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Jerónimo critica Câmara de Almada por acabar com almoço do Dia da Mulher

8/3/2019, 16:55

O líder do PCP critica Almada por ter posto fim a uma iniciativa com mais de 30 anos. No mesmo evento, Jerónimo aproveitou para criticar a direita, por alimentar discriminação das mulheres

O secretário-geral do PCP criticou esta sexta-feira o executivo da Câmara de Almada, liderado por Inês de Medeiros (PS), por ter acabado com o almoço comemorativo do Dia da Mulher, uma iniciativa que se realizava há mais de 30 anos.
Este almoço do PCP é, para Jerónimo de Sousa, “uma atitude que contrasta com o PS, que assumiu como uma das primeiras decisões do seu mandato a anulação de uma iniciativa que, desde Abril, a instituição do poder local realizava: o almoço de 8 de março onde se prestava a devida homenagem aos trabalhadores da autarquia e, em particular, às mulheres trabalhadoras”, afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder comunista discursava na Academia Almadense, em Almada, no distrito de Setúbal, onde o PCP organizou um almoço comemorativo do Dia Internacional da Mulher tendo referido que o fim da iniciativa organizada pelo município é um “retrocesso”.

“Este é um exemplo indissociável dos retrocessos registados neste mandato no plano autárquico em que temos usado a expressão ‘Com o PS Almada Perde’. Perdem as mulheres no apoio às suas lutas específicas, num concelho de tão profundas tradições democráticas e progressistas. Perdem os trabalhadores nos seus direitos sindicais, no despedimento de 51 trabalhadores da higiene e limpeza. Perde a população do concelho”, defendeu.

O almoço comemorativo do Dia da Mulher era dinamizado pelos executivos da CDU e foi suspenso no início do mandato de Inês de Medeiros (PS). Para Jerónimo de Sousa, o facto de ter sido uma mulher a ter colocado termo ao evento é um exemplo de que “não é por haver mais mulheres neste ou naquele cargo que se altera a política” e que a questão central é “que política se decide seguir”.

No evento, o secretário-geral do PCP saudou todas as mulheres do concelho, mas em especial as trabalhadoras da câmara municipal, pela luta que travaram na “defesa das 35 horas de trabalho e pela recuperação do subsídio de Natal por inteiro ao fim de seis anos de corte”. Ainda assim, afirmou, o PCP vai continuar a apoiar a luta pela “valorização dos salários e carreiras” e por “uma vida melhor”.

“Reafirmamos o nosso empenho em lutar por uma Almada de progresso, que honre as suas tradições democráticas e de luta, em não admitir recuos na qualidade de serviço público”, frisou.

Jerónimo acusa política de direita de alimentar discriminação das mulheres
O secretário-geral do PCP acusou esta sexta-feira os governos de direita de alimentarem mecanismos de discriminação das mulheres, tanto na vida social, profissional ou política, fomentando “falsas políticas de igualdade”.

“A natureza das opções económicas e sociais de sucessivos governos da política de direita e de integração de Portugal na União Europeia têm invertido o rumo de Abril, já que alimentam e reproduzem mecanismos de dupla exploração, desigualdade e de discriminação das mulheres no trabalho, na família, na vida social e política”, defendeu Jerónimo de Sousa.

Contudo, na visão de Jerónimo de Sousa, na atualidade é preciso continuar a lutar, até porque o PS, PSD e CDS têm vindo a fomentar “falsas políticas de igualdade”, ocultando que o sistema capitalista proclamou “a inferioridade das mulheres na lei e na vida”.

Além disso, referiu que os partidos de direita não têm cumprido as promessas em relação à conciliação da vida profissional com a vida familiar das mulheres, à natalidade, à promoção da igualdade salarial, nem ao combate à violência doméstica.

Por este motivo, o secretário-geral do PCP lembrou que, este ano, se assinala o 45.º aniversário da Revolução de Abril e que só através de uma “nova política de esquerda” será possível lutar pelos direitos das mulheres e dar “um novo rumo ao país”.

“A efetivação dos direitos das mulheres só se concretiza com uma nova política enraizada nos valores e conquistas da Revolução de Abril. O PCP é portador de soluções de futuro ancoradas na política patriótica e de esquerda, cujos eixos centrais permitem combater a exploração, as desigualdades e a violência sobre as mulheres. É dela que emerge uma nova política de igualdade assente no cumprimento dos direitos das mulheres numa sociedade mais justa para todos”, defendeu.

