Sexo oral provoca expulsão no ‘Avante’

Espanhol diz que foi apanhado a dar beijo noutro homem

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Por causa de “um ato de sexo oral em pleno espaço público”. Foi por esta razão, de acordo com o Partido Comunista Português, que um ativista espanhol foi expulso do recinto da Festa do Avante, na Quinta da Atalaia, no Seixal.

O PCP respondeu ontem às acusações relativas aos casos de agressão que motivaram queixas na PSP contra os seguranças da festa – ‘voluntários’ que o partido garante serem do ‘apoio’ ao evento. De acordo com os relatos, houve várias pessoas que foram levadas por estes seguranças e espancadas numa zona de mato na zona envolvente ao recinto ou mesmo debaixo do palco principal.

O caso mais grave envolveu um ativista espanhol que terá sido transportado numa das carrinhas usadas pela organização depois de ter sido apanhado pelos seguranças às 03h00. Segundo contou ao ‘Expresso’, Manuel S. foi abordado por três homens “com uma farda escura” porque o que estava a fazer “era proibido”. O espanhol diz que apenas estava a beijar um rapaz e que questionou os seguranças sobre qual era a lei em Portugal que “impedia o amor”.

“A afirmação e sustentação da intervenção dos serviços de apoio da Festa do Avante porque duas pessoas do mesmo sexo se teriam beijado é tão falsa quanto ridícula. (…) A verdadeira razão do incidente que conduziu à saída das pessoas do recinto da Festa teve origem num ato de sexo oral em pleno espaço público”, respondeu ontem o PCP na página oficial do partido.
Este caso de agressão, um dos quatro participados às autoridades este ano, estão já a ser investigados pela PSP e pela Polícia Judiciária.

António Serzedelo, presidente da Opus Gay, diz que se tratam de crimes motivados por ódio homofóbico.
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