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“Se não me tivesse reformado, esta greve estava desconvocada”

António Chora avisa que a CGTP tem poucas hipóteses de conseguir resolver o conflito na empresa.

O homem que esteve à frente das lutas laborais na fábrica de Palmela durante 20 anos afirma que, se ainda estivesse à frente dos representantes dos operários, a greve teria sido desconvocada, considerando que representar os trabalhadores numa multinacional requer uma sensibilidade especial.

António Chora considera que a experiência mostra que uma comissão de trabalhadores dominada pela CGTP tem poucas hipóteses de conduzir o barco a bom porto na empresa.

O antigo coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa reformou-se no início do ano e diz que se não estivesse a trabalhar não fazia greve por uma razão simples… teria desconvocado a paralisação.

Ainda assim, Chora está convencido que pode haver um acordo até ao final do ano, desde que haja uma nova comissão que tenha carisma. O sindicalista manifesta preferência por uma lista independente.

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A pedido de vários órgãos de comunicação social sobre a luta dos trabalhadores da Autoeuropa, o PCP esclarece


A Autoeuropa é uma importante empresa do sector industrial com um elevado número de trabalhadores e grande peso na economia nacional. Os trabalhadores da Autoeuropa sempre defenderam os seus interesses, e em diversos processos de negociação verificados ao longo dos anos, recorreram a tomadas de posição e formas de luta que travaram ou fizeram recuar medidas que sentiam atingir os seus direitos. Mais uma vez essa intervenção se verifica perante uma proposta de alteração dos horários de trabalho, questão particularmente sensível, uma vez que afecta a possibilidade de os trabalhadores continuarem a ter direito ao fim de semana, dificultando a organização da sua vida pessoal e familiar. A proposta da administração não garante o sábado como dia de descanso e apenas permite que um trabalhador tenha um fim de semana seguido de seis em seis semanas. Na Autoeuropa o trabalho efectuado aos sábados, domingos e feriados foi sempre considerado como trabalho extraordinário e pago como tal. É por isso natural que os trabalhadores tomem posição sobre esta questão e defendam os seus direitos. É isto que está em causa e cabe aos trabalhadores e às suas organizações representativas definir as suas posições e formas de luta, como se verifica com os plenários realizados e com a greve de hoje. Tal como os trabalhadores têm afirmado é necessário encontrar soluções que permitam responder à defesa dos seus direitos e ao desenvolvimento da produção nesta empresa.

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“Não se produziu um único automóvel”. Sindicato contesta administração da Autoeuropa nos números de adesão à greve

Lígia Simões
19:02

Administração da empresa diz que greve teve adesão de menos de metade dos trabalhadores. Sindicato reage a números da adesão à greve avançados pela Volkswagen Autoeuropa: “comunicado da empresa não merece qualquer credibilidade”. E garante que é “uma empresa que produz automóveis e que durante 24 horas não produziu um único automóvel”.

A administração da Volkswagen Autoeuropa avança que a paralisação da fábrica, que se iniciou nesta terça-feira, 29 de agosto, às 23h30 e que termina às 00h00 de quinta-feira, “teve uma adesão de 41% dos colaboradores”. Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul) reage: “comunicado da empresa não merece qualquer credibilidade”, frisando que “uma empresa que produz automóveis e que durante 24 horas não produz um único automóvel, está tudo dito”.

Segundo a administração da empresa, “a paralisação que se registou hoje na Volkswagen Autoeuropa teve uma

adesão de 41% do total dos colaboradores”. Em comunicado, realça que “apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa continua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego”. E acrescenta que “este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana”.

Para atingir este objetivo, recorda a empresa, “é essencial dar continuidade ao processo de diálogo com uma comissão de trabalhadores eleita, à semelhança das boas práticas laborais da Volkswagen Autoeuropa e do Grupo Volkswagen”.

A empresa adianta que a eleição da nova comissão de trabalhadores terá lugar no próximo dia 3 de outubro. Mas garante que “até lá, serão ouvidas as partes envolvidas neste processo”.

