José Martins Vieira – Presidente da Câmara Municipal de Almada

José Martins Vieira foi o primeiro Presidente eleito para a Autarquia almadense, acumulando mandatos desde 1977 até 1988.

Antes de se dedicar à carreira autárquica, José Vieira foi um desportista exemplar ao serviço do Clube Desportivo da Cova da Piedade, onde foi capitão de equipa de futebol 11, sagrando-se campeão nacional da terceira divisão em 1971.

Durante a sua presidência na Câmara de Almada iniciou-se o processo de infraestruturação básica através do planeamento urbanístico do concelho, apostou-se na arborização da cidade e na criação do Viveiro Municipal, traçou-se o Plano Interconcelhio do Ordenamento de Circulação Viária e atingiu-se uma cobertura a 100% da recolha e do tratamento final do lixo.
Finte :::> CMAlmada

Discurso de Vasco Gonçalves em Almada 1975

No dia 18 de agosto de 1975, o primeiro-ministro, Vasco Gonçalves, discursou na escola D. António da Costa, em Almada.

Transmitido em direto pela Rádio Televisão Portuguesa (RTP), este discurso também foi uma resposta às críticas que vinham sendo efetuadas ao V Governo Provisório, chefiado pelo próprio Vasco Gonçalves. Além disso, o discurso serviu como catalisador de uma rotura no interior do triunvirato entre Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Gonçalves, rotura que conheceu novos desenvolvimentos numa carta escrita por Otelo ao primeiro-ministro dois dias depois, iniciada da seguinte forma: “Agora, companheiro, separamo-nos”.

Arquivo RTP

A «Outra Banda», apoiou o derrube do fascismo

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Sexta-Feira, 26 de Abril de 1974 – 2.ª Edição

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A «Outra Banda», apoiou o derrube do fascismo

«Vivemos momentos de grande importância política no país! O regime fascista que há cerca de 48 anos nos oprimia, chegou ao fim derrubado pelo corajoso Movimento das Forças Armadas!»- assim começa o comunicado que o Movimento Democrático do Distrito de Setúbal, com sede no Barreiro, distribuiu ontem à população da «Outra Banda». O comunicado prossegue: «O Movimento Democrático do Distrito de Setúbal não pode deixar de manifestar a sua adesão ao derrube do regime contra o qual tem vindo a lutar desde sempre, e que se caracterizava por defesa intransigente dos interesses dos monopólios com o consequente agravamento das condições de vida do Povo Português, traduzido pelo aumento galopante dos preços e pelo congelamento dos salários; manutenção de uma guerra contra os povos das colónias, onde milhares de jovens deixaram a sua vida e para cuja continuação a nação é obrigada a despender perto de 50% das receitas do Estado em único e exclusivo interesse dos monopólios nacionais e estrangeiros; impedimento das mais elementares liberdades políticas e sindicais que se traduziram ao longo destes 48 anos em prisões, torturas e assassinatos de milhões de portugueses empenhados na luta pelas liberdades democráticas; e servil submissão ao imperialismo estrangeiro, explorador das riquezas da Nação».

O Comunicado, destacando os objectivos do Movimento das Forças Armadas, solidarizando-se com eles, termina pedindo à população que se mantenha atenta ao desenrolar dos acontecimentos e que reforce a organização do Movimento Democrático.

No Barreiro

No Barreiro cerca de uma centena de democratas assinou um telegrama de felicitações que enviou ontem à Junta de Salvação Nacional, cujo texto transcrevemos na íntegra:

«Noventa e sete democratas do Barreiro reunidos data histórica 25 Abril 1974 manifestando seu contentamento pelo derrube do regime que durante 48 anos nos oprimiu reclamam da Junta de Salvação Nacional sejam decretadas as seguintes medidas imediatas: 1. Libertação de todos os presos políticos e regresso exilados; 2. Fim da guerra colonial com o reconhecimento dos Movimento de Libertação e do Governo da Guiné-Bissau e regresso soldados; 3. Restabelecimento de todas as liberdades democráticas; 4. Extinção da DGS». Seguem-se as assinaturas dos democratas.

Situação perfeitamente normalizada

Em comunicado difundido às 7.30 horas de hoje o comando do Movimento das Forças Armadas informava: «estando perfeitamente normalizada a situação, a população pode retomar as suas actividades».

