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Estudo de impacte ambiental do Terminal de Contentores do Barreiro volta à estaca zero

Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pediu que o actual estudo de impacto ambiental fosse suspenso, depois de a autarquia ter manifestado descontentamento quanto à localização da infraestrutura. Agora vai ser feito o estudo de um novo local. Ambientalistas da ZERO estão satisfeitos

A ZERO/Associação Sistema Terrestre Sustentável manifestou hoje (26) satisfação pela decisão de se efectuar novo estudo de impacto ambiental para o Terminal de Contentores do Barreiro e de equacionamento de novo local.

Em comunicado, a ZERO considera que a suspensão da avaliação de impacte ambiental do Terminal de Contentores do Barreiro e o estudo de um novo local, hoje noticiado pelo jornal Expresso, permitirá um repensar e uma reavaliação do projeto.

“Esta opção irá certamente melhor servir o interesse público e das populações, podendo vir a garantir uma efetiva requalificação de toda a zona envolvente e proteja o ecossistema do Estuário do Tejo, um recurso valioso para as populações ribeirinhas”, salienta a associação.

A ZERO lembra que o local agora descartado foi alvo de uma consulta pública que terminou em 16 de junho, tendo esta associação considerado que a infraestrutura proposta não estava suficientemente justificada e enquadrada à escala regional e nacional e teria impactes negativos irreversíveis que causariam incumprimentos da legislação nacional e europeia em determinados domínios e pondo em causa objetivos de longo prazo do país.

“A ZERO, não obstante entender que existiam aspetos positivos associados ao projeto, selecionou um conjunto de elementos que nos pareciam críticos, nomeadamente ao nível das dragagens e impactes no Estuário do Tejo, na paisagem e estrutura ecológica da região, na qualidade do ar e emissões de gases com efeitos de estufa e no ruído, e que nos levaram a considerar que o projeto, com as características que tinha, merecia um parecer desfavorável da nossa parte”, argumenta a associação.

A ZERO considerou, ainda, que a infraestrutura proposta tinha impactes negativos irreversíveis que conduziriam Portugal ao incumprimento de legislação nacional e europeia.

Segundo a associação ambientalista, os valores calculados para os poluentes, partículas em suspensão (PM10) e dióxido de azoto (NO2) mostravam que haveria na área da infraestrutura, e em zonas residenciais próximas, um incumprimento, por vezes extremamente elevado, dos valores-limite, o que não é admissível face ao cumprimento de legislação nacional e europeia nesta matéria.

Quanto ao ruído, a Zero refere que, tendo em conta a ultrapassagem atualmente verificada dos valores-limite dos indicadores Lden e Ln presentes nos mapas de ruído em áreas ainda significativas no concelho do Barreiro, parece demasiado otimista admitir que o agravamento aquando da fase de construção e depois de exploração do terminal causaria apenas uma excedência dos valores-limite em determinados locais e de forma ligeira.

“Com o ruído proveniente dos navios, das operações de carga/descarga e do tráfego intenso de camiões (25 na fase de construção e 229 na fase 2 de exploração), o incómodo e o incumprimento quase certo dos valores-limite dos parâmetros citados será certamente grave e merece medidas de minimização assertivas e uma avaliação muito mais cuidada do problema”, acrescentou a ZERO.

Segundo o Expresso, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pediu que o estudo de impacto ambiental do terminal do Barreiro fosse suspenso, depois de a autarquia ter manifestado descontentamento quanto à localização da infraestrutura.

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Câmara do Barreiro quer terminal de contentores mas sem prejudicar vista da Avenida da Praia

A Câmara Municipal do Barreiro anunciou que defende o novo terminal de contentores no concelho, mas rejeita a hipótese de a vista da Avenida da Praia, marginal no centro da cidade, ser afectada pela infra-estrutura.

“A Câmara Municipal do Barreiro e o seu presidente têm defendido, desde sempre, que o terminal de contentores do Barreiro só será um contributo para o desenvolvimento do concelho, compatibilizando a actividade portuária com o projecto da Terceira Travessia do Tejo e com o ordenamento da cidade, incluindo a frente ribeirinha. A Avenida da Praia não pode ser afectada nas suas vistas”, refere a autarquia em comunicado.

