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“Fui saneado política e partidariamente pelo PCP da Câmara de Setúbal”

O candidato à Câmara Municipal de Palmela para as autárquicas de 2021 criou o movi-mento independente “Grupo de Cidadãos pelo Concelho de Palmela” e em entrevista ao Diário do Distrito refletiu sobre o seu passado na política, o atual executivo e o que os munícipes podem esperar caso vença as eleições.

Diário do Distrito :::> Anunciou a sua intenção de se candidatar à presidência da Câmara Municipal de Palmela num movimento independente. O processo de constituição da mesma está finalizado? Vai mesmo avançar para a candidatura?

Anunciei a minha candidatura para as autárquicas de 2021 numa carta que enviei aos cidadãos do concelho de Palmela, onde expliquei qual era a razão e o porquê de ter avançado. De acordo com a lei nos grupos de cidadãos eleitores (grupos independentes), a formalização desses grupos é feita 40, 50, 60 dias antes do ato eleitoral. A atual legislação não favorece, antes pelo contrário, acho que de propósito dificulta a formação destes grupos independentes.

Tanto que, a maior parte das pessoas não sabe isto, mas o grupo independente tem de apresentar um número de assinaturas, exactamente como um partido quando se forma, entregar os materiais todos na Comissão Nacional de Eleições, que analisa a candidatura e atribui um número de contribuinte a partir dessa altura.

Há depois o ato eleitoral, após o qual somos obrigados e muito bem a apresentar as contas das despesas com a candidatura e com a propaganda eleitoral. As contas são vistas, aprovadas e o grupo de cidadãos independentes deixa de existir, deixa de ter formulação jurídica. Ora, se esse grupo independente não eleger ninguém, não há assim grande problema, é aborrecido porque tem de fazer tudo outra vez para a próxima vez. Mas e aqueles que foram eleitos e ganharam juntas ou câmaras? Formalmente, os cidadãos independentes que concorreram por aquele movimento, se forem eleitos ficam sem qualquer vínculo – a não ser a amizade, o compromisso pessoal – entre eles, porque a lei não o deixa ter.

á nos intitulámos como o movimento “Grupo de Cidadãos pelo Concelho de Palmela” e quando chegar a altura vamo-nos formalizar enquanto grupo de cidadãos independentes.

Como se constituiu o movimento independente? Pode indicar alguns dos elementos e qual a sua experiência política?

Sendo um grupo independente, a maioria ou a quase totalidade das pessoas são mesmo independentes e acho que nunca passaram por nenhum partido político. Tenho um amigo que me apoia – e que ainda por cima está reformado – e que participou num partido, o PCP, mas que já não milita há muitos anos. A grande maioria, pode-se dizer a quase totalidade, são pessoas que nunca exerceram qualquer cargo político, nem se viram metidos nestas andanças da política. E estamos a dar os primeiros passos, ainda faltam dois anos, portanto estou, eu, Carlos Sousa, a convidar as pessoas que pensam como eu a forma de estar na política e são essas que quero convidar para estarem ao meu lado.

“AS PESSOAS COMEÇARAM, DESDE QUE REGRESSEI DE MOÇAMBIQUE, A TRANSMITIR-ME QUE QUE ISTO EM PALMELA NÃO ANDAVA BEM”

O que o levou a formalizar esta candidatura à Câmara Municipal de Palmela?

Muito simples, se me fizesse essa pergunta há três ou quatro anos atrás, diria que não estava no meu pensamento voltar à vida política autárquica.

Sempre fui cidadão político e continuarei a ser, mas julguei que o meu ciclo enquanto cidadão ativo politicamente tinha terminado.

Trabalhei 26 anos no poder local, já é bastante tempo, e quando saí da vida política em 2006 da Câmara Municipal de Setúbal voltei à vida privada, andei por África, tive experiências profissionais e humanas riquíssimas, depois comecei a trabalhar com instituições sociais, uma área que eu gosto muito.

No entanto, nos últimos dois/três anos desde que regressei de Moçambique, as pessoas começaram a transmitir-me que que isto em Palmela não andava bem.

Fui escutando, mas comecei a tomar outra atenção desde que iniciei o trabalho no Centro Social de Palmela, em maio de 2018. Também resido cá, há 28 anos, e estando a trabalhar na zona histórica, as coisas sentem-se de forma diferente.

Cidadãos, empresários, eu próprio, tive a oportunidade de perceber que as coisas não andavam nada bem aqui sobre vários aspetos e o meu pensamento foi: “estive doze anos nesta Câmara, orgulho-me de ter levado para a frente uma série de questões, junto com um conjunto de pessoas: trabalhadores da Câmara e cidadãos do concelho das áreas dos vinhos, dos queijos e do ramo automóvel”.

Nunca trabalhei sozinho, trabalhei sempre com os outros e é assim que é o verdadeiro trabalho num município.

Mas comecei a sentir que o caminho que o município estava a ter não tinha nada a ver com aquilo que eu tinha feito no meu tempo e eu achava que aquilo que fiz foi muito bom, nomeadamente, uma nova forma de estar na política.