25 de Abril em Almada

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A «Outra Banda», apoiou o derrube do fascismo

«Vivemos momentos de grande importância política no país! O regime fascista que há cerca de 48 anos nos oprimia, chegou ao fim derrubado pelo corajoso Movimento das Forças Armadas!»- assim começa o comunicado que o Movimento Democrático do Distrito de Setúbal, com sede no Barreiro, distribuiu ontem à população da «Outra Banda». O comunicado prossegue: «O Movimento Democrático do Distrito de Setúbal não pode deixar de manifestar a sua adesão ao derrube do regime contra o qual tem vindo a lutar desde sempre, e que se caracterizava por defesa intransigente dos interesses dos monopólios com o consequente agravamento das condições de vida do Povo Português, traduzido pelo aumento galopante dos preços e pelo congelamento dos salários; manutenção de uma guerra contra os povos das colónias, onde milhares de jovens deixaram a sua vida e para cuja continuação a nação é obrigada a despender perto de 50% das receitas do Estado em único e exclusivo interesse dos monopólios nacionais e estrangeiros; impedimento das mais elementares liberdades políticas e sindicais que se traduziram ao longo destes 48 anos em prisões, torturas e assassinatos de milhões de portugueses empenhados na luta pelas liberdades democráticas; e servil submissão ao imperialismo estrangeiro, explorador das riquezas da Nação».

O Comunicado, destacando os objectivos do Movimento das Forças Armadas, solidarizando-se com eles, termina pedindo à população que se mantenha atenta ao desenrolar dos acontecimentos e que reforce a organização do Movimento Democrático.

No Barreiro

No Barreiro cerca de uma centena de democratas assinou um telegrama de felicitações que enviou ontem à Junta de Salvação Nacional, cujo texto transcrevemos na íntegra:

«Noventa e sete democratas do Barreiro reunidos data histórica 25 Abril 1974 manifestando seu contentamento pelo derrube do regime que durante 48 anos nos oprimiu reclamam da Junta de Salvação Nacional sejam decretadas as seguintes medidas imediatas: 1. Libertação de todos os presos políticos e regresso exilados; 2. Fim da guerra colonial com o reconhecimento dos Movimento de Libertação e do Governo da Guiné-Bissau e regresso soldados; 3. Restabelecimento de todas as liberdades democráticas; 4. Extinção da DGS». Seguem-se as assinaturas dos democratas.

Situação perfeitamente normalizada

Em comunicado difundido às 7.30 horas de hoje o comando do Movimento das Forças Armadas informava: «estando perfeitamente normalizada a situação, a população pode retomar as suas actividades».

Velho estandarte desfila em Almada
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Empunhando dísticos, demonstrativos da incondicional adesão dos manifestantes ao golpe de Estado que derrubou o regime com quase cinquenta anos de existência, milhares de pessoas vibraram de incontida emoção, gritando frases de fé e esperança nos destinos da Pátria.
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À medida que a marcha prosseguia, por entre alas de populares que correspondiam com igual entusiasmo à vibração dos manifestantes, mais pessoas se juntavam ao cortejo, de forma que, ao atingir-se a Praça da Renovação centro cívico da cidade, era um autêntico mar de gente que se deslocava num entusiasmo indescritível. Naquela praça, a população, ali reunida, que se contava, também, por milhares, tomou as varandas de um imóvel de 14 andares, em construção, e dali vitoriou, desfraldando e fazendo drapejar enormes bandeiras nacionais.
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À frente do cortejo, cuja ordem era mantida por elementos das Forças Armadas, seguia uma das figuras mais populares do concelho, o velho republicano José Alaiz que segurava, juntamente ,com Augusto Ramos um velho estandarte do Centro Escolar Republicano, da Rua Capitão Leitão, instituição dissolvida, após a chegada ao Poder do regime nascido do Movimento de 28 de Maio, velha bandeira que, tendo sido guardada na altura pelo republicano Firmino da Silva foi por este entregue a Augusto Ramos. Depois da morte de Firmino da Silva uma sua filha quis que o estandarte continuasse na posse de Augusto Ramos para que um dia, se ele chegasse alguma vez, voltasse a ser desfraldado. Aconteceu isso agora, e a velha insígnia da crença num ideal, percorreu as ruas do aglomerado almadense à frente dos homens, que nunca deixaram de acreditar na pureza e validade dos valores que representava.
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O cortejo dissolveu-se, perto das 20 horas, na Cova da Piedade, tendo a manifestação decorrido dentro do mais profundo civismo.

Almada
1 de Maio 1974

Fotos Vitor Soeiro

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Filme Gabriel Quaresma
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Veja as Fotos e os Vídeos das Comemorações do 25 de Abril em Almada nos últimos 40 anos.

Clique aqui:::> http://www.cibersul.org/?p=578

Almada 25 de Abril 2002 – >Notícias
http://213.228.151.16/2002/abril/ABRILA.HTM

Almada- 25 der Abril 2003 – Notícias
http://213.228.151.16/2003/abril/index.htm

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Almada 1974 – comemorações do 25 de Abril

Fotos Vitor Soeiro / Filme Gabriel Quaresma


Almada 28 de Março 1974 – Tomada de posse do Presidente da Câmara

Almada Março de 1974

almadamarco74

Tomada de posse do Dr. Manuel Rosado Caldeira Pais em 28 de Março de 1974 como Presidente da Câmara Municipal de Almada.

