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António Costa quer aeroporto no Montijo

14 de Agosto 2018

“Não há melhor solução que o Montijo” para o novo aeroporto”

O primeiro-ministro diz esperar que a construção do aeroporto em Montijo seja “ambientalmente possível”. Um novo estudo de impacte ambiental nos terrenos do Montijo, pedido pelo Ministério do Planeamento e Infraestruturas, voltou a lançar dúvidas sobre a futura localização do novo aeroporto. Mas o primeiro-ministro garante que o Montijo é mesmo a “melhor solução”. Em entrevista ao jornal Expresso, publicada este sábado, António Costa sublinha a urgência que é a construção de um novo aeroporto que complemente a Portela.

“Temos de recuperar de um erro enorme, cometido há dez anos, que foi ter-se considerado megalómano aquilo que hoje é, infelizmente, uma realidade comezinha e dramática do nosso dia a dia. O país já está a ter um custo económico muito elevado com o não ter decidido a tempo e horas a realização de um aeroporto, não podemos atrasar mais a decisão”.
O primeiro-ministro diz esperar que a construção do aeroporto seja “ambientalmente possível” e que o esgotamento do aeroporto Humberto Delgado seja um “caso que todos registem para a história sobre os custos da não decisão”.
O primeiro-ministro reconhece que o setor atravessa grave problemas e aponta o dedo ao anterior governo. O que se está a passar, diz Costa, “é o resultado de, ao longo de quatro anos, termos um secretário de Estado que entendeu que o principal produto de uma empresa de transportes era o EBITDA. Não interessava se transportava ou não pessoas”. O antigo secretário de Estado dos Transportes era Sérgio Monteiro.
O primeiro-ministro prevê multiplicar por quatro o investimento em ferrovia no final da legislatura.

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Rui Garcia: “Campo de Tiro de Alcochete é a melhor opção” para a construção do novo aeroporto


Na última sexta-feira, o Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, recebeu a sessão de esclarecimento/debate sobre a proposta do Governo de construir o novo aeroporto de Lisboa, ou uma extensão deste, na Base Aérea n.º 6, no Montijo, onde o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, manifestou a sua preferência por uma mudança de localização.

“A construção do Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete continua a ser a opção, que responde às necessidades actuais e futuras de Portugal relativamente ao tráfego aéreo, de passageiros e de mercadorias”, referiu o autarca, convicto que esta opção “contribuirá não só para o crescimento económico, o aumento do investimento e do emprego e o desenvolvimento da região, como é de vital importância para o crescimento e desenvolvimento do país”.

Para Rui Garcia, nada destes investimentos se projectam na eventual instalação de um terminal do Aeroporto Humberto Delgado no Montijo.

“Esta opção traduz, da parte do Governo, a renúncia a uma visão estratégica não só do futuro da actividade aeroportuária, como também do ordenamento do território e do desenvolvimento da Área Metropolitana e, em particular, da Região de Setúbal”, afirmou o autarca, acrescentando que esta opção “não corresponde aos interesses da nossa região, da sua população e da sua economia, nem ao que o país necessita”.

Antes de terminar a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal da Moita deixou, ainda, um apelo.

“Ainda é tempo de travar esta opção desastrosa. O futuro do país e da região e a segurança e o bem-estar da população, das muitas dezenas de milhares de pessoas afectadas, têm de ser mais importantes que a Vinci, empresa concessionária da ANA, as low-cost ou quaisquer outros interesses particulares”.

No momento de debate com a assistência, uma iniciativa muito participada, foram várias as dúvidas levantadas pela população, não só do concelho da Moita, mas dos concelhos limítrofes, que se prendiam, na maioria, com as questões de segurança e de perda de qualidade de vida nos municípios do Arco Ribeirinho Sul.

Esta sessão foi promovida pela Assembleia Municipal da Moita e contou, no debate, com a presença de Duarte Silva, Técnico Especialista do Gabinete do Secretário de Estado das Infra-estruturas, Francisco Pita, Administrador da ANA, Carla Graça, Vice-Presidente da Direcção da Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, Carlos Ramos, ex-presidente do LNEC e ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, Rui Garcia, Presidente do Conselho Directivo da AMRS e Presidente da Câmara Municipal da Moita, como oradores, e João Lobo, presidente da Assembleia Municipal, como moderador.