No discurso, o líder comunista apelou também à participação na Manifestação Nacional de Mulheres, promovida pelo Movimento Democrático de Mulheres, que se realiza no sábado, pelas 14h30, entre os Restauradores e a Ribeira das Naus, em Lisboa.

A emancipação é obra da própria mulher, mas não se dividam, juntos é que conseguimos essa emancipação”, frisou

No almoço também esteve presente o cabeça de lista às eleições europeias, João Ferreira, que referiu que a igualdade de género é um assunto que “tem transportado para a intervenção no parlamento europeu”.

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Cidade da Água em Almada à venda por 2 mil milhões de euros


O projeto da Cidade da Água, em Almada, na margem sul do Tejo – ou a nova “pequena Expo”, como já é apelidada – deverá chegar ao mercado no primeiro semestre deste ano por 2 mil milhões de euros. O megaprojeto imobiliário, gerido pela Baía do Tejo, empresa estatal do universo da Parpública, deverá ganhar forma nos próximos 10 ou 15 anos.

Sérgio Saraiva, administrador da Baía do Tejo, contou recentemente ao idealista/news que a venda do território do antigo estaleiro da Lisnave deveria concretizar-se no primeiro trimestre de 2019, confirmando “a manifestação de interesse por parte de diversos investidores nacionais e internacionais”. Segundo a informação agora avançada pelo EuroProperty, o projeto deverá chegar ao mercado muito em breve por 2 mil milhões de euros.

A Cidade da Água vai erguer-se na Margueira, antigos terrenos da Lisnave, e pretende revolucionar a zona ribeirina de Cacilhas. Há um ano, o idealista/news embarcou numa networking trip que levou cerca de 50 profissionais do imobiliário para visitar os terrenos da Lisbon South Bay, um tiro de partida para aquele que viria a ser um ano de de “caça” ao investimento para a requalificação daqueles territórios ribeirinhos.

Da autoria do arquiteto Richard Rogers e Santa-Rita & Associados, o projeto tem como elementos-âncora a Marina (com capacidade para 400 embarcações) e o Terminal Fluvial Intermodal (com capacidade para acolher nove milhões de utilizadores anuais), a par de um conjunto urbano de uso misto residencial, escritórios, comércio e restauração, hotéis, áreas culturais, nomeadamente a criação de um museu e galerias de arte, e náuticas.

Presidente do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino Violência contra a PSP no Bairro da Bela Vista em Setúbal é um «ataque ao estado de direito»

22/01/2019

“Não se presta um bom serviço à democracia, quando se tenta confundir racismo e xenofobia com o cumprimento da ordem pública. As regras existem para serem cumpridas por todos, sem exceção. Não há nenhum individuo ou conjunto de indivíduos que estejam acima da lei, independentemente da sua cor, raça ou religião”, refere Bruno Vitorino.

O deputado e presidente do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, considera que a violência desta madrugada contra a PSP no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, é um “ataque ao estado de direito”.

“O Governo tem que dar um sinal concreto de apoio às forças de segurança, que tão maltratadas têm sido nos últimos anos. Falta de meios, falta de efetivos, instalações degradadas e a falta de autoridade, é a herança de uma governação refém de preconceitos extremistas”, diz o social-democrata.

Apesar de todas estas carências e dificuldades, Bruno Vitorino salienta o “esforço e o trabalho” dos homens e mulheres das forças de segurança na diminuição progressiva da criminalidade, na região, em especial da mais violenta, cujos números eram demasiado elevados e que levavam ao aumento do sentimento de insegurança das populações.

“Não se presta um bom serviço à democracia, quando se tenta confundir racismo e xenofobia com o cumprimento da ordem pública. As regras existem para serem cumpridas por todos, sem exceção. Não há nenhum individuo ou conjunto de indivíduos que estejam acima da lei, independentemente da sua cor, raça ou religião”, acrescenta.

Bruno Vitorino afirma ser “inconcebível que algumas entidades e partidos de extrema-esquerda, aproveitem o espaço mediático para adulterar situações cujos contornos não conhecem, somente a reboque de imagens parciais e que desta forma instiguem à desordem social e à desobediência às forças da autoridade”, criticando desta forma a SOS Racismo e o Bloco de Esquerda.

