Tag: 50 anos

Ele é o “dono” da Ponte 25 de Abril

pintor

Apelidado de “dono” da Ponte 25 de Abril, António Rosa Lopes dedicou uma vida à construção e manutenção do desejado “sonho português”. Já reformado, continua a não tirar os olhos da infraestrutura, preocupando-se com o atual estado de conservação.

“Eu olho para a ponte e vejo que parece uma vaca. Está toda malhada. Está toda esquisita. A ponte nunca esteve assim”, frisou Rosa Lopes, que foi pintor da Ponte Sobre o Tejo – mais conhecida por Ponte 25 de Abril e que liga Lisboa e Almada – desde o início dos trabalhos em 1962, quando tinha 23 anos, até se reformar, em 2005.

Habituado a percorrer os cabos de aço da ponte, de uma ponta à outra, a uma altitude máxima de quase 200 metros do nível das águas do rio, o antigo pintor conhece a ponte melhor do que ninguém. Antigamente, começava numa ponta a pintar, percorria toda a estrutura e voltava ao ponto de partida para repetir o trabalho, garantindo que a cor do gigante de aço se mantivesse uniforme.

“Zelei sempre por fazer o melhor na ponte”, afirmou Rosa Lopes à agência Lusa, acrescentando que era ele quem mandava na infraestrutura e foi daí que surgiu a alcunha de “dono da ponte”.

Além de pintor, Rosa Lopes assumiu as funções de encarregado de obra no Gabinete da Ponte Sobre o Tejo, controlando a entrada dos trabalhadores. Tinha de haver muita segurança – não permitia que alguém, mesmo se fosse engenheiro, entrasse na obra sem capacete, sem luvas e sem calçado apropriado.

“Trabalhava-se de noite e dia. Era muito intenso e era trabalho duro”, recordou o antigo operário, lembrando que, às vezes, chegava a passar ali quase 20 horas diárias.

A ponte foi como uma segunda casa, na qual depositou muito empenho. Os mais de 40 anos dedicados à ponte continuam bem conservados na memória do pintor, que guarda ainda algumas ferramentas utilizadas na obra, como uma trincha, bem como algumas medalhas atribuídas por ter participado na concretização do “sonho português”.

A construção da ponte, adjudicada à empresa norte-americana United States Steel Export Company, envolveu “muitos trabalhadores”, a maioria portugueses, em vários turnos, com “os ordenados maiores que havia no país” para a época, na ordem dos 90 escudos por dia.

Ao salário normal, Rosa Lopes somava uma gratificação, que vinha sempre num envelope ao fim do mês com quase outro ordenado a mais, contou o antigo funcionário, expressando que “foi muito bom” trabalhar para uma empresa norte-americana.

“Os americanos trabalhavam muito bem”, mas também tiveram “boas ajudas” dos operários portugueses, sustentou o pintor.

“O português não era inferior aos americanos para trabalho. Não era inferior e portámo-nos muito bem”, comentou, referindo que não eram então exigidas habilitações profissionais aos operários, mas provou-se que existiam técnicos à altura para a obra.

Prova do desempenho dos trabalhadores, a Ponte 25 de Abril ficou concluída antes do prazo previsto.

“Qualquer obra que se faça hoje em Portugal ou fica naquele prazo ou passa sempre do prazo. Esta não. Acabou-se com alguns seis meses de antecedência”, sublinhou.

Para o pintor, que morou sempre na margem sul do Tejo, a ponte foi “uma grande obra”, que facilitou as deslocações até Lisboa e vice-versa, uma vez que antes só era possível através dos cacilheiros.

Sobre a verdadeira denominação da ponte, Rosa Lopes garante que o nome é Ponte Sobre o Tejo, acrescentando que os títulos de Ponte Salazar e Ponte 25 de Abril não lhe dizem nada.

Entre novas amizades e muitas vidas salvas de gatos, cães e pessoas, o antigo funcionário do Gabinete da Ponte Sobre o Tejo faz um balanço positivo dos anos em que lá trabalhou.

“Os donos dela agora são outros”, referiu Rosa Lopes, sustentando que o “abandono e o desprezo” que foi dado à Ponte 25 de Abril não se justifica, tendo em conta a receita das portagens.

A ponte é como “uma vaca leiteira, em que o leite nunca acaba”, rematou.

Ainda sem saber se vai ser convidado para as comemorações dos 50 anos da ponte, António Rosa Lopes afirmou: “Se não me convidarem, eu venho à mesma. Venho ali acima à entrada da ponte com uma garrafa de champanhe e ver a celebração”.

A ponte foi inaugurada a 6 de agosto de 1966.

Fonte :::> Bom Dia

Cacilhas mostra veleiros nas comemorações dos 50 anos da Ponte 25 de abril

SAM_1484Por ocasião das comemorações dos 50 anos da Ponte 25 de abril que ocorre amanhã dia 6 de agosto encontram-se em visita em Almada nos cais de Cacilhas com visita grátis a Caravela Vera Cruz, Veleiro Crioula, Fragata D.Fernando II e Glória e o Veleiro Gulden Leeuw , holandês.

Fonte :::> http://quintaisisa.blogspot.pt/?view=sidebar

Seo wordpress plugin by www.seowizard.org.