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Mercado de Natal em Almada até 16 de Dezembro

Comprar, comer e divertir-se no centro da cidade em época natalícia

Foto: ADN


A Praça S. João Baptista vai ser centro de animação em tempo de Natal, em Almada. A organização diz que que as propostas e surpresas são muitas e a diversão é garantida. Dia 12 de Dezembro, a partir das 17 horas, abrem as portas da edição deste ano do Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, com uma seleção de artigos de designers e artesãos de todo o País, mas com preocupações ecológicas e sociais. Aqui, até a embalagem conta, pelo que quem quiser oferecer um presente ecológico pode ir até à Oficina de Cultura, no centro da cidade de Almada, onde até 16 de Dezembro estão as propostas de 70 artesãos e marcas.

O Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, com uma selecção de artigos de designers e artesãos de todo o país, abre na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Oficina da Cultura e Praça S. João Baptista. Com preocupações ecológicas e sociais, onde até a embalagem conta, “é espaço a visitar para adquirir um presente mais amigo do ambiente”, desafia a organização.
Encontra, por exemplo, vestuário feito com matérias naturais, brinquedos de madeira, acessórios de moda, plantas, cosmética natural, kits para fazer a sua horta em casa ou ter a sua própria criação de cogumelos, casas-ninho e muito mais. Em muitas das bancas haverá presentes a partir de um euro.
No exterior, funcionam as tasquinhas, com esplanadas cheias de iguarias natalícias, além de concertos e animação e, ao longo dos cinco dias, há oficinas ecológicas: mais de 50 no total, todas gratuitas. Numas constroem-se presentes, dando vida nova a materiais, noutras fazem-se decorações de Natal mais ecológicas, mas também há quem ensine a fazer embrulhos com materiais naturais, sem recurso a agrafos, fita-colas ou laços, para baixar a pegada ecológica deste Natal. Não é necessária inscrição prévia, basta aparecer.
Na Praça São João Baptista, onde há uma extensão do Mercado de Natal Amigo da Terra, pode provar doçaria regional, vinho quente e pão acabado de fazer, mas também levar para casa alguns produtos frescos à venda e até sugestões de presentes. Há ainda showcookings com receitas saudáveis para o Natal e para o dia-a-dia, em várias aulas práticas de cozinha por especialistas.
Além de bandas, DJ sets e atuações dos grupos que participam no programa “Do Natal aos Reis em Coro”, estão previstas peças de teatro e animação de rua.
Outro dos pontos de atracção deste mercado será a banca da associação Amor Rafeiro. Aqui vai ser possível adoptar um cão ou um gato, ou simplesmente adquiri propostas de presentes para os seus amigos de quatro patas.
Finalmente, no domingo, dia 16 de Dezembro, a autarquia desafia a vestir algum acessório natalício e participar no ciclopasseio solidário Dois Pedais, Mais Natais. Pode levar bens alimentares não-perecíveis (como enlatados, bolachas, cereais, arroz, e outros alimentos embalados) para entregar à Redfood de Almada, que os distribuirá por famílias carenciadas do concelho. O ponto de encontro é na Praça São João Baptista, às 15 horas.

Anselmo Ralph na passagem de ano em Cacilhas
Mais uma vez Cacilhas vai receber o Ano Novo em festa. Música e fogo-de-artifício, desta vez combinado entre a margem de Almada e a de Lisboa. Mas em Cacilhas, a festa promete, tem muita música e um mega fogo de artificio a dobrar, e não é preciso bilhetes nem entradas.
Em Almada, junto à Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas, o palco do evento de passagem de ano da autarquia recebe este ano Anselmo Raph, um dos grandes nomes da música angolana. Mas há mais motivos para marcar lugar junto ao Tejo.
A partir das 22h30, no último dia do ano, começa o espetáculo com os Rock em Stock, uma banda de covers que vai interpretar temas dos anos 80 e 90. Táxi, Sitiados, Quinta do Bill, Xutos e Pontapés, UHF, sem esquecer Jorge Palma ou Rui Veloso, vão ser revisitados, e esperam-se coros de vozes épicos.
Antes da meia-noite, o palco é dos bailarinos da Escola de Dança Next, vice-campeões do Mundo na categoria de Mega Crew Hip Hop Teams. Quando soarem as 12 badaladas é altura para o fogo de artifício, este ano sincronizado entre Almada e Lisboa, com um espetáculo a unir as duas margens do Tejo.
Depois, chega “A Única Mulher”, “Não Me Toca”, “Curtição” e muito mais, pela voz de Anselmo Ralph, madrugada dentro.

