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Fernando Fitas o poeta de Almada

Fernando Fitas, jornalista natural de Campo Maior venceu a 33ª edição do Prémio da Cidade de Ourense 2017, na Galiza em Espanha, com a obra “Subversiva liturgia das mãos” que foi agora apresentada na Junta de Freguesia Charneca e Sobreda.

foto: JF Caparica e Sobreda

O autor referiu que a obra trata, do que as mãos podem fazer para transformar o mundo.

Fernando Fitas residiu em Almada durante a sua juventude e foi fundador e director – durante sete anos – do quinzenário Outra Banda e chefe de redacção do Noticias de Almada (entre 2005 e 2011), colaborou ainda em diversos periódicos regionais de norte a sul de Portugal, assim como numa das rádios locais do Concelho do Seixal, assumindo a responsabilidade pela emissão de programas culturais durante vários anos.
A sua escrita estende-se da reportagem à ficção, passando pela investigação histórica e recolha oral em alguns concelhos da Margem Sul do Tejo. Autor das obras “Canto Amargo”; “Amor Maltês”; “Cantos de Baixo”; “Silêncio Vigiado”; “Mar da Palha – reportagens”; “Histórias Associativas – Memórias da Nossa Memória”; “A Casa dos Afectos”; “O Ressoar das Águas”; “O Saciar das Aves”; “Alma d’Escrita –Reportagens”, e “Alforge de Heranças”

AS CARTAS DE FERNANDO FITAS

Tudo no novo livro de Fernando Fitas é original. O Prefácio, o Introito, o Epílogo são poemas, assim como os trinta e um textos, que ele intitula de Cartas. A escolha pelo gênero epistolar é interessante, porque em quase todas, o Poeta dialoga com o destinatário.

Fernando Fitas nasceu no Alentejo, em novembro de 1957.
No início dos anos 1960 os seus pais decidiram rumar até Lisboa, em busca de uma vida melhor, situação que o levou a ingressar na Casa do Ardina, onde fez a instrução primária.
Foi nas páginas d’ O Ardina (jornal mensal editado por esta instituição) que iniciou a sua atividade jornalística, posteriormente prosseguida em O Século.
Após o encerramento deste matutino assumiu as funções de correspondente da agência polaca Interpress para a imprensa regional portuguesa. Em simultâneo colaborou em vários jornais.
Com o aparecimento das rádios locais, colaborou numa das emissoras do concelho do Seixal, na qual, ao longo de vários anos, teve a responsabilidade da emissão de vários programas de âmbito cultural.
Em 1978, editou o seu 1.º livro de poemas, intitulado Canto Amargo, oito anos mais tarde publica Amor Maltês a que se seguiu, em 1992, Silêncio Vigiado.
A sua expressão escrita não se limita, no entanto, à poesia, estendendo-se também à ficção e à narrativa. Exemplo disso é Cantos de baixo, novela editada em 1989.
Em 1991, fundou o quinzenário Outra Banda, o qual dirigiu até maio de 1997, ano em que dá à estampa Mar da palha, volume em que colige uma série de crónicas e reportagens feitas durante esse período. Nesse mesmo ano foi convidado a colaborar na fundação do matutino 24 Horas. Colaborou posteriormente no semanário Tal & Qual.
Embora tenha frequência do antigo Curso Geral do Comércio, assume-se como um autodidata por vocação e necessidade.

Em abril de 2008 publicou O Saciar das Aves, obra poética que assinala os seus trinta anos de atividade poética. Essa obra tem capa e ilustrações do Mestre Louro Artur.


Fernando Fitas é, sem dúvida, um dos maiores poetas portugueses atuais. Seu livro mais recente, “Escrevo um Verso na Água” é a obra mais significativa dos vários livros seus, muitos premiados e quase todos esgotados.