“Quem defende aqueles que todos os dias arriscam a sua vida para que possamos viver em segurança?”, questiona, manifestando “total solidariedade e apoio a todos os homens e mulheres das forças de segurança”.

O deputado do PSD diz que “felizmente” estes atos de violência não causaram vítimas, contudo “nunca se sabe o que poderá acontecer no futuro, se não forem tomadas as devidas precauções”, conclui.

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Actos de vandalismo mantêm Setúbal sob alerta

Por
Ana Martins Ventura
23/01/2019

Caixotes do lixo incendiados e danos em viaturas voltaram a marcar esta madrugada com actos de vandalismo em Setúbal, Cacém, Massamá, Queluz e Loures. A PSP de Setúbal mantém operacionais em alerta

O Comando Distrital da PSP de Setúbal confirma que, até ao momento, ainda não existem suspeitos identificados para os actos de vandalismo ocorridos na Bela Vista, durante a madrugada passada.

Após o arremesso de cocktails molotov que danificaram a fachada da esquadra da PSP no bairro da Bela Vista e uma viatura, na madrugada de terça-feira, esta noite foram incendiados 8 caixotes do lixo e outra viatura ficou danificada.

Em comunicado, a Direcção Nacional da PSP informa que, “a pronta intervenção conjugada dos polícias e dos bombeiros de várias corporações permitiu controlar todos os focos de incêndio e evitar males maiores”.

No momento, a PSP está a investigar estes casos em articulação com a Polícia Judiciária. Fonte próxima do Comando Distrital de Setúbal, informou O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO que, não está afastada a hipótese destas ocorrências estarem relacionadas com a manifestação realizada frente ao Ministério da Administração Interna, enquanto forma de protesto contra a acção policial no Bairro da Jamaica (Seixal). Em consequência, todos os operacionais estão em alerta.

Ocorrências semelhantes foram ainda registadas em Cacém, Massamá e Queluz, com 13 ecopontos e 1 caixote do lixo incendiados. E no concelho de Loures foram incendiados 3 caixotes do lixo. Também na zona da grande Lisboa não foram identificados suspeitos, até ao momento.

Perante o cenário de violência, perpetrado ao longo das duas últimas noites, a Direcção Nacional da PSP salienta, em comunicado, que “as acções criminosas relatadas constituem crimes de dano qualificado e incêndio que afectam diretamente o bem-estar e qualidade de vida das populações, e passíveis de ser punidos com pena de prisão, pelo que se apela a todos os cidadãos que denunciem imediatamente às autoridades todas as acções idênticas que presenciem ou de que tenham conhecimento, de forma a possibilitar a identificação e detenção dos suspeitos da prática dos crimes”.

Entretanto, em declarações a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, António Loura, Secretário Nacional, da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) afirma, “foi com agrado, enfim, que vi o Ministro da Administração Interna e o Presidente da República abordarem esta questão”.

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Vereador do PSD em Setúbal vai enviar declarações de Mamadou Ba ao Ministério Público

23 jan 2019

O vereador do PSD na Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho, vai enviar as declarações do assessor do BE, Mamadou Ba, sobre a PSP para o Ministério Público, para este avaliar se existe razão para um processo judicial, anunciou hoje o autarca.

“Enquanto assessor da Assembleia da República, penso que o senhor Mamadou Ba não deveria referir-se à PSP nestes termos e que deve ser escrutinado por isso. Decidi enviar as declarações que ele proferiu para o Ministério Público avaliar se existe razão para lhe instaurar um processo judicial”, disse à agência Lusa Nuno Carvalho.

“As declarações de Mamadou Ba, que utiliza a expressão `bosta da bófia´, são extremistas e inaceitáveis. Não há nenhuma comunidade em Portugal que se reveja nestas declarações”, justificou o autarca social-democrata.

O dirigente da SOS Racismo e assessor do BE Mamadou Ba publicou um texto na rede social Facebook em que fala da “violência policial” no bairro da Jamaica, no Seixal, e dos confrontos na segunda-feira em Lisboa, referindo-se à polícia como “a bosta da bófia”.

