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Paulo Lopes, candidato ao PS Setúbal: ‘Não nos resignamos a que Setúbal continue nas mãos da CDU’


Presidente do PS Setúbal há quatro anos, Paulo Lopes, arquitecto de 44 anos, diz que se recandidata ao cargo pela expressão de confiança que sentiu por parte dos militantes e simpatizantes e por contar com o apoio da maioria dos autarcas locais do partido. Defende que o projecto que lidera, ‘Juntos por Setúbal’ é o que tem melhores condições para iniciar um novo ciclo político interno que possa conduzir à vitória nas autárquicas.
As eleições estão marcadas para dia 19 e o outro candidato é António Caracol.

Porque decidiu recandidatar-se ao PS Setúbal?
Esta recandidatura nasce na expressão de confiança dos militantes e simpatizantes, que querem que esta equipa continue a fazer o trabalho, que não se resigne com os resultados autárquicos, porque objectivamente não foram os esperados. Entendemos que é possível fazer diferente e melhor e queremos aproveitar o novo ciclo autárquico para também incutir um novo ciclo a nível interno, porque não aceitamos, não nos resignamos com estes resultados. Em suma, temos estas duas componentes, que são não baixar os braços porque não nos resignamos a que Setúbal continue nas mãos da CDU. Queremos um PS forte e activo. E em segundo lugar, houve uma confiança expressa pelos militantes, no sentido de avançarmos com uma candidatura com condições para pôr em curso um novo ciclo.

Mas os resultados são precisamente um dos argumentos do seu adversário, António Caracol, que diz que a concelhia se conformou e que é preciso combater o inconformismo…
Isso é a interpretação do outro candidato, que é legítimo ter que ter um motivo para aparecer como candidato. Isso é a expressão deles. A nossa é não nos resignarmos e por isso, queremos criar um novo ciclo. Aliás, o próximo ciclo é um ciclo muito interessante, porque vamos ter eleições legislativas e europeias, para as quais é muito importante que o PS esteja mobilizado e com força de militância-base, porque não vão ser eleições fáceis. É um combate político para o qual estamos inteiramente disponíveis e muito motivados.

Mas não acha que os resultados autárquicos em Setúbal jogam contra a actual concelhia?
Os resultados autárquicos em Setúbal desde 2001 que não são favoráveis ao PS. E por isso é preciso continuar a trabalhar no sentido de perceber o que é que passa.

E o que é que propõe aos militantes para este novo mandato?
Na minha moção Juntos por Setúbal elencamos uma estratégia, que assenta em quatro pilares porque entendemos que a qualidade de vida na cidade depende destas áreas. O primeiro é Mobilidade e Segurança, uma cidade do futuro passa essencialmente por esta discussão, seja do transporte colectivo, seja do transporte privado, percursos pedonais, etc, e da Segurança. O segundo tem a ver com a regeneração urbana, não só no conceito de recuperação do imóvel, mas do espaço público e assente na linha da sustentabilidade ambiental, energética. Esse é o caminho que todas as cidades da Europa e do mundo Ocidental estão a caminhar e é por aí que Setúbal também deve ir. Depois, as comunidades solidárias, porque sem haver uma justiça social, é impossível também haver uma cidade com qualidade de vida. E o PS tem no seu ADN político, a questão das políticas sociais de inclusão e nada disto funciona senão houver economia e emprego. Para marcar a agenda política dos próximos tempos com estes quatro pilares, temos um plano de acção, que assenta basicamente em compreender a realidade que nos rodeia e o contexto em que estamos inseridos, assumir a responsabilidade de desenvolver trabalho nessa matéria e depois agir e dar a conhecer publicamente as propostas e os projectos estruturantes que o PS irá apresentar.
Acho que a comunicação é fundamental e que há um défice de comunicação que tem de ser combatido. Muitas das vezes damos por nós a falar nas reuniões de câmara, nas assembleias de freguesia, nas assembleias municipais e sentimos que a mensagem não chega ao interlocutor, por culpa nossa. É preciso combater isso. E é por isso que apostamos muito nos autarcas eleitos, que que agora começam um novo ciclo autárquico, para que sejam os interlocutores privilegiados, ao longo destes quatro anos, do PS, junto da população. Também é fundamental o caminho que temos vindo a fazer de abertura aos independentes. A Agenda para a Década, em que fizemos meia-dúzia de encontros muito interessantes, contou com muita participação de independentes.

Como é que explica o facto destas eleições internas serem mais participadas?
É normal, em democracia, haver mais do que uma lista. E são eleições a seguir às autárquicas, um período que internamente mexe sempre.

