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Foi com gosto que representei o povo do Barreiro sublinha Carlos Humberto, em carta dirigida ao Movimento Associativo

“Termino este período da minha vida com o sentimento de dever cumprido, que é diferente de afirmar que fiz tudo bem”, refere Carlos Humberto, numa Carta dirigida ao Movimento Associativo, no final do seu mandato como Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.


Amigos

Passaram 12 anos desde que assumi a presidência da Câmara Municipal do Barreiro. Chegou a hora de me despedir destas funções e de me despedir de vós.

Foi com gosto que representei o povo do Barreiro. Foi com enorme esforço que cumpri estes mandatos, mas foi também, com sentido de uma responsabilidade imensa.
Termino este período da minha vida com o sentimento de dever cumprido, que é diferente de afirmar que fiz tudo bem.

Sempre considerei e continuo a considerar que o movimento associativo, as IPSS são um pilar muito importante do desenvolvimento passado, presente e futuro do Barreiro.
Sempre considerei e continuo a considerar que o movimento associativo, as IPSS têm autonomia dos poderes que é necessário respeitar, preservar e aprofundar.

A cooperação e a proximidade que mantive com a generalidade do movimento associativo e das IPSS enquanto presidente de Câmara é para mim sinónimo de satisfação pessoal.
Quero, em meu nome, agradecer a forma como criámos e desenvolvemos relações institucionais e com muitos dos intervenientes, relações pessoais.

Foi um prazer ter criado e mantido uma estreita relação que em minha opinião, foi frutuosa para cada uma das entidades e para o concelho.
Nas novas funções que irei exercer, estarei sempre á vossa disposição.

Um abraço.
Carlos Humberto de Carvalho

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Kira – um artista com o Barreiro escrito no seu sangue

Kira é um nome de referência na vida barreirense. Um artista que deu a conhecer o Barreiro ao mundo. Um nome inscrito no mundo das artes que é um criativo, que faz o que ama e vive por aquilo que está inscrito no seu sangue.

Hoje, ao abrir a página do facebook, como o faço diariamente, por razões da minha actividade social, deparei com uma fotografia do meu amigo Kira, a tomar o pequeno almoço, ali, na Heiedi, o seu recanto, com Frederico Rosa, futuro presidente da Câmara Municipal do Barreiro. Gostei.

Kira é um nome de referência na vida barreirense. Um artista que deu a conhecer o Barreiro ao mundo. Um nome inscrito no mundo das artes que é um criativo, que faz o que ama e vive por aquilo que está inscrito no seu sangue.
Muitas vezes, com ele, conversei sobre projectos de arte urbana, sobre a criação de uma galeria de arte de referência, colocando sempre, e acima de tudo, a sua criatividade e expressividade das suas leituras interpretativas dos tempos que vivemos.

Sobre a valorização da sua obra e dar dimensão ao seu trabalho como referência, estimuladora de criatividade – o nosso herói das artes – e não menosprezando muitos outros valores que, sem dúvida, temos e existem na nossa comunidade.
Recordo o projecto que conversámos de valorizar o espaço do Parque da Cidade – Parque das Artes – com obras de Kira e outros artistas plásticos, mas dando à obra de Kira uma visibilidade de referência. Cheguei a escrever que Kira é o nosso Gaudi.
Em diversos espaços urbanos podiam nascer obras de arte, fruto da sua imensa criatividade – de bancos na Avenida da Praia, de obras no espaço urbano da POLIS, um projecto a realizar numa década, envolvendo parcerias locais e regionais. Adorava.

Ao olhar esta foto recordei um artigo que escrevi em 2014, e, então, pensei : Será desta?
O Kira merece. O Barreiro merece.

S.P.
Foto – Zeza Loureiro

ARTIGO ESCRITO EM 10.02.2014

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SOFLUSA | Ministro penitencia-se mas defende que são “dores de cura”

11 de Outubro 2017

Caos na Soflusa motiva reacções de PSD, CDS e PCP, além da União de Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN que lembra também os constrangimentos na Transtejo. Actual situação é insustentável. Soflusa voltou a ter mais um navio (Cesário Verde) a funcionar desde as 17h00 de hoje

O ministro do Ambiente penitenciou-se hoje e reconheceu ser “muito constrangedor” a situação vivida pelos utentes da ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa, que viram a Soflusa suprimir várias carreiras durante as horas de ponta.

