. Dezanove anos depois dirá: “Quando eu acabei o discurso a dificuldade foi em conseguir que ficasse alguém no quartel. Até tivemos que tirar gajos das viaturas pois todos queriam ir”.

O Regimento de Infantaria 5 (hoje Escola de Sargentos do Exército) tinha uma companhia operacional, pronta para combate, mas que naquele dia estava reduzida a um terço. A força entretanto criada acaba por ser constituída, em grande parte, por instruendos do curso de sargento miliciano, sem grande experiência. Um factor que não foi muito valorizado pelos cabecilhas do movimento porque uma das características do quartel das Caldas era possuir nas suas fileiras oficiais com experiência de combate no Ultramar e grande capacidade de liderança.

Viagem de ida e volta
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A coluna parte para Lisboa pelas 4 horas da manhã. É composta por 14 Berliets e alguns Unimogues e GMCs, num total de 24 viaturas. Está convencida que os quartéis de Lamego, Santarém e Mafra também se sublevaram e vão a caminho de Lisboa, mas a poucos quilómetros da capital, pouco antes das portagens (que na altura eram em Sacavém) constata que marcha sozinha. São dois majores do Movimento das Forças Armadas que vão ao seu encontro para os informar que o golpe falhara e, corajosamente, se lhes juntam no regresso às Caldas da Rainha, onde chegam pelas 10 horas das manhã. Pelo caminho avistam na auto-estrada (que só ia até Vila Franca de Xira) uma coluna da GNR que passa por eles em grande velocidade, supostamente em sua perseguição, mal se dando conta que afinal estavam a cruzar-se com os seus perseguidos. Próxima das Caldas da Rainha, a coluna é sobrevoada por um avião que, após algumas voltas, se retira.

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Pouco depois de terem entrado no quartel, este é cercado por forças de Leiria e de Tomar, da Escola Prática de Cavalaria de Santarém (a mesma que iria ter um papel decisivo no 25 de Abril), e também da Policia Móvel e GNR, para além, claro, de elementos da PIDE. Em inferioridade numérica, os militares cercados procuram capitalizar o tempo a seu favor, na esperança de que esta tentativa de golpe tivesse repercussão nacional e internacional. Na verdade viria a tê-la nos dias seguintes, sobretudo na imprensa estrangeira que referiu o golpe como um prenúncio de algo que estaria para acontecer. Alguns jornais, para irritação do regime, contextualizavam a situação portuguesa: militares sublevados num país que vivia sob ditadura e mantinha em África uma guerra contra movimentos de libertação.

Soldados Presos pela PIDE

Militares presos pela PIDE

Marcelo Caetano “Conversa em Familia”

Difundida através da televisão e da rádio no dia 28 de Março de 1974, poucos dias volvidos após a malograda tentativa do golpe militar de 16 de Março, das Caldas da Rainha, a última “Conversa em Família” do presidente do Conselho, Marcello Caetano, deixa transparecer as graves dificuldades que o regime vinha sentindo para se manter no poder. Aumentava a pressão diplomática na frente externa, a guerra colonial arrastava-se sem solução e a contestação interna que se conseguia fazer ouvir, clamava por reformas…

Menos de um mês após Marcello Caetano se dirigir ao país, a “Revolução dos Cravos” fazia cair, quase sem um lamento, um regime velho de 48 anos, que teimara em não acompanhar os ritmos do seu tempo.

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24 de Abril 1974
“ E Depois Do Adeus” “ Grândola, Vila Morena” O Movimento põe-se em marcha”

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5 minutos antes das 23h do dia 24 de Abril de 1974, nos estúdios da Rádio Alfabeta dos Emissores Associados de Lisboa, o locutor de serviço – João Paulo Dinis – “lançou” a música “E depois do adeus” de Paulo de Carvalho. Era o sinal para as tropas avançarem.