À Lusa, Nuno Carvalho anunciou ainda que vai propor hoje ao executivo camarário de Setúbal, de maioria CDU, a aprovação de uma moção de apoio à PSP e aos moradores do bairro da Bela Vista.

“Os moradores da Bela Vista também não se revêm nos atos de vandalismo que têm ocorrido nos últimos dois dias”, disse Nuno Carvalho.

Durante a última noite, os bombeiros foram chamados a combater oito focos de incêndio em caixotes do lixo e ecopontos do bairro da Bela Vista.

Hoje de manhã, cerca das 09:30, desconhecidos terão incendiado também o quadro elétrico das instalações do Grupo Desportivo Os Amarelos, perto do bairro da Bela Vista.

Em comunicado divulgado hoje, a PSP lembra que “as ações criminosas relatadas constituem crimes de dano qualificado e incêndio que afetam diretamente o bem-estar e qualidade de vida das populações, e passíveis de ser punidos com pena de prisão”.

Por isso, aquela força de segurança apela às pessoas para que “denunciem imediatamente às autoridades todas as ações idênticas que presenciem ou de que tenham conhecimento, de forma a possibilitar a identificação e detenção dos suspeitos da prática dos crimes”.

Num comunicado anterior, a PSP esclareceu que “nada indicia, até ao momento, que [estes incidentes] estejam associados à manifestação” de protesto contra uma intervenção policial no bairro da Jamaica, no Seixal (distrito de Setúbal), no domingo.

O Ministério Público abriu um inquérito aos incidentes no bairro da Jamaica e a PSP abriu um inquérito para “averiguação interna” sobre a “intervenção policial e todas as circunstâncias que a rodearam”.

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GNR apreende 220 quilos de ameijola em Setúbal

Por
Mário Rui Sobral
22/01/2019

Homem de 40 anos foi apanhado em flagrante a capturar bivalves em reserva natural e fica sujeito a uma multa que pode atingir o valor máximo de 30 mil euros

A GNR apreendeu na madrugada de ontem 220 quilos de ameijola em Setúbal, num valor estimado de cerca de três mil euros, e identificou um homem de 40 anos pela captura ilegal dos bivalves em reserva natural.
“No âmbito da preservação do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, o qual tem uma extensão de 38 Km de costa rochosa, entre a praia da Figueirinha, na saída do estuário do Sado, e a praia da Foz, a norte do Cabo Espichel, a GNR procedeu a uma acção de fiscalização, tendo detectado em flagrante delito um homem, de 40 anos, a capturar ameijola, utilizando para o efeito uma ganchorra rebocada por uma embarcação, sendo este utensílio proibido nesta zona protegida”, explicou a Unidade de Controlo Costeiro da GNR em comunicado.

“Desta acção resultou a elaboração do auto de notícia por contra-ordenação, ficando o visado sujeito a uma coima máxima de 30 mil euros”, revelou a GNR, acrescentando que “os bivalves apreendidos, por ainda se encontrarem vivos, foram devolvido ao habitat natural com vista à preservação da espécie e do respectivo Parque Marinho”.

No mesmo comunicado, os militares explicam ainda que a ganchorra “é uma arte de arrasto de pequena e média dimensão em que a boca é composta por uma estrutura rígida e o saco é de rede ou constituído por uma grelha metálica, que visa a captura de moluscos bivalves”.

A operação foi levada a efeito sub-destacamentos de Controlo Costeiro de Lisboa e Setúbal da GNR.

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Esquadra da PSP de Setúbal atacada com cocktails molotov

Lusa 22/01/2019

Antes, foram incendiados carros em Odivelas e Póvoa de Santo Adrião. Polícia faz quatro detenções.

Foto: Correio da Manhã

A esquadra da PSP no bairro da Bela Vista, em Setúbal, foi atingida na noite desta segunda-feira por ‘cocktails molotov’. Na Póvoa de Santo Adrião e Odivelas, distrito de Lisboa, foram incendiados caixotes do lixo e viaturas, segundo a PSP. A PSP esclarece em comunicado que a “pelas 21h40, foram incendiadas duas viaturas em Odivelas e outras duas na Póvoa de Santo Adrião, com recurso a cocktails molotov”.

