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MFA na Costa

Abel Pinto | 25 Abril, 2018

O Noticias da Gandaia esteve à conversa com João Andrade no número 3 da Rua Dr. Barros de Castro, na Costa da Caparica, onde em 5 de Dezembro de 1973, se deu um passo decisivo no rumo da liberdade.

O Sr.º João Andrade é filho do Sr.º Carlos Alberto Ferreira de Andrade e neto do Sr.º João Luz Ribeiro da Silva, proprietário da vivenda à data da reunião. O Sr.º João Luz, comerciante de brinquedos (dono da loja Benard no chiado), era um homem imbuído dos ideais Republicanos, sentindo por isso uma natural antipatia pela ditadura em que vivia; cedeu de bom grado a vivenda, sabendo o que se iria passar, impondo uma única condição: ignorar quem iria estar presente na reunião.

Este local foi escolhido por estar afastado dos “radares” da PIDE e devido à amizade entre o Sr.º Carlos Alberto Ferreira de Andrade e o capitão Vítor Alves.

Esta reunião marcou o ponto de “não retorno” do Movimento das Forças Armadas porque nela, e pela primeira vez na cronologia do MFA, participou um oficial superior, o coronel Vasco Gonçalves. Reuniu-se, pela primeira vez, a nova comissão coordenadora e executiva do MFA (que havia sido eleita na reunião anterior realizada em Óbidos em 1 de Dezembro) e, por razões operacionais, foi decidida a criação de várias subcomissões, nomeadamente: subcomissão de ligação aos outros ramos das Forças armadas, subcomissão de ligação na metrópole e ultramar aos camaradas do exército, subcomissão do estudo da situação, subcomissão de recolha de opinião e subcomissão de secretariado. Foi ainda eleita uma Direcção, formada por um elemento das três subcomissões fundamentais, que passou a assumir a responsabilidade das decisões a tomar em situações emergentes. A nova direcção ficou composta por: major Vítor Alves, major Otelo Saraiva de Carvalho e capitão Vasco Lourenço (que em 16 de Março de 1974 iria ser colocado, compulsivamente, nos Açores). A reunião foi realizada ao final do dia, tendo os participantes chegado individualmente e de forma espaçada, de modo a não levantar suspeitas, tendo, no final da reunião, deixado a casa da mesma forma. Além dos elementos da comissão coordenadora e executiva do MFA, estiveram também presentes alguns capitães do exército vindos da zona norte do país.

Ninguém da família do proprietário da vivenda esteve presente na casa, quando se realizou a reunião. No entanto, o Sr.º Carlos Alberto Ferreira de Andrade, amigo de infância do capitão Vítor Alves, no mesmo dia e à mesma hora, organizou um encontro de amigos na casa ao lado, numero 1 (propriedade de outro familiar), para que o movimento de pessoas encobrisse a reunião que se queria manter afastada de atenções inconvenientes.

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Falta de areia nas praias pode acabar com surf na Costa de Caparica

8 de Abril 2018

A prática e a aprendizagem de surf nas praias da zona norte da Costa de Caparica, em Almada, estão em causa devido à falta de areia, segundo a Associação de Surf da Costa de Caparica (ASCC).

“A Costa de Caparica é conhecida como um dos paraísos da aprendizagem do surf devido às condições que as praias apresentam, mas se a reposição de areia não for feita vai ser muito difícil que continue a ser um local de referência”, disse à agência Lusa o presidente da associação, Miguel Gomes.

Por não haver areia suficiente, referiu, cada vez há menos surfistas na zona.

“Ao não haver areia, as ondas ficam com ‘backwash’ [fluem na direção oposta ao normal, dirigindo-se a alto-mar] e isso impede que se faça surf”, explicou.

Miguel Gomes destacou a “preocupação constante” da Junta de Freguesia de Costa de Caparica e da Câmara Municipal de Almada (distrito de Setúbal) em relação à prática de surf no concelho, mas notou que os fundos para reverter a situação dependem do Governo.

“Aqui quem manda é o Governo, o Governo é que tem o dinheiro que permite realizar uma intervenção mais séria e esperamos que essa intervenção seja urgente”, destacou.

O presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, José Ricardo Martins (PS), lembrou que para reequilibrar o sistema na freguesia serão necessários, “até 2050, cinco milhões de metros cúbicos de areia”, um investimento de mais de 25 milhões de euros.

Para o autarca, no Orçamento do Estado do próximo ano terá “obrigatoriamente” de constar, no mínimo, verba suficiente para um milhão de metros cúbicos de areia.

“Desde 2015 que não temos enchimento de areia. Este ano, com o aproximar da época balnear, já não é possível, mas é preciso que o Ministério das Finanças e o Ministério do Ambiente inscrevam no Orçamento do Estado para 2019 no mínimo cinco milhões de euros de verba, o custo de um milhão de metros cúbicos de areia, para a Costa de Caparica”, defendeu.