Orgulho-me, enquanto estive em Palmela e em Setúbal, de ter utilizado ferramentas, algumas criadas por mim, outras que aprendi, nomeadamente no Brasil, de democracia participativa, do orçamento participativo.

Orgulho-me de ter trazido o orçamento participativo para Portugal. E isto eram ferramentas para fazer com que o cidadão viesse mais perto do poder local e quando isso não acontecia, era eu que tinha de ir junto da população.

Não podemos estar à espera que a população vá à sede do concelho, existe ainda uma barreira psicológica, portanto somos nós que temos de ir junto das pessoas, ouvi-las realmente e o cidadão pode nem ter muita formação, mas fala connosco, ouve-nos e sente se estamos a dar importância ao seu problema, e isso era o que acontecia no meu tempo.

Na minha opinião, da minha percepção, e daquilo que me contam, nos últimos anos isso não tem acontecido em Palmela, antes pelo contrário.

Já exerceu a presidência do município entre 1994 e 2001. Dezanove anos depois como vê a situação do concelho?

Quando eu fui para Setúbal, fui substituído pela Ana Teresa Vicente e acho que na generalidade fez um magnífico trabalho e continuou com aquela forma de estar na política que há pouco falei da proximidade com o cidadão.

No final do anterior mandato e do atual do presidente Álvaro Amaro, podia falar de obras que deveriam ter sido feitas e não foram feitas, priorização de obras, mas ainda não é altura de falar disso, há-de chegar a altura.

O que sinto é que o ambiente político em Palmela não tem nada a ver com o dos meus tempos e também de quem depois me seguiu, Ana Teresa Vicente.

E há o pelouro que tem dado mais nas vistas pela negativa e isso as pessoas já há vários anos se queixam, que é o do urbanismo, intimamente ligado ao desenvolvimento económico.

Se um pelouro do urbanismo funcionar mal há empresários dos diferentes ramos de atividades económicas que podem decidir não vir para cá e ir para um município vizinho. E pela informação que tenho é que isso poderá já estar a acontecer, porque as respostas do pelouro do urbanismo seja ao cidadão que está a fazer o muro ou uma casa, ou ao empresário que precisa de uma resposta urgente não são satisfatórias…

OS CONFLITOS COM O PCP E A SAÍDA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SETÚBAL

Resignou da presidência da Câmara Municipal de Setúbal em conflito com o PCP. Desde 1975 que a Câmara Municipal de Palmela tem estado sob gestão do PCP/CDU. Como pretende colaborar com possíveis vereadores da CDU caso seja eleito? 

Considero que fui saneado política e partidariamente pelo PCP da Câmara de Setúbal, mas como sou um homem de princípios ou pelo menos tento ser, sempre defendi que quando estou numa organização, se esta não me quer, mesmo que seja por motivos incorretos na minha opinião, devo acatar aquilo que a organização me está a dizer.

E, portanto, saí da Câmara Municipal de Setúbal, porque o PCP disse “tu já não estás cá”.

Não me deram razão nenhuma objetiva, as palavras foram mais ou menos estas: “para que a autarquia funcione melhor é importante que tu saias”. Abri a minha agenda na altura e disse “quando querem que eu saia?”.

Muita gente não compreendeu isto, mas sempre defendi que se o partido não me queria naquele sítio, então tenho de sair.

Retomando a questão, caso seja eleito como Presidente da Câmara de Palmela, como pretende colaborar com possíveis vereadores da CDU? 

Uma das razões que o PCP alegou para que não continuasse em Setúbal, é porque achava que eu tinha uma relação boa demais com a oposição.

A minha forma de estar na política em Setúbal foi igual à minha postura e Palmela, e até foi uma condição que coloquei ao partido quando me convidou. E o meu camarada e amigo na altura, e espero que ainda seja, Jorge Pires, disse: “Carlos não te preocupes, nós estamos de acordo que tu leves à prática a forma de estar na política que tens em Palmela a Setúbal.”

E foi isso que eu fiz, mas em Setúbal, os camaradas da altura não aceitaram isso.

Portanto, voltando aqui a Palmela, quem está no poder e tem obrigações de gestão, quem está numa empresa, quem está numa organização social, se for uma pessoa surda geralmente as coisas correm muito mal.

E a minha experiência enquanto político autárquico, e foram cerca de 26 anos, é que se tivermos a inteligência de ouvir as críticas da oposição, quando são construtivas, como é obvio, só ganhamos com isso, porque melhoramos o nosso trabalho.

Uma crítica que venha da CDU, do PS, do PSD, do MIM, estou-me a referir aos que lá estão agora, será ouvida com muita atenção e respeito, e se achar que tem razão de ser, publicamente digo que estou de acordo, aceito-a, e coloco as sugestões no meu trabalho.

Foi sempre assim que fiz, porque essas sugestões melhoravam o trabalho da câmara ao cidadão e implicitamente o trabalho de quem está no poder, desde que em maioria, claro.

