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Seixal – “Maior cordão de beatas” lembra que pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo

Iniciativa insere-se nas comemorações da Semana Europeia da Mobilidade.

As pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo e não atiradas ao chão, alertou este domingo uma associação ambiental, em parceria com a Câmara do Seixal, através de uma exposição que pretende ser o “maior cordão de beatas do mundo”. “O objetivo desta iniciativa é sensibilizar a opinião pública para a beata lançada pelo fumador para a estrada ou para zonas de passeio, o que constitui um perigo tendo em conta que, neste momento, o microlixo no mar é a beata. A beata socialmente continua a ser um ato automático do fumador, mas não pode continuar a ser algo que se lança para o chão, porque constitui um risco considerável para o ambiente. Tem de ser tratada como lixo”, disse à Lusa o presidente da Associação 10 Milhões na Berma da Estrada, Orlando Martins. A exposição “(Re)canto do Tejo” foi apresentada na zona ribeirinha do Seixal, no distrito de Setúbal, e reúne cerca de 220 mil beatas, recolhidas durante dois anos na baía do Seixal e na Costa de Caparica, em Almada, por mais de 350 voluntários. “Foram mais de 1.500 horas de voluntariado, envolveu mais de 350 pessoas, e procurámos com isto mostrar que no recanto do Tejo apanhámos 220 mil beatas, que estão num cordão de 1.500 metros e que constituem uma candidatura ao Guinness Book”, avançou o responsável. Segundo Orlando Martins, a exposição corresponde a “32 minutos de beatas que vão para o chão em Portugal”. A iniciativa alerta, assim, para os perigos de não se tratar as pontas de cigarro como lixo, o que ameaça os ecossistemas, polui os lençóis freáticos e coloca em risco a vida marítima. “Para o chão não, a beata chega ao mar” é a mensagem que a associação pretende passar. Orlando Martins sublinhou que a poluição nas praias não acontece apenas pelos fumadores que deitam as pontas de cigarro na areia. “Muita gente pensa que a beata na praia resulta do fumador que deixa na areia. Não é verdade, porque aqui temos uma praia ribeirinha, em que o principal elemento que encontramos são beatas e não são fumadores que vão ali deixar, são beatas que estão à tona da água, na coluna de água e que são milhões e milhões que vão ter ao mar”, explicou. A iniciativa tem uma mascote, a Adele, uma gota de água com rastas constituídas por um cordão de beatas, o que pretende sensibilizar para o arrastamento das pontas de cigarro para o mar. “A Adele é diminutivo de Adelina. Nós temos no nosso movimento uma senhora muito inspiradora que se chama Adelina. A senhora tem 84 anos e quisemos homenageá-la com a Adele, para mostrar que em qualquer idade há pessoas que estão disponíveis e são verdadeiras ativistas ambientais”, indicou. A agência Lusa teve oportunidade de falar com Adelina, ex-professora, que contou que já faz reciclagem há 40 anos e que participa neste tipo de eventos sempre que pode. “Ao princípio as pessoas não sabiam o mal que a beata fazia. Quando chove vai nas águas da chuva, vai ter ao mar e já está a prejudicar bastante os peixes. Isso faz com que a pessoa tenha de pensar no que pode fazer para evitar. Às vezes as pessoas dizem ‘eu faço, mas os outros não fazem’. Alguém tem que começar e continuar”, frisou. A iniciativa insere-se nas comemorações da Semana Europeia da Mobilidade, promovida pela Câmara Municipal do Seixal, que começa este domingo e decorre até 22 de setembro. “A Semana Europeia da Mobilidade é toda ela dirigida à utilização de práticas suaves, tem tudo a ver com saúde e esta iniciativa enquadra-se perfeitamente nisso, na qualidade de vida, no melhor ambiente. Este apelo para que as pessoas não deitem as beatas no chão é porque depois são transportadas através das águas da chuva para o rio e para o mar, e demoram muito tempo a deteriorar-se”, sublinhou o vereador do Ambiente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Tavares. O evento é candidato ao Guinness World Book of Records, o que, segundo o autarca, tem o objetivo de sensibilizar um maior número de pessoas: “Até parece que não tem muito sentido termos um galardão de que temos mais beatas, mas tem porque é a forma de projetar a mensagem para que as pessoas vejam o impacto daquilo que é provocado com um pequeno gesto”. Nos próximos dias as entidades promotoras da exposição saberão se conseguiram atingir o objetivo de ser o “maior cordão de beatas do mundo”.