Agência de Notícias
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Fotos : Inês de Medeiros

Incêndio consome oficina e nove veículos no Feijó

1 de Dezembro 2018

Um incêndio de grandes dimensões deflagrou, na noite desta sexta-feira, numa oficina no Feijó, em Almada, destruiu nove viaturas e material ligado à oficina. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram a violência das chamas. O fogo ocorreu numa zona de armazenamento e oito veículos foram tomados pelas chamas, confirmou ao CM Miguel Silva, Comandante dos Bombeiros de Cacilhas. O alerta foi dado cerca das 1h13 e pelas 2h17 o incêndio tinha já sido dado como extinto. Os trabalhos no local foram concluídos pelas 3h30, revelou ainda. No local esteve a PSP e 32 bombeiros das corporações de Cacilhas e Almada, apoiados por 10 veículos. Não há vítimas a registar, confirmou o CM junto do CDOS de Setúbal. A Polícia Judiciária esteve esta manhã no local a investigar o incêndio.

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João Lourenço termina visita de Estado com deslocação à Base Naval do Alfeite

Presidente angolano afirmou, na sexta-feira, no Porto, antever “um futuro promissor” nas relações entre Portugal e Angola.


O Presidente de Angola, João Lourenço, termina este sábado, em Lisboa, a sua primeira visita de Estado a Portugal, com a deslocação à Base Naval do Alfeite. João Lourenço é esperado durante a manhã na Base Naval de Lisboa e no arsenal do Alfeite, onde irá visitar a base operacional da Marinha portuguesa. Durante a tarde de sábado não há programa oficial e o regresso do Presidente angolano a Luanda está previsto para domingo. O Presidente angolano afirmou, na sexta-feira, no Porto, antever “um futuro promissor” nas relações entre Portugal e Angola. João Lourenço disse ainda que espera um “desfecho”, no primeiro trimestre de 2019, na negociação com o Governo português para simplificação dos procedimentos administrativos para a concessão de vistos de entrada, tendo já um “caminho delineado e bastante claro”. Na sexta-feira, em comunicado conjunto, os dois governos salientaram que os diversos encontros no âmbito desta visita de Estado “mostraram uma ampla convergência de pontos de vista e permitiram uma oportuna atualização de informação sobre a situação política, económica e social nos dois países”. Esta visita de Estado de três dias, que termina hoje, é também a primeira do género de um Presidente angolano a Portugal desde 2009, e envolveu a assinatura de 13 acordos entre os dois governos, tendo João Lourenço anunciado ainda que o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, visitará Angola em 2019.

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Lisnave em exposição no Museu Naval

Museu Naval vai acolher a exposição “Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada”,com inauguração marcada para dia 15. A mostra, que, porém, estará aberta ao público a partir de dia 19, apresenta o legado dos antigos estaleiros de reparação naval que funcionaram na Margueira entre 1967 e 2000

A exposição “propõe um percurso pela história recente do concelho feito a partir de um espaço industrial que persiste na memória colectiva dos almadenses”, explica a Câmara Municipal, salientando que ainda hoje permanece em Cacilhas, como marco na paisagem urbana, o pórtico de 300 toneladas.

Na mostra será ainda possível encontrar “narrativas, imagens, objectos, notícias e acontecimentos que se cruzam e para os quais a comunidade foi chamada a contribuir com as suas experiências, histórias e memórias”, adianta a autarquia, revelando a concluir: “Propõe-se contar a história da Lisnave, dos seus trabalhadores, mas também se aponta para o futuro, para formas de repensar a cidade através do projecto Cidade da Água”.

O custo das entradas para adultos é de 0,61 euros, sendo que os seniores a partir dos 65 anos bem como os jovens com idades entre os 12 e os 30 anos, residentes e estudantes no concelho de Almada, pagam apenas 0,31 euros. Os menores de 12 anos têm entrada gratuita.

