Aeroporto divide autarcas do Montijo e da Moita

10/01/2019

Montijo fala em aumento do turismo fluvial. Moita anuncia poluição sonora

Foto: Dinheiro Vivo


Um dia depois de o Governo ter assinado o protocolo com a ANA para a construção do novo aeroporto, o primeiro-ministro garantiu que este só será construído se o estudo ambiental assim permitir. A entrada em funcionamento do novo aeroporto no Montijo, prevista para 2022, vai permitir praticamente duplicar o número de passageiros atuais, ou seja, cerca de 50 milhões por ano. Mas a transformação da Base Aérea nº 6 não vai só aumentar o número de aviões: vai também fazer disparar o emprego na região de Setúbal, com a criação de 10 mil postos de trabalho. O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, disse que o novo aeroporto vai provocar um aumento de turismo fluvial no estuário do Tejo. Contra a opção do Governo está o presidente da Câmara da Moita, um município que deverá ser bastante afetado pela eventual instalação do aeroporto.

“O novo aeroporto vai proporcionar o aumento do turismo fluvial no estuário do Tejo, que hoje tem poucos ou nenhuns barcos. Será um ponto essencial de ligação turística a esta região”, afirmou o autarca no Montijo, na cerimónia de assinatura do acordo de financiamento de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa.
Num vídeo exibido após o discurso de Nuno Canta, podia ver-se que a ligação fluvial entre o Cais do Seixalinho, no Montijo, e Lisboa terá uma deslocação de cerca de 25 minutos, enquanto por rodovia demora à volta de 30 minutos.
Para o autarca do Montijo, este é um “dia histórico” para a cidade, para Lisboa e Portugal, por marcar “o início de um novo ciclo de investimento, desenvolvimento e criação de emprego para as pessoas”.
“É o resultado da vontade firme do Governo, das Forças Armadas, municípios e principalmente da ANA – Aeroportos de Portugal”, afirmou.
Nuno Canta espera ainda que acordo assinado esta semana seja “a forma de concretizar o novo aeroporto do Montijo”.
O acordo de financiamento do novo aeroporto e de alterações na actual infraestrutura Humberto Delgado, em Lisboa, foi assinado esta terça-feira entre a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado, na base aérea da Força Aérea do Montijo, que em 2022 deverá estar pronta para o uso civil.
Marcaram presença o primeiro-ministro, António Costa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

Moita não quer aeroporto no Montijo
Contra a opção do Governo está o presidente da Câmara da Moita, um município que deverá ser bastante afetado pela eventual instalação do aeroporto no Montijo. Rui Garcia critica a escolha do Governo e afirma estar “solidário com `Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não”.
“Temos a convicção de que estamos do lado certo e de que ainda é possível reverter esta decisão do Governo, que foi tomada antes de se realizarem os estudos necessários. É difícil compreender porque é que o Governo tem esta fixação nesta solução, quando, cremos, cada vez fica mais claro que se trata de uma solução que não dá uma resposta adequada aos problemas do país, à necessidade de expansão da atividade aeroportuária e que tem impactos graves sobre importantes grupos populacionais e impactos ambientais significativos”, disse Rui Garcia, que também integra a plataforma cívica contra o futuro aeroporto do Montijo.
“O concelho da Moita tem o seu principal núcleo populacional debaixo do cone de aterragem do futuro aeroporto, caso venha a ser instalado na Base Aérea do Montijo. Estimamos que sejam pelo menos 30 mil pessoas naquela zona mais afetada, sendo que os concelhos do Barreiro, do Montijo e de Alcochete também deverão ser afetados, embora de forma menos intensa”, acrescentou Rui Garcia.
Para o presidente da Câmara da Moita, “não é compreensível a opção do Governo de querer instalar um aeroporto civil na Base Aérea do Montijo”, que está “junto ao estuário do Tejo, rodeada de populações, vilas e cidades consolidadas”.
O grupo cívico Aeroporto BA6-Montijo Não! entregou ao Governo um documento a defender a opção do campo de tiro de Alcochete.