Ao longo da noite, ouviram-se argumentos pró-aeroporto na Base Aérea do Montijo, nas intervenções de Duarte Silva e Francisco Pita, e contra esta localização, pelas palavras de Carla Graça, Carlos Ramos e Rui Garcia.

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Costa pede urgência no consenso para novo aeroporto internacional

23 Abril 2018

O primeiro-ministro pediu hoje urgente consenso político em torno do novo aeroporto internacional e defendeu que o turismo em Portugal tem ainda margem para crescer caso se reforce a diversificação da oferta.

António Costa falava na cerimónia de posse da recondução de Francisco Calheiros no cargo de presidente da direção da Confederação do Turismo de Portugal, que decorreu em Lisboa e em que também esteve presente o ex-líder do PSD e ex-chefe do Governo Pedro Passos Coelho.

“Importa concentrarmo-nos no futuro e recuperar o tempo perdido, assegurando rapidamente a solução duradoura, politicamente consensual, para dotarmos o país de um aeroporto internacional com a capacidade que o crescimento do tráfego aéreo necessariamente impõe”, defendeu o primeiro-ministro na parte final do seu discurso.

Antes de António Costa, já o presidente da Confederação do Turismo Português tinha colocado como questão de resolução urgente a abertura de um novo aeroporto.

Neste ponto, António Costa avisou mesmo que não se cansará de repetir “o quanto é absolutamente essencial para grandes investimentos públicos o país ser capaz de construir consensos políticos alargados”.

“Isto com a consciência de que cada decisão de fazer ou de não se fazer nunca será uma decisão cujos efeitos se esgotem na legislatura em que é tomada, mas que duradouramente se projeta para décadas e séculos posteriores”, sustentou.

Na perspetiva do primeiro-ministro, a solução base assumida pela ANA – Aeroportos de Portugal e pelo Estado Português em relação ao Montijo, distrito de Setúbal, “deve ser objeto de todos os estudos necessários para que não haja dúvidas, hesitações e se tomem as decisões que urge tomar”.

“Temos de recuperar tão rapidamente possível o tempo que estamos atrasados para dotar o país com um novo aeroporto internacional com a capacidade que Portugal carece”, completou.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro mostrou-se também convicto que o turismo em Portugal tem ainda margem de crescimento caso se aposte na diversificação da oferta, designadamente na valorização do património cultural e das regiões do interior, bem como no turismo de congressos.

Nos últimos dois anos, de acordo com os dados citados pelo primeiro-ministro, houve 41 novos congressos internacionais em Portugal, o que “ajuda a quebrar o fator da sazonalidade” inerente a esta atividade.

Ainda no que respeita às questões relativas à acessibilidade, mencionadas no discurso anterior de Francisco Calheiros, o líder do executivo referiu-se à abertura nos últimos dois anos “de 104 novas rotas e operações no período de inverno”, bem como de “42 no período do verão”.

“Esta questão das acessibilidades, como é evidente, dá atualidade a novos desafios que se colocam ao país”, observou António Costa – aqui, outra vez numa alusão ao problema de o aeroporto de Lisboa ter atingido o limite de capacidade no ano passado.

Na sessão, estiveram também presentes os ministros da Presidência, Maria Manuel Leitão Marques, e do Trabalho e Segurança Social, Vieira da Silva, bem como o antigo ministro social-democrata José Luís Arnaut, que hoje tomou posse como membro da direção da Confederação do Turismo Português em representação da ANA – Aeroportos de Portugal.

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Hoje no Barreiro Debate sobre Aeroporto na Península de Setúbal Defensores das opções Campo de Tiro de Alcochete e Base Aérea 6 Montijo

. NA COOPERATIVA CULTURAL POPULAR BARREIRENSE, DIA 27 DE ABRIL – 21H00

A Cooperativa Cultural Popular Barreirense promove debate onde defensores das hipóteses: (Campo de Tiro de Alcochete / Base Aérea 6 Montijo) terão oportunidade de apresentar as virtualidades e fraquezas, as oportunidades e ameaças de cada uma delas, para um melhor esclarecimento de todos.