A autarquia refere que pretende esclarecer as questões colocadas sobre o tema à Câmara, durante o Período de Discussão Pública do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Plataforma Multimodal do Barreiro.

As questões estão relacionadas com as imagens que existem sobre a implementação do terminal no território no EIA, em que é possível ver a expansão do terminal para a zona da avenida da Praia, a marginal no centro da cidade, afectando a sua vista sobre o rio e sobre Lisboa.

“A preservação da Avenida Bento Gonçalves, conhecida como Avenida da Praia, e a sua função essencial de ligação ao rio constitui objecto central da intervenção da Câmara Municipal do Barreiro. Estas têm sido as posições assumidas pela autarquia barreirense em vários momentos e que serão reafirmadas na resposta formal, que está a ser preparada no âmbito da discussão pública do Estudo de Impacto Ambiental”, acrescenta.

A autarquia defende que a primeira fase do terminal, com um cais de 796 metros, vá até ao início da avenida, na zona do Clube de Vela do Barreiro, e que a segunda fase, que prevê um aumento do cais para cerca de 1500 metros, se faça para nascente e não em direcção à avenida.

A autarquia barreirense, liderada por Carlos Humberto (CDU), salienta ainda que a ampliação da actividade portuária no Barreiro é importante para a redinamização da actividade económica no território da ex-CUF/Quimigal, actual Baía do Tejo.
Candidatos do PSD e PS tomam posição sobre o tema

Bruno Vitorino, vereador e candidato do PSD à Câmara Municipal do Barreiro, já tinha exigido esclarecimentos ao governo e à autarquia, referindo que o potencial da zona ribeirinha do Barreiro iria ser “destruído”.

“Este projecto nunca tinha sido apresentado à população. É muito estranho o facto de somente agora, em fase de consulta pública, o mesmo surja, uma vez que alterou totalmente o projecto inicial que tinha sido discutido e que sempre teve em cima da mesa”, disse, salientando que é preciso “compatibilizar as diferentes actividades económicas e turísticas”.

Bruno Vitorino diz mesmo que as imagens desse novo projecto são “absurdas” pois assim iria “arruinar completamente um dos pontos estratégicos do Barreiro, que é a Avenida da Praia e a sua vista para o rio, bem como todo o seu potencial turístico. O que é importante é compatibilizar as diferentes actividades económicas, algo que sempre esteve previsto”.

“Espero que isto não seja uma manobra de diversão do Governo, para intoxicar a opinião pública, colocando a população contra o terminal de contentores, e justificando desta forma a não concretização do projecto. Será esse o objectivo?” questiona.

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Terminal Contentores que destrói o potencial do Barreiro Bruno Vitorino está contra novo projeto


O candidato do PSD à Câmara Municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, exige que Governo e a autarquia esclareçam onde foram buscar um novo projeto para a instalação do Terminal de Contentores que destrói o potencial da zona ribeirinha do Barreiro.
O social-democrata pretende saber porque foi abandonado o projeto anterior que previa que o terminal fosse instalado exclusivamente em área industrial.

“Este projeto nunca tinha sido apresentado à população. É muito estranho o facto de somente agora, em fase de consulta pública, o mesmo surja, uma vez que alterou totalmente o projeto inicial que tinha sido discutido e que sempre teve em cima da mesa”, sublinha.
Bruno Vitorino defende a realização de uma sessão pública urgente sobre a instalação do Terminal de Contentores no Barreiro, para que a população possa ser “cabalmente esclarecida” sobre os contornos da alteração ao projeto.
O social-democrata quer que o Governo e Câmara Municipal do Barreiro prestem informações sobre este assunto, numa iniciativa a realizar brevemente.
Bruno Vitorino diz mesmo que as imagens desse novo projeto são “absurdas” pois assim iria “arruinar completamente um dos pontos estratégicos do Barreiro, que é a Avenida da Praia e a sua vista para o rio, bem como todo o seu potencial turístico. O que é importante é compatibilizar as diferentes atividades económicas, algo que sempre esteve previsto”.
“Espero que isto não seja uma manobra de diversão do Governo, para intoxicar a opinião pública, colocando a população contra o terminal de contentores, e justificando desta forma a não concretização do projeto. Será esse o objetivo?” questiona.