Portanto, se ganhar a Câmara Municipal de Palmela, os vereadores que façam uma oposição crítica construtiva, não o bota abaixo, serão assumidas como sugestões corretas e implementadas como trabalho do dia a dia.

GESTÃO CAMARÁRIA COM MOVIMENTOS INDEPENDENTES

Num sistema maioritariamente partidário, acha possível gerir a Câmara Municipal de Palmela com um movimento independente?

A nível nacional penso que não é viável haver grupos independentes a candidatarem-se.

Daqui a dois meses, quando apresentarmos o nosso manifesto independente enquanto ‘Grupo de Cidadãos pelo Concelho de Palmela’, uma das coisas que dizemos é que os partidos políticos são fundamentais ao funcionamento de uma sociedade democrática. Esse é o meu entendimento, porque eu militei num partido 33 anos.

A nível local entendo que as candidaturas independentes podem revitalizar o sistema democrático, podem ajudar a trazer uma injeção de vitaminas ao regime democrático.

A nível autárquico, e já há muitos exemplos no país, tem dado bons contributos e penso que é uma experiência positiva para os próprios cidadãos.

Há eleições de quatro em quatro anos, se os cidadãos não estão contentes com aquela formulação de funcionamento democrático têm a hipótese de nos outros quatro anos a seguir votarem noutra formulação.

Para mim será mais fácil do que para um independente que nunca trabalhou no poder autárquico, e o meu estilo de trabalho será igual ao que tive quando fui Presidente da Câmara Municipal de Palmela, mas enquanto ser humano sou um homem mais rico do ponto de vista de gestão, pelas experiências profissionais que tive no privado quando saí de cá e como ser humano.

Espero e acredito que o meu trabalho tem todas as potencialidades para melhorar em relação aquilo que fiz. As ferramentas que utilizei, a minha maneira de ser junto do cidadão, a forma como eu recebia os cidadãos e a forma como a Câmara trabalhava naquela altura, será essa a fórmula e se possível ainda melhorada.

Acredita que com uma lista de cidadãos sem experiência política conseguirá a maioria? E sem a maioria como se governa um município?

Na devida altura as pessoas vão conhecê-las, a grande maioria são pessoas de Palmela e conhecidas. Neste momento, em grupo ainda não estamos a pensar em lugares em listas, excepto o meu, que sou o ‘pai da criança’.

Estou a convidar cidadãos que me conhecem há muitos anos, outros há menos, até porque fui autarca há vinte anos, mas entendo que todos os que participarem neste movimento têm de me conhecer bem, e eu tenho de conhecê-los como seres humanos e profissionais.

PERCURSO LONGE DA GOVERNAÇÃO

O seu percurso desde que saiu da vida partidária tem sido feito em comissões de desenvolvimento regional e em IPSS. Esta experiência dá-lhe alguma mais-valia para o cargo a que se candidata?

A diversidade dos trabalhos que fiz ao longo da minha vida dão-me uma riqueza fantástica, a acrescentar à minha experiência enquanto autarca, pelos anos que estive no privado, com oportunidade de trabalhar em planeamento estratégico, em que já tinha trabalhado, inclusive quando fui presidente da Associação de Municípios do Distrito de Setúbal, e desde que saí da Câmara Municipal de Setúbal, continuei nas mais diversas tarefas em empresas e nos últimos três anos estou mais ligado às questões sociais.

PALMELA: PRESENTE E FUTURO

Está consciente da situação financeira da autarquia? Como entende os investimentos feitos pelo atual executivo?

Sei que a situação financeira da Câmara de Palmela é uma situação muito equilibrada.

O executivo tem feito investimentos daquilo que vejo pelos boletins municipais, na devida altura direi se entendo que foram os investimentos prioritários ou não, muitos deles aplaudo e outros poderei ter uma leitura mais crítica.

Gosto de falar tendo o conhecimento profundo das coisas, não gosto de mandar para o ar, e as pessoas que estão neste momento na Câmara Municipal são pessoas que conheço há muitos anos e, independentemente de não estar de acordo com a forma como estão a trabalhar, respeito-as e de algumas sou amigo há muitos anos. O respeito é muito importante na política!

Palmela é um concelho bastante heterogéneo, quer do ponto de vista económico, quer social e urbanístico. Mantendo uma raiz agrícola, também é um concelho onde a indústria tem um peso enorme. O modelo de desenvolvimento até agora seguido é do seu agrado?

A grande revolução industrial deu-se na altura em que eu era vereador, obviamente que o concelho nos mandatos anteriores já tinha cá indústrias, com a vinda da Autoeuropa e de todas as empresas que trabalhavam e fornecem componentes para a Autoeuropa, embora já cá existisse um sector industrial.

E a visão que tivemos nessa altura era a de que era necessária a maior diversidade possível económica, porque infelizmente tínhamos a experiência de Setúbal, que foi muito rica no ramo automóvel e na indústria conserveira nos anos 40, mas que com o fim da segunda guerra mundial essas indústrias desapareceram.