Aeroporto “não se fará se estudo ambiental não o permitir
“Quanto ao Montijo, ainda não estão concluídos os estudos ambientais exigidos, pelo que não há ainda uma data prevista para o início das obras. Mas, na prática, se não se registarem impedimentos legais, o novo aeroporto deverá estar concluído dentro de três anos, prevendo-se que venha a acolher sete milhões de passageiros no primeiro ano.
Conjugadas, as duas infraestruturas vão permitir quase duplicar a capacidade de movimentação de aeronaves, de 38 para 72 movimentos por hora.
O primeiro-ministro, António Costa, garantiu esta quarta-feira que o novo aeroporto previsto para o Montijo “não se fará se o estudo de impacto ambiental não o permitir fazer”.
“A questão do aeroporto… não se fará se o estudo de impacto ambiental não o permitir fazer”, afirmou o chefe do executivo, em declarações aos jornalistas durante uma viagem de metro em Lisboa, um dia após a assinatura do acordo entre o Estado e a ANA – Aeroportos de Portugal, prevendo um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028.
“O estudo (de impacto ambiental sobre o novo aeroporto no Montijo) pode dizer várias coisas. Pode dizer que sim, sob certas condições, e a ANA assegura desde já o compromisso de fazer a obra de acordo com as condições que vierem a ser definidas. Pode dizer sim sem qualquer restrição ou pode dizer não. Não é provável que o diga relativamente a uma infraestrutura que já hoje é um aeroporto (base da Força Aérea)”, argumentou.
O primeiro-ministro referiu que a eventual avaliação ambiental negativa da obra é um “enorme problema para a região de Lisboa” porque o “plano B” – construção de um “aeroporto de raiz e único” em Alcochete -, defendida pelo chefe de Governo “há 10 anos atrás”, demoraria “10 a 15 anos” a ser levada a cabo em vez dos três anos previstos para a “solução Portela+1”, ou seja, a nova estrutura no Montijo, “que resolverá o problema para muitas décadas”.

Agência de Notícias
Leia outras notícias do dia em
www.adn-agenciadenoticias.com

ANA Aeroportos de Portugal

No dia 8 de janeiro de 2019 foi assinado o acordo de financiamento da expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa. O evento teve lugar na Base Aérea nº 6 do Montijo, a localização proposta para o desenvolvimento de um aeroporto que funcionará de forma integrada com o Aeroporto Humberto Delgado. Lisboa passará a beneficiar de um modelo dual que combina a operação de hub do Aeroporto de lisboa com uma operação ponto a ponto no Aeroporto no Montijo. On January 8, 2019, an agreement was signed for financing the expansion of Lisbon’s airport capacity. The event was held at Montijo Air Base number 6, the proposed location for the development of an airport that will offer an integrated solution with Humberto Delgado Airport. Lisbon will benefit from a dual model that combines the current hub operation in Lisbon airport with a point-to-point operation at the Airport in Montijo.

www.ana.pt

Na Margem: uma história do rock no Museu da Cidade

A partir de 12 de janeiro, 21h, no Museu da Cidade

Deixamos-lhe uma pequena pista do que vai poder ver nesta exposição

Neste vídeo (por ordem de imagens):

– Hugo Gomes «Osga»
– Zé Nabo
– António Manuel Riberio
– Carlão
– Carlos Santiago «Kronos»
– Zubi Fernandes
– Tim
– João Miguel Fonseca
– Miguel Paulitos

veja mais em :::> CM Almada

Cantou-se as Janeiras na Sobreda

“Cantar as Janeiras 2019, Solar dos Zagallos. Tradição que, esta, continua.
Com a participação de dezenas de dezenas de grupos, a quem saudamos.
E a organização de uma excelente e experiente equipa municipal, que aplaudimos.
Bom Ano para todos.”
#CantarasJaneiras #SolardosZagallos

António Matos

Vídeo e fotos de António Matos

João Couvaneiro


“Em Almada temos tudo!
Noite no Solar dos Zagallos a ouvir mais de 30 grupos a cantar as Janeiras.”


Fotos e vídeo de : João Couvaneiro

Setúbal – Bloco de Esquerda considera acordo entre o Governo e a ANA Ação de pressão inaceitável visando validação da opção aeroporto do Montijo.