O aparecimento de outro candidato não corresponde a uma preferência de estrutura regional ou nacional?
Não tenho essa leitura. Aliás, o facto de haver um militante que é secretário de Estado e que apoia uma outra candidatura não vale mais do que isso mesmo. É um militante que por acaso agora foi nomeado secretário de Estado. Não valorizo essa imagem de que há aqui uma postura institucional contra uma concelhia.

Não acha que a sua candidatura esteja em desvantagem nesse domínio?
Até agora, não tenho sentido essa situação. Pelo contrário. Quem manda no PS não são as estruturas nacionais nem superiores, mas os militantes-base, que votam, e no dia das eleições veremos qual é o projecto político que os militantes escolhem e com que as estruturas nacionais e regionais trabalharão. E a seguir também haverá eleições para a Federação e depois nacionais.
Estas são eleições internas disputadas, mas normais. No passado chegou a haver quatro ou cinco listas e, ai sim, foi algo anómalo. Do lado da minha lista, aquilo que sei é que estamos muito motivados e temos muita juventude, inclusive com o apoio do presidente da JS Setúbal, que é sintomático. Este misto de experiência e juventude vai estar patente nas listas e nos grupos de trabalho.

E porque é que acha que o seu projecto é melhor para o PS aqui em Setúbal?
Nós estamos muito motivados, temos o apoio da maioria dos autarcas que estão no terreno. Entendemos que esta estratégia de fazer do autarca o interlocutor entre a população e o partido é fundamental. Não acredito em política feita de gabinete ou à distância, seja de Lisboa ou noutro sítio qualquer. Acredito na política terra-a-terra, local, feita no dia-a-dia pelos autarcas ou pelos militantes que estão a trabalhar nos seus bairros.

Contínua disponível para ser candidato nas autárquicas?
Este mandato tem duração de dois anos e não vai definir quais são os candidatos autárquicos. Eu fui candidato, porque fazia sentido ser o candidato. Se, daqui a quatro ano, quando se materializarem essas eleições, fizer sentido ser candidato e se os militantes assim entenderem, obviamente assumirei as minhas responsabilidades.

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MONTIJO | Hora de discórdia entre gestão socialista e oposição reduzida à CDU

06/12/2017

Nova agenda de início para reuniões de câmara aprovada perante troca de acusações. Proposta apresentada por Nuno Canta passou com os votos socialistas. CDU votou contra e a bancada do PSD/CDS esteve “às moscas”

A gestão socialista fez hoje passar a proposta apresentada na reunião do executivo camarário, nos Paços do Concelho, que define as 15h00 como novo horário para início da realização das sessões de câmara neste mandato. A proposta (que registou quatro votos a favor e dois contra) mereceu dura contestação da oposição, ontem reduzida aos vereadores da CDU, Carlos Jorge de Almeida e Juleca Abibo (esta última em substituição de Ana Baliza), já que a bancada do PSD/CDS ficou deserta – sem o vereador João Afonso nem alguém que assegurasse a substituição.

De resto, João Afonso justificou a ausência, por motivos profissionais, apenas à vereação da CDU, conforme viria a revelar Carlos Jorge de Almeida, perante o espanto do presidente da Câmara, Nuno Canta, que considerou: “A informação ser transmitida à CDU e não à Câmara é um problema do PSD.”

O novo agendamento de horário foi amplamente criticado pelo vereador da CDU. “Cumpriu-se a grande ambição do ‘vale tudo’ em exercício na gestão municipal em Montijo dirigido a assegurar aquele que é o objectivo único da sua prática política ganhas as eleições: perpetuar o exercício do poder pelo poder. Continua a impor-se aos eleitos e às forças políticas que representam, o inadmissível agendamento de sessões ordinárias, quinzenalmente, para as 15h00 de quartas-feiras”, começou por dizer Carlos Jorge de Almeida, adiantando que a justificação socialista “é um insulto à inteligência de todos os montijenses”.

O autarca da CDU considerou a medida como “um ajuste de contas” do presidente para com os montijenses, por o socialista não ter ainda “digerido a opção dos eleitores que em 2013 colocaram a avaliação da gestão PS em minoria clara”. E lembrou a indisponibilidade dos montijenses que trabalham em Lisboa ou outras zonas da área metropolitana em poderem participar nas reuniões, bem como as dificuldades que o horário provoca aos eleitos da oposição.

“Há mais vida, mais democracia, mais cidadania, para lá das dificuldades colocadas ao trabalho dos vereadores. Porque confiamos nos montijenses! Porque tarde ou cedo se fará justiça”, concluiu.