Aproximando-se o momento da decisão quanto à implantação de um Aeroporto na Península de Setúbal e tendo em conta as implicações que isso acarreta para a vida das populações da Região, principalmente para os residentes nos concelhos ribeirinhos da Margem Sul , nomeadamente do Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete e Seixal, a Cooperativa Cultural Popular Barreirense convida todos os seus cooperadores e público em geral a participar neste debate, onde defensores das hipóteses: (Campo de Tiro de Alcochete / Base Aérea 6 Montijo) terão oportunidade de apresentar as virtualidades e fraquezas, as oportunidades e ameaças de cada uma delas, para um melhor esclarecimento de todos.

Serão nossos convidados o Eng. Carlos Matias Ramos (Presidente do LNEC à data do Estudo para Análise Comparada das Alternativas de Localização do NAL na OTA ou na CTA e ex Presidente da Ordem dos Engenheiros); Dra. Carla Graça (Vice-Presidenta da Associação ZERO); Victor Silveira (Piloto de Linha Aérea); Manuel Fernandes (cooperador) “As Ameaças de um Aeroporto na BA6 para as Comunidades Locais”.

Numa altura em que estará para breve a saída dos primeiros estudos sobre os impactos resultantes da possível escolha de construção do Aeroporto de Lisboa na Base Aérea 6 do Montijo, a que se seguirá uma consulta pública e no momento em que começamos a ouvir vozes alertando para a insuficiência ambiental e estrutural desses estudos, interessa contribuir para o esclarecimento do maior número de cidadãos no sentido de compreenderem as razões da escolha que se venha a efectuar, bem como as suas consequências, a fim de cada um poder tomar a sua decisão e comunicá-la de forma esclarecida. Neste sentido esperamos por si no dia 27 de Abril, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, pelas 21h00.

COOPERATIVA CULTURAL POPULAR BARREIRENSE

Montijo – Ministro garante que novo aeroporto está “dentro do calendário previsto”

Por Lusa|20.04.18

Pedro Marques reafirmou que existe “um grande consenso” sobre a matéria.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques – Lusa

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, disse esta sexta-feira que deverá receber na próxima semana o estudo sobre o impacto ambiental do novo aeroporto do Montijo, garantindo que o processo decorre “dentro do calendário previsto”. “Estamos para receber na próxima semana o estudo do impacto ambiental [sobre o novo aeroporto] e estamos já a negociar a proposta que a ANA Aeroportos apresentou ao Governo”, afirmou o ministro aos jornalistas, à saída de uma reunião da Concertação Social, em Lisboa, sobre o Programa Nacional de Reformas (PNR). Pedro Marques reafirmou que existe “um grande consenso” sobre a matéria, referindo que o Governo e o PSD já consideraram que o aeroporto no Montijo “é uma boa solução”. “Estamos dentro do calendário previsto no memorando assinado há um ano, o que significa que se tudo correr bem teremos o aeroporto pronto em 2021”, reforçou Pedro Marques. Sobre o tema da reunião da Concertação Social, o PNR, o ministro disse que, em reposta aos receios dos parceiros sociais manifestados durante o encontro, o governante afirmou “de forma clara” que o documento se articula com o Programa de Estabilidade (PE) mas que “não se subjuga” a este último. “É possível fazer reformas, implementar medidas que melhoram o crescimento económico e melhoram a sustentabilidade das contas públicas, mas a sustentabilidade das contas públicas também é muito importante para que o Governo continue a implementar medidas de política para melhorar, por exemplo, os rendimentos dos portugueses, portanto estes documentos complementam-se e não se subjugam um ao outro”, frisou o ministro. O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Vieira Lopes, disse estar preocupado com as verbas para qualificação, uma vez que, segundo adiantou, não foi feito um balanço dos atuais fundos europeus “de uma forma correta” e por isso receia que “os erros” estejam a ser refletidos no acordo que o Governo firmou com o PSD esta semana sobre o próximo quadro. Para o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, o PNR é “positivo na globalidade”, salientando que há uma valorização do documento por integrar mais dois setores – habitação e prevenção e segurança do interior do país – mas defendeu que o documento do Governo deve ser melhorado. Já o líder da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que o PNR é marcado por “uma insuficiência muito grande”, pois ao apostar na qualificação, não dá a importância devida à qualidade do emprego.