05/01/2019

. Qualquer decisão de localização de um novo aeroporto civil obriga a uma Avaliação Ambiental Estratégica

O Bloco de Esquerda não pode deixar de manifestar a sua perplexidade pela anunciada decisão por parte do Governo de assinar um acordo que deverá detalhar diversas questões financeiras que suportam a construção de um novo aeroporto no Montijo, dando todos os indícios de uma decisão fechada e irreversível, de uma solução alinhada com a política do facto consumado e da “irreversibilidade”

Assinatura do acordo entre o Governo e a ANA — Aeroportos de Portugal, com vista à construção do novo aeroporto no Montijo.

Foi anunciado o agendamento da assinatura do acordo entre o Governo e a ANA — Aeroportos de Portugal, com vista à construção do novo aeroporto no Montijo, para a próxima terça-feira, dia 8 de janeiro.
O Bloco de Esquerda não pode deixar de manifestar a sua perplexidade pela anunciada decisão por parte do Governo de assinar um acordo que deverá detalhar diversas questões financeiras que suportam a construção de um novo aeroporto no Montijo, dando todos os indícios de uma decisão fechada e irreversível, de uma solução alinhada com a política do facto consumado e da “irreversibilidade”

Qualquer decisão de localização de um novo aeroporto civil obriga a uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE). E, mesmo que tal AAE possa ser discutível, pelo menos sem que, pelo menos, o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) esteja concluído, nada justifica que o Governo se precipite na tomada de uma decisão cujo alcance se reveste de uma tão grande relevância estratégica.
Recorde-se, a propósito, que o primeiro Estudo de Impacto Ambiental, elaborado pela ANA/VINCI sobre esta matéria foi rejeitado em julho do ano passado pela própria Agencia Portuguesa do Ambiente (APA).

Face ao exposto o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda requereu, com caráter de urgência, a audição dos responsáveis políticos do governo diretamente envolvidos nesta decisão – Ministro do Ambiente e da Transição Energética e Ministro do Planeamento e das Infraestruturas – e ainda algumas associações ambientalistas que se têm pronunciado sobre a hipotética construção do Aeroporto do Montijo, nomeadamente a Zero e a Quercus.

A tomada de uma decisão por parte do governo, cujo alcance se reveste de uma tão grande relevância estratégica, não pode, no entender do BE, ser uma solução alinhada com a política do facto consumado e da “irreversibilidade”, que na sequência de algumas declarações por parte do próprio primeiro-ministro, relevam ao mesmo tempo, uma ação de pressão inaceitável sobre a APA, visando a validação da opção pelo aeroporto do Montijo.
A população do distrito de Setúbal, merece mais respeito.

A Coordenadora Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda


Veja mais em ::::> ROSTOS

Montijo: Jerónimo diz que Governo quer “apeadeiro” e “aeroportozinho”

05-01-2019 – Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o Governo de pretender “um apeadeiro” e um “aeroportozinho” no Montijo para “beneficiar um grande grupo económico”, considerando que, “nesta pressa” e “correria, até as questões ambientais vão”.

“Aquilo não vai ser um aeroporto, vai ser um apeadeiro para beneficiar um grande grupo económico, a Vinci francesa, em que fazem um aeroportozinho”, quando o que o país precisa é de “um aeroporto maior, numa perspetiva de desenvolvimento económico”, afirmou Jerónimo de Sousa.

No seu discurso num almoço convívio em Vidigueira (Beja) com militantes e apoiantes do PCP, o secretário-geral comunista criticou o Governo por ter privatizado a ANA — Aeroportos de Portugal: “Entregaram durante 50 anos a concessão a essa multinacional”, a Vinci, que ficou dona “dessa gestão de todos os aeroportos do país” e “fazem um aeroportozinho ali no Montijo”.

Segundo Jerónimo de Sousa, “agora, vem o Governo dizer, bom, não estudámos bem os impactos ambientais” e, apesar de “o problema” até não ser “esse, naturalmente, nesta pressa, nesta correria, até as questões ambientais vão”.