Esta sua obra de 2017 traz na segunda orelha, trechos sobre o livro, comentários de escritores famosos, entre os quais tive a honra de ser citada. Afirmo ali algo que, após nova leitura cuidadosa do livro, sinto ser pura verdade facilmente comprovada: “Grande poeta, com um dos mais ricos vocabulários que já li. As imagens, as metáforas nos trazem um lirismo bem português. Sou tomada por um sentimento de surpresa contínua, de ter lido algo original, profundo, complexo, jamais lido antes”.

Tudo no novo livro de Fernando Fitas é original. O Prefácio, o Introito, o Epílogo são poemas, assim como os trinta e um textos, que ele intitula de Cartas. A escolha pelo gênero epistolar é interessante, porque em quase todas, o Poeta dialoga com o destinatário.

Nas páginas 7 à 14, vem a Apresentação, fortuna crítica da autoria de Manuel Ambrósio Sánchez Sánchez, da Universidade de Salamanca, texto precioso que aborda características importantes do livro. Na Apresentação, espécie de Prólogo inicial, o crítico afirma: “Encontramos assim três tempos e três espaços no texto: os da tragédia que sofrem agora os imigrantes, os do tempo também actual do poeta e os do passado deste, que são também o tempo e o espaço pretéritos que aqueles perderam”. Na realidade, o livro é um único grande poema, que mescla a tragédia universal à do poeta; é notável o enfoque universal, mesclado ao subjetivo.

Só um autor genial conseguiria, como Fernando Fitas, unir uma tragédia universal que assombra o mundo moderno, à sua trajetória vital e literária, relembrando a figura da casa familiar, com o seu umbral, as paredes e seu teto, em uma lírica comunhão entre o homem e o meio, árvores e costumes antigos.

Ainda na Apresentação enfatiza-se algo importante: o livro de FF é de uma extraordinária musicalidade, com um ritmo que lembra o movimento das ondas do mar, do vento que agita as folhas das árvores ou as asas das aves.

Comentar toda a riqueza do livro é algo impossível: fica-se diante de um tesouro infindo e tudo que se diz parece pobre: as metáforas belíssimas e inusitadas, os arrojos linguísticos, as licenças gramaticais, como no primeiro verso da sexta carta: “pudesse eu sossegar as manhãs que chovem no teu rosto” (personificação e ruptura da impessoalidade do verbo chover). Aliás, Fitas é um exímio conhecedor da língua portuguesa, com o uso de muitas figuras de linguagem, sempre de forma surpreendente. Ele explora com perfeição as sensações sensoriais, em sinestesias arrojadas.

No poema “pausa” (entre a 15ª e 16ª carta) o final é belíssimo, com uma contraditória metáfora (ou personificação?) e o reforço da impotência do amor, simbolizado pela fragilidade do “coração” (sinédoque), pois este grande sentimento não pode mais que o “subtil sopro dessa flor”. Aliás, note-se também que a primeira estrofe da 16ª carta é uma personificação da Natureza. A última estrofe realça a incapacidade humana da posse dos grandes sentimentos e sua derrota, na sua cegueira e pequenez.

Os dois últimos versos da 17ª carta realçam a incapacidade de compreender o amor, a vida, assim como a 18ª carta caracteriza-se pelo tom elegíaco, diante de um perdido amor. A 20ª é um cântico à Amada, quando ele confessa sua impotência. A 22ª carta é toda uma comparação magicada feitura de um poema com a construção de uma casa. Notável sequência de metáforas ricas e ousadas. Magistral!

Na 24ª carta o poeta apresenta, de novo, a comparação do poema com uma casa, algo muito original. Toda a 25ª carta é um poético uso da figurada personificação. A 27ª canta a urgência dos que não compreendem a poesia. Na segunda estrofe, a ousada metáfora nos dois últimos versos: “sento-me nas asas de um pardal / aturdido de sonhos e espantos, pag.58”; enfatize-se ainda na primeira estrofe o emprego da rima rica (derramado / telhado ­– verbo e substantivo).