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Governo quer novo terminal de contentores decidido até ao fim do ano

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A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou hoje que o Barreiro vai ter um projeto de desenvolvimento e que o novo terminal de contentores está a ser estudado e deve haver decisões no final do ano.

“Este projeto tem um calendário conhecido. O Estudo de Impacte Ambiental será concretizado até ao verão, segue-se a consulta pública e, depois, os estudos sobre as dragagens feito pelo LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil]. Determinei, também, uma avaliação económico-financeira e penso que, até ao final do ano, poderemos tomar uma decisão”, disse, durante uma visita ao Barreiro.

A ministra explicou que assumiu com a autarquia o compromisso de ter um projeto de desenvolvimento para o concelho, referindo que já existiram muitos casos de “expetativas adiadas” no Barreiro.

“O compromisso que assumi é que as decisões serão tomadas tão cedo quanto possível e que teremos sempre um projeto de desenvolvimento para o Barreiro. Se for o terminal de contentores, melhor, mas de certeza que teremos um projeto a implementar com a Câmara Municipal do Barreiro”, salientou.

Ana Paula Vitorino explicou que são os estudos, que estão a decorrer, que vão determinar o que poderá ser feio.

“O que está em causa não é se fazemos algum investimento no Barreiro ou não, mas que tipo de terminal, se é de contentores ou outro tipo de infraestrutura. O investimento portuário no Barreiro não esteve em causa, tem de ser feito. Agora, depende dos estudos”, afirmou.

A ministra disse, ainda, que existem operadores que têm manifestado interesse no terminal no Barreiro, mas também nos restantes existentes no país.

“Existe grande interesse de operadores internacionais em investir no sistema portuário português e esse interesse não desaparece em meses. Não é pelo [facto de o] Estudo de Impacte Ambiental terminar em setembro que deixa de haver interesse”, defendeu.

O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, considerou, por seu turno, que é preciso que os estudos avancem de forma rápida.

“São necessários estudos, mas é preciso que sejamos rápidos, pois potenciais interessados podem depois aproveitar outras oportunidades. Esta infraestrutura será importante para a criação de atividade económica e emprego”, disse.

O novo terminal de contentores de Lisboa está a ser estudado para se localizar no concelho do Barreiro, no território do parque empresarial da Baía do Tejo.

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Pedro Passos Coelho afirmou ao jornal «Rostos» Em visita que fará ao Barreiro vai destacar o projecto do Terminal de Contentores

Estamos abertos a receber esse tipo de investimento
Pedro Passos Coelho, ontem à tarde, no decorrer da visita à Ribeiralves, na Moita, respondendo a uma pergunta do jornal «Rostos», sobre o projecto de alargamento do Porto de Lisboa para o Barreiro, sublinhou que no âmbito da campanha eleitoral, fará uma visita ao Barreiro – “para podermos destacar esta questão”.

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O líder da Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), salientou que – “há algum tempo atrás criámos, aquilo a que se chama, uma visão estratégica para a expansão portuária na área de Lisboa, que pode vir a receber mais contentorização, mais mercadorias, que podem depois ser retransportadas para outros portos”

Se houver interesses privados

“Sabemos que. Lisboa tem boa capacidade para acolher esses movimentos, também o Barreiro tem, portanto, se houver interesses privados que queiram investir nessa capacidade”, referiu.

Estamos abertos a receber esse tipo de investimento

“Uma vez que o Estado considera que ela aqui pode ser explorada e os municípios consideram que seria uma vantagem, nós estamos abertos a receber esse tipo de investimento, para aumentar a nossa capacidade de recepção de carga que seja destinada ao ‘hinterland’ ibérico, seja destinada a retransportar a outras partes da Europa”, acrescentou Pedro Passos Coelho.
Pelo que sabemos a visita de Pedro Passos Coelho ao Barreiro – Baía do Tejo- deverá ocorrer no próximo dia 22 de Setembro.
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Câmara de Almada quer saber destino do terminal de contentores

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O presidente da câmara de Almada admitiu que a discussão de uma petição contra a localização de um terminal de contentores na Trafaria, agendada para hoje na Assembleia da República, pode ajudar a clarificar o destino daquele projeto. “É bom que a Assembleia da República se pronuncie em concreto sobre o que se pretende fazer, e qual o destino a dar ao projeto [do terminal de contentores da Trafaria]”, disse Joaquim Judas, lembrando que o projeto “parece já ter sido abandonado” pelo Governo, que deve estar agora mais inclinado para escolher outra localização, na zona do Barreiro, também no distrito de Setúbal.

