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Inês de Medeiros tenta acabar com “sururu” sobre a cultura em Almada

20 de Março 2019

Autarca chama agentes culturais para acabar com polémica do projecto Companhia Paulo Ribeiro na Casa da Juventude. Foi uma dança sobre o arame.


Francisco Alves Rito

A presidente da Câmara de Almada promoveu uma sessão de esclarecimento sobre a instalação do projecto da Casa da Dança, da Companhia Paulo Ribeiro, na Casa da Juventude do Ginjal, para acabar com o “sururu sobre a cultura” que se vive no concelho.

A expressão “sururu”, usada por um dos jovens dos grupos participantes, que se queixou de que “é muito cansativo este sururu”, foi usada por todos os quadrantes durante a sessão.

A tensão, bem patente na sessão, decorre do contexto político. Almada foi de maioria comunista desde o 25 de Abril, o PS ganhou o município por 413 votos (diferença de 0,62%), a presidente não era do concelho, a política municipal assim como as pessoas e as práticas mudaram, o PCP mantém ligações e influencias antigas, o movimento associativo e a cultura pesam muito nesta equação. Inês de Medeiros tem de procurar o equilíbrio sobre o arame e a dança da autarca seguiu o ritmo deste complexo ambiente.

Rodeada, como o encenador entre o grupo de artistas no palco, Inês de Medeiros, argumentou, explicou, garantiu, pediu o apoio de todos e até disse um palavrão.

“Este raio de discussão entre o nós e o eles é do mais fascista que há. Na cultura, quem pratica este chauvinismo bacoco está completamente errado. Acabe-se com esta m…!”, exclamou. A presidente pediu desculpa por estar “exaltada” e ninguém levou a mal.

Mas houve quem aproveitasse. Amélia Pardal, vereadora da CDU há muitos anos, considerou a polémica sobre a Casa da Dança como uma “reacção perfeitamente legitima” que “não se pode confundir com provincianismo”.

Inês de Medeiros reagiu com um “eu não disse isso” que levou a eleita comunista a confirmar que estava a referir-se ao desabafo da adversária política: “Pois não, disse pior, disse fascismo”.

Neste registo, o debate puxava para fora da Casa da Juventude, entrando pela política cultural e de juventude da maioria socialista.

A autarca resistiu à discussão sobre a política municipal para a juventude, dizendo que essa é matéria para outros momentos e para o Conselho Municipal de Juventude, mas argumentou relativamente à cultura.

“A cultura em Almada teve um reforço orçamental de quase 800 mil euros, ronda os quatro milhões. Não nos podem acusar de desinvestir na cultura”, atirou Inês de Medeiros, acrescentando que “este reforço não é para a Companhia Paulo Ribeiro, é para outros projectos”.

A presidente da autarquia frisou que o concelho não tem os equipamentos de cultura que deveria ter e contra-atacou com a falta de pessoal no município, que vinha do anterior executivo. “Como achamos que estes equipamentos são importantes, contratámos 12 pessoas para esta área”, disse.

Depois de muita argumentação, a autarca apelou ao consenso, para uma nova forma de relação do município com as colectividades locais.

“Preciso do vosso apoio para isto, para criarmos este sistema, para salvarmos alguns espaços e algumas colectividades que estão com a corda na garganta. Preciso do vosso apoio porque isto não é uma coisa que se imponha.”, sustentou.

No entanto, consenso, para já, só sobre a necessidade de alterar o nome de dois instrumentos municipais. O Regulamento Municipal de Apoio ao Movimento Associativo (RMAMA) – que soa a voltar a mamar – e o Gabinete da Apoio ao Movimento Associativo (GAMA), segundo a autarca precisam de novos nomes.
“Aqui estamos todos de acordo”, disse Inês de Medeiros para gargalhada geral.

“Não há! Não há!” Ponto de Encontro fica como está

Na resposta às muita perguntas concretas da sessão de esclarecimento, Inês de Medeiros não se cansou de repetir que “Não há!” alteração ao funcionamento, nem encerramento, desinvestimento, desmantelamento ou preferência por projectos de fora.