De Outubro a Abril, o Museu Naval funciona de Outubro a Abril de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e entre as 14h00 e as 17h30. Encerra aos domingos e feriados.

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Foto: Clemente Mitra

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CDU de Almada diz que orçamento da câmara para 2019 não tem estratégia

A CDU considerou hoje que o orçamento para o próximo ano da Câmara de Almada, liderada pelo PS, não tem estratégia, destacando a ausência de coesão nos projetos.<(h3>

“É um documento sem estratégia. Ao ler-se as Grandes Opções vê-se que há mais ambições e vazios do que, efetivamente, propostas e não há coesão nos projetos. É um documento vazio e nunca poderíamos mostrar apoio”, disse à agência Lusa o vereador da CDU José Gonçalves.

Para o vereador, as propostas de Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2019 da Câmara de Almada, no distrito de Setúbal, não são da autarquia, mas sim do PS.

“O documento foi apresentado pela câmara municipal de forma tardia, não de forma global e sem ter permitido o contributo dos vereadores da oposição, o que é um caso inédito. Não é um bom contributo para o bom funcionamento democrático dos órgãos”, declarou José Gonçalves.

De acordo com o vereador, o orçamento para 2019 tem um valor de 117 milhões de euros que, apesar de ser “um dos maiores de sempre”, demonstra como “era falsa a indicação de instabilidade de recursos” por parte do executivo socialista.

Para o vereador, o aumento deve-se às receitas do Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis e do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), cujos valores vão manter-se no próximo ano.

“O IMI está em 0,36% e nós propusemos 0,35%, o que foi recusado pelo executivo”, avançou.

Outro dos aspetos que mais preocupa a CDU é a elaboração de um novo Plano Diretor Municipal (PDM).

“É mesmo muito grave. Almada tem um processo de revisão do PDM já há alguns anos, que já está quase concluído, e o PS vem colocar a elaboração de um novo PDM. Mas quando questionado sobre isso, não explica os seus objetivos e o que pretende com um novo plano”, apontou.

Os bairros de génese ilegal são outro dos grandes problemas do concelho e continuam sem solução à vista no próximo ano, de acordo com José Gonçalves.

“Há uma expressiva carência de habitação e alguns problemas por resolver. O que se percebe agora é que 2018 foi um ano perdido do ponto de vista do realojamento e para 2019 não é apresentada uma estratégia para a abordagem destes problemas”, declarou.

A este propósito, considera que os documentos deviam dizer o que vai ser feito ao nível da construção e reabilitação dos bairros do Segundo Torrão e Terras da Costa, frisou.

José Gonçalves saudou, contudo, as “boas perspetivas de futuro” da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, com a criação de um passe social e de uma empresa única de transportes, mas salientou que “não é por isso que estão resolvidos os problemas em Almada”.

Neste sentido, advertiu para a necessidade de uma “nova frota de transportes coletivos”, não só rodoviários, mas também para os barcos da Transtejo, que estão “podres e não asseguram um padrão de normalidade”.

Nesta temática, destacou ainda a importância para o concelho da “terceira travessia do Tejo”, entre Barreiro e Chelas, e a abertura do nó da autoestrada 2 entre a Cruz de Pau e Corroios, no Seixal, o que “tiraria milhares de carros do centro/sul de Almada”.

Questionada pela agência Lusa, a câmara, presidida por Inês de Medeiros, afirmou que só poderá divulgar o Orçamento e as Grandes Opções do Plano do próximo ano após a aprovação pela Assembleia Municipal, o que deverá acontecer em reunião na próxima semana.

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Prémio Literário Cidade de Almada

07/11/2018

Júri premeia duas obras desafiantes de vivências nem sempre fáceis

Carla Pais e Ana Pessoa venceram os concursos literários promovidos por Almada. Dois desafios em estilos de escrita diferentes; um sobre as complexas relações entre homens e mulheres, e o outro sobre emoções, dilemas e incertezas da adolescência

Carla Pais em prosa e Ana Pessoa na categoria literatura juvenil viram as suas obras reconhecidas este ano pelo júri que, em Almada, premiou a sua produção literária.