O autarca indicou que o preenchimento cíclico de areia até 2050 terá um custo de 20 cêntimos por cada português, “uma coisa irrisória.

“Somos um país virado para o turismo, temos de perceber que este tipo de enchimentos de areia tem de estar presentes naquilo que é o desenvolvimento do país”, afirmou.

No que diz respeito à existência de um plano a longo prazo para a gestão de todo o litoral do país, o autarca alerta para que também a vertente económica e turística nacional seja considerada.

“O Governo terá de olhar para esta linha do litoral, em todo o litoral português, de outra maneira. Terá de perceber que a primeira linha do turismo português é o sol e o mar e, para isso, também a proteção da linha do litoral. Esta proteção da linha do litoral não serve só para proteger as pessoas e bens, mas também para fazer praia e dinamizar a economia local”, disse.

O presidente da associação de surf alertou ainda para a segurança dos surfistas que ainda arriscam entrar no mar daquelas praias, que está posta em causa, com os movimentos das ondas em direção ao paredão.

“Quando a maré está cheia é praticamente impossível fazer surf, uma vez que as ondas batem nas pedras [do paredão] e é impossível alguém aprender a surfar assim. Além de que coloca os praticantes em perigo, porque podem magoar-se ao embater na zona empedrada”, afirmou.
Soluções de emergência para travar erosão costeira são insuficientes

As medidas de urgência tomadas para salvaguardar o litoral português após períodos de maior erosão são insuficientes para impedir danos materiais e pessoais no futuro, havendo necessidade de continuidade na gestão e de um grande investimento, alertam especialistas.

“Nos últimos 20 anos sempre que há uma tempestade há investimento de urgência, mas depois não há continuidade nesse tipo de soluções e investimentos. Precisamos que a política seja contínua”, disse à agência Lusa José Carlos Ferreira, docente e investigador da Universidade Nova de Lisboa.

Para o especialista, doutorado em Ambiente e Sustentabilidade, o plano da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para o litoral “é um plano adequado”, mas é preciso que a ação do Governo “seja levada a sério”.

“Precisamos que a política seja contínua, de renaturalização e restauro dos ecossistemas da zona costeira e também de retirada a pouco e pouco das áreas de risco. Que exista uma política contínua e que as questões de ordenamento sejam levadas a sério”, afirmou.

O processo de adaptação às alterações climáticas e ao défice de sedimentos na costa “vai durar muitas décadas”, de acordo com Filipe Duarte Santos, investigador e professor da Universidade de Lisboa, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.

“Há várias estratégias que podem ser adaptadas para reagir às alterações climáticas, mas exigem um grande esforço e financiamento. A nossa costa não permite que se retire facilmente areia para a proteção da costa como acontece, por exemplo, na Holanda”, afirmou Filipe Duarte Santos, que foi também responsável pelo Grupo de Trabalho para o Litoral (GTL), criado em maio de 2014.

Este grupo foi constituído pelo Governo com o objetivo de “desenvolver uma reflexão aprofundada sobre as zonas costeiras” para “definição de um conjunto de medidas que permitam, no médio prazo, alterar a exposição ao risco, incluindo nessa reflexão o desenvolvimento sustentável em cenários de alterações climáticas”.

Em dezembro de 2014, o GTL apresentou um relatório sobre a gestão costeira que está na base da atual gestão do litoral português e que, de entre as recomendações, sugere à APA a “promoção de ações de sensibilização, esclarecimento e divulgação” para a população.

A mesma preocupação manifesta José Carlos Ferreira, que defende a inclusão da comunidade no processo de tomada de decisão.

“Não podemos continuar a fazer a gestão das zonas costeiras sem envolver a comunidade e as pessoas, temos de trabalhar com elas. Se as comunidades costeiras forem chamadas a participar neste processo de tomada de decisão, elas serão as primeiras a defender determinado tipo de soluções que podem ser difíceis”, afirmou o investigador.

O GTL diz também ser necessário “avaliar e modelar novas opções de adaptação” em várias praias do país, que podem incluir a relocalização para que não evoluam para situações semelhantes às das praias que desaparecem na maior parte do ano, entre elas Paramos Sul (Espinho), Furadouro Norte (Ovar), Barra e Costa Nova Norte (Ílhavo), Praia de Mira (Mira), Costa de Lavos e Leirosa (Figueira da Foz), Pedrógão (Leiria) e Praia da Vieira (Marinha Grande).

“É muito provável que seja cada vez mais difícil e oneroso repor as praias nas frentes urbanas com maior risco defendidas por obras aderentes de proteção ou paredões (diques), como são os casos dos aglomerados já defendidos por defesas aderentes”, reafirmam os investigadores do GTL.