“O problema de fundo” é que “daqui a alguns anos, e oxalá estejamos cá, vamos descobrir que, afinal, aquele aeroporto não serve o país como infraestrutura fundamental”, argumentou.

O que o país precisa, insistiu Jerónimo de Sousa, é de “um grande aeroporto e não de um pequeno apeadeiro, como Governo pretende fazer para beneficiar a multinacional francesa”.

O Estado português e a ANA – Aeroportos de Portugal vão assinar, na terça-feira, um acordo sobre o modelo de financiamento para a construção do novo aeroporto no Montijo e o reforço da capacidade do atual aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, revelou fonte da gestora de aeroportos.

O presidente da Câmara do Montijo já disse, na quinta-feira, que o estudo de impacto ambiental sobre a construção do novo aeroporto será entregue no primeiro trimestre de 2019, não estando em condições de ser divulgado na terça-feira, dia da assinatura deste acordo.

Na sexta-feira, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.

“Está absolutamente fora de questão que alguém esteja a pensar fazer um aeroporto sem cumprir todas as medidas de declaração de impacto ambiental. Mas, como imaginam, não se poderia realizar um aeroporto sem definir que aeroporto se ia fazer e como é que ele ia ser pago”, afirmou Pedro Marques aos jornalistas, em Mangualde.

A cerimónia decorrerá às 15:00, na base da Força Aérea no Montijo, com a presença do primeiro-ministro, António Costa, do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, do ‘chairman’ (presidente do Conselho de Administração) e presidente executivo (CEO) da Vinci, Xavier Huillard, e do presidente da Vinci Airports, Nicolas Notebaert.

RRL (JF/AMF) // CSJ

Lusa/Fim

Veja mais em ::::> POLÍTICA AO MINUTO

PCP faz contra-ataque a PS de Almada

5 DE jANEIRO 2019

Campanha contra “geringonça” de direita. Comunistas não perdoam perda de um dos seus bastiões e dizem que Inês de Medeiros “não está preparada”

Foto : José Fernandes

In Expresso – Rosa Pedroso Limada

Os cartazes estão nas ruas de Almada e deixam clara a mensagem que a CDU quer passar:
“Um ano de retrocesso. Com o PS o concelho de Almada perde!”.
Joaquim Judas, o ex-presidente da Câmara de uma das históricas autarquias que o PCP perdeu nas últimas eleições para as mãos dos socialistas, não poupa na sua sucessora.
Inês de Medeiros “não está preparada” e, pior ainda, depois de um ano à frente dos destinos da autarquia “não tem condições para compreender o que se está a passar”, afirma.
“A tensão política cresceu”, afirma o ex-autarca comunista.
Uma afirmação que, na verdade, só fica a pecar por defeito.
Basta analisar o conjunto de cartazes, panfletos e posts na página do Facebook produzidos pela delegação concelhia para perceber que o clima é de guerra aberta.
“O IMI já podia ter baixado para 0,34%, diz um dos cartazes.
Outro contraria a devolução de 0,5% do IRS de 2019, por apenas beneficiar “poucos” e ser, por isso, “o Robin dos Bosques ao contrário”.
Há ainda críticas às falhas na recolha do lixo, ao apoio à cultura e às artes e até no desenvolvimento em projectos das escolas do concelho.
“O Carnaval das escolas, a semana verde ou as marchas populares das crianças foram vítimas de uma visão elitista e arrogante que levou, em última análise, à sua não realização”, aponta a CDU de Almada.
Os comunistas, que desde a revolução democrática lideraram a autarquia de Almada, viram, no ano passado, a Câmara cair para as mãos do PS por escassos 413 votos de diferença.
Ainda por cima, a vitória da noite eleitoral foi para uma estreante absoluta das lides camarárias, Inês de Medeiros, que conseguiu um acordo com o PSD para viabilizar a gestão de Almada.
Os quatro mandatos de vereação obtidos pela CDU (tantos quantos os obtidos pelo PS) condenaram-nos, assim, a um inesperado estatuto de oposição.
Nas hostes comunistas a hora chegou para passar ao ataque.