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Setúbal – Perto de cinco mil beatas de cigarros foram recolhidas esta manhã do areal da Praia da Figueirinha

lixopraia
“A Praia da Figueirinha não é um local que possa servir de exemplo, porque não é das praias mais sujas. É notório que há aqui um cuidado de preservação ambiental e os utilizadores têm à sua disposição meios para evitar colocar beatas na areia”, salienta Manuel Nobre, da Associação Portugal Sem Beatas.

Perto de cinco mil beatas de cigarros foram recolhidas esta manhã do areal da Praia da Figueirinha, numa iniciativa de sensibilização ambiental dirigida aos veraneantes, no âmbito do Programa Bandeira Azul 2016.

Habituados a participar em programas de sensibilização ambiental, à chegada à Figueirinha, em Setúbal, os 13 jovens do Centro Jovem Tabor destacados para esta ação, não precisaram de ouvir muitas explicações para começar a limpar o areal.

Munidos de garrafas de plástico e luvas, os voluntários, com idades entre os 13 e os 17 anos, dividiram-se em pares e dirigiram-se a vários pontos da praia.

“Olha para a minha garrafa. Já viste? São muitas, e ainda não as contei. As pessoas não querem saber das beatas, porque é a coisa mais fácil de atirar para o chão”, ouve-se durante uma conversa entre dois jovens.

Uma hora depois regressam ao ponto de encontro. As garrafas, que entraram vazias no areal, estão agora praticamente cheias de beatas de cigarros. E esta nem será das praias mais problemáticas a este nível.

“A Praia da Figueirinha não é um local que possa servir de exemplo, porque não é das praias mais sujas. É notório que há aqui um cuidado de preservação ambiental e os utilizadores têm à sua disposição meios para evitar colocar beatas na areia”, salienta Manuel Nobre, da Associação Portugal Sem Beatas.

No que diz respeito ao total de beatas apanhadas, os últimos dados não dão contas oficiais, mas é possível fazer uma contabilização. “Posso dizer-lhe que tive o cuidado de fazer a contagem das beatas que enchem um garrafão de quatro litros e são 1636”, revela, o que, no caso de uma garrafa de litro e meio, corresponde a 614 beatas.

Sob o lema “Por um Mar sem Beatas!”, esta é a segunda ação de educação ambiental a decorrer na Praia da Figueirinha no âmbito da Bandeira Azul 2016, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, pela Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM), pela Associação Portugal Sem Beatas, pela Tara Recuperável.Org e pela Brigada do Mar.

“É importante multiplicarmos este tipo de ações, que servem de limpeza e também de sensibilização. Antes, dizíamos que o lugar das beatas é no lixo, mas já não é assim. Agora, o importante é desviá-las dos aterros e proceder à sua destruição”, reforça Manuel Nobre.

Ainda que não seja nas praias que se encontrem mais beatas de cigarros, a maioria das ações de sensibilização para este tipo de lixo acontece durante a época balnear, porque é no areal que estes detritos são mais notórios.

“Parece que há uma aceitação social de que com as beatas é permitido fazer coisas que não se pode fazer com o restante lixo. Este tipo de lixo é depois arrastado para o mar e acaba a servir de alimento a muitos animais que vivem nos oceanos. É um problema muito grave”, adverte Paula Sobral, presidente da APLM.

No final do processo de limpeza do areal, os veraneantes presentes na Figueirinha foram convidados a participar numa campanha de selfies com a mensagem “Eu não deixo lixo na praia!”.

O programa “Por um Mar sem Beatas!” inclui ainda as exposições fotográficas “Valores da Arrábida”, dinamizada pela Associação de Municípios da Região de Setúbal e pela Câmara Municipal, e “Os mais procurados!”, pela Associação Portuguesa do Lixo Marinho e pela autarquia.

As mostras estão patentes até 18 de setembro na calçada da Figueirinha, praia que ostenta, pelo oitavo ano consecutivo, a Bandeira Azul, distinção que atesta a qualidade de excelência das zonas balneares.

Fonte – CMS

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