Regimento e democracia

Na resposta, o presidente da Câmara salientou que o novo agendamento cumpre o estabelecido no regimento da Câmara e que é assim que a democracia funciona, dando o exemplo do sucedido no mandato anterior quando a CDU e o PSD “convocaram uma maioria negativa, colocando os interesses próprios e partidários acima dos interesses dos montijenses, ao votarem contra os orçamentos municipais”, obrigando a uma governação com orçamentos transpostos.

Nuno Canta reforçou de seguida que a Câmara teve, então, de “suportar prejuízos” resultantes do uso da democracia, face “à convocação” dessa maioria negativa, apontando outros exemplos, como o da aplicação das rendas no Mercado Municipal.

A vice-presidente Maria Clara Silva juntou depois que a democracia tanto funciona para um lado como para outro. “Há quatro anos foi a maioria que estava desse lado [n.d.r. CDU e PSD tinham dois vereadores cada e o PS três] que obrigou [a Câmara] a mudar o horário [para as 19h00]”, atirou a autarca socialista, com o presidente a anuir mais à frente: “Os órgãos não funcionam em função da vida privada dos vereadores. A anterior hora foi uma imposição, sem cabimento, que fizeram [CDU e PSD] para se poder aprovar o regimento. Podiam ter apontado para as 21h00, mas aprovaram para as 19h00, a hora de jantar.”

Sobre a ausência de João Afonso, Nuno Canta foi lapidar: “São eleitos para isto. Se não quiserem vir é um problema dos partidos.”

Perspectiva regional

Recorde-se que, tal como o DIÁRIO DA REGIÃO noticiou oportunamente, a Moita é o único município no Distrito de Setúbal onde as reuniões de câmara permitem sempre o acesso do público fora daquele que é o contexto mais normalizado de horário de trabalho (9h00-19h00). As sessões neste município têm início, invariavelmente, às 21h00, sejam elas realizadas nos Paços do Concelho ou descentralizadas, ao invés do que sucede na esmagadora maioria dos concelhos da região.

O município de Palmela também realiza reuniões públicas às 21h00, mas apenas quando estas são descentralizadas nas “Semanas das Freguesias”.

Os horários de início das reuniões de câmara na região variam, regra geral, de município para município. Em três dos quatro municípios do litoral alentejano encontra-se um padrão uniforme. Em Alcácer do Sal e Santiago do Cacém as reuniões iniciam-se pelas 9h30, ao passo que em Grândola arrancam pelas 10h00 – em Sines começam às 14h30. Sesimbra afina pelo horário de Grândola (10h00). Em Seixal e Montijo realizam-se a partir das 15h00. Palmela e Setúbal têm adoptado as 16h00, em Alcochete e no Barreiro realizam-se a partir das 17h30 e em Almada pelas 18h00. As quartas e quintas-feiras são os dias utilizados para a realização das sessões.

Grupo de munícipes pediu à Assembleia Municipal para recomendar reuniões às 19h00

Na última reunião da Assembleia Municipal do Montijo, um grupo de munícipes apresentaram um documento a solicitar ao órgão que recomende à Câmara Municipal para que as reuniões do executivo camarário voltassem a ter início às 19h00, com o período de uso da palavra pelo público a partir das 19h30.

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CDU Almada comunicado sobre a distribuição dos pelouros

11 de Novembro 2017

NOTA DE IMPRENSA

CDU continuará a defender os interesses dos Almadenses e o desenvolvimento de Almada na Câmara Municipal

A CDU Almada reafirma publicamente a manutenção integral do seu compromisso com o desenvolvimento do nosso Concelho e com os Cidadãos de Almada, e prosseguirá na sua ação a intransigente defesa dos interesses, direitos e ambições de progresso e bem-estar de todos os Almadenses.

Ainda que arredados de responsabilidades de gestão na Câmara Municipal de Almada, os eleitos pela CDU intervirão permanentemente pelas vias que a vida democrática coloca à sua disposição nos órgãos municipais e em todos os momentos julgados adequados no sentido da salvaguarda dos inalienáveis direitos dos cidadãos do nosso Concelho.

Sobre o conteúdo do Despacho nº 11/2017-2021, assinado com data do passado dia 3 de novembro de 2017 pela Presidente da Câmara Municipal de Almada, através do qual é determinada a distribuição de pelouros e responsabilidades de gestão na Câmara Municipal para o mandato de 2017-2021, e sobre as decisões tomadas pela Câmara Municipal na sua primeira reunião, a CDU Almada entende destacar duas notas.