A Autoeuropa já passou os seus vinte anos de idade e daquilo que sei continua cheia de força e isso é muito positivo, mas o ponto importante é enquanto Câmara apoiarmos e acarinharmos tudo o que possa contribuir para a diversificação do tecido económico.

Se estiver na direção da Câmara e mais uma empresa para componentes automóveis aqui se quiser instalar, obviamente que é recebida de braços abertos, mas em paralelo, a Câmara tem de fazer o possível com as ferramentas ao seu alcance para incentivar que a agricultura seja cada vez mais forte.

A vinha tem um papel fundamental na região, no país e no mundo, mas também a maçã riscadinha, queijo de azeitão, floricultura, e a agricultura de regadio, e cabe ao município estar ao lado dos agricultores e das associações para, na medida do possível, aconselhá-los sobre a evolução dos mercados. Esperamos que não ocorram problemas, mas se houver um problema num setor económico, os outros setores estão mais pujantes e amortecem os impactos sociais.

O atual executivo camarário tem apostado no turismo e em atividades culturais para diversificar e explorar as riquezas que o concelho de Palmela tem. Em sua opinião esta aposta tem sido eficaz?

Temos de ter os pés assentes no chão, algo que tenho, no que diz respeito às potencialidades turísticas do nosso concelho, mas o desenvolvimento turístico da Península de Setúbal deve ser visto como um todo, porque a nossa península tem riquezas muito importantes.

Aqui temos o Castelo de Palmela, a Ordem de Santiago, o enoturismo, o queijo de azeitão, mas tenho de oferecer este pacote às agências turísticas que fazem os pacotes, em conjunto com os nossos parceiros de Alcochete, Moita, Sesimbra ou de Setúbal.

É esse trabalho em conjunto que dá força à nossa região!

 COLABORAÇÃO COM MUNICÍPIOS VIZINHOS

Como pretende colaborar com os municípios vizinhos caso seja eleito? Mais Palmela ou cada vez mais coordenação e colaboração com os concelhos vizinhos?

Em alguns setores de atividade económica defendo que tem de haver um trabalho em conjunto, sou daqueles que lutei contra o facto de termos perdido a Região de Turismo Costa Azul.

Entendo que a Área Metropolitana de Lisboa é muito importante, mas na Península de Setúbal não podemos perder a nossa ligação ao Alentejo do ponto de vista turístico e tem de voltar a existir uma ligação forte entre os municípios, independentemente dos partidos que estão à frente e isso é uma luta que vou ter.

Posso não estar de acordo com o município do PS do Montijo, ou o de Alcochete que é de outra força política nas grandes questões, mas para as outras questões onde somos obrigados no bom sentido a trabalhar em conjunto, temos de esquecer as diferenças e na área turística é fundamental esta ligação.

Ao sair da Câmara Municipal de Setúbal nas condições que referiu, acha possível essa colaboração entre municípios que defende?

Da minha parte é possível, da parte das pessoas que irão estar em Setúbal, veremos. Nas próximas autárquicas, a atual presidente não se pode recandidatar, porque já cumpriu três mandatos.

Portanto da minha parte, Carlos Sousa e da minha equipa, tudo faremos para que a bem das nossas populações e territórios, esquecer algumas questões em que poderemos não estar de acordo para trabalharmos no essencial.

Porque há uma beleza tão grande no trabalho do poder local? No poder local estamos a trabalhar para pessoas e eu dizia e sentia enquanto presidente da Câmara: “não tinha um patrão, tinha 65 mil patrões na altura!”.

eparou que eu disse 65 mil, não disse que os meus patrões eram os meus votantes, a partir do momento que somos presidentes da Câmara, somos o presidente de todos, e tenho de ter o respeito de ouvir os representantes daqueles que não votaram em mim, é esta forma de estar na política que exerci, defendo e acho a forma de estar mais correta.

 DESCENTRALIZAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DO GOVERNO CENTRAL PARA AS AUTARQUIAS

Como encara a descentralização de competências para os municipios, que entra em vigor em 2021?

As autarquias estão a ter outro desafio com a descentralização de competências.

Enquanto presidente passei por parte desse processo e a experiência que tive foi que as coisas que davam mais dores de cabeça ao Governo, eram entregues aos municípios, mas estes não recebiam mais verbas para realizar esse trabalho. E assim a descentralização funciona mal.

Agora o Governo quer ir mais longe, passando por exemplo a responsabilidade da construção de Centros de Saúde, dos seus equipamentos, do pessoal menor para as Câmaras, mas continuando a disponibilizar a mesma verba.

O que vai acontecer? As dificuldades passam para os autarcas. E embora o princípio da subsidiariedade dite que quem está mais perto das populações consegue gerir melhor o dinheiro, mas este não «estica».

Há quantos anos os diferentes executivos andam a lutar por um pavilhão desportivo em Palmela para as escolas? O pavilhão ainda não foi feito, passam a responsabilidade para a autarquia, mas não é atribuída verba.

