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Criação do Parque marinho e extensão ao Cabo Espichel não compensaram pressão urbanística e o impacte das pedreiras

Setúbal – Sesimbra – Palmela – Parque Natural da Arrábida
arrabida

dia 28 de Julho, comemorou-se o 38º aniversário da criação do Parque Natural da Arrábida (PNA). A Quercus, na sequência de outras avaliações já objetivo, faz uma retrospetiva do que foi feito de positivo e negativo nesta Área Protegida e traça cenários com base na definição de ameaças e na identificação de oportunidades.

Desde os anos 40, foram objetivo várias tentativas para a protecção do maciço da Serra da Arrábida. Porém, apenas em 1976 esta área foi constituída Parque Natural, com o objetivo de salvaguardar o património natural, cultural e histórico ali existente e controlar o crescimento urbano e industrial, visto que se tratava de uma das áreas melhor conservadas na área metropolitana de Lisboa-Setúbal. Mais tarde, em 1998, a área do PNA foi ampliada com a extensão ao Cabo Espichel e criação da área marinha Arrábida-Espichel, contemplando também os objetivos de conservação do meio marinho subjacentes ao Parque. A criação do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha e a extensão referida, foram ações de grande coragem política, trouxeram coerência ecológica ao espaço, travando grande parte das pressões nestas áreas e efeitos muito positivos para a preservação de espécies e de habitats marinhos e terrestres.
A cordilheira da Arrábida, que se estende numa faixa ao longo de 35 km, concentra uma elevada riqueza de biodiversidade vegetal onde se destacam 10 habitats prioritários para a conservação e a presença de diversas espécies endémicas e com elevado valor para a conservação. Relativamente à fauna, pode citar-se a presença da Águia-de-Bonelli, da Águia-pesqueira e do Corvo-marinho-de-crista, e ainda uma importante fauna cavernícola, incluindo algumas espécies de morcegos em perigo de extinção, nomeadamente, o Morcego-de-peluche, o Morcego-de-ferradura-mediterrânico, o Morcego-de-ferradura-grande, o Morcego-de-ferradura-mourisco e o Morcego-rato-grande. A área do parque marinho, adicionada em 1998 com 52 Km2, é uma zona de transição onde muitas espécies da fauna apresentam o seu limite de distribuição, muitas com valor económico relevante, sendo este local essencial à sua reprodução, refúgio e para crescimento de juvenis, bem como ao repovoamento das áreas costeiras marinhas contíguas.
Devido às suas características, a área do PNA está ainda inserida na Rede Natura 2000, através da criação do Sítio Arrábida–Espichel e da Zona de Protecção Especial Cabo Espichel e foi também classificada como Reserva Biogenética do Conselho da Europa, sendo um local de interesse para a investigação científica.
Apesar de no cerne da criação desta área protegida ter estado a preocupação de salvaguardar os valores naturais da serra da Arrábida, inserida numa zona extremamente humanizada, os sectores da agricultura, da silvicultura, da pesca e, principalmente, da indústria extrativa e da indústria cimenteira, continuaram, paulatinamente, a causar impactes negativos irreversíveis para os ecossistemas. Exemplo disso são as práticas de agricultura e silvicultura em zonas declivosas, bem como a construção de habitações (em particular no Vale dos Picheleiros) e de loteamentos turísticos, a exploração de massas minerais, com a implementação de pedreiras que ocupam hoje 323 hectares, com um elevado impacte negativo na paisagem, a contínua laboração de uma cimenteira e a poluição das linhas de água por efluentes urbanos e industriais, em resultado de descargas de efluentes provenientes de instalações pecuárias e fossas. O PNA está ainda sujeito a perturbações associadas ao recreio e lazer, incluindo atividades desportivas motorizadas e atividades desordenadas de desporto de natureza, circulação de viaturas no litoral, pressões da pesca comercial e lúdica, assim como a captura de espécies de plantas com valor comercial e a caça desordenada. É importante não esquecer que tudo isto, e algumas dúvidas sobre a singularidade dos valores em causa e a ausência de uma gestão rigorosa, levou à não inclusão da Arrábida na lista do Património Mundial da UNESCO

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Câmara de Setúbal e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra

marina

A Câmara Municipal de Setúbal e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra formaram um grupo de trabalho para análise da instalação de uma marina, processo que envolve a auscultação de diversos especialistas neste tipo de infraestruturas

A primeira reunião de avaliação da melhor localização para a marina, realizada na semana passada, na Casa da Baía, foi promovida pelo Clube Naval Setubalense, presidido por Hugo O’Neill, nomeado interlocutor do grupo de especialistas e da parceria APSS-CMS.

António Mello e Castro, arquiteto da Tony Castro Yacht Designers, António Coimbra, presidente da Tecninvest, José Luís Resende, sócio gerente da Afonso H. O’Neill, e o advogado Fuzeta da Ponte participaram neste encontro, em que se debateram, entre outros fatores, a atratividade para futuros clientes, a qualidade da oferta e a expectativa de retorno do investimento.

Após esta primeira abordagem com o grupo estabelecido de especialistas, a viabilidade de uma futura marina em Setúbal, que pretende colocar a região no mapa de destinos de náutica de recreio, volta a ser discutida em próximas reuniões.

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Tiroteio em Palmela faz um morto e um ferido

Palmela 2

A GNR confirmou hoje que continuam a monte os autores dos disparos de caçadeira que no sábado provocaram um morto e um ferido grave numa quinta em Pinheiro Ramundo, Palmela, disse um oficial da polícia.
De acordo com o tenente-coronel Jorge Goulão, a GNR foi alertada para um tiroteio que ocorreu na noite de sábado numa quinta de Pinheiro Ramundo, nos Olhos de Água, em Palmela. O alerta foi dado às 21h00, através da linha de emergência 112, ao que tudo indica por uma das vítimas.

Quando agentes da corporação chegaram ao local já só encontraram as duas vítimas: um homem, com cerca de 40 anos, já sem vida; e um outro, que aparentava ter cerca de 30 anos, ferido. Este último foi transportado para o Hospital São Bernardo, em Setúbal, em estado grave.

De acordo com o oficial de serviço do Comando Geral da GNR, no mesmo local foi encontrada uma viatura que, apurou a polícia mais tarde, foi furtada hoje a um residente no Montijo.

A Polícia Judiciária já está no local a recolher vestígios e a vítima mortal já foi identificada, adiantou o oficial de serviço.

O tenente-coronel Jorge Goulão referiu que as duas vítimas não são os donos da quinta onde foram encontrados e que a polícia está a tentar localizar os proprietários do imóvel, que aparenta estar abandonado.

O oficial adiantou que a GNR montou um forte dispositivo policial à volta do local onde ocorreu o tiroteio e que tem outros elementos espalhados por um perímetro mais alargado para tentar localizar os autores dos disparos, cujas motivações continuam por esclarecer.

Lusa/SOL

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