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Socialistas querem o nome de Mário Soares no aeroporto do Montijo.

Deputados do PS indignados por subir a plenário petição contra Mário Soares


Por Lusa|17.01.18

Deputados socialistas manifestam-se indignados por ter sido admitida para debate em plenário, na Assembleia da República, na quinta-feira, uma petição contra a eventual atribuição do nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo. Em declarações à agência Lusa, o deputado e antigo secretário de Estado socialista Ascenso Simões considerou que essa petição, que tem como primeiro subscritor Miguel Vieira Lopes, residente na Alemanha, “além de insultuosa, não cumpre minimamente as condições para ser admitida para debate em plenário”. De acordo vários deputados socialistas contactados pela agência Lusa, verifica-se uma “nulidade de objeto” nessa petição que sobe na quinta-feira a plenário. A petição em causa entrou na Assembleia da República já na anterior sessão legislativa e passou primeiro pela Comissão Parlamentar de Economia, depois de ter sido admitida pelos serviços da Assembleia da República, já que, entre outras disposições, cumpria o requisito formal de reunir um mínimo de quatro mil assinaturas. O deputado relator da petição na Comissão Parlamentar de Economia, o socialista Fernando Jesus, defendeu à agência Lusa que, para futuro, a Assembleia da República “proceda a um escrutínio mais exigente” sobre as condições de admissibilidade destas iniciativas provenientes de grupos de cidadãos, designadamente em termos de verificação do objeto.

“É óbvio que não há nenhuma decisão do Governo em matéria de novo aeroporto no Montijo. Também eu senti estupefação quando fui confrontado com o teor dessa petição”, justificou Fernando Jesus, deputado do PS eleito pelo círculo do Porto. Fernando Jesus considerou depois que os principais autores da petição – o primeiro subscritor do documento foi ouvido em sede de comissão – “são saudosistas do anterior regime que nunca se conformaram com a instauração da democracia em Portugal e pretendem apenas insultar a memória de Mário Soares”. “Mas, por muito que tentem, não têm categoria para insultar uma figura com a superioridade moral de Mário Soares”, acrescentou o relator da petição, adiantando que esta condenação política e moral, no âmbito da Comissão Parlamentar de Obras Públicas, “foi comum a todos os partidos”. Na semana passada, o Grupo Parlamentar do PS emitiu um comunicado oficial em que se classificava como “um ato chocarreiro” e “provocatório” a petição que se insurge contra a eventual atribuição do nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo. Nesse texto, assinado pelo vice-presidente da bancada do PS Filipe Neto Brandão, considera-se que “a petição em causa não passa de um ato chocarreiro e provocatório, que, paradoxalmente, atesta a superioridade moral da democracia que consente até dislates como esse”. “Não creio, assim, que alguém lhe venha a dedicar no parlamento mais do que os parcos minutos que, formal e regimentalmente, lhe estarão atribuídos”, frisou o dirigente socialista.

Filipe Neto Brandão sustentou ainda que a figura do antigo chefe de Estado Mário Soares, “como um dos vultos maiores da República, é indubitavelmente consensual entre os portugueses que creem na democracia”. “Pretender o contrário é, assim, na verdade, confessar-se militante de uma qualquer área saudosista do pré-25 de Abril. Curiosamente, deve ser sublinhado que exercer o direito de petição à Assembleia da República é algo que decorre também do resultado da ação cívica de Mário Soares e que pode ser exercido por todos, creiam, ou não, nas virtudes da liberdade e da democracia”, acrescentou o vice-presidente da bancada socialista.