O romance “Um cão deitado à fossa” de Carla Pais, venceu a 30.ª edição do Prémio Literário Cidade de Almada, enquanto o original “Aqui é um bom lugar” de Ana Pessoa foi distinguido na 13.ª edição Prémio Literário Maria Rosa Colaço.

O júri do Prémio Literário Cidade de Almada considerou o romance “Um cão deitado à fossa” foi escrito num registo gráfico e literário “totalmente diferente” que, através de uma “forma de comentário estilisticamente muito cativante mas de grande contundência”, apresenta “uma espécie de libelo acusatório desse universo tipificado por homens egoístas e mulheres submissas”.

No caso do original “Aqui é um bom lugar”, a apreciação do júri do Prémio Literário Maria Rosa Colaço considerou este registo autobiográfico de uma jovem em passagem da escola secundária para a universidade como “verosímil e forte” que envolve “facilmente” o leitor levando-o a “identificar-se não apenas com as vivências partilhadas mas também com a linguagem e o estilo, muito contemporâneos, que distinguem o relato”.

Nas edições deste ano participaram cerca de meia centena de obras originais, tendo a Câmara de Almada atribuído a cada uma das autoras premiadas um prémio monetário no valor de cinco mil euros.

Lançado pela Câmara Municipal de Almada, o Prémio Literário Cidade de Almada é considerado uma referência nacional na área da literatura e na promoção da criação literária em língua portuguesa. Quanto ao Prémio Literário Maria Rosa Colaço, também organizado pela autarquia, pretende homenagear a ilustre escritora e incentivar a criatividade literária de autores portugueses, nos domínios da literatura infantil e juvenil.

Humberto Lameiras

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Faleceu o Professor Silva Marques

08 de Novembro 2018

Almada perde um educador

O Funeral é amanhã 6ª Feira ás 10.00 horas e sairá da Igreja Paroquial de São Tiago em Almada para o Cemitério de Vale de Flores.
Esta noite tem lugar o velório a partir das 18 horas


António José A. F. e Silva Marques
Licenciado em Educação Física.
Leccionou na Emídio Navarro entre os anos lectivos de 1966/67 e 1980/81, com duas interrupções para comissões de serviço na Direcção-Geral do Ensino Básico e na Direcção-Geral do Desporto.

Em 2005, no âmbito das comemorações do Cinquentenário da Escola Emídio Navarro, foi homenageado pela Escola, tendo sido atribuído o seu nome à sala do Ginásio.
Foi também professor de ginástica no Ginásio Clube do Sul.

Veja mais em ::::> Antigos Alunos da Escola Emídio Navarro

O nosso professor partiu

“Lecionou Educação Física na Emídio Navarro, de Almada. Professor de ginástica e outras modalidades em diversos clubes de Almada e da região.
Marcou gerações de estudantes de Almada, fez amizades para toda a vida, fez campeões em várias modalidades, foi um exemplar professor e promotor do desenvolvimento da atividade física e desportiva escolar.
A toda a sua família, expresso as minhas mais sentidas condolências. Haverá uma cidade educadora e desportiva inteira que expressará os seus pêsames à família enlutada.
Partiu um professor marcante. Também um amigo enorme.
Almada está mais pobre.
Ficará o seu exemplo.”
António Matos – vereador da CM Almada

PS de Almada Comemora 1.º ano de gestão socialista na Câmara Municipal


PS Almada 29 de Outubro 2018
“Está comemoração foi também a comemoração de 40 anos de luta dos socialistas Almadenses pela conquista da sua câmara municipal.
O PS travou aqui em Almada uma enorme luta democrática pelo seu projecto político, pelos seus valores.
Foram centenas de autarcas que ao nível das juntas de freguesia, das diversas assembleias de freguesia e municipais deram o seu melhor, foram muitos anos de militância numa luta sempre desigual contra um poder instalado.
Está comemoração é também uma homenagem sincera a todos os militantes, a todos os autarcas que , ao longo destes 40 anos fizeram este caminho até ao dia de hoje.
Uma palavra de saudade e reconhecimento para todos aqueles que embora já tenham partido permanecem na nossa memória e nos nossos corações.
A vitória do PS em Almada foi especial , épica , mas acima de tudo foi uma vitória de afirmação , uma lufada de ar fresco na política caduca de um poder instalado no nosso concelho durante 40 anos
Com o ps Almada pode , pode e vai mudar.
ALMADA TEM FUTURO E ESSE FUTURO COMEÇOU A SER TRAÇADO A UM ANO ATRÁS #