A primeira prende-se com o peso que a decisão do PS de atribuir ao PSD, no quadro da distribuição de pelouros e responsabilidades, cargos de gestão e responsabilidades em áreas tão importantes como a Energia, Clima, Ambiente, Espaços Verdes e Parques Urbanos, Rede Viária, Manutenção e Logística, e Transportes, para os quais a CDU entende que o PSD não dispõe de expressão política e apoio eleitoral que as justifique.

A segunda nota prende-se com a composição do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, cuja proposta foi aprovada na primeira reunião da Câmara Municipal, com o voto favorável da Presidente e vereadores eleitos pelo PS e pelo PSD, com o voto contra dos vereadores eleitos pela CDU e com a abstenção da vereadora eleita pelo BE, o qual será integrado por dois eleitos pelo Partido Socialista, incluindo a própria Presidente da Câmara Municipal, e um eleito pelo Partido Social Democrata.

Esta composição política do Conselho de Administração dos SMAS suscita à CDU as mais sérias reservas quanto à garantia do prosseguimento de uma política de afirmação e defesa intransigente de uma gestão pública e municipal da água enquanto bem essencial e de primeira necessidade das populações.

Sendo públicas as posições claramente assumidas pelo PSD relativamente às intenções de privatização da gestão deste bem essencial, assim como são igualmente públicas as incompreensíveis hesitações do PS neste domínio, as quais até ao momento não foram claramente eliminadas, a decisão tomada gera naturais e profundas preocupações relativamente à manutenção da gestão de excelência deste bem essencial à vida humana, garantida pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento em permanência ao longo da gestão da CDU.

O cenário desenhado a partir destas decisões de início de mandato, permite concluir que o caminho seguido pela força política vencedora – o PS – aliando-se à direita como expediente para garantir uma maioria de eleitos na gestão da Câmara Municipal que o Povo de Almada não quis, manifestamente, conferir-lhe, comporta um sério risco rutura com a gestão de rigor, excelência e solidez prosseguida em Almada pela CDU, que os almadenses bem conhecem e que se traduz num saldo francamente positivo no que respeita à melhoria das condições de vida de todos os Almadenses.

A Coordenadora Concelhia de Almada da CDU
Almada, 10 de Novembro de 2017

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Almada distribuição de pelouros – CDU considera que a questão ainda não está fechada

31 de Outubro 2017

NOTA DE IMPRENSA
Coordenadora Concelhia de Almada da CDU

A propósito da distribuição de pelouros na Câmara Municipal de Almada

A propósito da notícia publicada na edição de hoje (30 de outubro de 2017) do Diário de Notícias sob o título “Só PSD aceita pelouros do PS em Almada. PCP recusou”, a CDU Almada esclarece o seguinte:

1. No passado dia 27 de outubro de 2017, véspera do dia da instalação dos órgãos do Município de Almada, a Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou por escrito à Presidente eleita da Câmara Municipal de Almada e ao Partido Socialista (PS), uma proposta de distribuição de pelouros na Câmara Municipal de Almada para o mandato de 2017-2021.

2. A proposta apresentada pela CDU considera a realidade da composição do órgão com quatro eleitos pelo PS, quatro eleitos pela CDU, dois eleitos pelo PSD e um eleito pelo BE, e considera ainda o historial registado no Concelho relativamente à atribuição de responsabilidades de gestão da Câmara Municipal às diferentes forças políticas nela representadas.

3. Até ao presente momento, a proposta escrita dirigida ao PS e à Presidente da Câmara Municipal de Almada não obteve qualquer resposta, pelo que a CDU considera que a questão ainda não está fechada, ao contrário do que a notícia do Diário de Notícias refere.

4. A CDU esclarece igualmente que a informação veiculada pela mesma notícia relativa à composição da Assembleia Municipal de Almada não corresponde à realidade efetivamente verificada naquele órgão do Município. Com efeito, a CDU assume no mandato agora iniciado 14 representantes na Assembleia Municipal (não 11 como refere a notícia), o PS assume 13 representantes (não 11, como igualmente refere a notícia), o PSD cinco representantes, o Bloco de Esquerda quatro representantes, o PAN um representante e o CDS-PP um representante.

5. Neste quadro, a CDU esclarece ainda que na primeira reunião da Assembleia Municipal subsequente ao ato de instalação do órgão para eleição do Presidente e Secretários da Assembleia Municipal, foram apresentadas duas listas: uma proposta pelo PS e outra pela CDU. A lista proposta pelo PS venceu a votação realizada, recolhendo o que se admitem ser os votos do PS, PSD e BE (23 votos), enquanto a lista proposta pela CDU obteve o que se admite igualmente serem os 14 votos dos eleitos que a representam na Assembleia Municipal, tendo-se registado ainda um voto branco, sendo assim a Mesa da Assembleia Municipal integralmente constituída por eleitos pelo Partido Socialista.