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PS repudia petição contra nome de Mário Soares no aeroporto do Montijo

9 de Janeiro 2018

O PS considera “um acto chocarreiro” e “provocatório” a petição que deu entrada na Assembleia da República que se insurge contra a eventual atribuição do nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo.

A petição, subscrita por um grupo de cidadãos sem cargos públicos relevantes e que deu entrada no parlamento no ano passado, está agendada para ser discutida em plenário, na Assembleia da República, no próximo dia 18.

Para o vice-presidente da bancada do PS Filipe Neto Brandão, “a petição em causa não passa de um acto chocarreiro e provocatório, que, paradoxalmente, atesta a superioridade moral da democracia que consente até dislates como esse”.

“Não creio, assim, que alguém lhe venha a dedicar no parlamento mais do que os parcos minutos que, formal e regimentalmente, lhe estarão atribuídos”, completou o dirigente socialista, numa nota enviada à agência Lusa.

Filipe Neto Brandão defende que a figura do antigo chefe de Estado Mário Soares, “como um dos vultos maiores da República, é indubitavelmente consensual entre os portugueses que crêem na democracia”.

“Pretender o contrário é, assim, na verdade, confessar-se militante de uma qualquer área saudosista do pré-25 de Abril. Curiosamente, deve ser sublinhado que exercer o direito de petição à Assembleia da República é algo que decorre também do resultado da acção cívica de Mário Soares e que pode ser exercido por todos, creiam, ou não, nas virtudes da liberdade e da democracia”, acrescentou o vice-presidente da bancada socialista.

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Lusa

Força Aérea propõe manter Centro de Treino no Montijo e aeródromo de trânsito

A Força Aérea propõe manter na base militar n.º 6 apenas o Centro de Treino existente e um aeródromo de trânsito, segundo o relatório sobre as implicações da instalação de um aeroporto civil no Montijo.


Com a instalação do aeroporto complementar ao da Portela no Montijo, a FA propõe passar toda a operação para outras bases, mantendo no local apenas o atual Centro de Treino de Sobrevivência da Força Aérea e a construção de um aeródromo de trânsito.

De resto, o relatório aponta para que toda a operação seja reorganizada e deslocalizada da base n.º 6 para outras unidades, com custos que a FAP (Força Aérea Portuguesa) estima em 372 milhões de euros, mais 21,7 de encargos relacionados com o Exército e a Marinha, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo.

A instalação de um aeroporto complementar ao da Portela na base militar do Montijo implicará, em específico, um custo de 73 ME com a reativação de Tancos, 31 ME com a transferência de parte da operação para a base de Sintra e 05 ME para a base de Beja.

A estimativa inclui uma despesa de 20 ME para a desativação do dispositivo na base n.º 6, Montijo, incluindo 6,5 milhões de euros para obras de estruturas da NATO ali sediadas.

O estudo, que foi entregue ao Governo no final de abril e hoje discutido, à porta fechada, na primeira parte da audição parlamentar ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, estima ainda 242 ME com custos relacionados com a deslocalização do Campo de Tiro de Alcochete, somando no total 372 milhões de euros.

Fontes parlamentares adiantaram à Lusa que coube ao secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, responder às perguntas dos deputados, reforçando a ideia de que os custos previstos não poderão sair do orçamento do ministério da Defesa e de que terá de haver uma negociação.

Aos 372 milhões de euros para deslocalizar a operação, acrescem 21, 7 ME: a Marinha precisará de 14 ME para deslocalizar os seus helicópteros da base do Montijo para outra base [Sintra] e o Exército precisará de 7,7 ME para retirar o efetivo atualmente em Tancos.

Na base de Tancos ficariam as esquadras de transporte militar, C-130 e C-295, e para a base de Sintra seriam transferidos os dispositivos de salvamento marítimo.

No estudo, segundo fontes ligadas ao processo, a FAP considera previsível que a construção de um aeroporto civil complementar ao da Portela no Montijo implique um rápido aumento do tráfego aéreo, tornando inviável manter a operação no Montijo, tal como está, a partir de 2023/24.