“Neste momento esta é uma dor de cura, pela qual nos penitenciamos, gostaria que assim não fosse, não vou dizer que é indiferente uma coisa destas, em situação alguma. É muito constrangedor o que está a acontecer, estamos todos muito constrangidos com isto. Apelamos à compreensão de todos, sobretudo, porque, repito, são dores de cura e a situação vai melhorar”, afirmou hoje João Pedro Matos Fernandes.

O ministro do Ambiente, que tutela os transportes urbanos, falava aos jornalistas à margem da sessão de lançamento do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, na Culturgest, em Lisboa.

“Não tenham a mais pequena dúvida, que se não estivéssemos a fazer este esforço grande de investimento de dez milhões de euros na recuperação da frota dos navios da Transtejo e da Soflusa, os problemas seriam muitíssimo mais graves num tempo mais próximo”, frisou o governante.

Para o ministro do Ambiente, este processo de manutenção da frota é essencial para que, futuramente, a empresa possa cumprir os compromissos e os serviços assumidos.
“Isto são dores de cura, no sentido em que um conjunto alargado de navios está a ser reparado, alguns já foram, os outros dois que faltam estão agora a entrar em doca seca. Mas ficamos com um volume estável de seis navios que são o necessário para poder cumprir as nossas obrigações, incluindo em hora de ponta”, sublinhou Matos Fernandes.

Segundo o ministro do Ambiente, chegou-se a este ponto devido ao “desinvestimento continuado” em manutenção das frotas levado a cabo pelo anterior Governo, designadamente ao nível do transporte fluvial. O governante deixou, contudo, uma garantia. “O que dissemos em Maio ou Junho foi que a estabilidade da operação iria acontecer em 2018, e isso está assegurado, com a certeza de que estes navios quando têm de ser reparados e têm de ir para uma doca seca, têm de facto, às vezes, de ficar alguns meses em estaleiro para poder ser reparados”, explicou.

Reforço da ligação após caos

A ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa passou a contar, desde a tarde de hoje, com o serviço de mais um navio da Soflusa. Num curto comunicado de Imprensa, a empresa anunciou que já tem mais uma embarcação a efectuar carreiras fluviais desde as 17h00 de hoje.

“A Soflusa, S.A. informa que a sua frota será reforçada a partir das 17h00, de hoje, com o navio “Cesário Verde”, pode ler-se no comunicado enviado pela empresa.

Recorde-se que ontem, a Soflusa já havia emitido um outro comunicado a apelar para que os utentes evitassem as carreiras entre as 8 e as 9h00, depois de terem sido verificados alguns ferimentos em passageiros, na altura do embarque no cais do Barreiro. Uma mulher desmaiou, outros passageiros ficaram magoados e vários sentiram-se mal, quando muitos forçaram a entrada na zona de embarque.

A Soflusa é a empresa responsável pelas ligações entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo faz as ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com a capital.

PSD quer que empresa devolva dinheiro dos passes

Entretanto, hoje, também através de comunicados de Imprensa, PSD, CDS e PCP destacaram a situação que tem estado a afectar a mobilidade entre as duas margens.

Bruno Vitorino, deputado social-democrata eleito pelo círculo de Setúbal, classificou de “inqualificável e vergonhosa” a situação, devido à anulação de carreiras por parte da Soflusa, considerando que os utentes devem receber o dinheiro do passe de volta.

“Todos sabem que é impensável fazer este serviço com apenas quatro navios. É inconcebível que a empresa e o Governo deixem chegar a situação a este ponto. Já era mau para os utentes a supressão de carreiras em hora de ponta decididas pela administração, ao que agora se junta este problema”, refere em nota de Imprensa.

Para o social-democrata, os utentes deste serviço estão a ser “gravemente prejudicados”, tendo em conta que são “supressões atrás de supressões”.