E entrando na política nacional, se for como um senhor chamado Centeno à frente do Ministério das Finanças, as coisas vão piorar ou continuar. Este e o primeiro-ministro têm feito brilharetes na Europa do ponto de vista financeiro com este tipo de políticas.

As novas atribuições de competências, se forem aceites de uma forma muito simples, e se não houver o compromisso escrito sobre as verbas que têm de ser realmente entregues às Câmaras, não se conseguirá fazer nada, porque não basta boa gestão, é preciso ter dinheiro.

Como será a sua relação enquanto Presidente da Câmara com as muitas associações que o concelho tem, a nível de cultura, desportivo, IPSS, entre outras?

Será uma relação muito semelhante há que já tive, com trabalho em conjunto, mas de uma forma em que os agentes sociais, culturais e desportivos sintam que estão na génese dos projetos.

As coletividades têm que estar ao nosso lado, o projeto tem de ser construído entre a Câmara e as associações. O segredo é não levarmos pacotes feitos, só muito raramente irmos buscar um assessor e alto especialista de fora para nos ajudar num projeto sobre o qual não tenhamos especialistas no concelho, mas acima de tudo utilizar o know-how que temos no nosso concelho na produção do evento, só assim é que as coletividades vão sentir que o projeto também é deles.

A população do Pinhal Novo tem apresentado há vários anos reivindicações a nível de cuidados de saúde, infra-estruturas, ordenamento do território, entre outras. Acha que há justificação nas mesmas? Caso seja eleito que medidas irá tomar?

Aquilo que já está planeado realizar de forma gradual até às eleições de 2021, depois da apresentação pública do manifesto e do próprio grupo de cidadãos, é solicitar reuniões com as coletividades cultura e recreio, com os atores sociais, culturais, desportivos e empresariais do concelho.

Seguidamente irei reunir com os cidadãos e questionar o que gostariam que fizéssemos na terra se formos eleitos.

Leio as queixas que são publicadas nos jornais, mas não acho correto ter já uma posição apenas pelo que li, quero ser correto e não atacar a Câmara Municipal só porque sou candidato.

Na medida do possível quero o máximo de informação para saber se estou a criticar bem.

MENSAGEM PARA OS MUNÍCIPES

Tem alguma mensagem que pretenda deixar aos munícipes?

A mensagem é muito simples, espero que este novo movimento independente liderado por mim vá incentivar os cidadãos do concelho, nomeadamente aqueles que se têm abstido e se têm afastado do estar na política, e incentivá-los a participar mais.

Direi que com a minha candidatura a maior parte dos cidadãos têm a vida “facilitada na escolha”, porque conhecem o meu trabalho, sabem o que eu fiz de bem e de mal, tanto em Palmela, como em Setúbal.

A minha forma de estar na política vai ser muito semelhante áquela que já foi e sou mais rico agora do ponto de vista profissional, de gestão e humano. Os cidadãos só têm de apreciar o trabalho que esta Câmara tem feito e a sua forma de estar, como as coisas têm corrido, obviamente quem aprecia deve votar, se quiserem mudar e não estiverem satisfeitos e aos mais novos, se quiserem experimentar uma forma de estar na política que eu acho diferente, votem em nós.

veja mais em ::::> Diário do Distrito

Carlos Sousa candidata-se a Palmela como independente

Depois de ter governado as câmaras de Palmela e Setúbal, Carlos Sousa retirou-se da política em rota de colisão com o PCP, do qual se desfilou. Agora está de volta, mas como independente

 

 

O ex-presidente da Câmara de Palmela Carlos de Sousa revelou ontem que vai recandidatar-se ao cargo como independente nas próximas eleições autárquicas, 19 anos depois de ter liderado os destinos daquele concelho pela CDU.
“Vou candidatar-me novamente a presidente da Câmara de Palmela, liderando um grupo independente de cidadãos”, anuncia o antigo autarca eleito pela CDU, numa carta a que a agência Lusa teve acesso e que vai ser enviada esta semana à população do concelho pelo grupo de cidadãos independentes – Movimento de Cidadãos pelo Concelho de Palmela.
“Sou o mesmo homem, com a mesma energia e dinâmica, os mesmos sonhos, mas com mais experiência enquanto gestor e enquanto ser humano”, acrescenta na missiva, Carlos de Sousa, que, além de presidente da Câmara de Palmela entre 1994 e2001, foi igualmente presidente da Câmara de Setúbal de 2001 a 2006, cargo que acabou por abandonar pouco depois de ter sido reeleito para um segundo mandato, em rota de colisão com o próprio partido, o PCP, que, entretanto, também deixou.
O antigo autarca comunista revela ainda que, ao longo dos últimos 14 anos, desde que deixou o município de Setúbal, declinou vários convites para se recandidatar, como independente, à presidência das câmaras municipais de Palmela e Setúbal.
Residente no concelho de Palmela, Carlos Manuel Barateiro de Sousa, de 68 anos, é, actualmente, presidente do Centro Social de Palmela e do Centro Jovem Tabor, em Setúbal.
Além da presidência dos dois municípios, Carlos de Sousa foi coordenador de dois planos de desenvolvimento regional – Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito de Setúbal e Plano Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal.
Já depois de se afastar do PCP, em 2006, Carlos de Sousa liderou vários projetos de desenvolvimento estratégico em Cabo Verde (2007-2010), em Angola (2013-2015) e Moçambique (2016).
Nas próximas eleições autárquicas, em 2021, Carlos de Sousa deverá ter como principal adversário o candidato designado pelo antigo partido, o PCP, principal força política da Coligação Democrática Unitária, que governa o concelho de Palmela com maioria absoluta desde as primeiras eleições autárquicas após a Revolução de Abril de 1974, com excepção do actual mandato, em que obteve apenas uma maioria relativa.

