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Capacidade do Porto de Setúbal para contentores é suficiente para 20 anos

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A capacidade do Porto de Setúbal para contentores é suficiente para os próximos 20 anos e deverá ser esgotada primeiro, é a posição defendida pela Comunidade Portuária de Setúbal (CPS) e apresentada durante a conferência “Porto de Setúbal – A resposta imediata – Uma estratégia portuária coerente” que decorreu na manhã do dia 4 de dezembro, no Fórum Luísa Todi.

A ideia de que Setúbal apresenta todas as condições para complementar a oferta existente e, assim, responder ao desafio do Governo de aumentar o movimento de contentores, em portos nacionais, de 2,2 milhões para 6,5 milhões, até 2020, sem qualquer investimento adicional, foi uma das ideias debatidas durante a sessão.

O estudo apresentado pelo Prof. Doutor José Augusto Felício, presidente do Centro de Estudos de Gestão do ISEG, que versou sobre “A análise comparativa de serviços de contentores do Porto de Setúbal com o Porto de Lisboa”, revela que o transporte de carga para a margem norte do Tejo é mais rápido se for feito a partir de Setúbal, do que a partir da Trafaria ou do Barreiro, e que a distância entre Setúbal e Lisboa, por via ferroviária, é mais curta do que a distância entre Barreiro e Lisboa ou Trafaria e Lisboa.

Outra das conclusões deste estudo revela que o custo das dragagens necessárias para manter aberto o canal de acesso ao futuro terminal do Barreiro implica um acréscimo de custo da operação portuária superior a 7 euros, por tonelada de carga movimentada, tornando a operação no Porto de Setúbal bastante mais vantajosa
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Augusto Felício referiu ainda que, num país de fracos recursos, não esgotar em primeiro lugar a capacidade já existente em Setúbal é assumir riscos desnecessários para os contribuintes, numa solução ainda mal configurada. A situação pode vir a criar um potencial novo “Elefante Branco”, para um projeto de 700 milhões, dragagens de primeiro estabelecimento entre 100 e 150 milhões de euros e dragagens de manutenção no novo terminal, que alguns estimam até 50 milhões de euros por ano, em face da imprevisibilidade do comportamento do leito do Tejo, na zona do terminal.

Se assim for, a Taxa de Uso do Porto cobrada aos navios não conseguirá cobrir esses custos, sendo portanto um risco para o Estado e contribuintes.

À apresentação do estudo seguiu-se uma mesa redonda, mediada por Ricardo Costa, diretor do jornal Expresso, na qual a audiência teve a oportunidade de ouvir a opinião de vários nomes de reconhecido mérito. Pedro Reis, ex-presidente do AICEP, falou na vantagem em concentrar investimento em polos de desenvolvimento e questionou: “Haverá massa crítica para mais oferta ?”. Tiago Pitta e Cunha, consultor da Presidência da República para os Assuntos do Mar, referiu que é necessário um estudo sobre a procura e um EIA que avalie impactes, incluindo uma análise comparativa de soluções. Referiu ainda que o investimento feito em Setúbal, com o dinheiro dos contribuintes, terá de ser utilizado, referindo-se à capacidade disponível neste porto. José Eduardo Martins, ex-Secretário de Estado do Ambiente disse que, na zona do Barreiro, existe um dos maiores passivos ambientais do país.

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Greve de 24 horas na Transportes Sul do Tejo

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O Sindicado Nacional dos Motoristas vai avançar com uma greve de 24 horas, no dia 25 de março, na empresa Transportes Sul do Tejo, depois de se ter encerrado o processo de conciliação, disse à Lusa fonte sindical.

“Realizou-se no Ministério do Trabalho a segunda reunião no âmbito do pedido de conciliação. Face à intransigência da empresa em não pretender negociar um acordo, o processo de conciliação foi encerrado por se considerar que não existem condições para que o consenso seja atingido”, disse Manuel Oliveira, do sindicato.

Fonte oficial dos TST confirmou à Lusa a receção do aviso-prévio de greve por parte do Sindicato Nacional de Motoristas, referindo que vai proceder “aos ajustes necessários” para minimizar os impactos.

“A TST já procedeu a uma atualização salarial, com efeito a partir de 1 de janeiro, superior ao aumento da inflação esperada para o ano de 2014. Quando no setor assistimos a reduções salariais, e tendo em conta o ambiente recessivo e a perda significativa de passageiros, esta decisão representa um enorme esforço financeiro para a TST”, explica.

O sindicalista referiu que os motoristas vão avançar com uma greve de 24 horas no dia 25 de março, realizando no mesmo dia um plenário de trabalhadores no Laranjeiro.

“Lamentavelmente os motoristas dos TST irão ter que se manifestar e demonstrar o seu descontentamento face ao encerramento do processo negocial e face à imposição dos tempos de disponibilidade que entendemos ser ilegal, com base no normativo legal em vigor”, acrescentou.

Os TST defendem que em relação aos tempos de disponibilidade, período de tempo em que o trabalhador, embora não esteja obrigado a permanecer no local de trabalho pode ser chamado em caso de necessidade, é do entendimento da empresa que está a agir de acordo com a lei.

O Sindicado Nacional dos Motoristas anunciou que vai avançar com uma ação judicial contra a empresa em relação a este ponto.
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