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Câmara e SMAS de Almada vão ser alvo de auditoria externa

11 de Novembro 2017

A Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada vão ser alvo de uma auditoria, a realizar por uma entidade independente.

O executivo camarário, presidido por Inês de Medeiros, aprovou esta sexta-feira por unanimidade, em reunião extraordinária não pública, uma proposta apresentada pelos vereadores eleitos pelo PSD, Nuno Matias e Miguel Salvado, no sentido de que seja realizada uma auditoria financeira e de gestão à Câmara e aos SMAS por uma entidade independente.

Disso mesmo deu conta o vereador Nuno Matias, na rede social Facebook, frisando ainda que a bancada social-democrata apresentou duas outras propostas que passaram com igual sentido de voto.

“Gostava de transmitir a todos a minha satisfação de poder dizer que as três propostas dos vereadores do PSD na Câmara Municipal de Almada foram aprovadas depois de votadas por unanimidade”, escreveu o autarca do PSD, enumerando os títulos das referidas propostas.

Além da auditoria, Nuno Matias sublinhou, assim, que foram apresentadas e aprovadas por unanimidade as propostas para “lançamento de um Portal de Transparência Municipal para divulgação pública das despesas da Autarquia” e a “transmissão por vídeo online” das reuniões públicas do executivo camarário.

Recorde-se que a gestão socialista, de maioria relativa, alcançou estabilidade governativa à direita, num entendimento com os vereadores eleitos pelo PSD, Nuno Matias e Miguel Salvado, que aceitaram, respectivamente, pelouros a meio tempo e tempo inteiro. O primeiro (a meio tempo) ficou responsável pelos espaços verdes, ambiente e energia. O segundo (a tempo inteiro) tem a seu cargo a rede viária, logística e frota.

De resto, a presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros, já admitiu publicamente que mantém a porta aberta para estabelecer pontes com a restante oposição.

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Auditoria arrasa gestão da Câmara do Seixal

A mudança de instalações da autarquia seixalense levou a que a câmara se tornasse arrendatária

A mudança de instalações da autarquia seixalense levou a que a câmara se tornasse arrendatária

A auditoria do Tribunal de Contas (TC) à Câmara Municipal do Seixal é arrasadora. Analisando o período 2010-2014, os auditores do TC notam que a autarquia aumentou a dívida a fornecedores, passou parte dessa dívida a instituições bancárias em condições pouco claras e fez um contrato de aluguer para a construção da nova sede da câmara demasiado oneroso. A gestão do ex-presidente da câmara Alfredo Monteiro é especialmente visada. Nos diversos acordos de regularização de dívida feitos durante a sua vigência, o autarca terá usado “expedientes que levaram ao protelar do atraso de pagamento perante credores”. Apesar de reconhecer que a dívida da autarquia baixou de 110 milhões de euros, em 2010, para 92 milhões, em 2014, o TC nota que o município está impedido de pedir mais crédito bancário sem a autorização do mesmo tribunal. Nas restantes situações analisadas, salienta-se as operações que a câmara realizou para a mudança de instalações. O executivo fez um negócio de permutas de terrenos com um grupo privado, que levou a que se tornasse arrendatário de dois edifícios e uma garagem, com uma renda mensal de quase meio milhão de euros. Este relatório do TC vai ser enviado para o DIAP de Lisboa, solicitando abertura de investigação. Contactada pelo CM, a Câmara do Seixal confirmou já ter recebido o relatório da auditoria, “ainda confidencial”, sobre o qual já exerceu o contraditório. É desta forma que a autarquia diz “aguardar o desenrolar do processo”, desconhecendo a possibilidade de abertura de uma investigação criminal.

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