Veja mais em ::::> Diário da Região

Autoeuropa duplicou produção em 2018 e já representa 1,6% do PIB

A fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela registou também um aumento de 67% na exportação de bens e teve um impacto de 5% no valor das exportações portuguesas.

A Autoeuropa registou no ano passado um aumento de 106% na produção relativamente a 2017 e já representa 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), anunciou esta quarta-feira a empresa, baseando-se nos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. De acordo com a administração, em 2018, a fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela registou também um aumento de 67% na exportação de bens e teve um impacto de 5% no valor das exportações portuguesas.
Segundo uma nota de imprensa da Autoeuropa, “estes indicadores revelam o impacto positivo que a fábrica de Palmela teve na economia nacional no ano transato, período em que foram produzidas 223.200 unidades (mais 106% que em 2017), um volume que equivale a 75% de toda a produção automóvel em Portugal”. De acordo com a Autoeuropa, além do aumento de produção de automóveis, a unidade de prensas também contribuiu para o aumento significativo de produção do ano passado, com a exportação de cerca de 20 milhões de peças, resultado que “reforçou o papel da Volkswagen Autoeuropa como segundo maior exportador nacional”. A Autoeuropa salienta ainda que tem previsto para este ano de 2019 um novo investimento de 110 milhões de euros, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção do T-Roc e de dar resposta à crescente aceitação deste modelo no mercado. Este investimento de 110 milhões de euros na fábrica de Palmela, que tem atualmente cerca de 5.800 colaboradores, destina-se, também, à expansão da unidade de cunhos e cortantes, responsável por vários projetos para o Grupo Volkswagen. A Autoeuropa está a produzir diversos modelos para a marca alemã, designadamente os monovolumes Volkswagen Sharan e SEAT Alhambra, bem como o novo T-Roc, veículo que tem tido grande aceitação no mercado mundial e que é responsável pelo aumento significativo da produção na fábrica de Palmela.

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Novo barco em Leixões carrega automóveis da Autoeuropa

Fábrica de Palmela muda de estratégia e passa a carregar navio a partir do Norte do País.

A Autoeuropa decidiu carregar um navio no porto de Leixões como alternativa à paralisação de estivadores no porto de Setúbal, que tem limitado a exportação de automóveis produzidos pela fábrica de Palmela, apurou o CM. A solução surge depois de o carregamento em Setúbal, que na semana passada obrigou à intervenção da polícia para permitir o acesso dos trabalhadores temporários ao porto, ter ficado aquém das expectativas. Atracou esta madrugada no porto de Leixões o navio ‘Patara’, proveniente do porto de Santander, em Espanha, que será carregado ao longo do dia de hoje com centenas de automóveis da Volkswagen que há duas semanas aguardam embarque nos vários parques de estacionamento da fábrica e de infraestruturas a que Autoeuropa recorreu. A fábrica do grupo Volkswagen está a produzir 880 unidades diárias. Só esta semana, numa primeira leva, o porto de Leixões vai receber 700 carros da fábrica. Ontem, tinham chegado àquela infraestrutura 100. Mas esta não será a única estação portuária a escoar os veículos. O CM sabe que os portos de Santander e Vigo, em Espanha, serão também usados para colmatar o vazio deixado pelo porto de Setúbal desde que os estivadores eventuais iniciaram uma paralisação, a 5 de novembro. Pelo menos sete navios já regressaram de Setúbal ao país de origem completamente vazios. Ontem, o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) admitiu convergência nas posições dos estivadores e dos operadores logísticos, depois da intervenção do Governo no braço de ferro. “Os números aproximaram-se bastante, mas não em relação aos salários”, afirmou António Mariano, presidente do SEAL.

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Autoeuropa suspende turno da noite por falta de peças

Por Raquel Oliveira e J.C.M.|22.11.18

Bloqueio das estradas em França leva a rutura nos fornecimento da fábrica de Palmela.