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Autoeuropa diz que greve teve uma adesão de 41%

A greve convocada para hoje na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, teve uma “adesão de 41% do total dos trabalhadores”, revelou a empresa em comunicado

A Autoeuropa refere ainda que, “apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa continua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego”.

“Este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana”, acrescenta o comunicado.

A empresa frisa ainda a importância de dialogar com uma Comissão de Trabalhadores eleita, “à semelhança das boas práticas da Volkswagen Autoeuropa e do grupo Volkswagen. Até lá, serão ouvidas as partes envolvidas neste processo“.

A eleição da nova Comissão de Trabalhadores está agendada para 3 de outubro.

A greve foi marcada após a rejeição de um pré-acordo entre a administração e a Comissão de Trabalhadores (que apresentou a demissão em julho), devido à obrigatoriedade dos funcionários trabalharem ao sábado, como está previsto nos novos horários de laboração contínua que serão implementados a partir do próximo mês de novembro.

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Autoeuropa só negoceia com Comissão de Trabalhadores

30.08.2017 18h38
A Autoeuropa disse esta quarta-feira que só negoceia com a Comissão de Trabalhadores, que vai ser eleita apenas a 3 de outubro. A notícia não vai ao encontro daquilo que os sindicatos disseram esta tarde: de que a reunião estava marcada para a próxima semana.

A greve convocada para esta quarta-feira na fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, teve uma “adesão de 41% do total dos trabalhadores”, revelou a empresa em comunicado.

A Autoeuropa refere ainda que, “apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa contínua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego”.

“Este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana”, acrescenta o comunicado.

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Ministério da Economia espera um acordo na Autoeuropa

Fábrica de automóveis “está completamente paralisada em todas as secções”.

O Ministério da Economia “está a acompanhar a situação na Autoeuropa”, cuja fábrica de Palmela está paralisada devido à greve, e “espera que haja acordo entre ambas as partes”, disse esta quarta-feira à Lusa fonte oficial. Os trabalhadores da Autoeuropa (do grupo alemão Volkswagen) iniciaram hoje de manhã o segundo turno de greve contra o trabalho obrigatório aos sábados que teve início às 23h30 de terça-feira e termina às 00h00 de quinta-feira. Contactada pela Lusa, fonte oficial disse que o “Ministério da Economia está a acompanhar a situação na Autoeuropa e espera que haja acordo entre ambas as partes”, isto é, entre os trabalhadores e a administração da empresa. A fábrica de automóveis da Autoeuropa em Palmela “está completamente paralisada em todas as secções” devido à greve, disse à Lusa fonte sindical. “Tal como prevíamos, está a haver uma forte adesão à greve. Isto prova que os trabalhadores se identificam com os motivos que levaram a esta paralisação”, disse Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul. “Há centenas de trabalhadores em greve que estão concentrados aqui à entrada da empresa”, acrescentou Eduardo Florindo, salientando quer os sindicatos continuam a aguardar por uma resposta ao pedido de reunião que fizeram à administração da Autoeuropa.

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PCP apoia trabalhadores da Autoeuropa

O PCP considerou esta quarta-feira natural que os trabalhadores da Autoeuropa defendam os seus direitos face a uma proposta da administração que “apenas permite” que tenham um fim de semana seguido “de seis em seis semanas”. Num comunicado sobre a paralisação na Autoeuropa, que ignora as acusações ao partido do ex-dirigente do BE e da comissão de trabalhadores da empresa, António Chora, os comunistas sublinham que “cabe aos trabalhadores e às suas organizações representativas definir as suas posições e formas de luta, como se verifica com os plenários realizados e com a greve de hoje”. António Chora, numa entrevista publicada na edição de hoje do Negócios, acusa o PCP de estar por detrás da greve para ganhar margem de manobra nas negociações orçamentais como o Governo. “Sim, é claramente o assalto ao castelo e a tentativa de o PCP pressionar o Governo para algumas cedências noutros lados. Mas isso tem sido a prática ao longo dos anos”, sustentou Chora, que foi membro da comissão de trabalhadores da Autoeuropa e dirigente do Bloco de Esquerda, mas que já se reformou. No comunicado divulgado hoje, o PCP começa por salientar que “a Autoeuropa é uma importante empresa do setor industrial com um elevado número de trabalhadores e grande peso na economia nacional”. Mas recorda logo de seguida que “os trabalhadores da Autoeuropa sempre defenderam os seus interesses, e em diversos processos de negociação verificados ao longo dos anos, recorreram a tomadas de posição e formas de luta que travaram ou fizeram recuar medidas que sentiam atingir os seus direitos”.