Numa resposta enviada à Lusa a APA informa que “não estão previstos novos esporões”, tendo sido “claramente assumida a adoção de estratégias de adaptação aos riscos (instalados e os que acrescem em cenário de alterações climáticas), numa atitude de antecipação que comporta as estratégias de prevenção, proteção, acomodação e retirada, a qual é desenvolvida de forma coerente e articulada aos diversos níveis”.
Mudança de edifícios e fim de novas construções na costa

A relocalização de edifícios e o impedimento de novas construções na costa são essenciais para evitar a destruição de infraestruturas causada pela erosão costeira e amplificada pelas tempestades, segundo especialistas nesta área.

“Há situações em que nós nos colocamos em locais errados, por isso, além da realimentação artificial […], teremos mesmo de, em alguns locais onde possa ser justificável, fazer algum reordenamento e alguma relocalização na zona costeira”, defende Óscar Ferreira, especialista em erosão costeira.

Também o diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no Algarve, Sebastião Teixeira, considera que “há muitos sítios onde inevitavelmente” essa relocalização “vai ter de acontecer”, já que a erosão é um processo contínuo, o que significa que o recuo das arribas pode colocar determinadas construções em risco “de ficarem à beira de um precipício”.

Óscar Ferreira entende também que não se deve voltar a construir em locais que foram destruídos, porque se o mar lá chegou de alguma forma, “vai continuar a chegar”, sobretudo num quadro de subida do nível do mar, em que é expectável que a erosão costeira seja “um pouco mais acentuada” no futuro.

“Se nós não tivéssemos uma ocupação muito intensa na área litoral e se tivéssemos um ordenamento de território ideal onde estávamos um pouco mais afastados da zona costeira, provavelmente pouco sentiríamos a influência direta desse recuo da linha de costa”, observa o professor da Universidade do Algarve.

Segundo Sebastião Teixeira, nas zonas de arriba rochosa, em que os desmoronamentos são espaçados, a vulnerabilidade “não é tão grande” como nas zonas que têm arribas arenosas, como por exemplo, na faixa costeira entre Quarteira e o Ancão, que se estende pelos concelhos de Loulé e Faro, no Algarve.

De acordo com o responsável, aquele setor costeiro tinha taxas de erosão de um ou dois metros, mas já chegou a ter cinco metros por ano, situação atenuada pela operação de realimentação de grande escala efetuada em 2010.

“Essa, que era a zona mais dramática, deixou de o ser temporariamente. Em 2010, a taxa de erosão era um metro e meio, dois metros por ano. Está neste momento nos centímetros por ano”, ilustrou.

Segundo Sebastião Teixeira, a intervenção de realimentação artificial nas praias situadas naquele setor foi a solução encontrada para que o mar não atingisse a arriba diretamente, dando ao mar “a areia de que precisa para uma década”.

O diretor regional da APA notou que, na última avaliação realizada, passado sete anos da intervenção, ainda estava metade da areia que foi posta no início e o que seria expectável é que estivesse lá apenas 30% dos sedimentos colocados.

Além da realimentação artificial, a construção de paredões e a colocação de esporões continuam a ser as formas de proteção costeira mais tradicionais, embora Óscar Ferreira considere que a construção de estruturas do tipo pesado deva ser “muito bem” equacionada e apenas aplicada em áreas onde não há mais solução possível.

A par dos custos elevados, estas estruturas de defesa costeira protegem o local onde são colocadas, mas “transferem o problema para o local imediatamente a seguir”, onde o “sedimento não vai chegar porque é retido nessas estruturas”, conclui o geólogo.

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Mancha negra de resíduos dá à costa em Almada

Costa da Caparica
14 de Matço 2018

Uma mancha de resíduos oleosos de cor escura e até bocados de redes de pesca deram à costa nas praias da Costa da Caparica entre esta terça e quarta-feira.

A Polícia Marítima de Lisboa e a Câmara Municipal de Almada recolheram amostras para perceber do que se trata.

Ao que foi possível apurar, a manta negra que se estendeu ao longo de várias praias trata-se de resíduos do fundo do mar e das armadilhas para polvos que, com o temporal, deram à costa e não de lavagens dos cascos e porões de navios e embarcações de pesca ao largo da Costa da Caparica, conforme foi avançado como possibilidade anteriormente.