A petição “Não ao mega terminal de contentores na Trafaria”, da iniciativa da então presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília Guerreiro Neto de Sousa, que reuniu mais de 6.400 assinaturas, foi entregue no parlamento no passado dia nove de abril. Segundo Joaquim Judas, a estratégia do município de Almada para a Trafaria não passa por um terminal de contentores, mas por um “projeto de desenvolvimento turístico que respeite o ambiente”.

O autarca salientou, no entanto, que apesar de se falar agora com mais insistência na construção do terminal de contentores no Barreiro, “ainda não há decisões definitivas sobre o que se pretende fazer com a Trafaria”, o que significa que se mantêm as restrições impostas para aquele território quando foi anunciada a intenção de construir o terminal de contentores.

“É para nós indispensável que o condicionamento seja levantado, decidindo-se, como tudo aponta, para que o terminal de contentores venha a ser construído no Barreiro e para que a Trafaria e a costa atlântica possam beneficiar de tudo aquilo que necessitam para que o seu potencial seja explorado”, disse o autarca de Almada. “As zonas de reserva continuam lá. E Almada continua, nesse aspeto, paralisada, sem poder desenvolver os projetos que pretende para aquela zona”, frisou o presidente da câmara de Almada.

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Plataforma multimodal do Barreiro, Terminal de contentores- visão e futuro

Contentores no Barreiro

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PLATAFORMA MULTIMODAL DO BARREIRO/TERMINAL DE CONTENTORES – VISÃO E FUTURO é o mote de um Ciclo de Debates promovido pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Administração do Porto de Lisboa (APL), Estradas de Portugal (EP), REFER e Baía do Tejo (BT).

Augusto Mateus, economista e professor universitário, Mariana Ferreira, presidente do conselho de administração do porto de Lisboa, e Jacinto Pereira, presidente do conselho de administração da Baía do Tejo, são os convidados deste debate agendado para 1 de julho, pelas 21h30, no auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro.

“A Plataforma Multimodal do Barreiro – Navegar no Tejo e Reabilitar as margens – Uma Solução Amiga do Crescimento do Ambiente” é o tema desta sessão que vai ser moderada por José Limão, diretor da publicação “Transportes em Revista”.

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Investidores chineses na corrida pelo terminal de contentores no Barreiro

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epois de o Governo anunciar que o Barreiro é a única localização em cima da mesa para a instalação do terminal de contentores, há cada vez mais investidores privados estrangeiros interessados na ampliação da atividade portuária no concelho, nomeadamente investidores chineses.

E, esta quarta-feira, nova prova desse interesse: Investidores do banco chinês ICBC estiveram no Barreiro a visitar a localização prevista para o terminal de contentores e as áreas industriais-portuárias circundantes.

Os responsáveis da banca chinesa quiseram passar despercebidos e não se pronunciaram publicamente sobre o projeto. Ao invés, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, destacou que os investidores chineses mostraram-se interessados no projeto.

“É uma visita positiva. São investidores chineses que vieram visitar Portugal e aproveitaram para conhecer também as potencialidades do Barreiro e do novo porto. É mais uma entidade interessada e, segundo percebemos, é importante pois é o maior banco do mundo”, enalteceu o autarca.

Lembrando que estas visitas, até ao lançamento do concurso, “são, essencialmente, conversas exploratórias”, Carlos Humberto admitiu, ainda assim, que “pareceram interessados”.

O edil mostrou-se ainda disponível, em conjunto com a Administração do Porto de Lisboa, “para receber todos os interessados” e “potenciar as possibilidades de interesse das diversas entidades”.

A delegação chinesa fez diversas questões sobre o projeto e o que viu ‘in loco’ no terreno, mas, particularmente, sobre os incentivos locais, do Governo e as ajudas comunitárias que estão previstas para os investidores.

“Os fundos comunitários são sempre importantes, um incentivo, mas o que determina é o interesse na operação logística, portuária e industrial”, explicou, enaltecendo que “não é claro que existam fundos comunitários para privados a fundo perdido”.