Lamentar “profundamente”

Se a “geringonça” nacional funciona, em Almada o cenário é bem diferente.
Joaquim Judas deixou a cadeira de presidente para um lugar não executivo no governo camarário e assume as críticas diretas à nova autarca.
“O PS fez uma política de terra queimada, lançando suspeição infundadas sobre a gestão anterior e afastando quadros camarários com provas dadas”, diz ao EXPRESSO.
Para ele, o “afastamento de todos os directores municipais” tratou-se de um “saneamento inaceitável”, baseado “na suspeita de que seriam correias de transmissão da CDU”.
“Os dirigentes foram todos sujeitos a concurso”, alega Joaquim Judas.

Cartazes, sessões de esclarecimento e acções de rua. O PCP quer recuperar Almada e já começou a fazer campanha

“Lamentamos profundamente”, diz, desafiando Inês de Medeiros a cumprir a “obrigação de comunicar à vereação os resultados da auditoria instaurada à gestão camarária”.
O executivo socialista abriu um inquérito ao trabalho realizado pelos antecessores.
Joaquim Judas garante que havia “uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças que estava a decorrer no mandato da CDU” que já terá sido apresentada à presidente da Câmara.
“Esperemos que cumpra o seu dever de informação”.
A troca de críticas tem um objectivo político.
A direcção comunista acredita que com a gestão do PS “ houve uma paralisia” do trabalho da autarquia e até “uma redução de dois milhões de euros de receita”.
“Como o fogo de artifício, ainda há luzes no ar, mas a carga toda já explodiu”, conclui.
Mas, o alvo fica mais longe:
“Há a expectativa de recuperar a Câmara de Almada”, assume Joaquim Judas.
“Temos aqui responsabilidades que assumimos há mais de 40 anos, temos um profundo conhecimento da zona e somos quem está nas melhores condições”, diz.
A mobilização começa já. As eleições só ocorrem mesmo em 2021.
Até ao fecho desta edição (EXPRESSO) não foi possível contactar Inês de Medeiros, a autarca socialista de Almada.
rlima@expresso.impresa.pt

veja mais em :::::> EXPRESSO

Governo assina acordo sobre aeroporto no Montijo sem Estudo de Impacte Ambiental

4 de Janeiro, 2019

Catarina Martins afirmou que é, “no mínimo, de uma enorme precipitação que seja assinado o acordo antes do Estudo de Impacte Ambiental ser conhecido”. Bloco requereu audições urgentes com ministros envolvidos no processo e com associações ambientalistas Zero e Quercus.


Mediante o anúncio do agendamento da assinatura do acordo entre o Governo e a ANA — Aeroportos de Portugal, com vista à construção do novo aeroporto no Montijo, para a próxima terça-feira, dia 8 de janeiro, sem que seja ainda conhecido o Estudo de Impacte Ambiental, Catarina Martins frisou que existem “duas certezas e uma enorme perplexidade” em relação a este processo.

“A primeira certeza é que, seguramente, o aeroporto de Lisboa não tem capacidade e, portanto, é necessária uma solução. A segunda certeza também é que foi um enorme erro privatizar a ANA porque faz com que agora, quando discutimos soluções para aeroportos, estejamos nas mãos de interesse privado e não a debater o que devíamos estar, que é estratégia pública e interesse público nos aeroportos”, afirmou a coordenadora do Bloco esta sexta-feira.

Segundo Catarina Martins, “a perplexidade é o Governo avançar sem se conhecer, de uma forma exaustiva, o Estudo de Impacte Ambiental, o que ele diz, o que é que recomenda, o que é que se pode ou não fazer numa zona do estuário do Tejo que tem ecossistemas que devem ser protegidos”.

“Parece-nos, no mínimo, de uma enorme precipitação que seja assinado o acordo antes do Estudo de Impacte Ambiental ser conhecido”, destacou a dirigente bloquista, alertando que “decisões de curto prazo, sem acautelar o longo prazo”, podem “sair caríssimas ao país”.

O Bloco de Esquerda já requereu audições, com caráter de urgência, do Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes e do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e ainda das Associações Ambientalistas Zero e Quercus.