6. A CDU informa ainda que foi concluído o processo de transmissão de bens do Município para a nova administração. O saldo de tesouraria da Câmara Municipal de Almada transferido foi de 22 milhões de euros.

Almada, 30 de Outubro de 2017

Coordenadora Concelhia de Almada da CDU

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Só PSD aceita pelouros do PS em Almada. PCP recusou

Socialistas estavam dispostos a entregar funções executivas a todos os partidos. Comunistas recusaram na véspera da posse

O PS ensaiou uma grande coligação na Câmara Municipal de Almada, entregando pelouros aos vereadores de todas as forças políticas, mas à última hora esse entendimento falhou. Na véspera da tomada de posse de Inês de Medeiros, que ocorreu no sábado, o PCP fez mais exigências que os socialistas recusaram, apurou o DN. Sem acordo, o PSD foi o único partido a aceitar pelouros.

Os socialistas estavam dispostos a entregar a gestão da Casa da Cerca, Espaços Verdes, Mercados e SMAS (serviços municipalizados de água e saneamento) aos comunistas – que perderam para o PS as eleições autárquicas de dia 1 deste mês por 413 votos. As negociações que estariam bem encaminhadas soçobraram à última: o PCP pediu “pelouros impossíveis”, como definiu fonte conhecedora do processo, incluindo a Cultura, que o PS já tinha indicado que fica nas mãos da nova presidente da câmara.

Socialistas e comunistas elegeram quatro vereadores cada, os sociais-democratas dois e os bloquistas uma. Como o BE não faz a diferença, perante o não acordo com o PCP, Joana Mortágua (a quem o PS poderia entregar a Habitação Social) preferiu ficar de fora da equação.

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Almada. E agora? 4-4-2-1

E agora? Ninguém fecha a porta, poucos abrem janelas

02/10/2017

Inês de Medeiros ganhou mas sem maioria. A distribuição de vereadores parece uma tática de futebol: 4-4-2-1, tendo o BE apenas um vereador e mantendo o PSD dois vereadores. Na Assembleia Municipal, onde se aprovam os orçamentos, CDU e PS mantém-se empatados, com 11 deputados cada, tendo o BE outros 4. Agora é tempo de fazer contas. O Bloco de Esquerda sozinho, apenas com um vereador, não chega para o PS ficar confortável, por isso deve ser para o PCP (ou para o PSD) que Inês de Medeiros terá de se virar. Com o clima de “geringonças” no ar, a batata-quente vai para os comunistas, que são, a par do BE, o parceiro preferencial do PS. Também na Assembleia, a soma do PS com o BE não é suficiente.

Confusão instalada, mas PCP perdeu mesmo Almada. E por mais votos. E agora?

MAI nega recontagem mas presidente cessante fala em problemas em duas mesas de voto que levaram a retificação das contas. Nada feito. Almada é mesmo do PS, e por mais 100 votos do que se pensava.
Almada acordou e já não era comunista. “E agora?” Quem dirige associações no concelho acordou realmente com dúvidas sobre a interferência direta de umas eleições na sua vida. Sensação estranha para quem vive naquele concelho que nunca conheceu outra cor que não o vermelho puro. “É agora que acabam com a ECALMA”, o equivalente à EMEL em Lisboa, ouve o Observador à hora de almoço num restaurante no centro da cidade. É certo que a câmara fugiu da CDU e passou pela primeira vez para as mãos do PS, mas, pormenor: não fazia parte das propostas do PS acabar com aquela empresa municipal de estacionamento. Só PSD e CDS defendiam a sua extinção. Mas não faz mal. “O que importa é mudar, já estavam lá há muito tempo”, diz a dona da mercearia mais concorrida da Cândido dos Reis de Cacilhas.
O sentimento generalizado é esse: mudar. E não são só os mais jovens que o dizem. Perto da mercearia, também um funcionário do restaurante ao lado está “satisfeito com a mudança”. E não é que não gostasse daquele que foi presidente da câmara comunista nos últimos quatro anos, mas “havia muitas maçãs podres naquela equipa, demasiado agarrados ao poder”. Do outro lado da estrada é a sede do PS local, que ainda tem uma faixa grande a dizer “Inês de Medeiros PS”. Aponta para lá com os olhos. “Pode ser que mude”. E encolhe os ombros. É aí que o tema ECALMA volta à baila. “A CDU foi muito prejudicada pela caça à multa que a ECALMA anda a fazer há pelo menos dois anos”, diz, contando que num mês tem uma média de três ou quatro multas de estacionamento, apenas por parar o carro para cargas e descargas.