“Neste momento, são muitos os problemas que esta situação causa aos milhares de pessoas que têm que chegar a horas aos seus empregos e às aulas”, lembrou.

CDS sem resposta da tutela

Já os deputados do CDS-PP Nuno Magalhães, Álvaro Castello-Branco e Hélder Amaral querem saber que medidas estão a ser tomadas pelo Ministério do Ambiente para, com urgência, resolver a situação da Soflusa. Em comunicado, os centristas recordam que questionaram o Ministro do Ambiente sobre “se é verdade que a supressão de carreiras se deve a atrasos nas renovações dos Certificados de Navegabilidade dos navios, e, se sim, que medidas estão a ser tomadas para renovar os referidos certificados”. Além disso, perguntaram ainda “para quando está prevista a concretização do investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios das operadoras Transtejo e Soflusa”.
“Já em Março último, o Grupo Parlamentar do CDS-PP questionou o Ministro do Ambiente sobre a degradação do serviço fluvial, prestado pela Transtejo/Soflusa, entre o Barreiro e o Terreiro do Paço/Lisboa, questionando que medidas estavam, então, a ser tomadas para resolver os problemas que afectam este serviço, prejudicando diariamente milhares de utentes. Até à data de hoje, não houve qualquer resposta por parte da tutela”, concluem.

PCP pede audiência ao ministro

Por seu lado o PCP, através do deputado Bruno Dias, adiantou em comunicado que solicitou uma “audição do Ministro do Ambiente e do Conselho de Administração da Transtejo/Soflusa”, relativamente à situação. Os comunistas lembram que importa também registar que “em todo o serviço de transporte fluvial, não só da Soflusa como também da Transtejo (com as ligações de Lisboa a Cacilhas, Trafaria, Seixal e Montijo) se registam problemas graves, desde logo na operacionalidade da frota, mas inclusive de falta de pessoal, com supressões de serviços na empresa”

“O problema da falta de meios e condições de operacionalidade nos transportes públicos tem sido suscitado pelo PCP de forma reiterada, e o quadro de enorme gravidade nestas empresas em concreto foi especificamente abordado, quer na anterior quer na actual legislatura. A situação que actualmente se verifica exige uma abordagem urgente na Assembleia da República”, sublinha o PCP a concluir.

Sindicatos de Setúbal também querem navios em Montijo e Seixal

A União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN também emitiu hoje um comunicado. Os sindicalistas esperam que “entrem ao serviço no mais curto espaço de tempo duas embarcações da Transtejo, uma de reserva para o Seixal e outra para o Montijo, de forma a não causar mais problemas aos utentes e trabalhadores”.

“Tal como sempre afirmámos, é necessário manter com regularidade os serviços de manutenção para as pequenas avarias, reforçando os serviços com mais trabalhadores, de forma a prevenir a avaria e não proceder ao arranjo só em último caso”, afirmam, salientando que na Soflusa “é necessário repor as seis embarcações no mais curto espaço de tempo, de forma a não existirem mais sobressaltos no serviço público, nem supressão de carreiras”.

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Setúbal / Barreiro -PSD considera «inqualificável e vergonhosa» situação da Soflusa e quer devolução do dinheiro dos passes aos utentes

O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, classifica de “inqualificável e vergonhoso” o que se está a passar nas horas de ponta na travessia Barreiro-Lisboa devido à anulação de carreiras por parte da Soflusa, considerando que os utentes devem receber o dinheiro do passe de volta.

“Todos sabem que é impensável fazer este serviço com apenas quatro navios. É inconcebível que a empresa e o governo deixem chegar a situação a este ponto. Já era mau para os utentes a supressão de carreiras em hora de ponta decididas pela administração, ao que agora se junta este problema”, refere.

Para o social-democrata, os utentes deste serviço estão a ser “gravemente prejudicados, tendo em conta que são “supressões atrás de supressões”.

“Neste momento, são muitos os problemas que esta situação causa aos milhares de pessoas que têm que chegar a horas aos seus emprego e às aulas”, acrescenta.