“Posso repetir mais uma vez; nenhum grupo [dos 12 que usam actualmente o espaço] deixa de estar nem ninguém ficará impedido de entrar. O que haverá é articulação.”, afirmou a presidente da câmara explicando que a Companhia Paulo Ribeiro ficará fisicamente na sala de baixo, menos usada, e que os ensaios em que usará outras salas serão durante o dia, quando a procura de espaço do Ponto de Encontro por outros grupos é sobretudo “após as 18 horas”.

“Paulo Ribeiro pode ser uma ajuda para dar visibilidade à vossa criatividade. Ninguém vem de Viseu, de Setúbal ou do Seixal para dizer como deve ser.”, disse.

A autarca informou que no local onde hoje se encontra o Ponto de Encontro e o Centro Paroquial de Almada será construido um silo automóvel – no âmbito do projecto imobiliário já contratado para o Cais do Ginjal – e que no topo dessa estrutura será edificada a nova Casa da Juventude. “O projecto desse novo edifício ainda não existe”, referiu, informando que o processo se encontra em fase de elaboração do Plano de Pormenor.

O município garante no entanto, que, ao contrário do que esteve previsto no mandato anterior, a Casa da Juventude não será demolida enquanto não for encontrado um espaço substituto, para funcionar provisoriamente até que as futuras instalações estejam concluídas no mesmo local”

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Seixal tem a melhor programação cultural do País

22/03/2018

A Câmara do Seixal recebeu na segunda-feira o prémio de Melhor Programação Cultural Autárquica de 2017, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores. No Centro Cultural de Belém, em Lisboa, perante uma plateia composta por destacadas figuras da vida cultural e pública, a autarquia viu assim reconhecido o trabalho de excelência na promoção cultural que todos os dias é desenvolvido pelos trabalhadores da Câmara do Seixal, pelo movimento associativo popular e agentes culturais do Concelho. A Câmara do Seixal reconhece que a cultura “é uma das grandes apostas do concelho”, devendo a programação de 2018 contemplar de novo “grandes nomes da música portuguesa e estrangeira”. De acordo com o presidente da autarquia, “o Seixal é um município multicultural, com eventos de grande qualidade, que vão desde o Festival Internacional SeixalJazz às Festas Populares do concelho”, diz Joaquim Santos.

O presidente da autarquia, referiu na sua intervenção que “é uma enorme honra sermos distinguidos com este prémio. É também um enorme estímulo para continuarmos a investir na cultura, pelo que temos já para este ano um programa recheado de bons espetáculos mas também de apoio às nossas coletividades que muito contribuem para a promoção da cultura e para a formação de músicos com carreiras reconhecidas e repletas de sucessos”, sublinhou Joaquim Santos. O autarca lembrou ainda que “são muitas as vezes em que as autarquias se sentem sós, sem o apoio dos Governos e sem a existência de um trabalho estruturado e articulado, desde a Administração Central até ao Poder Local. São os municípios, como é o caso do Seixal, que assumem recorrentemente o papel que caberia a um Ministério da Cultura, situação que se torna urgente alterar. É por isso que este prémio é para nós um estímulo para continuamos a trabalhar diariamente para irmos ainda mais longe na promoção e oferta cultural e no incentivo à criação cultural nas suas diferentes expressões”.