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Inês de Medeiros visita estragos do mau tempo

4 de Março 2018

“Manhã de visita às zonas mais afectadas pelo mau tempo e a força do mar. Apesar dos esforços para minimizar os danos, sabemos que durante estes dias mais criticos, tudo o que fizermos será apenas um remendo precário. Mas necessário. Quero aqui agradecer aos vereadores Francisca Parreira, Teodolinda Silveira e Miguel Salvado, que têm estado permanentemente no terreno. E um agradecimento muito muito especial aos trabalhadores da câmara – proteção civil, salubridade, serviços sociais, e smas que têm sido incansáveis. E que apesar de terem consciência que o seu esforço pode ser destruído pela nova maré, não hesitam em recomeçar no dia seguinte, com o mesmo empenho, pois sabem que se não o fizessem o acumular de estragos seria ainda pior. Uma palavra também para os presidentes de junta da Caparica-trafaria e da Costa da Caparica, sempre atentos, presentes, disponíveis. Todos estamos a fazer o nosso dever, mas a forma como se faz também faz a diferença. Por fim, como não podia deixar de ser, às populações, às associações de moradores, pela sua força, coragem e resiliência.
Se hoje a prioridade é enfrentar e resolver as urgências, é evidente que as soluções mais solidas, coerentes, sustentáveis têm de ser construídas em conjunto. E devem ser pensada desde já.
ET: Acrescento ainda um vivo agradecimento aos Bombeiros, em particular aos bombeiros voluntários da Trafaria, mas também à GNR, à APA e à APL, que têm estado igualmente sempre presentes e empenhados em ajudar, facilitar, dar respostas rápidas e eficazes a todas as situações.”

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Costa da Caparica-XIX Grande Prémio Atlântico

25 de Fevereiro 2018
Resultados:
1 1631 MARCO TEIXEIRA
2 979 JOAO MOTA
3 1014 VITOR OLIVEIRA

O Núcleo Sportinguista de Costa de Caparica, em colaboração com a Câmara Municipal de Almada, a Junta de Freguesia da Costa de Caparica e com o apoio técnico da Associação de Atletismo de Setúbal e da Xistarca, realizou hoje, pelas 10 horas, o 19º Grande Prémio Atlântico.

A prova teve um percurso com 10 km de distância, com partida e chegada junto da nova Sede do Núcleo Sporting da Costa da Caparica (Av. General Humberto Delgado 35, CC Caparica Oceano 1.º Lj 18), perto do Tarquínio – Beach Bar.
A Caminhada teve 4 km de extensão.

vEJA MAIS fOTOS EM ____> Almada 2018

O (Des)Alojamento Dá à Costa

01 de Febereiro 2018

Quem passa no antigo Bairro dos Bacalhoeiros, na rua Catarina Eufémia, na Costa da Caparica, e pensa nele como um lugar privilegiado para viver, provavelmente tem razão. Mas…

Localizado numa zona central, encontra-se pertíssimo das praias do paredão, do famoso Barbas, e tem um enorme espaço verde na Alameda Cidade da Costa da Caparica.

No entanto, os seus moradores vêem-se agora numa luta que pensavam já não ter de travar, tendo em conta as suas idades e os anos de permanência no bairro.

Este bairro, que se situa nas ruas Catarina Eufémia, Rua Manuel Agro Ferreira e Rua Mestre Romualdo, é composto por 28 casas térreas, 24 das quais se encontram habitadas, as restantes estão devolutas. Os habitantes destas casas que tinham como senhorio a companhia Seguradoras Unidas S.A. viram-se recentemente sem saber a quem pagar a renda, uma vez que a entidade responsável pela gestão do bairro foi alterada sem sequer os informar. Em 28 de Setembro de 2017, os moradores receberam uma carta da Seguradoras Unidas S.A., no sentido de exercerem o direito legal de preferência conferido ao arrendatário, com prazo de oito dias. Contudo, era imposta uma condição: a obrigação de compra da totalidade das 28 casas, o que se traduz no montante total de 1.150.000 euros.

“Recebemos uma carta da seguradora para exercermos o nosso direito de preferência, porque eles tinham um comprador, uma tal de Quandrantábilis, e nós respondemos que queríamos exercer os nossos direitos, mas proporcional à nossa própria área”, explica um dos moradores do bairro, “Foi-nos dito que tínhamos de exercer o nosso direito pela totalidade, ou seja a compra de todas as casas”.

De forma a proteger os moradores e as suas habitações, foi criada a 29 de Outubro de 2017, a primeira Comissão de Moradores da Rua Catarina Eufémia. Por considerarem injusto e não existirem condições financeiras por parte dos inquilinos para a situação proposta, a comissão alerta para a situação social dos cerca de 100 moradores do bairro, invocando a Constituição Portuguesa: “Todo o ser humano tem direito à habitação”.

Só no passado 13 de Dezembro, os moradores foram informados da venda dos prédios urbanos registados na Conservatória do Registo Predial de Almada sob os números 1969 a 1983 com uma comunicação de novo senhorio e indicação de forma de pagamento. A escritura pública de compra e venda foi celebrada a 16 de Novembro de 2017 e os prédios acima referidos, pertencentes à Seguradoras Unidas S.A., foram adquiridos pela sociedade Quandratábilis Unipessoal Lda.