Foto João Couvaneiro

Veja mais em :::> PS Almada

Um ano de retrocesso na ação e na defesa de Almada

05 de Outubro 2018
José Gonçalves – Vereador CDU Almada

A Cdu (..) é da opinião que o novo executivo (do PS) foi um passo atrás no concelho e tece as maiores críticas à liderança de Inês de Medeiros.

O vereador José Gonçalves afirmou que o “balanço é de retrocesso” e de “perda de ligação com as pessoas, com as instituições” e queixou-se da falta de reuniões camarárias descentralizadas para escutar os problemas dos munícipes.

“Há uma perda de resposta. A Câmara Municipal de Almada não tem uma voz de defesa das populações, dos interesses locais”, vincou, lembrando que o “trânsito foi apresentado como uma proposta de intervenção prioritária [durante a campanha] e não se viu nada” um ano depois.

“Acho que este mandato está a ser penalizador para o nosso concelho, pela perda de apoios às nossas instituições culturais, sociais”, criticou.

Já o ambiente entre os partidos que compõe o executivo é de “confronto político” e de “submissão ao poder central”, sem apresentação “de ideias e propostas”.

Veja mais em ::::> José Gonçalves – Facebook

“Balanço positivo” ou “retrocesso”? Um ano de Inês de Medeiros em Almada

3 de Outubro 2018

A socialista Inês de Medeiros está há um ano em funções como presidente da Câmara Municipal de Almada, que mantinha a mesma cor política desde 1976
© Jorge Amaral/Global Imagens

A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros (PS), afirmou ao DN que “o balanço global” do primeiro ano de mandato socialista “é positivo”, opinião que é partilhada por PSD, mas os partidos à esquerda discordam e queixam-se de “retrocesso e indefinição de políticas” por parte do novo executivo.

Inês de Medeiros protagonizou uma das vitórias mais comentadas nas eleições autárquicas do ano passado ao conquistar a Câmara de Almada à CDU – a autarquia esteve sob a alçada comunista desde 1976. Um ano depois, a autarca de Almada afirmou ao DN que “o balanço global é positivo” e que houve boas reações à chegada do novo executivo – que além da presidente é composto por três vereadores do PS e dois do PSD com pelouros, e mais quatro da CDU e uma do BE sem pelouro.

Inês de Medeiros considerou que “no primeiro ano tem que se prosaicamente ‘arrumar a casa'” e isso levou a que mais não fosse feito: “Gostaríamos de ter ido mais longe, de fazer mais durante o primeiro ano.”

Para 2019, uma das bandeiras do executivo vai ser a “reabilitação do ginjal de Almada”

O executivo também é “totalmente diferente” e isso obriga a “uma nova forma de trabalhar”, com “momentos de adaptação que são necessários”, porque a ótica é a de mudança e não a de continuidade. E qualquer alteração na Câmara Municipal de Almada “é vista, certamente, como um questionar das decisões políticas anteriores”.

Quanto a resultados financeiros, apesar de não avançar números, a presidente do município referiu que “os resultados serão simpáticos”.

As conversações com a CDU e o Bloco não foram “um diálogo fácil”, mas Inês de Medeiros lembrou que ainda há mais três anos de mandato: “É o primeiro ano, daqui para a frente espero ter mais terreno para diálogo [com as outras forças políticas].”

Para 2019, uma das bandeiras do executivo vai ser a “reabilitação do ginjal de Almada”.
PSD concorda

O Partido Social-Democrata partilha do balanço feito pela presidente da Câmara de Almada. O vereador dos Espaços Verdes, Ambiente e Energia, Nuno Matias (PSD), afirmou ao DN que a autarquia está a trabalhar para tornar “Almada um concelho que seja o melhor para investir, para visitar e para morar”. “Fazendo diferente estamos a fazer melhor, envolvendo e respeitando os trabalhadores, concretizando um processo de decisão e construção de novos projetos”, referiu.