Por esta altura, tudo estava como quando Almada se foi deitar: uma vitória tangente do PS por 213 votos. Mas a meio da tarde, a confusão instalou-se. Afinal, Inês de Medeiros e o PS não tinham ganho. A CDU estava outra vez na frente. Toda a gente tinha dúvidas. O site oficial do Governo, que tinha fechado a contagem de Almada já a noite ia longa, reiniciou a contabilização e a atribuição de mandatos. O que aconteceu? Questionado pelo Observador, fonte do Ministério da Administração Interna rejeitou que tivesse havido “qualquer processo de recontagem dos votos”, e o mesmo disse o presidente da câmara cessante, Joaquim Judas, ao Observador: “Não pedimos nenhuma recontagem”. Mas a verdade é que os dados voltaram a ser atualizados, e do PSD ao PS todos foram surpreendidos com isso esta tarde. Seria o PCP a fazer a última tentativa de agarrar uma das suas câmaras mais queridas? Talvez, ouvia-se no PS entre risos, desde o presidente da junta da Costa da Caparica, cujos dados foram os últimos a ser inseridos, a algums deputados nacionais provenientes do concelho. Ninguém sabia bem o que se estava a passar.
“O facto de surgir a freguesia da Costa Caparica por apurar, deve-se apenas à necessária correção de anomalia – que se encontra a decorrer – na ordenação dos partidos na freguesia da Caparica, sendo expectável que no final da tarde a situação esteja resolvida e apresentando os dados corrigidos”, disse fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) ao Observador, explicando que a anomalia se deveu a uma queixa do PCTP/MRPP, que alegava não aparecer na ordem correta de correlação de forças políticas no site do Governo. Em todo o caso, os telefones não pararam. No avançar da noite de domingo houve, sim, uma recontagem, mas na freguesia da Caparica/Trafaria, onde os resultados que o PS tinha em mãos não batiam certo com os resultados que estavam a ser contabilizados pelo MAI. PCP e PS conversaram via telefone, noite dentro, e viriam a ser informados de que, afinal, os 213 votos que os separavam no concelho eram afinal “uns 400”. Mas não seria esse o número final. Ao final da tarde, depois de tantos avanços e recuos, contagens e retificações, o PS vencia por 313 votos.
Ao Observador, Joaquim Judas confirmou esta tarde que houve de facto “problemas em duas mesas de voto”, onde o somatório “não batia certo entre a abstenção e o número de votantes”. Terá então sido o MAI que “chamou a atenção” para essas discrepâncias, levando a Assembleia de Apuramento Geral a ter de reabrir os votos já lacrados e a introduzir de novo a contabilização. De todo o modo, nada feito. A câmara de Almada passou mesmo para as mãos dos socialistas. Assim como a do Barreiro e de Alcochete, e o PCP perderia também a maioria absoluta no Seixal e em Palmela.
O que se passou? Mais gente votou e só CDU perdeu votos. Todos os outros ganharam

A surpresa foi generalizada, mas há explicações para todos os gostos. Joaquim Judas (PCP) experimenta dizer que a vitória do PS se deveu ao facto de a junta de freguesia da Costa ser socialista há quatro anos e ter capitalizado o “grande investimento que a câmara fez” naquela zona das praias (foi a grande expressão do PS na Costa e na Charneca que deu vantagem aos socialistas). Mas não é essa a leitura que os restantes partidos fazem. Ora por “inação” da câmara comunista nesta campanha e nos últimos quatro anos, que muitos notam não ter obra para mostrar nem sequer ter feito uma verdadeira campanha eleitoral nas ruas, ora pelo “élan do PS no Governo”, que ainda beneficia de um grande “estado de graça”, “a CDU foi penalizada nas malhas urbanas próximas de Lisboa”, analisa Nuno Matias, o candidato do PSD a Almada, que se mantém como vereador.

O estado de graça do PS nacional por um lado, e o estado de desgraça do PSD, por outro. Mas Nuno Matias rejeita que tenham saído votos do PSD para o PS no concelho de Almada. “O peso dos partidos ainda é muito grande na hora de votar e em Almada há uma grande tradição do voto”, diz. Então, se os votantes da CDU se mantiveram fiéis, de onde surgiram os votos extra que foram parar ao PS? Da abstenção, dizem todos.