A “senha”, constituída pela canção Grândola, Vila Morena, de José Afonso, foi gravada por Leite de Vasconcelos e posta no ar por Manuel Tomás, no âmbito do programa Limite da Rádio Renascença, à meia-noite e vinte, antecedida da leitura da sua primeira quadra.

“Grândola, vila morena
Terra da fraternidade,
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade”

Esta segunda “senha” transmitida pela Rádio Renascença, estação de cobertura nacional, serviu para informar todos os quartéis e militares que aderiam ao golpe, de que tudo estava preparado e a correr conforme o previsto.

Era o arranque sincronizado e irreversível das forças do MFA (Movimento das Forças Armadas).

Quatro horas mais tarde a rádio era já o eco da liberdade e augúrio de que tudo iria correr bem.
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A Rádio Clube Português é ocupada por militares e transformada no posto de comando do «Movimento das Forças Armadas» – por este motivo a emissora fica conhecida como a “Emissora da Liberdade”.

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Às 04h26 o locutor Joaquim Furtado fazia a leitura do primeiro comunicado do MFA, aos microfones do Rádio Clube Português:

“Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderia conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo.”


AS TROPAS ENTRAM EM MOVIMENTO O Comandante da Escola Prática de Cavalaria de Santarém é preso; Revoltam-se as Unidades Militares de Tomar, Vendas Novas, Lisboa, Figueira da Foz, Viseu, Lamego, Mafra e Estremoz Entre as 00.30 e as 03.00:

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Às 8.30 a Emissora Nacional informa: Muitos portugueses dirigem-se para os empregos, mas acabam por regressar às suas casas; Muitos outros acorrem à Baixa de Lisboa então já ocupada pelos revoltosos.
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“ Abaixo a Guerra Colonial!”; “ Liberdade de Imprensa!”; Canta-se o Hino Nacional ; Nas ruas, o povo grita.

O Quartel do Carmo está cercado.
Os carros da GNR encontram-se vazios; Todas as viaturas blindadas estão no poder das forças revoltosas
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. A GNR permanece no quartel a aguardar ordens; O povo de Lisboa dá o seu apoio: palmas, festejos e acena quando um helicóptero passa; As pessoas começam a fugir do Largo Rafael Bordalo Pinheiro com medo – correm rumores de que vai aparecer a Guarda Republicana; A Guarda aparece colocando-se relativamente perto da população, como numa atitude de afronta; Os revoltosos estão armados com G3 e a GNR com Mausers
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Às 15.30: Manifestação Popular contra a PIDE A PIDE dispara sobre a população ( ouvir ) «Assassinos» «Morte à Pide»
15.30: A tensão aumenta no Largo do Carmo No Quartel da GNR do Carmo estão refugiados o Presidente do Conselho, Marcello Caetano e alguns Ministros; Na Praça estão Salgueiro Maia e o regimento de cavalaria de Santarém (do lado dos revoltosos) que exigem a rendição de Marcello Caetano e dos Ministros; Em apoio aos revoltosos, a praça enche-se de população que grita palavras de ordem: pôr as palavras de ordem
.Salgueiro Maia faz um ultimato às forças do regime para que se entreguem; Não há resposta; Salgueiro Maia ordena uma primeira rajada e exige novamente a rendição; Salgueiro Maia teme a chegada de um heli-canhão que possa causar muitos mortos entre a população e teme os atiradores furtivos da PIDE escondidos nas janelas dos prédios;
. Salgueiro Maia pede à população que se encontra no Largo, para se retirar para que não se dêem baixas, mas entusiasmada, população mantém-se; Novo ultimato, nova rajada e ameaça de destruição do edifício; Não havendo reacção, Salgueiro Maia entra no quartel com um Major para averiguar a situação; Marcello Caetano exige a chegada de um general para que “o poder não caia na rua”;
. Chegada de Spínola que entra no Quartel do Carmo; Marcello C. rende-se e entrega o poder a Spínola; Marcello e os Ministros saem do Quartel num carro blindado vaiados pela multidão que grita “Assassinos!”;
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Entrada do quartel-general da Guarda Nacional Republicana, no Largo do Carmo, aquando da sua rendição às forças comandadas por Salgueiro Maia. Distingue-se, de óculos escuros, o Major Velasco, da GNR. No interior do quartel, o líder ditatorial Marcelo Caetano negoceia com o General António de Spínola, “para que o poder não caia na rua”
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Às 15.30: Manifestação Popular contra a PIDE A PIDE dispara sobre a população ( ouvir ) «Assassinos» «Morte à Pide»