De acordo com Carlos Humberto “existem fundos para a descontaminação, acessibilidades e mobilidade”, para a atividade económica privada o autarca acredita que “existam empréstimos bonificados a longo prazo de acordo com o plano Juncker”.

Recorde-se que, a Comissão Europeia apresentou em janeiro a proposta legislativa para o fundo de investimento que suporta o vulgarmente conhecido como “plano Juncker” com que pretende mobilizar 315 mil milhões de euros para a economia europeia, e que permite que Estados-membros ou entidades públicas injetem dinheiro.

O plano de investimento, que foi uma das ‘bandeiras’ de Jean-Claude Juncker quando se apresentou como candidato a presidente da Comissão Europeia, foi apresentado em novembro, tendo então sido conhecido que esse teria como suporte um fundo de investimento, estabelecido em conjunto com o Banco Europeu de Investimento (BEI), designado Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos.

A partir desse fundo, com 16 mil milhões de euros de garantias do orçamento comunitário e cinco mil milhões do BEI, a Comissão Europeia acredita que por cada euro serão mobilizados 15 euros, no total 315 mil milhões de euros que podem entrar na economia europeia nos próximos três anos.

Além dos investidores chineses, o projeto de ampliação da atividade portuária do Barreiro está a ser sinalizado por responsáveis da Maersk, que visitaram o local do futuro terminal de contentores em fevereiro.

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Candidatura de 6,5 ME para estudar novo terminal de Lisboa no Barreiro

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O presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, João Carvalho, afirmou hoje ter sido apresentada uma candidatura de 6,5 milhões de euros para estudos sobre a localização do novo terminal de contentores de Lisboa no Barreiro. “Temos que explicar a todos os velhos do Restelo que a margem norte está saturada e perto do limite e que o desenvolvimento terá que ser na margem sul. Apresentámos uma candidatura a Bruxelas de 6,5 milhões para efetuar os estudos necessários sobre o novo terminal no Barreiro”, afirmou. O responsável referiu que, nesta fase, foram apresentadas candidaturas a fundos comunitários por parte dos vários estados-membros, explicando que aguardam pelo resultado.

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Assembleia Municipal unânime na defesa do novo terminal de contentores no Barreiro

Barreiro
A Assembleia Municipal do Barreiro aprovou, por unanimidade, uma moção em defesa do novo terminal de contentores de Lisboa no concelho, referindo que a infraestrutura pode ser um “importante polo de desenvolvimento”.

A Assembleia Municipal, órgão em que a CDU é força maioritária, realizou hoje uma sessão extraordinária para debater o novo terminal de contentores no Barreiro, com várias forças políticas a apresentarem moções.

Após uma intervenção do presidente da autarquia, Carlos Humberto (PCP), que apelou à união, os grupos municipais dos vários partidos reuniram-se e conseguiram chegar a acordo, num documento que foi aprovado por unanimidade por todas as forças politicas representadas – CDU, PS, PSD, BE e Movimento Independente.

“Temos procurado colocar o assunto no mapa dos investimentos do país e o Barreiro é o único local em estudo para receber o terminal. Temos vários interessados e o concurso para o Estudo de Impacte Ambiental e Estudo Prévio de Engenharia deve avançar em maio”, disse Carlos Humberto.

O autarca referiu que o investimento não deve ser visto como apenas um aumento da atividade portuária no concelho, mas sim como uma Plataforma Multimodal no Barreiro.

“Queremos que seja mais que um porto, queremos que seja uma plataforma portuária, logística, industrial e tecnológica, não apenas na área conquistada ao rio, mas também nos mais de 350 hectares do Parque Empresarial da Baía do Tejo e de outros territórios anexos”, defendeu.

Apesar de ser o único local em análise, Carlos Humberto referiu que é preciso continuar a trabalhar para que o terminal de contentores no Barreiro seja uma realidade.

“Penso que é um processo cada vez mais irreversível, mas a decisão do governo foi de estudar mais aprofundadamente a localização no Barreiro, o que não é a mesma coisa que decidir. Temos que ter cautela e continuar a trabalhar para que o projeto avance, até porque existe que não esteja de acordo”, frisou.