Os bloquistas sublinham que, “como de resto recomendam as boas práticas e os princípios subjacentes à legislação nacional e europeia, qualquer decisão de localização de um novo aeroporto civil obriga a uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE). E, mesmo que tal AAE possa ser discutível, pelo menos sem que, pelo menos, o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) esteja concluído, nada justifica que o Governo se precipite na tomada de uma decisão cujo alcance se reveste de uma tão grande relevância estratégica”.

Veja mais em ::::> esquerda.net

A propósito da entrevista da Presidente da Câmara Municipal de Almada


03/01/2019
Comunicado CDU Almada
Alguns órgãos de comunicação social publicam hoje uma entrevista com a Presidente da Câmara Municipal de Almada na qual, uma vez mais, Inês de Medeiros incorre em confabulações relativas ao passado recente da vida do Município, a propósito das quais, e sem prejuízo de uma próxima apreciação mais detalhada, a CDU esclarece publicamente o seguinte.

Diz a Presidente da Câmara que existem hoje mais barracas em Almada do que nos anos 1990. Só o desconhecimento – porque não acreditemos que se trate de má fé – pode justificar tal afirmação. Os números são bem diferentes: de acordo com o levantamento do Programa Especial de Realojamento (PER), em 1994 existiam 2156 agregados a viver em barracas, dos quais 1588 (73%) foram realojados. No levantamento sobre necessidades de realojamento realizado em 2017, existiam 757 agregados PER. Engana-se por isso de forma grosseira a presidente da Câmara Municipal de Almada, e ao enganar-se presta um mau serviço aos munícipes que representa e aos portugueses em geral.

Diz ainda a Presidente da Câmara que o Município de Almada, durante os mandatos da CDU, não deu importância à resolução do problema da habitação social. Importa aqui sublinhar que a promoção de habitação social não é uma responsabilidade direta dos municípios, mas que ainda assim a Câmara Municipal de Almada é proprietária de cerca de 2.330 dos mais de seis mil fogos de habitação para arrendamento em condições de apoio social, sendo o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana o principal proprietário.

Importa lembrar que no mandato anterior, de presidência CDU do Município de Almada, foram entregues mais de duas centenas e meia de habitações em regime de arrendamento social a outras tantas famílias, e que mais de 1300 agregados familiares foram preservados de ações de despejo por parte dos senhorios pela aplicação do Plano Municipal de Emergência Social que lhes garantiu as condições para honrar os seus compromissos habitacionais.

Não diz também a Presidente da Câmara que durante este seu primeiro ano de mandato,
também na área da habitação o que os almadenses registam foi um ano de retrocesso. O único facto relevante registado no domínio da habitação foi a ocupação forçada, em finais de 2018, de um número ainda indeterminado de fogos propriedade do Município que a Câmara Municipal mantinha fechados e desocupados.

Insistindo na alegação de não ter existido no passado um regulamento de atribuição de habitação social no Concelho, a Presidente da Câmara procura encontrar nessa afirmação a justificação para uma eventual política de aumento generalizado do valor das rendas sociais praticadas, e eventualmente de despejos de atuais arrendatários, a coberto de supostas e eventuais irregularidades registadas no passado.

Noutro domínio, ao abordar as deficientes condições atuais da travessia do rio Tejo entre Almada e Lisboa, a Presidente da Câmara não assume, como seria seu dever, a defesa intransigente do serviço público e da sua urgente e necessária qualificação, respondendo de forma evasiva à questão colocada sobre as dificuldades vividas atualmente.

Sobre a necessidade da construção da terceira travessia do Tejo, omite a já estudada e prevista solução da travessia entre o Barreiro e Chelas, com amplo consenso na Península de Setúbal e Área Metropolitana de Lisboa, admitindo ainda que vagamente outras soluções até ao momento não equacionadas nem ponderadas.

A entrevista da presidente da Câmara Municipal de Almada a alguns órgãos de comunicação social hoje publicada confirma apenas a justiça da afirmação da CDU que com o PS o Concelho de Almada perde, e que este primeiro ano de mandato do PS foi um ano de claro retrocesso.