Bruno Vitorino mostra-se ainda incrédulo por a empresa apelar aos utentes que não viajem entre as 08:00h e as 09:00h, “como se os trabalhadores ou estudantes pudessem alterar os horários do trabalho ou das aulas”.

“É uma falta de respeito pelas pessoas, ainda para mais quando não são criadas redes de transporte alternativo. O utente paga o passe, sem poder usufruir do serviço”, sublinha

O deputado do PSD diz ainda ser “inaceitável” que o Governo, uma vez que se trata de uma empresa do estado, está “impávido e sereno” a assistir a esta situação sem na prática nada fazer.

“Como já se percebeu, os anúncios de milhões para a reparação de embarcações das Transtejo/Soflusa, feitas três meses antes do ato eleitoral autárquico pelo primeiro-ministro António Costa, não passaram de meras promessas para atirar areias aos olhos da pessoas, como se comprova”, acrescenta.

Bruno Vitorino exige que o governo resolva esta situação o mais rapidamente possível, pois “o tempo passa e os problemas agudizam-se”, relembrando que António Costa já governa há dois anos”, conclui.

Fonte – PSD

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Passageiros invadem terminal do Barreiro

Desespero levou utentes a forçar entrada nos barcos. Polícia interveio e INEM foi chamado.

A redução de carreiras na ligação fluvial Barreiro-Lisboa obrigou ontem à intervenção da PSP e da Polícia Marítima, depois de centenas de passageiros, em desespero por não conseguirem transporte, terem procurado forçar a entrada nos barcos.

“Foi uma grande confusão. As pessoas chegavam, o terminal estava cheio, começaram aos gritos, a partir portas, queriam bater aos seguranças e à Polícia Marítima. Chegou a polícia de intervenção e as coisas acalmaram”, contou ao CM Andreia Gouveia, funcionária de um café do terminal do Barreiro. Segundo Marina Ferreira, administradora da Soflusa, o INEM teve de assistir duas mulheres e “parte da estação ficou destruída”. A responsável admitiu que a ligação fluvial “está limitada a quatro navios, em vez dos seis obrigatórios” porque dois encontram-se em reparação em Peniche. “O Damião de Góis e o Jorge de Sena estão a aguardar entrada em funcionamento”, disse, frisando que a empresa procura “mergulhadores certificados, que não há muitos, para verificar condições de navegabilidade”. Marina Ferreira espera solução “até final da semana”, mas para já pediu ajuda aos passageiros.

“Tentem organizar as deslocações para antes das 08h00 ou depois das 09h00, porque a essa hora vai com certeza haver falhas”, disse. A responsável atribui o problema à tentativa de recuperar os barcos após “as restrições financeiras dos últimos anos”. Marina Ferreira nota que também as ligações da Transtejo ao Seixal e Montijo “estão no limite”, com dois barcos cada, e a aguardar, “até final do mês”, o regresso de dois catamarãs em reparação.

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António Costa promete investimento de 1,7 milhões de euros na Margem Sul

11 de Outubro 2017

O primeiro-ministro garantiu aos presidentes das câmaras de Almada, do Barreiro e do Seixal fazer avançar projetos em que haja manifestações de interesse por parte de privados.

A reunião que juntou os autarcas de Almada, do Barreiro e do Seixal e o Primeiro-ministro, António Costa, aconteceu há cerca de duas semanas e juntou também à mesa os ministros do Mar, Infra-estruturas e Ambiente.

A reunião tinha como objetivo perceber os avanços dos projetos que os autarcas consideram estruturantes nos antigos terrenos da Lisnave (“Cidade da Água na Margueira”), Quimiparque (“novo terminal de contentores do Barreiro”) e Siderurgia Nacional (instalação de novas indústrias no Seixal).

Todos estes projetos dependem de questões administrativas, decisões políticas e resolução de passivos ambientais.

Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, em declarações ao Jornal de Negócios desta segunda-feira, 21 de novembro, salientou que esta reunião com António Costa foi “um bom sinal”. Da parte do chefe do Executivo, os responsáveis das autarquias obtiveram garantias do Governo para executar os projetos, difundidos através do Lisbon South Bay pela Baía do Tejo, empresa do universo Parpública.