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Na Rua António Maria Cardoso, sede da PIDE/DGS, verifica-se a rendição incondicional daquela polícia política, sendo o edifício ocupado por forças do Exército e da Marinha

A PSP e a GNR entregam-se ao MFA
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Tanques da Escola Prática de Cavalaria de Santarém posicionado na Praça do Comércio, junto ao Cais das Colunas. Os primeiros transeuntes, a caminho dos seus empregos, surpreendem-se com o aparato militar. Ao fundo, a fragata Almirante Gago Coutinho. Legenda de Adelino Gomes: “O dispositivo ocupa o Terreiro do Paço ao fim da madrugada e surpreende-se com a presença dos navios da NATO que já deviam ter-se feito ao largo para participar no exercício «Dawn Patrol». 25 ABR. 1974 (cerca das 9h).
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“O Major-Comando Jaime Neves (ao centro em conversa com Salgueiro Maia, atrás de quem se encontra, de capacete, o Capitão Macedo) chega com um grupo de oficiais (entre os quais os Capitães Lino e Ferreira da Silva) para proceder à prisão das altas individualidades militares… Sem saber que estas se haviam entretanto esgueirado por um buraco aberto a picareta na parede que separava o Ministério do Exército da biblioteca do Ministério da Marinha”.
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Na Ribeira das Naus, uma parte do Regimento de Cavalaria 7, sob comando do seu 2º Comandante, Tenente-Coronel Ferrand de Almeida, decide aderir à rebelião, enquanto outra, fiel ao Governo, recua. Legenda de Adelino Gomes: “Dono da situação, Salgueiro Maia reorganiza a força, que conta agora com carros de combate pertencentes às unidades até há pouco leais ao governo”.
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“Os revoltosos contêm como podem a multidão e deixam os jornalistas seguir de perto os acontecimentos (Joaquim Benite em primeiro plano; sobre a viatura, José Cardoso Pires, de gravata; Augusto de Carvalho, tomando notas; João Carreira Bom, de camisa branca aberta; e, de mão apoiada na pessoa da frente, José Freire Antunes)”
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Dono da situação, Salgueiro Maia reorganiza a força, que conta agora com carros de combate pertencentes às unidades até há pouco leais ao governo [Regimento de Cavalaria 7]. Os instruendos do 1.º turno de 1974 do curso PM e do CSM da EPC [Escola Prática de Cavalaria] cumpriram a missão inicial: ocupar a Baixa de Lisboa.”

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Forma-se a Junta de Salvação NacionaL
de que fazem parte o capitão-de-fragata António Rosa Coutinho, coronel Carlos Galvão de Melo, general Francisco da Costa Gomes, brigadeiro Jaime Silvério Marques, capitão-de-mar-e-guerra José Pinheiro de Azevedo e o general Manuel Diogo Neto, ausente do Continente – apresenta-se à Nação, através da Rádio Televisão Portuguesa, lendo uma proclamação e tendo o general António de Spínola como Presidente.


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26 de Abril 1974

Libertação dos presos políticos
A vida numa prisão é feita de rotinas. Há uma hora certa para as refeições ou para ir ao pátio. Mas a 25 de Abril de 1974, os presos políticos detidos no forte de Caxias estranharam quando o pão duro e a xícara de café não lhes foi entregue à hora habitual. Ou quando não lhes levaram o jornal de direita ‘Diário da Manhã’. Também estranharam a resposta breve dada pelos guardas quando aqueles que iam ser julgados nesse dia lhes perguntaram pelo transporte até ao tribunal: “A audiência foi adiada.”