As contas são simples: apesar de só ter havido mais 775 novos inscritos em Almada, houve cerca de 6 mil votantes a mais face a 2013 (5.933, mais precisamente). Houve também menos 892 votos em branco e menos 1081 nulos. Logo, houve mais gente a votar em partidos. Em quais? No PS, que teve mais cerca de cinco mil votos (4.911) do que há quatro anos, no Bloco de Esquerda, que teve mais cerca de três mil (3.159), e até no PSD e no PAN, que tiveram cada um mais cerca de mil votos. Até o CDS aumentou 300 votos em relação à eleição anterior. Só a CDU perdeu eleitores: menos cerca de três mil (2.969).

oana Mortágua, a candidata que o Bloco de Esquerda elegeu em Almada, diz que a mudança que surpreendeu tudo e todos não foi assim tão surpreendente. “Sentíamos na rua uma vontade de mudança, de ideias novas, muita gente dizia que Almada estava estagnada e não estava a acompanhar os sinais de desenvolvimento de Lisboa, aqui mesmo ao lado”, diz. Nuno Matias, do PSD, concorda. “Só surpreendeu a quem não andou na rua”, diz, notando que era visível o facto de a câmara comunista já ter conhecido melhores índices de popularidade. Ou seja, não terá sido tanto por mérito da candidata, mas mais por “vontade de mudança”.
Surpreendeu a quem não andou na rua e à própria presidente eleita. Inês de Medeiros admitiu esta segunda-feira ao Expresso e à TSF que a vitória tinha sido uma surpresa. “A determinada altura da campanha percebemos que podíamos ter um bom resultado. Mas a CDU tinha maioria absoluta. E este era um concelho com elevada taxa de abstenção. Em 2013 tinha tido 60%. Portanto era difícil perceber se conseguiríamos ganhar”, disse ao Expresso. A ex-deputada e atual presidente do INATEL vive em Campo de Ourique, em Lisboa, e garante que não vai mudar de residência para dirigir os destinos do outro lado do Tejo. “A margem sul é muito perto. Esta pode ser uma boa oportunidade para acabar com esse estigma do rio intransponível entre as duas cidades”, diz, mostrando-se defensora do “cacilheiro”. “Por mim vou de cacilheiro para Almada. Só se não me deixarem… mas logo se vê”, disse ao mesmo jornal. Certo é que se for de carro irá em contra-corrente, o que a fará escapar do trânsito matinal e de fim de tarde nas portagens para a ponte 25 de Abril.

E agora? Ninguém fecha a porta, poucos abrem janelas

Inês de Medeiros ganhou mas sem maioria. A distribuição de vereadores parece uma tática de futebol: 4-4-2-1, tendo o BE apenas um vereador e mantendo o PSD dois vereadores. Na Assembleia Municipal, onde se aprovam os orçamentos, CDU e PS mantém-se empatados, com 11 deputados cada, tendo o BE outros 4. Agora é tempo de fazer contas. O Bloco de Esquerda sozinho, apenas com um vereador, não chega para o PS ficar confortável, por isso deve ser para o PCP (ou para o PSD) que Inês de Medeiros terá de se virar. Com o clima de “geringonças” no ar, a batata-quente vai para os comunistas, que são, a par do BE, o parceiro preferencial do PS. Também na Assembleia, a soma do PS com o BE não é suficiente.

“Não fui contactado para nada, mas não fecho portas nem abro janelas”, diz o social-democrata Nuno Matias quando questionado sobre se aceitaria integrar o executivo do PS numa perspetiva de bloco central. “Depende das condições, só se pudéssemos implementar muitas das nossas propostas, mas se for para vir executar o programa dos outros, não obrigado”, diz, não rejeitando totalmente a ideia de ficar com pelouros num executivo dirigido pelos socialistas. Em todo o caso, uma vez que PS e PCP são parceiros nacionais, o que fará mais sentido é uma geringonça local.

A bola está do lado do PS. Inês de Medeiros, nas mesmas declarações ao Expresso, desvaloriza a necessidade de acordos para já. “Não creio que as pessoas estejam neste momento preocupadas em saber que tipo de acordo vamos fazer. Temos tempo para pensar com calma”, disse, sublinhando que a autarquia será “governável”. Mas se a ex-deputada socialista se virar, como se prevê, para a CDU, não é certo que a CDU esteja de braços abertos. “O plano nacional é uma coisa, onde há uma dinâmica de recuperação de rendimentos e de direitos dos trabalhadores, outra coisa é a dinâmica local, onde não há isso“, diz Joaquim Judas ao Observador, sublinhando a “impreparação” e “falta de propostas” da candidatura do PS. E deixa uma indicação enigmática: qualquer acordo “dependerá da inteligência” da autarca socialista-que-nunca-pensou-vir-a-ser.

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Joaquim Judas (CDU) defende reposição das freguesias em Almada

O cabeça-de-lista da CDU nas eleições autárquicas para a Câmara de Almada, Joaquim Judas, afirmou na sexta-feira que o voto na CDU é a “única e real condição para que sejam repostas as freguesias do concelho”.