Almada, 3 de Janeiro de 2019
CDU Almada

“A pressão imobiliária sobre Lisboa pode aumentar os bairros de lata em Almada”

3 de Janeiro 2019

Em entrevista à Renascença e ao “Público”, Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, critica a herança que recebeu da CDU: “Permanecer muito tempo no poder dá sempre mau resultado.”

O Governo até tem muitos ministros da Margem Sul, mas não está a perceber a urgência com que é preciso resolver a ligação a Lisboa, diz a presidente da Câmara de Almada em entrevista à Renascença e ao “Público”. Além dos transportes, Inês de Medeiros olha para a habitação e para a erradicação das barracas como um problema em que também é preciso que o Governo se envolva.

Diz que Almada tem problemas endémicos, mas Almada foi governada durante 40 anos pelo mesmo partido. O que a surpreendeu nessa herança?
Houve questões ideológicas que fizeram com que Almada perdesse uma série de oportunidades e de comboios. Uma das questões mais flagrantes tem a ver com a habitação. A CDU sempre considerou que a habitação era um problema central e só acessoriamente era municipal. Havia um descartar de responsabilidades ou porque era do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) ou do Porto de Lisboa ou do Governo central. Havia uma tentação de limitar aquilo que eram as responsabilidades municipais. Vê-se a dificuldade do PCP relativamente ao diploma da descentralização.

Essa tentativa de desresponsabilização sucessiva criou problemas. No caso da habitação, não havia um regulamento de atribuição municipal, não havia um levantamento sólido de quem são aquelas pessoas, não havia nenhum tipo de fiscalização. O PER foi cumprido a 60%. Almada nunca conseguiu acabar com as suas barracas e não sei até que ponto houve um empenhamento real nisso. Neste momento, temos mais do que tínhamos nos anos 90.

Como vai resolver o problema do bairro de lata Segundo Torrão?
Não é só no Segundo Torrão, mas também nas terras da Costa – e a pressão imobiliária sobre Lisboa faz com que corramos o risco de ver aumentados os bairros de lata. Não é um problema que Almada possa resolver sozinha. Vamos ter que a certa altura construir novos programas com a secretaria de Estado da Habitação. Vamos finalizar a estratégia a cinco anos que temos que apresentar ao Governo, vamos possibilitar que privados que tenham habitações em más condições possam eles próprios candidatar-se e temos que arranjar programas de renda acessível como em Lisboa.

Falou do problema da pressão imobiliária de Lisboa. Almada já sente esses efeitos?
Já. O IMT aumentou imenso. Houve um grande movimento de reabilitação e novas transações. Depois, vê-se que, por exemplo, Cacilhas tem muitos novos habitantes. Felizmente estamos mais com alugueres de longa duração e aquisição mas não quer dizer que não venhamos a ter mais Airbnb, mas deve ficar concentrado nas zonas mais junto ao rio. Sente-se também no aumento de preços de venda e arrendamento.

Como acompanha o problema da falta de oferta dos barcos da Transtejo?
Com grande preocupação. Tenho falado com a empresa e com o Governo. Vão ser lançados concursos para a compra de novos barcos mas são processos longos. Nós temos um problema imediato. Não faz sentido continuar a adiar um investimento prioritário. É preciso arranjar uma solução alternativa, seja aluguer de barcos.

A administração central não está a olhar para a Margem Sul?
Tem olhado. Há vários ministros da Margem Sul (risos). Não estão a perceber talvez a urgência até porque a ponte 25 de Abril vai entrar em obras de manutenção.

Continua a faltar a terceira ponte.
A terceira travessia. Não sei se é ponte ou túnel. No imediato, entre a ponte e o túnel é o barco. É preciso que a Transtejo arranje navios. É preciso garantir um aumento significativo das travessias e é preciso pensar algumas travessias. Belém (que faz ligação a Trafaria e Porto Brandão), por exemplo, é o sítio menos prático que existe. Era importante ligação a Cais do Sodré ou Alcântara ou até Algés, que fosse parar a um interface.