A Autoeuropa viu-se esta quinta-feira obrigada a parar o turno de produção da noite, devido à falta de peças para manter a linha de montagem em funcionamento. Ao que o CM apurou, a situação está relacionada com o bloqueio rodoviário que está em curso em França. Os protestos dos ‘coletes amarelos’ contra os aumentos de impostos sobre os combustíveis deixou bloqueados milhares de camiões de transporte, o que afetou o fornecimento à fábrica da Volkswagen de Palmela. O CM apurou que o turno previsto para as 00h00 desta sexta-feira foi cancelado, devendo a produção ser retomada pelas 7h00. Lembre-se que a fábrica de Palmela também está a ser seriamente afetada pela greve em curso no Porto de Setúbal, que tem impedido a exportação de milhares de veículos produzidos em Portugal.

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Novo passe da área de Lisboa permitirá poupar mais de 100 euros a milhares de pessoas

Os 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa terão um passe único em abril de 2019.


Os 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) terão um passe único em abril de 2019, no valor máximo de 40 euros, permitindo uma poupança que, para milhares de passageiros, pode ultrapassar os 100 euros mensais. O novo passe único permitirá ainda simplificar o complexo sistema de títulos de transporte, que atualmente tem cerca de 2.000 combinações possíveis. Um casal que se desloque diariamente entre Setúbal e Lisboa, usando o comboio da Fertagus, o Metro e a Carris paga atualmente pelos dois passes 317,5 euros (158,75 euros cada). O custo para esta família subirá 63,50 euros, para 381 euros, se, por exemplo, existir um filho com menos de 23 anos que se desloque diariamente para estudar numa universidade em Lisboa. A partir de 01 de abril, com o custo máximo de 40 euros por passe e de um máximo de 80 euros por agregado familiar, o mesmo casal e o filho pagarão apenas 80 euros. Mais a norte, quem vem de Mafra paga mensalmente 154 euros por utilizar a linha da Mafrense até ao Campo Grande e a Carris e o Metropolitano para se movimentar em Lisboa. Da Malveira, também no concelho de Mafra, o preço do passe que permite utilizar os mesmos transportes é de 117,25 euros mensais. Estes são dos exemplos mais onerosos nas deslocações dentro da AML.

Ler mais em: Correio da Manhã

Trabalhadores da Autoeuropa começam esta terça-feira a debater pré-acordo laboral

06/11/2018

CT da Autoeuropa reclamava um aumento mínimo de 36 euros e a passagem de 400 trabalhadores contratados a efetivos.

Os 5.900 funcionários da Autoeuropa dão esta terça-feira início a dois dias de plenários para debater o pré-acordo laboral que a Comissão de Trabalhadores (CT) e a administração fecharam no passado dia 25 de outubro. Hoje estão previstas duas reuniões, às 14h30 e às 16h00, e na quarta-feira os plenários foram marcados para as 6h10 e as 9h00, segundo avançou à Lusa o coordenador da CT, Fausto Dionísio. As votações terão lugar a partir das 18h00 de quinta-feira e prolongam-se até às 21h00 do dia seguinte. O acordo entre os funcionários e a fábrica da Volkswagen, em Palmela, prevê o pagamento do trabalho ao sábado e domingo a 100% e aumentos salariais de 2,9% em cada um dos próximos dois anos. “Os trabalhadores são soberanos, mas estamos confiantes de que [o acordo] será aprovado”, salientou Fausto Dionísio em declarações à agêcnia Lusa no dia 03 de novembro. O mesmo responsável da estrutura que representa os trabalhadores referiu, em 25 de outubro, que este é um “ótimo acordo”, que inclui um aumento mínimo de 25 euros e a integração de 300 trabalhadores com contratos a prazo no quadro da empresa. No caderno reivindicativo que entregou à administração da empresa, a CT da Autoeuropa reclamava um aumento mínimo de 36 euros e a passagem de 400 trabalhadores contratados a efetivos. A administração da empresa só deverá fazer qualquer comentário depois da votação do pré-acordo laboral nas reuniões plenárias.

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Setúbal é o distrito com mais mortes na estrada

5/11/2018

Morreram 422 pessoas nas estradas do País nos primeiros 10 meses do ano.

Nos primeiros 10 meses do ano, 422 pessoas perderam a vida em acidentes nas estradas portuguesas. Mais duas vítimas mortais comparadas com o mesmo período de 2017 (mais 50 do que em 2016). Números da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revelam que o distrito de Setúbal é o mais sangrento do ranking. Nas estradas sadinas já morreram 61 pessoas, mais 15 do que em 2017. O aumento do número de mortes poderá ser explicado pelo crescente número de acidentes. Em 2017, as autoridades policiais registaram 106 986 acidentes de norte a sul do País. Este ano, e até 31 de outubro, esse número já ultrapassou os 109 mil (109 030). Setúbal aparece no topo da lista de vítimas mortais mas, contudo, está fora dos quatro distritos com mais acidentes. Em primeiro lugar encontra-se Lisboa, com 21 744 sinistros, dos quais resultaram 42 vítimas mortais. Segue-se o Porto com 19 603 acidentes, há a lamentar 46 mortos; Braga (9255 acidentes e 25 mortes); Faro (9180 acidentes e 28 mortes) e, por fim, Setúbal. Os números da ANSR continuam elevados quando se faz a contabilidade de feridos: 1739 pessoas sofreram ferimentos graves (1834 em 2017) e 33 742 apresentaram ferimentos ligeiros (34 488 no ano passado). Apenas três distritos revelam números inferiores a uma dezena, no que diz respeito a vítimas mortais. Portalegre registou cinco vítimas, seguindo-se Bragança e Viana do Castelo com seis cada.