Esta distinção atribuída pela Sociedade Portuguesa de Autores teve em conta a qualidade dos eventos que o município organiza e patrocina, bem como a diversidade dos públicos e a excelência dos trabalhos apresentados, designadamente na área da música. O Seixal é um município com grande dinâmica nas mais diversas áreas de intervenção, sendo a Cultura uma dessas áreas, com eventos de grande qualidade, que vão desde o Festival Internacional SeixalJazz às Festas Populares do concelho.
Pelos palcos do Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e do Cinema S. Vicente passaram, em 2017, mais de 100 espetáculos, entre vários nomes do panorama cultural nacional e internacional.
“A promoção da atividade cultural do concelho, que foi ontem reconhecida, é acompanhada por esforços de idêntico empenho na requalificação urbanística e na dinamização económica e social do concelho do Seixal, tornando-o num dos mais interessantes da grande Lisboa, em termos de qualidade de vida para trabalhar e para viver”, diz a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal

Promoção da «Marca Almada» mantém evolução positiva em 2017

Promoção da «Marca Almada» mantém evolução positiva em 2017
Com destaque especial para turismo e atividades de promoção culturais e artísticas

Comunicado CDU Almada

A CDU Almada sublinha que, depois de ter sido considerado pela Bloom Consulting em 2017 como “Marca Estrela” no “ranking” Viver do “City Brand Ranking” dos Municípios Portugueses, o Município de Almada voltou a destacar-se na avaliação desta empresa em 2018, no âmbito da 5ª edic¸ão do Portugal City Brand Ranking, que avalia a performance de marca dos municípios portugueses nas áreas do Turismo, Negócios e Talento.

Promoção da “Marca Almada” mantém evolução positiva em 2017

Foram hoje conhecidos os resultados de um conjunto de prémios nacionais atribuídos a entidades diversas em matéria de promoção pública das respetivas “marcas”, nos quais a marca “Almada” surge de novo em posição destacada.

A CDU Almada sublinha que, depois de ter sido considerado pela Bloom Consulting em 2017 como “Marca Estrela” no “ranking” Viver do “City Brand Ranking” dos Municípios Portugueses, o Município de Almada voltou a destacar-se na avaliação desta empresa em 2018, no âmbito da 5ª edic¸ão do Portugal City Brand Ranking, que avalia a performance de marca dos municípios portugueses nas áreas do Turismo, Negócios e Talento.

A consultora especializada em análise de estratégias e ferramentas de medic?ão de destinos por todo o mundo, classifica o Município de Almada na avaliação global dos três parâmetros utilizados no estudo em 11º lugar entre os 308 Municípios Portugueses, uma posição que representa uma melhoria de duas posições relativamente ao ano de 2017.

Nas três categorias consideradas individualmente, o Município de Almada melhorou a sua classificação em “Negócios” em três posições – passou de 14º para 11º lugar -, em “Viver” em uma posição – passou de 8º para 7º lugar -, e manteve a classificação obtida em 2017 em “Visitar” – 24º lugar do ranking.

Entre os primeiros 25 municípios portugueses classificados neste “ranking” anual, progredindo duas posições Almada é – a par de Portimão, 17º em 2018 – o quarto município que mais progrediu entre 2017 e 2018, superado apenas por Ponta Delgada – 24º em 2018, tendo progredido quatro posições -, Matosinhos – 13º em 2018, tendo progredido três posições -, e Vila Nova de Gaia – 9º em 2018, tendo progredido três posições.

O ano de 2017 foi também positivo no que respeita à promoção da marca Almada, de novo através do Festival “O Sol da Caparica”.

Nomeado para oito prémios promovidos pela Associação Portuguesa de Festivais (Aporfest) no quadro dos 272 festivais realizados em 2017 em todo o país, “O Sol da Caparica” venceu três importantes prémios:

Melhor Festival Lusófono e Hispânico – Ibérico (Best Lusophone and Hispanic Festival – Ibérico), votado pelo publico em Portugal, Espanha e América do Sul, constituindo importante reconhecimento pela aposta estratégica do Festival desde a sua primeira edição, na promoção de um Festival de Língua Portuguesa.

Melhor Grande Festival – Nacional (Best Major Festival – National), votado igualmente pelo público, foi atribuído ao “O Sol da Caparica” o prémio de melhor Grande Festival Nacional em confronto com grandes e prestigiados eventos nacionais e internacionais.

Melhor Ativação de Marca em Festival (National Best Brand Activation), este último atribuído pelo Júri aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada.