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Saída da força aérea do Montijo custa 372 milhões

Campo de tiro sairá de Alcochete para Mértola/Serpa.

O alargamento do novo aeroporto de Lisboa para a base aérea da Força Aérea no Montijo, através da solução ‘Portela + Montijo’, vai implicar uma despesa de 372 milhões de euros com a transferência de capacidades da Força Aérea, da Marinha e do Exército para outras unidades militares. O encargo mais elevado será realizado com a transferência do Campo de Tiro de Alcochete para a zona de Mértola/Serpa, entre 2024 e 2036: o custo será superior a 242 milhões de euros, segundo o estudo de impacto da implantação da infraestrutura civil na Base Aérea nº 6, no Montijo, ontem apresentado aos deputados da Comissão de Defesa Nacional pelo ministro da Defesa, Azeredo Lopes. O documento, ao qual o CM teve acesso, considera que o início das operações em 2022, “devido ao aumento do tráfego civil, vão impossibilitar definitivamente o treino operacional das Esquadras de voo sedeadas no Montijo.” Por isso, será necessário deslocalizar as esquadras de voo para outras bases aéreas. Por exemplo, as Esquadras de Transporte 501 e 502 (C130 e C295) irão para a antiga BA3, em Tancos, e a Esquadra de Helicópteros vai para Sintra.

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Ministro garante admite início das obras do aeroporto no Montijo para 2019

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, reiterou hoje que o aeroporto complementar no Montijo é uma solução que pode ser implementada em “poucos anos” e sustentável do ponto de vista financeiro.

“É uma solução que pode ser implementada em poucos anos e é sustentável do ponto de vista financeiro”, advoga Pedro Marques, justificando a sustentabilidade da obra com o financiamento de receitas aeroportuárias a aplicar “sem que as taxas aumentem para valores que ponham em causa a competitividade dos aeroportos de Portugal”, em concreto o Humberto Delgado, em Lisboa.

O governante falava à agência Lusa e à SIC depois de ter presidido à sessão de abertura de um debate organizado pela Ordem dos Engenheiros dedicado à solução de um aeroporto complementar no Montijo que aumente a capacidade aeroportuária na região de Lisboa.

Pedro Marques estima que este ano e em 2018 sejam concretizados os estudos ambientais e a negociação com a ANA, e a construção possa arrancar em 2019.

O intuito é o de gerar uma solução consistente que assegure “capacidade aeroportuária para várias décadas”, abarcando um total possível de 50 milhões de passageiros na zona de Lisboa, declarou o governante às várias dezenas de engenheiros presentes no debate.

“A expansão poderá gerar a prazo 20 mil novos postos de trabalho, diretos e indiretos, apenas no setor aeroportuário, para além dos resultantes da atividade económica no geral”, realçou ainda Pedro Marques.

O ministro do Planeamento e Infraestruturas lembrou ainda que a “necessidade de expandir” a capacidade aeroportuária de Lisboa “é há muito conhecida, muitas soluções foram analisadas e discutidas, mas uma dificuldade histórica em gerar consensos e algum preconceito contra o investimento público impediram que fossem tomadas as decisões que são necessárias”.

A solução do Montijo, portanto, “permite o desenvolvimento harmonioso da Área Metropolitana de Lisboa, repartindo o desenvolvimento induzido pelo crescimento do tráfego aéreo pelas duas margens do Tejo”, disse.

E insistiu: “É uma solução financeiramente comportável para o Estado, com condições para o seu custo ser integralmente suportado através das receitas aeroportuárias, ao mesmo tempo que se assegura taxas no Montijo inferiores às do Aeroporto Humberto Delgado e dos principais aeroportos concorrentes”.

O aeroporto complementar ao de Lisboa deverá estar vocacionado principalmente para as ‘low cost’ (companhias de baixo custo) e para serviços de médio custo.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires, sublinhou por seu turno a importância da sessão pública de hoje para serem conhecidos documentos e mais informação sobre o projeto, mas reconheceu preocupações com o financiamento da obra “e os encargos que pode gerar para o país”.

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