Por sua própria iniciativa, a comissão de moradores já investigara e chegou à conclusão que existiu uma opção de compra da Quandrantábilis Unipessoal Lda., actual proprietária do espaço, sem que fosse dado conhecimento aos moradores desta alteração atempadamente. Esta empresa, criada a 24 de Agosto de 2017, com o objectivo de compra e venda de imóveis, tem como gerente Matthew Aaron Walker.

“Aí começámos a sentir que por detrás disto havia uma especulação imobiliária, de certeza absoluta, bem orquestrada”, suspeita o morador do bairro, “o grave foi um grupo económico que comprou um lote, um terreno, e foi uma situação em que foi vendido sem dar conhecimento aos moradores, é um negócio estranho”.

A Quandrantábilis, com sede em Cascais, e capital social de 1.000.000 de euros, tem como accionista maioritária a empresa MKV Landsbergerstrasse Limited, sediada em Londres e criada em 2014. Esta é uma pequena empresa de imobiliário que nunca fez transacções. O director de ambas é a mesma pessoa, Matthew Aaron Walker, que comprou a empresa Quandrantábilis, em Agosto de 2017, através dum escritório de advogados. “Os escritórios de advogados têm sempre estas empresas operacionais para os clientes quando necessitam de fazer uma transacção, e para não serem eles a aparecer, é sempre uma Unipessoal. Para mim o problema grave que existe aqui, é que não nos foi dado o direito de preferência”, alerta o presidente da comissão de moradores, Francisco Santos.

Embora a comissão ainda não iniciado contactos com a dita empresa e novo senhorio, estamos provavelmente perante mais um caso de gentrificação, sob a forma de “hostel”, acredita quem vive no bairro. Gentrificação, que vem sendo uma palavra bastante familiar hoje em dia, consiste no processo de valorização imobiliária de uma zona urbana, geralmente acompanhada da deslocação dos residentes com menor poder económico para outro local e da entrada de residentes com maior poder económico. A comissão pretende que a Junta de Freguesia, assim como a Câmara Municipal de Almada, dê a atenção devida a esta situação com a maior brevidade possível.

O Notícias da Gandaia foi ao encontro de alguns elementos da comissão de moradores, entre eles, Francisco Santos e Henrique Almeida, numa reunião em que estavam presentes ainda dois elementos representantes do Bloco de Esquerda do Grupo Municipal da Câmara, que estão a acompanhar esta situação, de forma a salvaguardar os habitantes do bairro.

Poder Local

Já foram realizadas Assembleias Municipais com a Câmara Municipal de Almada, onde se discutiu o assunto. “A Câmara tem poderes para poder solucionar isto, não é caso único, já vários casos existiram, é uma questão de vontade política, na realidade, a C.M.A. entender o que é social”, explica um dos moradores deste bairro que prefere não ser identificado por razões pessoais. “Nós temos os nossos objectivos, tivemos de sensibilizar a Câmara para esta situação urgente social que vivemos, pois esta pode actuar em defesa dos mais necessitados”.

“Temos de saber qual é a posição do senhorio. A situação é criar uma estratégia que passa pelo apoio do departamento jurídico da CMA entrar em contacto com o senhorio. O próximo passo da comissão, será “fazer uma acção contra Seguradoras Unidas S.A. e este novo senhorio, a Quandrantábilis, para que nos seja dado pelo tribunal o direito de preferência, porque nós achamos que cada um tem direito a exercer o seu direito à propriedade parcial e não total. “

Francisco Santos, que sempre viveu na Costa da Caparica, mudou-se para o bairro há cerca de 43 anos. Embora esteja reformado, continua a ir para o mar e a ter na arte xávega mais uma forma de sustento. É ainda o director da Associação de Pesca Artesanal e costeira e apoio social aos pescadores. E alerta para o facto de que mesmo que quisessem adquirir a sua parte, “existem também os que não têm hipótese de comprar e aí entra talvez a colaboração da Câmara. A C.M.A. pode muito bem proporcionar um apoio, de maneira a que as pessoas possam adquirir as casas, tendo para isso uma renda mensal de x”. Outro dos moradores completa a ideia, “A C.M.A. pode criar um tipo de financiamento para cada uma das pessoas, de acordo com a capacidade financeira que tenham, com pagamento a uma, duas ou três gerações. Em Lisboa já fizeram isso em habitações de política social.”

Viagem histórica pelo bairro

Como forma de contextualizar o que está a ser posto em causa na realidade de quem aqui mora, é importante recuar às origens do bairro.