Foi o último Presidente da Câmara de Almada antes do 25 de Abril de 74. Figura muito conhecida e prestigiada no concelho, era Professor do Ensino Secundário na Escola Emídio Navarro e no Externato Frei Luís de Sousa.

Almada tinha no Dr. Caldeira Pais um Presidente de Câmara que se interessava pelo concelho, embora não fosse natural de aqui.

Como professor granjeou a consideração e amizade de alunos. Para quem o conhecia era um valor muito alto para o concelho tê-lo à frente do executivo municipal. Como pessoa e cidadão de sólida formação humanista, era admirado e considerado pelos almadenses e por isso mesmo muito havia a esperar da sua liderança na Câmara.

Tinha sido vice-presidente da Câmara de Almada quando o Dr. Silveira Júnior foi Presidente.

O Dr. Caldeira Pais, bem como seu antecessor eram pessoas que os almadenses viam com frequência no espaço público.

Passeavam com frequentemente pelas ruas e avenidas de Almada. Frequentavam os cafés de Almada. Não se refutavam ao encontro com os munícipes na rua. Sabiam ouvir e queriam aperceber-se dos problemas que os munícipes sentiam, situação que contrasta com a arrogância e desprezo que os actuais autarcas comunistas e outros que se dizem democratas e que dizem trabalhar para o povo, hoje não assumem, nem são capazes.

Os actuais “democratas” e comunistas mascarados de democratas, têm medo de se encontrar na rua, a sós, com os munícipes.

Almada viu-se privada de pessoas de bem à frente da Câmara Municipal, para mergulhar numa experiência democrática (de que se esperava melhor) liderada por oportunistas, que colocaram à frente dos legítimos interesses de Almada e dos munícipes, interesses pessoais, opções e ideologias políticas que as pessoas legitimamente rejeitaram há alguns anos, em muitas zonas do planeta, por conduzirem à aniquilação e aviltamento dos seres humano e à subjugação do exercício da cidadania a interesses nebulosos mascarados de democracia .

O Dr. Caldeira Pais deixou a Câmara Municipal mas continuou em Almada onde reside.

Veja mais em :::> AlmaDalmada

Arquivo antigo Fotos 1974 a 2012

Almada passa de Vila a cidade em 1973

A 21 de Junho de 1973, devido ao desenvolvimento das infraestruturas e à evolução urbanística, Almada passa de vila a cidade – pelo Dec. Lei nº308/73 de 16 de Junho


Graças à história da terra, ao desenvolvimento demográfico e urbanístico, às vias de comunicação, à distribuição domiciliária de água e energia eléctrica, à rede de saneamento, ao forte incremento industrial e comercial, ao notável movimento de associativismo e diversos serviços de natureza social, educacional e cultural – Almada passou de vila a cidade em 21 de Junho de 1973 por Dec. Lei nº 308/73 de 16 Junho.

Contudo, o referido decreto-lei não definiu com precisão as áreas ou os limites do território da nova cidade, ao contrário do que foi reivindicado pelo Dr. Serafim de Jesus da Silveira Júnior, Presidente da Câmara Municipal de Almada à data. Na verdade, o mencionado decreto-lei não parecia fazer qualquer menção à área da freguesia da Cova da Piedade nem aos lugares de Cacilhas e Pragal.
Apesar desta indefinição administrativa, a autarquia tem considerado, desde a década de oitenta, o espaço da cidade como a totalidade da antiga vila ligada à malha urbana formada pela Cova da Piedade e pelas recentes freguesias de Cacilhas, Pragal, Laranjeiro e Feijó.
A presença de Almada nos grandes momentos históricos da história de Portugal é uma constante, donde se destacam os inúmeros cidadãos, factos e instituições que contribuíram para a história e o desenvolvimento desta povoação desses tempos imemoriais.

Acampamento da Juventude – SFUAPiedense 1970

Actividades da Secção de Campismo da SFUAPiedense na decada de 70 Sec. XX



Almada anos 70 do sec: XX

Em 1973 Almada passa de vila a cidade


Clube Lisnave, Almada passa a Cidade, DR: Manuel Caldeira Toma posse na Câmara de Almada, 25 de Abril, 1º Maio em Almada, a outra banda, Transtejo, Vasco Gonçalves em Almada, José Martins Vieira Presidente CM Almada, Companhia de Teatro de Almada, farol de cacilhas, UHF e Xutos e Pontapés.

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