A ponte 25 de Abril vai entrar em obras. Foram previstas alternativas?
As obras serão feitas em período nocturno e aos fins-de-semana. No Verão, arrisca-se a ser um bocadinho mais complicado. O período muito longo para as obras deve-se ao facto de os períodos em que se pode trabalhar serem muito reduzidos. Independentemente das obras, a ponte chegou a um limite. Não dá para aumentar. A prioridade é investir nos barcos e encontrar uma resposta rápida que passa por mais navios e por repensar as rotas das ligações fluviais. A estrutura para o túnel do lado de Almada já foi toda feita, como do lado de Algés. Só falta o túnel. Já que a estrutura está feita vamos aproveitar para fazer a ligação por barco.

O presídio da Trafaria foi uma prisão política no tempo do salazarismo. Quer lá fazer um grande Instituto de Artes e Tecnologia. Esse projecto conta com o apoio das restantes forças políticas? Qual a melhor maneira de preservar a memória?

O PCP não pode falar de preservar a memória. Convido-a a ir visitar a Celas. Com o estado de degradação em que está é um bocado irónico ter o PCP preocupado com a memória. As celas têm graffitis, ratos Mickeys. Inscrições de presos, já não há nem uma. Estamos em conversações com a Universidade Nova, sendo que a parte das celas continuará sob domínio da câmara e será reabilitado. Se há uma força política que não pode vir com essa preocupação da história, dado o estado absolutamente deplorável a que deixaram chegar o presídio é o PCP.

No balanço de um ano de mandato, disse que a CDU é “mau patrão” e que encontrou “um clima de medo”. De que forma?

Fiquei muito impressionada, de facto, com as condições de trabalho dos nossos trabalhadores. Falo de coisas tão básicas como o facto de os balneários femininos, no caso dos viveiros, nem sequer terem uma cortina. Noutros locais, há trabalhadores em contentores. É uma situação que me chocou muito. Eu faço parte da geração das crianças de Abril. Tenho um imenso respeito pelo PCP e pelo seu papel. Para mim, nem sequer é muito fácil ter este discurso, mas que é um discurso de verdade, e que eu nem estava à espera de encontrar. Estava à espera de encontrar aquele lado mais conservador, uma coisa muito organizada. Permanecer muito tempo no poder perverte sempre o sistema democrático, as prioridades políticas. Não é tanto a questão do PCP ou da CDU. Felizmente agora há limitação de mandatos. Este permanecer no poder durante tanto tempo dá sempre mau resultado.

Daí o clima de medo de que fala?
Penso que sim. Isto atrai uma grande informalidade e não é só a vereação que se mantém no poder mas os próprios dirigentes e depois relações muito próximas e um domínio com um sistema de apoios públicos que não era condizente com a boa gestão pública.

Veja mais em :::> RENASCENÇA

Almada – Intervenções avançam nas habitações sociais municipais

19/12/2018

A presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros, visitou esta quarta-feira, 19 de dezembro, alguns fogos de habitação social municipal que estão a ser requalificados.

As obras de reabilitação do parque habitacional municipal já arrancaram, numa empreitada de grande dimensão que irá prolongar-se pelos próximos meses.

São intervenções nos apartamentos de habitação social que ficam depois disponíveis para o realojamento de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconómica, inscritas no Programa Municipal de Acesso à Habitação Social,

As casas intervencionadas localizam-se nas freguesias do Feijó, Caparica, Costa da Caparica e Laranjeiro.

Presidente da Câmara visita fogos municipais
Esta quarta-feira, a presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA), Inês de Medeiros, acompanhada pela vereadora com o Pelouro da Habitação na CMA, Teodolinda Silveira, deslocou-se a três dos fogos que estão a ser intervencionados.

A autarca almadense aproveitou a ocasião para visitar também uma família que vive numa habitação precária, na Caparica, e que se encontra na lista prioritária de realojamento.

Paralelamente a estas intervenções, o Município de Almada está a fazer o levantamento da situação do parque habitacional municipal, bem como da situação socioeconómica dos seus residentes, a partir do qual se pretende implementar uma política de gestão do mesmo.

O Orçamento da CMA para 2019 duplica o investimento destinado ao parque habitacional municipal face ao ano de 2018.

veja mais em ::::> CMA

Seo wordpress plugin by www.seowizard.org.