A 30ª carta é um Cântico à Natureza, mesclando seus elementos à essência das palavras e à feitura do poema. Na última carta, o nome (aparentemente) fictício, a Glonelândia é repetido quatro vezes. Glonelândia ou Groelândia, sinônimo de “nossa terra”, ou “terra verde”, a maior ilha do mundo, terrado sonho, uma das mais selvagens, com a aurora boreal enfeitando as noites de inverno.

Os versos finais do Epílogo são um convite para comer e beber a magia dos seus versos, onde há vida. O último verso é um cântico ao universalismo e ao poder dos poemas. E o poeta Maior, ignorando nosso desamparo diante de seu mundo tão rico, lança-nos ainda um repto, mesmo que “se a primavera não passar de um equívoco, /– absurdo e inútil como um sopro na boca –, há na polpa dos dedos sonhos que nidificam / na fímbria dos dizeres que precedem o verso”.

Após a leitura e releitura do magnífico livro “Escrevo um verso na água”, de Fernando Fitas, o grande Poeta segue seu caminho com sua obra que é um luzeiro diante da nossa insignificante cegueira.

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O jornalista Fernando Fitas, Poesia Prêmio Cidade de Ourense

Fernando Fitas :::::> Eis notícias Uma boa. Eu só Receber hum telefonema de Ourense, Galiza, informando-me ou original “subversiva Liturgia das Mãos” Deste Atual Ganhou a ver Cidade de Poesia prêmio Ourense ano. Lá Irei, no todo ou gosto com, conhecer a Galiza.

O trigésimo terceiro anual Prêmio de Poesia Cidade de Ourense já vencedor: jornalista Português Fernando Fitas. Esta decisão foi tomada ontem o júri convocado pelo Conselho da Cidade, reunidos no Liceu da cidade. O concurso, dotado com um prémio de 6.000 euros e publicação do trabalho vencedor, eles participaram de um total de 29 escrito em textos galegos e portugueses.

O vencedor mostrou a sua surpresa com o júri “especialmente em Conta qualidades em Tendo como dois candidatos”. Fernando Fitas, que vive em Amora, vencedor do concurso foi proclamada com o trabalho “subversiva das Maos liturgia”, que é “em Certo, eu faço isso como mans facer poden para transformar ou do mundo”, explica o autor.

O júri foi composto por Luis González Tosar, poeta e presidente do Pen Club Galicia; Xurxo Alonso, vencedor do poeta edição anterior; Edelmiro Naval Vazquez, ourensano poeta; Sara Martiñá, professor de língua galega e literatura; e María Hercília Agarez, representando o Grémio Literário Vila Realense.

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Caras de Almada

Gente que viveu em Almada no final do sec. XX e início do sec. XXI


Carlos canhão, Luísa Basto, Anabela Serra, António Neves, José Gonçalves, Louro Artur, António Matos, Fernando Fitas, Vicktor Reis, Ricardo Louçã, Nuno Matias, José Freitas, Mário Martins, AlFredo Canana, Natália Correia, Manuel Pinto Jorge, Amélia Pardal, Luis Filipe, Teresa Coelho, Clemente Mitra.

Caras de Almada 2

Fernando Fitas vence a 20.ª edição do Prémio Literário de Almada

fitas
Fernando Fitas com o original “Alforges de heranças”, venceu o Prémio Literário de Poesia e Ficção de Almada, nesta 20.ª edição dedicada à Poesia, anunciou a câmara almadense.

O prémio, no valor pecuniário de 2.500 euros, e que implica a edição da obra, é hoje entregue na sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia.

Este ano candidataram-se ao galardão 25 obras originais de poesia, que foram avaliadas por um júri constituído por Fernando Jorge da Silveira e Sousa Fabião, em representação da Associação Portuguesa de Escritores, Graça Pires, pela Câmara Municipal de Almada, e José Manuel Lourenço Matias, pela Sociedade de Língua Portuguesa.

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