Segundo Carlos Humberto, o governo de António Costa olha para o projeto como “de interesse nacional”, e por isso, entende que “deve ser visto como um todo” e reconhece a sua importância “como dinamizador regional”.

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Noite negra para o PCP, que perde 10 câmaras, incluindo Almada

Jerónimo de Sousa afirma que o resultado “não reduz a influência do PCP-PEV”.


Confrontado com a perda de várias Câmaras Municipais para os socialistas, Jerónimo de Sousa assumiu este domingo que poderão ser “nove ou dez”, mas o líder do PCP desdramatiza a situação. “Este resultado não reduz a influência do PCP-PEV”, afirmou o secretário-geral do PCP após já ser conhecido que os comunistas perderam oito Câmaras Municipais para o PS: Alandroal, Alcochete, Barreiro, Beja, Barrancos, Moura, Castro Verde e Constância. Entre estes estão bastiões históricos para o PCP. Na ponta final da noite eleitoral, surgiu uma surpresa muito amarga para os comunistas. A câmara de Almada, grande bastião comunista desde há décadas, caiu para a atriz Inês de Medeiros, do PS. Pelas 1h15, os dados oficias confirmaram que apenas 213 votos separaram Joaquim Judas, o presidente que procurava a eleição da candidata do PS. Um margem mínima, se tivermos em conta que ambos os candidatos reuniram mais de 20 mil votos cada. É já certo também que a Câmara de Peniche deixou de pertencer ao PCP. Os comunistas sofreram um quebra de 41,3% para 15,1%. Venceu o movimento independente liderado por Henrique Bertino, que rompeu com a CDU após vários anos como candidato nas listas comunistas. O PCP mostra-se assim afetado pela saída do histórico António José Correira, que atingiu o limite de três mandatos consecutivos à frente da autarquia.
Jerónimo de Sousa voltou a realçar a importância do partido que teve um “papel decisivo na derrota da coligação PSD/CDS”, frisando que o partido “mantém o compromisso único com os trabalhadores e com o povo português” e anunciando que quer ver alargados os direitos e liberdades dos cidadão – deixou já a ressalva que quer ver o aumento do salário mínimo nacional. Barreiro cai para o PS Outro bastião comunista que ruiu nesto noite eleitoral foi o Barreiro. O PS consegue uma vitória por margem mínima, mas afasta os comunistas da liderança de um município que há muito estava nas suas mãos. Pelas 1h16, ainda não eram conhecidos os números finais, mas a vitória do candidato socialista Frederico Rosa era certa. Derrota do PCP em Alcochete Uma das derrotas mais difíceis de digerir para o PCP é a registada em Alcochete. Os comunistas, que tinham ganho em 2013 com 54% dos votos, perderam agora o município para o PS por apenas 22 votos.O candidato socialista Fernando Pinto ganha as eleições com 947 votos (36.12%), roubando a câmara ao comunista José Luís Alfélua, até agora vice-presidente da Câmara. O PS fica 3 dos 5 vereadores, o PCP com 2. Participaram nas eleições 2622 dos 4370 registados, o que equivale a uma participação de 60%

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Barreiro – Baía do Tejo – porque ousou pensar futuro

Esta semana foram demolidas as ruínas que restavam do antigo Posto Médico da CUF.

Uma decisão que se arrastava apesar de numa visita ao Barreiro do Secretário de Estado da Cultura, ter ficado claro, que em matéria de preservação do património é preciso fazer escolhas, como aliás, isso mesmo, já tinha ficado claro em posições conjuntas assumidas pela Baía do Tejo e Câmara Municipal do Barreiro.

A Baía do Tejo tem sabido tomar decisões que visam perspectivar a criação de dinâmicas no seu território que contribuam para influenciar o desenvolvimento do concelho do Barreiro.
Os últimos anos foram marcados por intensos diálogos entre as Administrações da Quimiparque/ Baía do Tejo e a Câmara Municipal do Barreiro, abrindo, pouco a pouco, o território ao espaço urbano do concelho.