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Casa Ermelinda Freitas ganha melhor vinho tinto de portugal na korea

Palmela
17/08/2018

Cabernet Sauvignon foi eleito o melhor vinho tinto Português da competição.

A Casa Ermelinda Freitas, obteve um total de 10 prémios com os seus vinhos nas mundialmente famosas competições, “Korea Wine Challenge 2018” (1 Medalha de Ouro, 3 Medalhas de Prata, 1 de Bronze), na mesma competição viu o seu vinho CEF Cabernet Sauvignon Reserva 2015 premiado como o melhor Vinho Tinto Português. No “Berliner Wein Trophy – Edição de Fevereiro 2018”, (4 Medalhas de Ouro, 1 Medalha de Prata). Estes prémios servem para reforçar a grande qualidade reconhecida a nível nacional e internacional dos vinhos da Casa Ermelinda Freitas, que desde de 1999 já obteve mais de 1000 prémios, fruto do reconhecimento dos seus consumidores que tem preferido os vinhos da Casa Ermelinda Freitas. “Korea Wine Challenge 2018” São 5 medalhas (1 de ouro. 3 de prata, 1 de bronze) melhor vinho português tinto da competição. Melhor Vinho Tinto Português: – CEF Cabernet Sauvignon Reserva 2015 Medalhas de Ouro: – CEF Moscatel Roxo de Setúbal Superior 2010 Medalhas de Prata: – CEF Alicante Bouschet Reserva 2016 – CEF Sauvignon Blanc & Verdelho 2016 – Vinha do Rosário – Syrah 2016 Medalhas de Bronze: – Vinha do Fava – Touriga Nacional 2017 “Berliner Wein Trophy – Edição de Fevereiro 2018” São 5 medalhas (4 de ouro e 1 de prata). Medalhas de Ouro: – Dona Ermelinda Branco 2017 – Vinha do Rosário – Verdelho 2017 – Baía de Tróia – Castelão 2017 – Rocksand Shiraz 2016 Medalha de Prata: – CEF Sauvignon Blanc 2017 Conheça este e outros vinhos em www.ermelindafreitas.pt

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Autarcas dão milhares a empresários amigos

7 de Maio 2018

COMUNISTAS

EMPRESAS DE COMINICAÇÃO E ARTES GRÁFICAS QUASE SÓ TÊM AUTARQUIAS DO PCP COMO CLIENTES NO ESTADO.

Desses, cerca de 30 estão ligados ao PCP: autarquias de Alcácer do Sal, Avis, Alcochete, Moura, Moita, Grândola, Barreiro, Palmela, Santiago do Cacém, Cuba, Montemor-o-Novo e Vendas Novas e os Serviços de Água e Saneamento de Almada – todos eles liderados pela CDU à data dos contratos.

Duas Empresas de Setúbal ganharam cerca de 648 mil euros em dez anos, sobretudo com autarquias do PCP.
A Mimir, firma de consultadoria, e a empresa de artes gráficas Regiset quase só têm câmaras comunistas na lista de entidades públicas com as quais assinaram contratos desde 2008.

As empresas são lideradas por Carlos Menezes, que fez parte de uma comissão de empresários de apoio à CDU nas legislativas de 2002, e Pedro Magro Ramos, que em 2009 ficou em 4º lugar como candidato à Câmara de Oeiras pela CDU.

Na lista de clientes públicos da Mimir, segundo o portasl Base, contabilizam-se nove contratos e cinco clientes :
Autarquias do Seixal, Loures e Moura, todos liderados por comunistas à época dos contratos;
Área Metropolitana de Lisboa que, em 2015, data do contrato, era liderada por Demétrio Alves, histórico autarca de Loures pelo PCP;
e a Associação de Municípios de Setúbal que à data dos contratos (2008 e 2009) era liderada por Alfredo Monteiro,ex autarca do Seixal.A empresa já ganhou 404.270 Euros.

O facto é ainda mais visível no caso da Regiset:
tem 34 contratos com 17 clientes no Estado, desde 2009.Desses cerca de 30 estão ligado ao PCP:
Autarquias de Alcácer do Sal, Avis, Alcochete, Moura, Moita, Grãndola, Barreiro, Palmela, Santiago do Cacém. Cuba. Montemos o Novo e os

Serviços de água e Saneamento de Almada

todos eles liderados pela CDU à data dos contratos. Arrecadou 244.320 euros.
Confrontada pelo CM, a Regiset diz não entender o “objetivo das questões”. “A nossa carteirade clientes é diversificada, que no plano público/intitucional quer no plano privado.
A Mimir não respondeu.

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