Com cerca de 60 anos, o bairro nasce com a Mútua dos Navios Bacalhoeiros, uma companhia de seguros dos bacalhoeiros. A Câmara Municipal de Almada, de forma a desenvolver o turismo nesta área da Costa da Caparica, ofereceu os terrenos ao Mútuo Grémio dos Bacalhoeiros e construiu as casas. Estas funcionavam como segundas habitações, consideradas de veraneio e tinham rendas elevadas.

Há cerca de 43 anos, após o 25 de Abril, a existência Mútua dos Navios Bacalhoeiros deixou de fazer sentido. Nessa altura, foi criada uma comissão de moradores para ocupação destas vivendas como situação social, por pessoas necessitadas. Esta transição foi um processo complicado, tendo havido inclusive intervenção militar para obrigar os moradores a desocuparem as casas, de forma a serem instalados novos inquilinos. “Pessoas necessitadas que viviam mal, em barracas, juntaram-se e fizeram uma ocupação a este bairro. No mesmo dia veio uma força dos fuzileiros e negociou com o pessoal que tinha ocupado as casas. Entretanto a Comissão Administrativa da Junta de Freguesia da Costa da Caparica e a Força de Fuzileiros do Continente uniram-se e abriram inscrições públicas na freguesia para pessoas que quisessem concorrer a uma destas casas. Feita a avaliação por estas forças, a C.M.A. também teve um representante a avaliar as situações mais necessitadas para atribuição das casas”, recorda o presidente da comissão, Francisco Santos. “Na altura foram salvaguardadas duas situações de moradores que faziam desta casa habitação principal e viviam cá todo o ano.”

Assim, as pessoas que já viviam no bairro acabaram por manter as suas habitações, com alguns novos inquilinos foram feitos novos contratos de arrendamento. Todas as intervenções que as casas sofreram foram responsabilidade dos moradores, nenhum dos senhorios que por aqui passou, Mútua dos Navios Bacalhoeiros, Ocidental, Açoreana e Seguradoras Unidas, assegurou qualquer custo das obras que foram sendo necessárias ao longo dos anos.

As casas, por não serem consideradas habitação permanente, não asseguravam certas condições. As casas de banho, por exemplo, foram alteradas para terem água quente, tiveram de ser repostos telhados e renovado o sistema eléctrico. “Tudo o que existe nas casas e a razão pela qual casas estão em pé, fomos nós que fomos sempre mantendo e fazendo obras”, lembra um dos moradores. O problema foi comum entre os habitantes do bairro. “Como as casas não têm alicerces, são só a estrutura exterior, estão em cima de areia e por conseguinte de água, a parte interior, como não tem sustentação, não tem base e abria rachas na parede, pelo que teve de ser feita uma sapata de cimento para sustentar novamente as paredes” explica o mesmo morador, que por razões pessoais prefere não ser identificado.

Apesar de todos estes obstáculos, é a este bairro que chamam casa e é aqui que pretendem continuar a morar. Existem casas onde vivem famílias numerosas, com várias gerações, pais, filhos e netos, que se vêem agora nesta incerteza do que estará para acontecer. A maior parte dos moradores são pessoas reformadas, com dificuldades económicas e alguns com problemas de saúde. Sem idade para grandes mudanças e energia para grandes lutas, apenas desejam manter o que é seu, o que sempre conheceram como seu lar.

O que está em causa, segundo um dos moradores, resume-se a, “de um lado temos indivíduos com capacidade financeira a tentarem fazer um negócio de capitalização através de especulação imobiliária e do outro lado estão cerca de 100 pessoas que estão protegidas”. Outro reforça a ideia, “a maiorparte das pessoas não têm para onde ir mesmo”, prosseguindo, “nós estamos a defender a posição de cada um, mas também estamos a defender a posição de todos”, afirma um dos moradores do bairro, “Se a câmara não autorizar nenhum projecto para aqui eles não nos podem pôr fora”.

Para já, aguardam a reunião que têm com a C.M.A. ainda este mês, “a ver se arrancamos com esta acção jurídica directamente, para ver se nos dão o direito de preferência”. Apesar de terem seis meses para pôr a acção em tribunal, pretendem resolver a questão o quanto antes, porque admitem que venha a ser um longo processo.

Não é caso único nos dias de hoje, em que cada vez mais são noticiados casos idênticos, principalmente em Lisboa e no Porto, onde o alojamento local é uma espécie de bomba relógio para alguns que, ao expulsar os seus moradores de sempre, abala a história em nome da evolução.

A Gandaia tentou entrar em contacto com a Seguradoras Unidas S.A., mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.

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Caparica Primavera Surf Fest

Três provas europeias de Surf em grande destaque!