O território da Baía do Tejo é uma pérola e um enorme potencial para o concelho do Barreiro, ali, está um dos seus grandes potenciais, quer ao nível da criação de polos de visitação turística – diferenciador na AML – quer para dinamização do um «Parque das Nações da Margem Sul», quer para instalação do Terminal Intermodal, integrado na estratégia portuária, anunciada pela Ministra do Mar, quer para instalação de novas industrias ( um exemplo positivo a instalação da central Depuradora de Ostras, na zona da antiga EDP).
Ali, há espaço para um grande pavilhão multiusos e grandes áreas de exposições temáticas – pavilhões do conhecimento das memórias do país e do Barreiro – do desporto e do rio.
Ali, se não fizerem na zona do Polis, pode nascer a «cidade do Xadrez», projecto inovador e único no país, neste que é um concelho pioneiros de Mestres da modalidade.

Para que tudo isto aconteça é essencial o permanente diálogo diferenciador entre os Governos e a autarquia. Isto tem acontecido.
E, naturalmente, aconteceu com a definição do património a preservar – desde o Mausoléu de Alfredo da Silva, passando pela «casa cor de rosa» residência de Alfredo da Silva no Barreiro, quer edifícios localizados na rua onde estava localizado o antigo Posto Médico da CUF, quer o Bairro Operário e outros edifícios já classificados e que vão ser preservados, por comum acordo entre a Baía do Tejo, Câmara Municipal do Barreiro e Secretaria de Estado da Cultura.

Costumo dizer que o Barreiro sofre de um problema excesso de pensamento CUF, no tempo da CUF é que era bom, ignorando ou não querendo perceber que o tempo da CUF foi, é passado, agora é preciso pensar futuro.
Isto não invalida que não se preservem as memórias materiais e imateriais. Sou defensor da criação de um Centro Documental/estudos de Alfredo da Silva, que contribua para ligar o Barreiro aos diversos polos académicos – da história, da economia, da gestão, da sociologia, da antropologia, entre outros. Isto devia unir os que teimam em endeusar Alfredo da Silva e a retirá-lo do túmulo, usando o seu nome para pseudo querelas politicas e procurando gerar divisões na comunidade e antagonismos que cheiram a bafio, ou por outro lado, os que diabolizam esta figura, olhando meramente para a dimensão política de num permanente confronto ideológico, ficando todos parados no tempo.

O Barreiro é mais que a CUF, mas o Barreiro também é CUF.
O Barreiro é mais que a cidade, mas também é a cidade.

Esta semana destacamos como «Rosto da Semana» a Baía do Tejo pela sua coragem de ousar futuro, continuando a abrir o território ao concelho e ao centro da cidade.

António Sousa Pereira

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Carlos Humberto despede-se com emoção da Câmara Municipal do Barreiro

Presidente eleito pela CDU esteve à frente da autarquia durante 12 anos. Ontem participou na ultima reunião publica do executivo e despediu-se com lágrimas

Foi em lágrimas que Carlos Humberto deixou a última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro enquanto presidente, depois de 12 anos muito exigentes à frente da autarquia.

“Tem sido uma imensa honra, foram 12 anos exigentes, extremamente exigentes, muito difíceis para mim, houve alguns momentos que cheguei quase aos meus próprios limites, mas pelo que aprendi, pelo que conheci, pelo que ajudei a fazer, muito obrigado”, disse o autarca, no fim da sessão pública.

Carlos Humberto admitiu que durante estes três mandatos foi “obrigado” a superar-se, mas que apesar de tudo foi “uma experiência a nível pessoal inesquecível” e que sai da presidência confiante no futuro do concelho.

“Sinto uma expectativa positiva relativamente ao futuro do Barreiro. Esta terra, de que muito gosto continuará a crescer, a progredir e a surpreender”.

Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, também fez questão de agradecer à população por estes três anos de mandatos e admitiu que a separação do actual presidente iria ser a mais difícil.

“O Carlos Humberto é o que representa a separação mais difícil. Quero agradecer-lhe muito por ter confiado em mim, por aquilo que me ensinou, mas principalmente pelo que fez e vai continuar a fazer pelo Barreiro”, salientou.