O autarca anunciou também que vão ser realizados debates sobre as questões portuárias

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Barreiro é ‘boa solução’ para terminal de contentores

Barreiro

O administrador principal das Redes Transeuropeias de Transportes, José Laranjeira Anselmo, afirmou hoje que o Barreiro é uma “boa solução” para receber o novo terminal de contentores, referindo que vão existir fundos comunitários para o projeto.

“O programa europeu tem 38 mil milhões [de euros] de fundos para serem aplicados no desenvolvimento da rede de transportes na Europa. A posição do Governo português parece ser clara e a posição da comissão é que o Porto de Lisboa é um dos eixos fundamentais do corredor atlântico e tem limitações de crescimento e expansão. O Barreiro poderia ser uma solução muito interessante”, afirmou.

Uma delegação da União Europeia, que além de Laranjeira Anselmo incluiu também Carlo Secchi, coordenador europeu para o Corredor Atlântico, visitou hoje o território do Barreiro, zona em estudo para receber o novo terminal.

“O Barreiro é uma zona que tem espaço para crescer, é industrializada e [a existência do terminal de contentores] podia ajudar também a resolver o problema dos resíduos existentes, tendo boas ligações rodoviárias e ferroviárias. Se Portugal apresentar esta solução, vamos encarar de forma muito positiva”, assegurou.

Laranjeira Anselmo disse ainda que tudo se conjuga para ser um projeto com interesse, lembrando o interesse de várias entidades privadas no projeto.

“Existem fundos europeus que podem ajudar numa planificação global e de planeamento, mas para fazer investimento vão ser as entidades privadas. Não vamos ter dinheiro para a parte privada, vamos ter dinheiro para a parte pública”, concluiu.

Também presente esteve Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, que afirmou que o desejo da autarquia é que o projeto seja mais que um terminal.

“Queremos mais que um terminal. Queremos que seja um polo de desenvolvimento e criação de emprego, que ajude a potenciar o território da Baía do Tejo, o Arco Ribeirinho Sul e toda a região. Queremos um porto-cidade, que viva integrado e não fechado sobre si próprio”, frisou.

O autarca referiu que o novo terminal pode ajudar a revitalizar todo o território da Baía do Tejo, criando postos de trabalho.

Ler mais: O administrador principal das Redes Transeuropeias de Transportes, José Laranjeira Anselmo, afirmou hoje que o Barreiro é uma “boa solução” para receber o novo terminal de contentores, referindo que vão existir fundos comunitários para o projeto.

“O programa europeu tem 38 mil milhões [de euros] de fundos para serem aplicados no desenvolvimento da rede de transportes na Europa. A posição do Governo português parece ser clara e a posição da comissão é que o Porto de Lisboa é um dos eixos fundamentais do corredor atlântico e tem limitações de crescimento e expansão. O Barreiro poderia ser uma solução muito interessante”, afirmou.

Uma delegação da União Europeia, que além de Laranjeira Anselmo incluiu também Carlo Secchi, coordenador europeu para o Corredor Atlântico, visitou hoje o território do Barreiro, zona em estudo para receber o novo terminal.

“O Barreiro é uma zona que tem espaço para crescer, é industrializada e [a existência do terminal de contentores] podia ajudar também a resolver o problema dos resíduos existentes, tendo boas ligações rodoviárias e ferroviárias. Se Portugal apresentar esta solução, vamos encarar de forma muito positiva”, assegurou.

Laranjeira Anselmo disse ainda que tudo se conjuga para ser um projeto com interesse, lembrando o interesse de várias entidades privadas no projeto.

“Existem fundos europeus que podem ajudar numa planificação global e de planeamento, mas para fazer investimento vão ser as entidades privadas. Não vamos ter dinheiro para a parte privada, vamos ter dinheiro para a parte pública”, concluiu.

Também presente esteve Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, que afirmou que o desejo da autarquia é que o projeto seja mais que um terminal.

“Queremos mais que um terminal. Queremos que seja um polo de desenvolvimento e criação de emprego, que ajude a potenciar o território da Baía do Tejo, o Arco Ribeirinho Sul e toda a região. Queremos um porto-cidade, que viva integrado e não fechado sobre si próprio”, frisou.

O autarca referiu que o novo terminal pode ajudar a revitalizar todo o território da Baía do Tejo, criando postos de trabalho.

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