O Caparica Primavera Surf Fest é o único festival do Europeu em que podemos assistir a três categorias de competição da World Surf League: o Mundial de Qualificação com o Caparica Pro (QS 1000), o Caparica Junior Pro (WSL Junior Tour) e o Circuito Mundial de Longboard (Caparica Longboard Pro). Um evento que corporiza uma aposta vencedora da organização do Caparica Primavera Surf Fest (CPSF) e da Câmara Municipal de Almada em parceria com a World Surf League, entidade que rege o surf profissional em todo o Mundo. Rob Gunning, tour manager europeu da WSL, afirma: “O Caparica Primavera Surf Fest é um modelo a copiar” … “e uma fantástica iniciativa” Rob Gunning, Tour Manager da WSL para a Europa, destaca a feliz combinação de fatores que conduzem à existência deste evento, até agora, único no Mundo: “É muito gratificante. Quando pensámos num festival com estas três categorias, considerei logo que a Caparica era a localização ideal para levar a cabo algo assim. E o ano passado resultou muito bem e provou que é uma fantástica iniciativa. Tanto a WSL como a Câmara de Almada estão de parabéns pelo resultado.” Gunning enumera as razões que explicam o porquê da Costa de Caparica ser o cenário perfeito para um evento com estas características: “A Caparica é ideal para este evento pela quantidade de surfistas que ali atrai todos os dias, pela consistência das suas ondas e extensão de praias surfáveis. E o festival de música faz disto uma combinação vencedora. Noutro sítio qualquer não seria fácil fazer algo assim.” Não seria fácil, mas a World Surf League gostou tanto do resultado que está mesmo a pensar imitar o modelo noutros locais: “O Caparica Primavera Surf Fest é único, mas resultou tão bem que pensamos que é um modelo a copiar. Estamos mesmo a estudar a hipótese de fazer algo semelhante em Espanha e França num futuro próximo.” O Caparica Primavera Surf Fest convidou Miguel Gomes a assumir a responsabilidade de escolher os Wildcards deste ano! Miguel Gomes terá a seu cargo a escolha dos wilcards para as provas da WSL a decorrer no contexto do Caparica Primavera Surf Fest, à semelhança do que aconteceu o ano passado. Para já, os nomes dos eleitos estão ainda a ser equacionados, mas teremos informação em primeira mão ,brevemente. Alta Performance nas Ondas de Palco! Caparica em alta com a energia no máximo! A banda sonora que acompanha as mais jovens camadas urbanas vai passar pelo palco no primeiro dia de concertos do Caparica Primavera Surf Fest: energia no máximo, êxitos de rádio e muita paixão. HMB prometem espírito de festa, Soul e R&B, Pop e muito suor no primeiro grande concerto do Festival! A “Paixão” dos HMB faz-se da mesma alma que anima artistas, atletas e público do Caparica Primavera Surf Fest. O grupo liderado por Héber Marques é um sério caso de sucesso em Portugal, donos de tremendos hits de rádio – como é o caso do insuperável “O Amor É Assim” – habituados à companhia de gigantes como Carminho ou Ana Moura e a distinções de luxo como os Globos de Ouro. Ao Caparica Primavera Surf Fest vão levar espírito de festa, Soul e R&B, Pop e muito suor num espetáculo que promete não dar descanso nem a pernas nem a corações. Foi o que Héber Marques já prometeu, durante a conferência de imprensa para a apresentação do festival. No mesmo palco vão ainda estar os MGDRV, Enoque e o veterano DJ Glue. MGDRV: O primeiro concerto da época! “Vamos dar tudo, com convidados especiais e estrear novos temas” Miguel Pité, dos MGDRV, confessou que “as expectativas são altas, tendo em conta a qualidade do cartaz”. “Vai ser um espectáculo diferente porque vamos poder estrear temas novos que vão estar no nosso ep, vamos ter alguns convidados especiais e como é o primeiro concerto da época vamos dar tudo”. Fica a promessa e a garantia. Enoque: POP e R&B on stage! Enoque também promete deixar marca forte em 2018, ano que tem reservado para um álbum. O cantor prossegue uma original veia pop, cruzando modernas influências do R&B com um sentir português muito próprio. Colaborou no início de carreira com os HMB de Héber Marques, escreveu para Áurea ou Mikael Carreira e depois decidiu enveredar por uma carreira a solo que agora chega ao palco do Caparica Primavera Surf Fest. Não esquecer que já contribuiu para material dos MGDRV: haverá cruzamentos em palco? A descobrir… DJ GLUE: A bombar novas malhas! Finalmente há que considerar a mestria de DJ Glue, habituado a ladear Carlão e veterano dos tempos dos Da Weasel. Ele também prepara grandes novidades para 2018 e garante-nos que a passagem pelo Caparica Primavera Surf Fest vai ser especial: “Certamente na Caparica já vou incluir no meu set alguns dos originais do meu ep que está quase na rua, assim como muitos mashups que tenho vindo a preparar para poder entregar um set bem personalizado. Estou a estudar a hipótese de no Caparica Primavera Surf Fest apresentar-me já com os novos visuais do ep desenvolvidos pela Solid Dogma e possivelmente algum convidado.”