Já o vereador Bruno Vitorino (PSD) admitiu, na sessão pública, que sentiu sempre que lidou “com uma pessoa dedicada ao seu concelho e uma pessoa séria” e que apesar das diferenças que tem com o autarca isso nunca foi um impedimento para trabalharem juntos pelo Barreiro.

Também Marcelo Moniz (PS) fez questão de registar “a lealdade política e o profundo amor de todos os vereadores pela cidade”.

A Câmara Municipal do Barreiro é liderada por Carlos Humberto (CDU) desde 2005. O presidente venceu as últimas eleições com maioria absoluta e está impedido de se recandidatar por ter atingido o limite de mandatos.

O executivo municipal tem também representação do PS e do PSD.

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Estudo de impacte ambiental do Terminal de Contentores do Barreiro volta à estaca zero

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pediu que o actual estudo de impacto ambiental fosse suspenso, depois de a autarquia ter manifestado descontentamento quanto à localização da infraestrutura. Agora vai ser feito o estudo de um novo local. Ambientalistas da ZERO estão satisfeitos

A ZERO/Associação Sistema Terrestre Sustentável manifestou hoje (26) satisfação pela decisão de se efectuar novo estudo de impacto ambiental para o Terminal de Contentores do Barreiro e de equacionamento de novo local.

Em comunicado, a ZERO considera que a suspensão da avaliação de impacte ambiental do Terminal de Contentores do Barreiro e o estudo de um novo local, hoje noticiado pelo jornal Expresso, permitirá um repensar e uma reavaliação do projeto.

“Esta opção irá certamente melhor servir o interesse público e das populações, podendo vir a garantir uma efetiva requalificação de toda a zona envolvente e proteja o ecossistema do Estuário do Tejo, um recurso valioso para as populações ribeirinhas”, salienta a associação.

A ZERO lembra que o local agora descartado foi alvo de uma consulta pública que terminou em 16 de junho, tendo esta associação considerado que a infraestrutura proposta não estava suficientemente justificada e enquadrada à escala regional e nacional e teria impactes negativos irreversíveis que causariam incumprimentos da legislação nacional e europeia em determinados domínios e pondo em causa objetivos de longo prazo do país.

“A ZERO, não obstante entender que existiam aspetos positivos associados ao projeto, selecionou um conjunto de elementos que nos pareciam críticos, nomeadamente ao nível das dragagens e impactes no Estuário do Tejo, na paisagem e estrutura ecológica da região, na qualidade do ar e emissões de gases com efeitos de estufa e no ruído, e que nos levaram a considerar que o projeto, com as características que tinha, merecia um parecer desfavorável da nossa parte”, argumenta a associação.

A ZERO considerou, ainda, que a infraestrutura proposta tinha impactes negativos irreversíveis que conduziriam Portugal ao incumprimento de legislação nacional e europeia.

Segundo a associação ambientalista, os valores calculados para os poluentes, partículas em suspensão (PM10) e dióxido de azoto (NO2) mostravam que haveria na área da infraestrutura, e em zonas residenciais próximas, um incumprimento, por vezes extremamente elevado, dos valores-limite, o que não é admissível face ao cumprimento de legislação nacional e europeia nesta matéria.

Quanto ao ruído, a Zero refere que, tendo em conta a ultrapassagem atualmente verificada dos valores-limite dos indicadores Lden e Ln presentes nos mapas de ruído em áreas ainda significativas no concelho do Barreiro, parece demasiado otimista admitir que o agravamento aquando da fase de construção e depois de exploração do terminal causaria apenas uma excedência dos valores-limite em determinados locais e de forma ligeira.

“Com o ruído proveniente dos navios, das operações de carga/descarga e do tráfego intenso de camiões (25 na fase de construção e 229 na fase 2 de exploração), o incómodo e o incumprimento quase certo dos valores-limite dos parâmetros citados será certamente grave e merece medidas de minimização assertivas e uma avaliação muito mais cuidada do problema”, acrescentou a ZERO.

Segundo o Expresso, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pediu que o estudo de impacto ambiental do terminal do Barreiro fosse suspenso, depois de a autarquia ter manifestado descontentamento quanto à localização da infraestrutura.

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