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Maria Vitorina Pereira Baptista Antunes faleceu

Cova da Piedade 14 de Dezembro 2018

Faleceu Maria Vitorina
seu corpo vai ser velado na Igreja Matriz da Cova da Piedade ( Largo 5 de Outubro) o funeral realiza-se domingo pelas 14.30 horas para o cemiterio de Vale Flores.

Maria Vitorina Pereira Baptista Antunes nasceu em Grândola em 1930. Ao dezoito anos aderiu ao MUD Juvenil e foi presa em 1952. Em 1953 veio viver com a irmã para a Cova da Piedade. Em 1954 casou e associou-e à Cooperativa, onde foi empregada e colaboradora das comissões culturais.
“Quando vim para a Cooperativa foi diferente, casei-me, mas gostava de estar ligada a alguma coisa e convidaram-me para pertencer ao núcleo feminino da Cooperativa, onde fiz algumas coisas. (…) Fui sócia e fui empregada. Nesse tempo em que a gente se associou a Cooperativa era diferente, a gente aviava-se todo o ano e no fim do ano conforme o lucro da Cooperativa assim era distribuído pelos associados. Era diferente, como as dificuldades eram diferentes de agora. Para já a vida desse tempo não tinha nada a ver com a vida que é agora. Ao pé desse tempo sou uma mulher rica, mesmo sendo pobre, e então, aqueles lucros eram para toda a gente que trabalhava uma coisa maravilhosa, porque dava para comprar uma coisa que se não tinha. Eu por acaso, o primeiro frigorífico que eu tive foi comprado com os lucros da Cooperativa. (…) Na Comissão Cultural juntávamo-nos, reuníamo-nos para termos ideias para arranjar dinheiro para pessoas necessitadas, em especial famílias dos presos políticos. (…) Nessa altura de quem se ouvia mais falar era dos camaradas comunistas, nada nos faria lembrar que depois do 25 de Abril se iria encontrar tanto partido, nunca na minha ideia pensei que ia haver tanto partido, tanto partido, porque eu sempre ouvi falar, “Era do Partido Comunista, foi assassinado, teve incomunicável tanto tempo, sofreu tanto, era do Partido Comunista!”… não se ouvia falar em mais partido nenhum, embora depois se ouvisse falar do Partido Socialista, mas ouvi dizer: “- Foram a casa de fulano andaram a ver a casa toda, mexeram nas gavetas mexeram em tudo a ver se encontravam Avantes”. Mas nunca ouvi, em toda a história da minha vida, irem a casa de alguém para ir ver se encontravam coisas do Partido Socialista, nunca ouvi dizer que andavam à procura de alguém por causa de um papel do Partido Socialista, nunca ouvi, esta é que é a verdade.”
Maria Vitorina (2005)

Maria Vitorina – "Poema dedicado às mulheres da sua terra" from MPAGDP on Vimeo.

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