“Posteriormente, foram incendiados e destruídos 11 caixotes do lixo e danificadas, nesta sequência, 5 viaturas, na zona circundante ao Bairro da Cidade Nova, também com a utilização de cocktails molotov. No seguimento destes factos, a Polícia de Segurança Pública desenvolveu diligências e investigações que permitiram intercetar quatro suspeitos, tendo sido detido um indivíduo do sexo masculino, de 18 anos de idade, depois de reconhecimento por testemunhas como um dos autores do lançamento dos engenhos incendiários”. Esquadra da Bela Vista atacada de madrugada Segundo o mesmo comunicado da PSP, pelas 03h15 desta terça-feira, na Bela Vista, Setúbal, “foram lançados 3 cocktails molotov contra a esquadra da PSP. Não houve registo de feridos mas observaram-se danos na esquadra e numa viatura civil. Não foram ainda identificados os suspeitos desta ação criminosa”

Os casos da última noite surge depois de episódio violentos que tiveram lugar no Bairro do Jamaica, em Seixal e em Lisboa. No domingo, moradores do bairro do Jamaica agrediram polícias, que os populares acusam de ter feito uma carga violenta, se qualquer justificação. Esta segunda-feira, residentes do Jamaica fizeram protesto na Baixa de Lisboa e houve conforntos, com a polícia a disparar tiros de balas de borracha para conter

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XXXI Corta Mato escolar de Almada (Fotos)

22 de Janeiro 2019
Parque da Paz – Almada

Jovem detido por atacar PSP à pedrada no Bairro do Jamaica

Vídeo mostra violência no Seixal. Polícia adianta que foi chamada ao local por haver “uma desordem”.

vídeo de::::> Eurica Baixinha Boa Morte

Uma intervenção da PSP no bairro do Jamaica, no Seixal, na manhã deste domingo, obrigou ao uso da força por parte das autoridades. De acordo com moradores na zona, que filmaram a situação, três pessoas da mesma família foram agredidas à bastonada durante essa intervenção, no final de uma festa, que terminou já de manhã. A PSP adianta que foi chamada ao local por haver “uma desordem” que envolvia indivíduos do sexo feminino e ao chegar “os elementos policiais foram recebidos à pedrada”. Um agente da PSP foi atingido na boca e necessitou de tratamento hospitalar. “Um agente ficou ferido e em sequência houve uma intervenção na qual foi usada a força necessária para parar o ataque”. O jovem que arremessou a pedra, de 31 anos, foi detido. Fonte oficial da PSP adianta ainda que “o vídeo posto a circular na Internet apenas mostra parte do que aconteceu”. “Não filmaram os momentos anteriores à intervenção policial, que demonstram a forma como os elementos policiais foram recebidos e atacados”, acrescenta-se. “A PSP exerceu a sua autoridade e agiu em legítima defesa para manter a detenção e defender-se dos ataques violentos”, adiantou.

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“Foi anunciado há pouco tempo o realojamento das pessoas que aqui vivem, melhor dizendo sobrevivem sem nenhumas condições. A julgar por estas imagens, ainda muito falta para que isso seja uma realidade. Não compreendo e muito menos aprovo este tipo de intervenção por parte das autoridades policiais e duvido que uma parte dessas autoridades também concordem. O homem vestido de azul que é agredido logo no início é inexplicável. A partir daí é tudo muito mau.”
Luís Filipe

Carlos Guedes abandona o BE de Almada

Almada, 19 de Janeiro 2019

“Sou, a partir de hoje, deputado independente na Assembleia Municipal de Almada e desvinculo-me do Bloco de Esquerda.”


” Depois de, nas eleições de Outubro de 2017, ter aceitado encabeçar aquela que viria a ser a lista do Bloco de Esquerda que alcançou o melhor resultado de sempre, em Almada, com 7.330 votos, correspondentes a 11,03%, vi ser-me retirada a confiança política por um Plenário de Aderentes de Almada do Bloco de Esquerda, realizado em Dezembro de 2018. Um Plenário que foi irregularmente convocado e que não tinha na sua Ordem de Trabalhos qualquer ponto referente à discussão deste assunto. Um Plenário em que 20 pessoas decidiram, de braço no ar, por esta solução.

É importante que se perceba que este Plenário foi o culminar de uma sucessão de situações irregulares, algumas mesmo ilegais, que começaram quando a actual Vereadora do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Almada, Joana Mortágua, decidiu, sozinha e sem qualquer decisão da Comissão Coordenadora Concelhia de Almada do Bloco de Esquerda que o sustentasse, votar contra as Opções do Plano e Orçamento para 2019 da Câmara Municipal e Almada.