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Praias da Caparica com passadiço perigoso

Tábuas de madeira soltas causam problemas a banhistas devido ao estado de degradação.

Artur Amador, de 53 anos, tem visto o negócio afetado devido ao mau estado do passadiço que dá acesso à praia Nova, na Costa da Caparica (Almada). As tábuas de madeira estão levantadas, o que tem provocado acidentes com banhistas e clientes dos restaurantes da zona. “Notamos que as pessoas evitam passar por aqui”, diz o dono do Shore, que paga por mês 2 mil euros para ter a concessão. “O estado do passadiço é um perigo para os banhistas e até para as crianças que por aqui brincam”. Nos últimos meses, o empresário denunciou o caso à Costa-Polis, responsável pela reabilitação da Costa da Caparica. Na sexta-feira, um acidente com uma cliente agravou a situação. “A senhora, de 71 anos, tropeçou numa das tábuas, caiu e partiu a anca. Nesse mesmo dia estiveram aqui funcionários da Polis”. No domingo, a Polícia Marítima colocou fitas de segurança, interditando a passagem ao passadiço e, consequentemente, ao restaurante. “Cheguei de manhã e vi as fitas. Perdi muito negócio”, adianta, contando ainda que “mais tarde, algum banhista deve ter cortado as fitas, porque já lá não estavam no final do dia”. O Correio da Manhã questionou o diretor da CostaPolis, Marco Dias, e a Câmara Municipal de Almada, mas não foram dadas respostas até ao fecho de edição. O Programa Polis para a Costa da Caparica, o maior de todo o País, foi iniciado em julho de 2001 e previa um investimento de 215 milhões de euros para a reabilitação da frente urbana e da zona das praias, com o reforço da segurança e melhoramento de infraestruturas e acessos.

Ler mais em: Correio da Manhã

Sol da Caparica – Highlight do dia 10 de Agosto 2017

O primeiro dia

O rock nasceu em Almada

Foto Rui Dias

É costume as coisas boas terem muitos progenitores e as más ficarem órfãs do silêncio. “O rock nasceu em Almada” é uma frase provocatória da minha lavra com razão de ser. Antes dos finais da década de 1970 já havia rock em Portugal, desde que Elvis Presley começara a gingar as ancas a meio dos anos ’50 nos States. O próximo livro do meu querido amigo Pedro de Freitas Branco traça o percurso, como antes o João Aristides Duarte, outro amigo, fizera com “Memórias do Rock Português”. Curiosamente, ou não, as duas obras foram por mim prefaciadas. O puto que fui tornou-se o gajo que viveu e vive a corrida.
Ontem, no palco BLITZ do Festival Sol da Caparica, IV edição, escreveu-se uma parte dessa legenda em canções centrada na margem esquerda do Tejo.
Nem todos estarão despertos para o fenómeno, mas a revista BLITZ de Setembro vai revelar em CD o lado visionário dos UHF, tão visionário quanto ingénuo fundado numa vontade sem limites.
Com o projecto do Tim, À Sombra do Cristo-Rei, celebrou-se essa ebulição a que os UHF deram fogo e mecha. Como disse em palco, eu e o Tim começámos juntos no quarto de um amigo que tinha uma viola, depois separámo-nos para fundarmos as nossas duas bandas e ontem voltámos juntos a um palco.
De “Jorge Morreu”, uma canção, talvez a primeira, a falar do flagelo da submissão às drogas duras, real e de Almada, que ele regravou, até às canções dos Roquivários, Grupo de Baile, Xutos e de Da Weasel, além dos originais que o CD integra, tocámos “Rapaz Caleidoscópio”, um hino tribal que une os (desactivados) estaleiros da Lisnave à noite do Bairro Alto. Terminámos num grande finalle com os nossos “Cavalos de Corrida”, nossos porque são de todos, porque foram a porta aberta e puseram as editoras multinacionais em sentido quando quatro acordes sobre as palavras certas mudaram a face da música portuguesa realizando pipas de massa. Nada contra o lucro, pagaram-nos, criámos condições e atenção para outros gravarem, chegámos aqui.
O pragmatismo e a distância no tempo permitem-me pôr os pontos nos ii e apresentar a minha opinião: ‘o rock nasceu em Almada’ pelo força e poder de um punhado de canções que fizeram girar a máquina industrial da música. Havia rádio disponível e sequiosa, e TV atenta. A história tem uma semente.
Uma nota para três miúdos: Sebastião e Vicente, filhos do Tim, e o Nuno Espírito Santo, que começou nos UHF, uma formação de gente jovem do caraças. Sem esquecer o grande João Cabeleira, desde os ensaios até à noite de ontem.

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