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Produção parada na Autoeuropa devido à greve

Trabalhadores rejeitam novos horários, particularmente pela imposição do trabalho aos sábados.

A fábrica de automóveis da Autoeuropa em Palmela “está completamente paralisada em todas as seções” devido à greve que decorre esta quarta-feira até ao final do dia contra o trabalho obrigatório ao sábado, disse à agência Lusa fonte sindical.

“Tal como prevíamos, está a haver uma forte adesão à greve. Isto prova que os trabalhadores se identificam com os motivos que levaram a esta paralisação”, disse Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.

“Há centenas de trabalhadores em greve que estão concentrados aqui à entrada da empresa”, acrescentou Eduardo Florindo, salientando quer os sindicatos continuam a aguardar por uma resposta ao pedido de reunião que fizeram à administração da Autoeuropa. Os trabalhadores da Autoeuropa iniciaram hoje de manhã o segundo turno de greve contra o trabalho aos sábados que teve início às 23h30 de terça-feira e termina às 00h00 de quinta-feira. Os cerca de 3.000 trabalhadores que participaram nos plenários realizados na segunda-feira aprovaram uma resolução a confirmar a rejeição dos novos horários, particularmente pela imposição do trabalho aos sábados. De acordo com o sindicato Sitesul, com os novos horários que a empresa pretende implementar, cada trabalhador só teria direito a gozar dois dias de folga consecutivas de três em três semanas, quando, a juntar ao dia de folga fixa, domingo, a folga rotativa fosse ao sábado ou à segunda-feira.

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Sindicalista histórico “espantado” com primeira greve na Autoeuropa

Depois de 26 anos de paz laboral, a Autoeuropa vai ter a sua primeira greve, sete meses após a saída do sindicalista histórico. António Chora acusa o sindicato afecto à CGTP de “populismo”, mas acredita num acordo.

André Cabrita-Mendes
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 29 de agosto de 2017 às 22:00

António Chora, ligado ao Bloco de Esquerda, foi líder da comissão de trabalhadores (CT) da Autoeuropa durante 20 anos, período marcado por relações laborais estáveis. Sete meses após a sua reforma, os trabalhadores da fábrica da Volkswagen em Palmela vão realizar a primeira greve, fora de greves gerais, em 26 anos.

O coordenador demissionário da CT, Fernando Sequeira, disse que o sindicato SITE Sul, afecto à CGTP, estava a realizar um assalto ao castelo na Autoeuropa. Concorda?
Sim, é claramente o assalto ao castelo e a tentativa do PCP pressionar o Governo para algumas cedências noutros lados. Mas isso tem sido a prática ao longo dos anos.

Este sindicato aproveitou a sua saída para entrar na CT?
Vamos ver se entram. Ainda tem que haver eleições. O sindicato montou-se em cima de quatro ou cinco populistas. É lamentável porque é um sindicato com história.

Está admirado com este conflito laboral?
Estou espantado. Nunca pensei ver tanta verborreia como tenho visto ultimamente, mas o populismo é assim.

Vai haver muita adesão à greve de dia 30 de Agosto?
Penso que sim, é capaz de haver uma adesão significativa porque as pessoas estão demasiado instrumentalizadas e demasiado confiantes nas palavras de pessoas que nunca viram na vida delas.