De então para cá apresentei, em vários momentos, recursos e pedidos de tomada de posição quer à Comissão de Direitos, quer à Comissão Política do Bloco de Esquerda. Ambos os órgãos escusaram-se, sempre, a tomar qualquer posição. Quer quanto às questões formais de desrespeito pelas regras democráticas e pelos Estatutos do partido, quer quanto às questões políticas que lhe estão subjacentes.

Não tenho qualquer problema em relação ao Bloco de Esquerda. Há dez anos que decidi entrar. Decido, agora e face à situação que foi criada, sair pois percebo que a sucessão de disparates e de irregularidades não iria terminar por aqui e os órgãos internos, recentemente eleitos, já demonstraram uma completa incapacidade para intervir nesta situação.

O Bloco de Esquerda, em Almada e, por que não dizê-lo, em todo o distrito de Setúbal, está refém dum projecto unipessoal, dirigido e controlado por uma pessoa que, para além de lidar mal com quem não está disposto a servir os seus propósitos, lida ainda pior com quem a afronta ou ousa discordar das suas posições. Para além deste projecto individual, não existe, em Almada, uma linha política clara. De nada serve engrossar a voz em tempos de campanha eleitoral para, nos quatro anos em que dura o mandato, se verificar uma total desorientação no trabalho feito e uma subjugação a interesses que nada têm a ver com o Programa pelo qual nos candidatámos e que devemos, acima de tudo, defender. Há uma clara subserviência do Bloco de Esquerda às posições do PCP. Subserviência que uma ou outra posições não desmentem nem, tão pouco, mascaram. As recentes votações nos Orçamentos das Juntas de Freguesia que, no concelho de Almada, são governadas pela CDU, bem como a abstenção nas Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal do Seixal são, disso mesmo, uma clara evidência.

O Bloco de Esquerda cresceu muito nas últimas eleições autárquicas em Almada. Aumentou o número de eleitos nos órgãos. Elegeu, pela segunda vez, uma vereadora. Elegeu um grupo municipal que, pela primeira vez, contava com quatro elementos. Elegeu, pela primeira vez, representantes em todas as Assembleias de Freguesia do concelho. Mas esse crescimento não foi acompanhado por um crescimento orgânico. Há, mesmo, uma estagnação que só se explica pela incapacidade de integrar novos militantes. O núcleo activo do Bloco de Esquerda, em Almada, está reduzido a duas cliques que se digladiam entre si mas que, no essencial, agem da mesma forma. Um núcleo cada vez mais reduzido e, cada vez mais, formado apenas por quem segue a cartilha imposta pela Joana Mortágua.

Pessoalmente, poderia optar por não me desvincular, imediatamente do Bloco de Esquerda. À luz do que aqui já expus, da incapacidade dos órgãos internos, que deviam assegurar os direitos de quem decide aderir ao Bloco de Esquerda, permanecer seria um erro que seria, uma vez mais, aproveitado por quem está mais interessado em tratar da sua vida do que na defesa daqueles e daquelas que, com o seu voto, nos fizeram ser eleitos.

Não renuncio ao mandato de deputado na Assembleia Municipal de Almada. O meu mandato será cumprido, respeitando o Programa Eleitoral que serviu de base à candidatura que aceitei encabeçar. Não reconheço qualquer legitimidade às posições assumidas por um reduzidíssimo número de aderentes, mais ainda quando estas posições estão feridas de legalidade democrática e eu nada fiz que as justificasse.

Esta é uma decisão ponderada e muito difícil, mas perante a incapacidade demonstrada pela Comissão de Direitos e pela Comissão Política do Bloco de Esquerda para, sequer, se pronunciarem sobre as ilegalidades cometidas ao longo dos últimos dois meses, é a única solução possível.

Foram dez anos de militância activa e muito empenhada. Ficam as amizades, as memórias e um enorme orgulho por ter feito parte de muitos momentos marcantes. A vida continuará. As lutas também.

Nota final: no decurso destes dois meses, e até hoje, nunca, em momento algum, foi dada uma explicação aos aderentes do Bloco de Esquerda em Almada. Nem aos eleitores.”

Carlos Guedes

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