“Com a vitória, o reforço da votação na CDU a 01 de outubro, conseguiremos, mais cedo do que tarde, que sejam repostas todas as freguesias [extintas pelo anterior governo PSD/CDS-PP] com os seus órgãos”, disse o presidente da Câmara de Almada, que se recandidata a um segundo mandato.

Joaquim Judas falava perante centenas de pessoas na apresentação dos candidatos da CDU aos diferentes órgãos autárquicos do concelho, que decorreu sexta-feira à noite em Almada.

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CDU Almada apresenta candidatos às Autárquicas 2017

21 de Abril 2017
Laranjeiro – Praça da Portela

José Manuel Maia – Presidente da Assembleia Municipal
Joaquim Judas – Presidente da Câmara Municipal

União de Freguesias:
Teresa Paula Coelho – Caparica/Trafaria
Ricardo Louçâ – Almada, C. Piedade, Pragal e Cacilhas
Luis Filipe Palma – Laranjeiro e Feijó
Ana Margarida Carvalho – Charneca/ Sobreda
…………………… – Costa da Caparica

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Câmara da CDU cedeu autocarro para protesto da CGTP

Oposição critica executivo de Vila Viçosa e acrescenta que este “não queria dar transporte escolar nas tardes de segunda, terça, quinta e sexta-feira” às crianças de uma escola

manif

O vereador da oposição na Câmara de Vila Viçosa Inácio Esperança criticou, nesta quarta-feira, a gestão CDU por alegadamente ter cedido, de forma gratuita, um autocarro para o transporte de funcionários do município para a manifestação da CGTP.

“É escandaloso. O transporte do município é de todos os munícipes, não é só dos munícipes da CDU e é pago com o dinheiro dos contribuintes”, afirmou à agência Lusa Inácio Esperança, eleito vereador nas últimas autárquicas pelo Movimento de Unidade do Concelho (MUC).

O presidente da câmara, o comunista Manuel Condenado, numa resposta por email a questões colocadas pela Lusa, afirmou apenas que “o executivo, no atual mandato, cedeu e continuará a ceder viaturas do município, sempre que estejam disponíveis, à estrutura sindical dos trabalhadores para se deslocarem a manifestações ou outras iniciativas a fim de defenderem os seus direitos laborais”.

O vereador da oposição adiantou que a cedência gratuita de transporte para a manifestação da CGTP, na terça-feira, em frente à Assembleia da República, em Lisboa, foi aprovada pela maioria CDU, com os votos contra dos vereadores do PS e do MUC.

Além da cedência de um autocarro, segundo Inácio Esperança, a câmara decidiu que “o dia será pago” a todos os funcionários do município que quiseram participar na manifestação, “inclusive o subsídio de refeição e de turno”.

“Já não é a primeira vez que isto acontece. Sempre que a CGTP tem manifestações contra o Governo, em Lisboa, os funcionários da câmara são dispensados, sem perda de regalias, e o transporte é disponibilizado gratuitamente”, assinalou.

O vereador referiu, por outro lado, que a câmara “dá duas deslocações por ano” às associações do concelho e “exige o pagamento” nas restantes e que “não queria dar transporte escolar nas tardes de segunda, terça, quinta e sexta-feira” para as crianças da escola da aldeia de São Romão.

“As pessoas devem ter o direito a manifestar-se e existe na lei o direito à manifestação e à greve, pois que façam, mas que a CGTP pague os autocarros e não que paguem todos para que alguns se manifestem”, realçou.

Jerónimo de Sousa ataca PS

Jerónimo não fecha a porta a apoio para viabilizar esquerda.

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Jerónimo de Sousa usou ontem a ironia para responder às críticas de Passos Coelho, que acusou os socialistas de quererem formar um “governo extremista” com a CDU e o BE. “É uma ingratidão perante o PS, que sempre alinhou com a política de direita e exploração”, disse o secretário-geral do PCP.

“Não, camaradas, não somos nós que os juntamos [PS, PSD e CDS-PP], são eles que passam a vida juntos e, como se vê, juntos querem continuar”, afirmou Jerónimo de Sousa, no complexo municipal dos desportos de Almada, com cerca de três mil pessoas.

Perante o cenário de que será necessário o apoio comunista para viabilizar um governo de esquerda, o líder da CDU não disse que sim, mas também não fechou totalmente a porta. “Estamos em condições de assumir quaisquer responsabilidades governativas, mas não abdicamos das conceções que temos e do nosso programa para servir o PS”, sustentou Jerónimo de Sousa, já numa arruada pelas ruas de Alcochete.

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