E mais: os que estavam nas celas da parte da frente da prisão não viam das suas janelas as habituais filas de trânsito na marginal a caminho de Lisboa. Onde estavam as pessoas? Os presos não o sabiam ainda, mas depois da tomada de poder pelos militares nessa quinta-feira, tinham sido aconselhadas a não sair de casa

À espera que os portões de Caxias se abram para a saída dos presos políticos.
As instalações já sob o controlo dos
militares. No exterior aguardam a saída dos presos políticos algumas personalidades que se podem ver no filme entre outras: Jorge Sampaio, Salgado Zenha, Francisco Sousa Tavares, Miguel Sousa Tavares, Rogério Paulo, José Cardoso Pires, João Bénard da Costa e Francisco Pereira de Moura, Manuel João da Palma Carlos

11h00 – Salgueiro Maia e as forças da EPC ocupam o edifício da Secretariado-Geral da Defesa Nacional, na Cova da Moura, onde a Junta de Salvação Nacional e o MFA passarão a funcionar.

13h00 – Inicia-se a libertação dos presos políticos nas cadeias de Caxias e Peniche.
– Divulga-se o Programa do MFA que havia sido apresentado pelo major Vítor Alves, no Quartel da Pontinha, ao princípio da manhã, depois da 1ª conferência de imprensa da Junta de Salvação Nacional.

Os Filmes da História
Recriação destes momentos



Os Capitães de Abril

– Adelino Matos Coelho

– Adérito Figueira

– Alberto Ferreira

– Almada Contreiras

– Almeida Bruno

– Almiro Canelhas

– Américo Henriques

– Andrade e Silva

– Antero Ribeiro da Silva

– Armando Marques Ramos

– Artur Pita Alves

– Avelar de Sousa

– Banazol

– Bicho Beatriz

– Canto e Castro

– Carlos Beato

– Carlos Camilo

– Carlos Campos Andrade

– Carlos Fabião

– Casanova Ferreira

– Correia de Campos

– Costa Brás

– Costa Correia

– Costa Martins

– Costa Neves

– Delgado da Fonseca

– Dinis de Almeida

– Ernesto Melo Antunes

– Eurico Corvacho

– Falcão de Campos

– Fausto Almeida Pereira

– Ferreira de Sousa

– Fialho da Rosa

– Fisher Lopes Pires

– Franco Charais

– Garcia Correia

– Garcia dos Santos

– Hugo dos Santos

– Jaime Neves

– Joaquim Correia Bernardo

– José Fontão

– José Maria Azevedo

– José Valle de Figueiredo

– Luís Costa Macedo

– Luís Pessoa

– Luís Sá Cunha

– Machado de Oliveira

– Manuel Duran Clemente

– Manuel Monje

– Mariz Fernandes

– Martins e Silva

– Mendes Pereira

– Miquelina Simões

– Moreira de Azevedo

– Mourato Grilo

– Neves Rosa

– Nuno Pinto Soares

– Nuno Santos Ferreira

-Nuno Santa Clara Gomes

– Otelo Saraiva de Carvalho

– Pais de Faria

– Pedro Lauret

– Pezarat Correia

– Pinheiro de Azevedo

– Pinto Soares

– Ponces de Carvalho

– Rodrigo Sousa e Castro

– Rosado da Luz

– Rosário Simões

– Rui da Costa Ferreira

– Salgueiro Maia

– Sanches Osório

– Santos Silva

– Sobral Lopes

– Tavares de Almeida

– Tenente Assunção

– Teófilo Bento

– Vasco Lourenço

– Victor Crespo

– Vítor Carvalho

– Victor Alves

– Vidal Pinho

– Virgílio Varela

– Cap. Faria

– Cap. Gil

– Cap. Novo

– Ten. Carvalhão

Comemorações do 25 de Abril na Margem Sul do Tejo

Clique aqui::::> http://www.cibersul.org/?p=578

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