Mas a administração diz que não negoceia com sindicatos…
Sim, é o que se passa em todas as fábricas da Volkswagen, tirando o caso de Bratislava [Eslováquia] onde há dois sindicatos, mas em que cada dia de greve é pago pelos sindicatos a 50 euros, aqui não se passa nada disso.

Pode haver acordo até final do ano. Espero que uma lista independente ganhe as eleições. antónio Chora ex-coordenador da Comissão de trabalhadores da autoeuropa

Pode haver um acordo até ao final do ano?
Penso que sim, se houver uma nova comissão de trabalhadores com carisma. Gostaria que uma lista independente ganhasse as eleições. Normalmente aparecem quatro ou cinco listas, vai depender da divisão de votos por essas listas.

Tem se falado em deslocalizar parte da produção do novo modelo T-Roc…
Eu já vi isto acontecer em 2005 e 2006 na Volkswagen em Pamplona e na Seat em Barcelona. Num caso não foram admitidos trabalhadores, noutro caso foram para a rua. Mas depois desta euforia vamos acompanhar esta situação com muita calma, com muita atenção.

Os 2.000 novos postos de trabalho [criados por causa do T-Roc] ficariam em risco com a deslocalização?
Uma parte significativa sim, se calhar 700 ou 800 estão.

Tem-se comparado a Autoeuropa com a Opel na Azambuja [que fechou em 2006]…
Penso que a Volkswagen não trabalhará assim. Quando decidem é a longo prazo. Mas se a Volkswagen não conseguir produzir os automóveis aqui, há-de produzi-los noutro lado. Quanto mais próxima está a produção de um automóvel da produção dos seus motores ou da sua caixa de velocidade, mais barato se torna. Todos sabemos o preço que a logística tem hoje.

A Autoeuropa já esteve em risco de fechar?
As únicas vezes que a fábrica teve esse risco foi em 1999, quando a Ford desistiu do projecto, e depois em 2005 quando a Volkswagen falou em encerrar uma fábrica na Europa. Na altura falou-se na Autoeuropa por causa das questões logísticas e a outra era a fábrica de Bruxelas por questões salariais, custos de produção. Na altura estive quase três semanas na Alemanha com muitas reuniões com administrações e com comissões de trabalhadores e optou-se “por vender” a fábrica de Bruxelas à Audi. Em Dezembro de 2005 tinha havido também a recusa de um acordo, mas em Janeiro de 2006 foi aprovado por uma esmagadora maioria e tudo isso contribuiu para a manutenção da fábrica até hoje.

Quando se reformou já previa este conflito laboral?
Eu atrasei a minha saída um ano exactamente por causa disto. Eu era para ter saído em Dezembro de 2015, mas tinha assinado um acordo a dizer que até Fevereiro de 2016 tinha que ter os horários prontos por causa do T-Roc, mas a empresa não encetou negociações, e acabei por sair em Janeiro de 2017. Mas poderia ter-se arranjado algum tempo no meio disto tudo para negociar. Não podia estar a prolongar eternamente a minha saída. Não se negociou durante esta altura porque penso que havia a necessidade de defender os postos de trabalho que estavam em risco. A Autoeuropa teve que negociar com a Volkswagen para distribuir pessoas pela Alemanha até à vinda do T-Roc.

Almada Greve na Junta de Freguesia

Os trabalhadores da União das Freguesias de Almada, Pragal, Cova da Piedade e Cacilhas irão nos próximos dias 22 e 27 de Junho e 6 e 11 de Julho efectuar paralisação de uma hora.

As razões que levam os trabalhadores a paralisar o trabalho, prendem-se com a aplicação do horário de Verão e com a alteração de horários que o executivo da União das Freguesias pretende levar a efeito, refere a C. E. União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN em comunicado.

Segundo a USS, a alteração aos horários de Verão ‘chega ao cúmulo de propor intervalos para refeição com 4 horas entre períodos de trabalho’.

Nos dias 6 e 11 de Julho os trabalhadores irão estar concentrados na Praça Gil Vicente, pelas 9h00 em Almada para reivindicar horários de Verão dignos.

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