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Inês de Medeiros a Incrível de Almada

09 de Fevereiro 2018
entrevista à Notícias Magazine

Inês de Medreiros:

“Eu tenho de prestar uma homenagem à Maria Emilia Neto de Sousa que foi e é uma figura incontronavel da evolução de Almada e que foi uma mulkher que enfrentou anos muito dificeis com o fim de um modelo económico que era o modelo Industrial e que mesmo assim conseguiu fazer obra e que deixou em Almada uma almofada confortavel.
Muito diferente disso foi o anterior executivo que dizia que não fazia sentido uma Câmara ter saldos de Gerência positivos quando havia necessidades e de facto teve uma gerencia que nós consideramos muito perigosa porque em breve era toda Almada que entraria em defice, coisa que Almada há muitos anos nunca teve.”

“Em Almada era a Maria Emilia que era eleita, até há quemn diga que o PCP só entrou em Almada em 2013”

Como se preparou para a campanha, a gestão de emoções na noite eleitoral, a passagem de poder da CDU para o PS e os desafios que tem pela frente a atriz feita política.

Como está a ser recebida na Câmara, onde há certamente muitos funcionários ligados ao PCP, o grande derrotado eleitoral?

De uma maneira geral, muito bem. Deve distinguir-se a filiação partidária, no livre exercício da democracia, da competência no trabalho. O problema deu-se em casos muito específicos e com a cúpula. Não vale a pena esconder: a transição correu muito mal, a roçar a caricatura. O ritual de transição de poder não foi cumprido, não tivemos ninguém à nossa espera – nem sequer a pessoa que havia sido designada para tal – e o anterior presidente da câmara entregou-me a chave por ocasião de uma reunião tivemos em Lisboa. Resumindo: a única informação que recebemos do executivo anterior foi a de que havia uns tapetes de Arraiolos que podiam ser usados.
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Esta é uma das respostas que Inês de Medeiros deu à Notícias Magazine, na primeira grande entrevista desde que venceu as eleições para a Câmara Municipal de Almada, em outubro, e que será publicada no próximo domingo.

O pai, o maestro António Victorino de Almeida, chama-lhe «a incrível almadense» numa referência à histórica sala de espetáculos de Almada e também à forma como se tornou a surpresa das eleições autárquicas. Ao fim de quarenta anos, e por escassos 313 votos, o PS tirava a câmara aos comunistas. Inês de Medeiros foi a grande vencedora daquela noite e até a atriz que se fez política ficou surpreendida.

Na primeira grande entrevista que dá depois dessa noite, explica como se preparou para a campanha, as dificuldades que tem encontrado e os grandes desafios que tem pela frente. E falou também dos tempos em Paris, do convite de José Sócrates para ingressar na política, da relação com a irmã, a também atriz Maria de Medeiros.

Estes são outros excertos da entrevista que pode ler no próximo domingo, na Notícias Magazine (com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias):

«Há que encarar isto com naturalidade, consciente de que o essencial é que os nossos atos tentem espelhar da melhor forma aquilo que realmente somos, gostamos, defendemos. Essa, sim, é uma preocupação minha. Quem me conhece bem sabe que se há na politica há cargo que me fica bem sé um cargo autárquico.»

«Andámos um ano no terreno. Andei muitos meses a estudar Almada, a ver Almada, fizemos quilómetros e quilómetros. E esta antecipação deu-me muita segurança e tempo para identificar e estudar os problemas maiores de Almada. No conhecimento do terreno, já quase desafio os almadenses de nascença.»

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Almada Rock e metal à frente nas fidelidades da vida

Cidade da Margem Sul ganhou fama como Meca dos rockeiros e metaleiros após o 25 de abril.

Na sala de muito reduzida iluminação do Cine da Incrível Almadense, com o volume de som no máximo, fumos à solta e imagens esbatidas no ecrã, tentei falar com um dos presentes, perguntar-lhe as preferências musicais. Da resposta só percebi, se não me engano, “eletrónica alternativa”. Após outra interpelação, ouvi: “Sou Filipe Cruz, músico, tenho uma editora.” Estendeu-me a mão com um cartão e concluiu: “Desculpe, tenho de ir dançar.” Já fora do ambiente da ‘Tarde de Vanguarda’, com entradas a 3 euros por carimbo na mão, li no cartão de visita de Filipe Cruz, jovem de calças e t-shirt pretas, cabelo comprido aos caracóis, que a editora dele é a Enough Records e tem como legenda ‘Free Music For Free People’ (Música livre para gente livre). Parece difícil encontrar melhor legenda para as tribos da resistência em Almada. A cidade da Margem Sul do Tejo construiu, depois do 25 de Abril, uma imagem de verdadeira Meca dos rockeiros e metaleiros. A correspondente Caaba, no centro da mesquita, é a Incrível Almadense, com uma história sem par nos cartazes de rock e metal. Também por bons motivos, a sala foi escolhida para servir de desaparecido Rock Rendez-Vous na série de TV “Os Filhos do Rock”. O correr do tempo quase apagou a história, mas há seis anos, depois de a sala estar fechada e em degradação, um grupo de almadenses resistentes da música criou a Associação Alma Danada para ressuscitar o Cine Incrível: “Vinha aqui ao cinema em criança e, como muitas outras, também cá tive namoros e vivi grandes espetáculos”, recorda Clara Correia, de cabelos prateados.

Ela perde o romantismo quando fala do hoje em dia: “É muito difícil. Pensávamos que eram todos como nós, com os mesmos gostos culturais, mas a realidade é que já ninguém anda na rua e quando saem preferem as esplanadas da Cândido do Reis, em Cacilhas, a vir aqui.” Os apertos de gestão são grandes e não há cachet para ninguém. Os músicos trabalham apenas por uma percentagem de bilheteira que nunca escalda. No sábado, no Tributo aos Night Wish (banda finlandesa de metal-opera) pelos portugueses Night Dreams, as entradas eram a 8 euros com direito a duas bebidas, nunca brancas. Outro ativista da Alma Danada, Jaime Quental, de 23 anos, nascido e criado em Almada e também adepto de vestir de preto, não perde, no entanto, o entusiasmo pelo trabalho na Incrível. Ali acrescentou à sua vida muitas noites memoráveis de concertos com, por exemplo, a banda francesa Black Heat, o americano Esta Tone e portugueses como os Ena Pá 2000, o projeto SVT com Tim e os dois filhos ou ainda o rock psicadélico dos Conjuntivite. Para Jaime Quental, a Incrível resistirá sempre.

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