A CDU Almada sublinha a evolução positiva da marca “Almada” em diferentes áreas de atividade do Município, com destaque especial para o turismo e atividades de promoção culturais e artísticas, a nível nacional e internacional.

Esta evolução resulta necessariamente da prática reiterada de uma política de investimento consistente e permanente na promoção do destino Almada prosseguida ao longo dos últimos anos, em especial durante o anterior mandato autárquico, durante o qual, entre muitas outras iniciativas de promoção de Almada, foram concebidas, organizadas e concretizadas as primeiras edições dos Festivais “O Sol da Caparica”, “Caparica Primavera Surf Fest”, que hoje integram por direito próprio e em lugar destacado o calendário dos mais de 270 festivais que se realizam no nosso país.

Almada, 16 de Março de 2018
A Coordenadora Concelhia de Almada da CDU

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Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro «É preciso afirmar que se faz arte na margem sul»

barreiro
no Auditório Municipal Augusto Cabrita, foram inauguradas duas exposições – «Rostos em grelhas de Palavras Cruzadas» de Paulo Freixinho e «Zona Estreita – entre as margens do quotidiano», de Vítor Cid.

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, afirmou a importância das artes e da cultura, afirmando que – “é impossível haver desenvolvimento sem cultura e sem arte”.

No Auditório Municipal Augusto Cabrita foram inauguradas, hoje à tarde, a exposição de fotografia de Vítor Cid – “Zona Estreita entre as margens do quotidiano”, através da qual o autor dá a conhecer as suas vivências e histórias do quotidiano da travessia do Tejo, entre Alamda e Lisboa.

As pessoas penduradas nos pensamentos

Vítor Cid, sublinhou a riqueza que é proporcionada diariamente aos moradores da margem sul, de Almada ou do Barreiro de fruírem as paisagens do tejo – “é um privilégio de quem vive na margem sul, que por vezes não nos apercebemos”.
Referiu que os seus registos fotográficos procuram expressar as situações de “acalmia” e contemplativas” que assumem os passageiros quando entram nos barcos – “é uma mudança, sentam-se começam a pensar na vida”.
Sublinhou que procurou dar sentido a esse olhar de ver – “as pessoas penduradas nos pensamentos”.
Nunca pensei estar aqui a expor

Paulo Freixinho, na sua forma de estar e ser nos dias, que sempre nos habituou, começou por afirmar – “nunca pensei estar aqui a expor”.
Recordou que a exposição são – “rostos construídos em grelhas de palavras cruzadas, que, dá para fazer ponto cruz”.
Sublinhou a obra de «pixel art», que criou para esta exposição – “nunca tinha feito aquilo” –´uma imagem de Fernando Pessoa, feita numa porta de madeira.
Paulo Freixinho, salientou que na exposição está um pouco do seu trabalho de 25 anos que dedica às palavras cruzadas, dando sentido aquela que é palavra da sua vida – XURDIR – “é a minha palavra preferida”.
“Não sou linguista e nunca fui bom aluno a português, as palavras cruzadas ajudaram-me a desenvolver o vocabulário”, salientou.
Quem visitar a exposição tem um tabuleiro-puzle onde pode criar as suas próprias palavras cruzadas. É um desafio que Paulo Freixinho lança aos visitantes.

É impossível haver desenvolvimento sem cultura e sem arte

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que a “cultura e a arte é um factor indispensável ao desenvolvimento, é preciso que os agentes culturais e os agentes económicos tenha consciência disso”.
“É impossível haver desenvolvimento sem cultura e sem arte”, disse.
“É preciso afirmar que na margem sul e no Arco Ribeirinho Sul faz-se arte e não permitir que nos olhem com desdém da outra margem”, sublinhou o autarca.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sugeriu que devemos faze dessa realidade – “uma potencialidade” para afirmar a margem sul na região.
Recordou que vivemos um tempo do “ponto de vista politico” que afirma uma nova “estratégia” e nesse sentido, sublinhou – “devemos aproveitar este tempo para dar um salto”.

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