Há problemas, contudo, que persistem e o lixo é um deles. Nuno Matias explicou que “a capacidade de resposta em relação ao sistema de recolha de resíduos tinha muitas deficiências”, como, por exemplo, “uma frota automóvel que tinha uma idade média de mais de 15 anos”. “O período de melhoria não era automático”, refere.
Oposição fala em “retrocesso”

A CDU, que saiu derrotada pela primeira vez no concelho de Almada em 41 anos, é da opinião que o novo executivo foi um passo atrás no concelho e tece as maiores críticas à liderança de Inês de Medeiros. O vereador José Gonçalves afirmou que o “balanço é de retrocesso” e de “perda de ligação com as pessoas, com as instituições” e queixou-se da falta de reuniões camarárias descentralizadas para escutar os problemas dos munícipes.

“Há uma perda de resposta. A Câmara Municipal de Almada não tem uma voz de defesa das populações, dos interesses locais”, vincou, lembrando que o “trânsito foi apresentado como uma proposta de intervenção prioritária [durante a campanha] e não se viu nada” um ano depois. “Acho que este mandato está a ser penalizador para o nosso concelho, pela perda de apoios às nossas instituições culturais, sociais”, criticou.

Já o ambiente entre os partidos que compõe o executivo é de “confronto político” e de “submissão ao poder central”, sem apresentação “de ideias e propostas”.

A falta de respostas do executivo é posição partilhada pela única vereadora bloquista da Câmara de Almada, Joana Mortágua. A autarca afirmou ao DN que, apesar de compreender que a Câmara Municipal de Almada “nunca teve um executivo de outra cor” e por essa razão “não é fácil chegar e gerir”, há ainda muita indefinição quanto ao rumo que o executivo quer tomar.

“Há um conjunto de matérias em que achamos que já podíamos ter mais definição do que vai acontecer, não compreendemos qual é a posição da Câmara em relação à necessidade de ter operadores públicos de transporte no concelho de Almada”, exemplificou.

A bloquista continua “à espera de uma definição de política habitacional”, um dos “problemas gravíssimos que Almada tem”, assinalando, contudo, estar a par de que “está a ser feito o levantamento para efeitos de arrendamento social”. “Estamos numa fase em que, na gestão corrente [do município], não há perspetiva de melhorias significativas. E em relação “às mudanças que estão a acontecer nos apoios à política cultural, às associações, política habitacional e património, ainda não se percebe para onde é que nos levam”, lamentou, dizendo também que é insuficiente o “apoio que é dado de material [escolar] no início do ano letivo”, por não estar a ser “distribuído de forma universal”.

Joana Mortágua concluiu que “a grande dúvida de toda a gente” é qual vai ser a resposta da autarquia “aos grandes problemas” do concelho.
Associações criticam burocracia demorada

As associações contactadas pelo DN consideraram que no último ano houve mais atrasos nos processos burocráticos e no diálogo com a Câmara Municipal de Almada. Em comunicado enviado ao DN, a União Concelhia das Associações de Pais de Almada notou que “os processos são um pouco mais morosos” e acrescenta que “os canais comunicacionais poderiam e deviam ser mais ágeis”.

A associação considera, contudo, que os atrasos da autarquia se poderão explicar com a necessidade de “adaptação e conhecimento das diversas realidades e das dinâmicas das diferentes associações existentes” e é “preciso dar tempo ao tempo”.

Os atrasos e falta de canais para comunicar com a autarquia também são a queixa apresentada pelo presidente da Associação de Coletividades do Concelho de Almada (ACCA), Jorge Rocha, que referiu ainda não ter conseguido contactar o município durante o último ano. “Temos protocolos celebrados [com a autarquia] em anos anteriores, mas estamos em outubro, precisamente um ano depois das eleições, e ainda não temos nada definido de o que vamos obter”, explicou.

Jorge Rocha refere que a ACCA fez “os chamados pedidos de apoio através das plataformas [da autarquia], tudo o que é o ritual”, a que associação já está habituada, mas parece “nada acontece”. “Continuamos sempre a aguardar resposta”, lamentou.

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