Tag: Lisnave

Lisnave em exposição no Museu Naval

Museu Naval vai acolher a exposição “Pórtico de Identidade. A Lisnave em Almada”,com inauguração marcada para dia 15. A mostra, que, porém, estará aberta ao público a partir de dia 19, apresenta o legado dos antigos estaleiros de reparação naval que funcionaram na Margueira entre 1967 e 2000

A exposição “propõe um percurso pela história recente do concelho feito a partir de um espaço industrial que persiste na memória colectiva dos almadenses”, explica a Câmara Municipal, salientando que ainda hoje permanece em Cacilhas, como marco na paisagem urbana, o pórtico de 300 toneladas.

Na mostra será ainda possível encontrar “narrativas, imagens, objectos, notícias e acontecimentos que se cruzam e para os quais a comunidade foi chamada a contribuir com as suas experiências, histórias e memórias”, adianta a autarquia, revelando a concluir: “Propõe-se contar a história da Lisnave, dos seus trabalhadores, mas também se aponta para o futuro, para formas de repensar a cidade através do projecto Cidade da Água”.

O custo das entradas para adultos é de 0,61 euros, sendo que os seniores a partir dos 65 anos bem como os jovens com idades entre os 12 e os 30 anos, residentes e estudantes no concelho de Almada, pagam apenas 0,31 euros. Os menores de 12 anos têm entrada gratuita.

De Outubro a Abril, o Museu Naval funciona de Outubro a Abril de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h00 e entre as 14h00 e as 17h30. Encerra aos domingos e feriados.

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Foto: Clemente Mitra

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ANTIGOS ESTALEIROS DA LISNAVE VIRA PISTA DE AUTOMÓVEIS

13 de Outubro 2013 – Joaquim Candeias

ALMADA EXTREME SPRINT – LEVA MILHARES DE PESSOAS AO RUBRO


Uma manhã de sol e emoções e destreza,está a decorrer nos antigos estaleiros Navais da Lisnave,na Margueira Cacilhas.a prova automobilista Almada Extreme Sprint(a decorrer todo dia) e que tem como padrinho da prova o almadense Rui Madeira,Campeão do Mundo FIA(1995) e Bi- Campeão Nacional do Grupo-N(1993 e 1994),prova esse que tem contado com a presença de muito publico,nas eliminatórias, e mais se espera durante a tarde com as provas finais e entrega dos prémios aos respetivos vencedores.

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Há cinco grupos na corrida aos terrenos da antiga Lisnave

Empresa Baía do Tejo já registou manifestações de interesse de norte-americanos, chineses, britânicos e portugueses para o projeto de Cacilhas.

Neste momento, há cinco grupos, de forma isolada ou em consórcio, na corrida para o investimento no projeto imobiliário que deverá arrancar nos 53 hectares da Margueira, nos terrenos no estuário do Tejo, concelho de Almada, onde se localizavam as instalações fabris da antiga Lisnave, em Cacilhas. Em declarações à comunicação social na passada quarta-feira, Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, empresa estatal do universo da Parpública que gere este espaço, revelou que estão interessados neste investimento um grupo chinês, um grupo britânico, um grupo norte-americano e dois consórcios que integram empresas portuguesas. O investimento previsto para este projeto, designado como ‘Cidade da Água’, deverá oscilar entre mil e 1,5 mil milhões de euros.

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Governo autoriza urbanização na antiga Lisnave

Por Bruno de Castro Ferreira|20.10.17

Cidade da água vai estender-se por 63 hectares de Almada, Barreiro e Seixal.

O Governo deu luz verde à construção de uma urbanização dos terrenos dos estaleiros da Lisnave, em Almada. O investimento de 1,2 mil milhões de euros já terá interessados, mas não podia avançar sem esta alteração legal. De acordo com o decreto-lei publicado ontem em Diário da República, 40 dos 45 hectares dos antigos estaleiros saem do domínio público hídrico e passam para domínio privado do Estado, o que permite avançar com a construção da chamada Cidade da Água. Assim, lê-se no decreto-lei, estão criadas as “condições para pôr em prática parte do Projeto Arco Ribeirinho Sul e dar um novo uso aos terrenos da Margueira […] no âmbito dos objetivos definidos no Plano de Urbanização de Almada Nascente, definido em 2009”. O projeto final inclui a construção de habitação, espaços culturais, de serviços e de lazer, hotéis e escritórios. Está ainda prevista a construção de uma marina e de um terminal de transportes. A Cidade da Água, da responsabilidade da empresa Baía do Tejo, estende-se por 63 hectares dos municípios de Almada, Barreiro e Seixal.

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Almada aplaude aprovação de Decreto-Lei sobre terrenos da Margueira

Autarquia diz que decisão abre as portas à execução do projecto de requalificação urbanística consubstanciado no Plano de Urbanização de Almada Nascente-Cidade da Água

A Câmara Municipal de Almada considera que a decisão do Governo em relação aos terrenos da Margueira, aprovada em Conselho de Ministros na última quinta-feira, é de “grande significado e impacto para o concelho”, já que permitirá criar melhores condições para a captação de investimento.

O Conselho de Ministros decidiu, na reunião do passado dia 7 de Setembro, aprovar o Decreto-Lei que desafecta do domínio público hídrico e integra no domínio privado do Estado uma parcela de terreno pertencente aos denominados terrenos da Margueira, e concessiona duas parcelas do domínio público à Baía do Tejo, correspondentes à Doca 13 e à marina de recreio. A autarquia, presidia por Joaquim Judas, já reagiu em comunicado, aplaudindo a decisão do Governo.

Segundo a autarquia, a decisão “cria condições para que possa prosseguir o processo de contactos e negociações com múltiplos interessados, nacionais e internacionais, em investir no desenvolvimento económico e social previsto para os terrenos em causa, no quadro do Plano de Urbanização de Almada Nascente-Cidade da Água, elaborado e aprovado pelo município de Almada, publicado em Diário da República e em vigor desde 2009”.

Em comunicado, a Câmara salienta a decisão de “grande significado e impacto” para o concelho de Almada e para as populações, já que permite “perspectivar o desenvolvimento do processo que conduza à reversão e superação de uma situação de continuada e progressiva degradação do território dos antigos Estaleiros da Lisnave na Margueira”, que, considera a edilidade, são hoje “o resultado mais visível da desactivação e desmantelamento daquela importante unidade industrial de reparação naval que esteve em laboração ao longo de quase metade do século passado”.

O município realça também que com esta decisão do Governo abrem-se as portas “à execução do projecto de requalificação urbanística consubstanciado no Plano de Urbanização de Almada Nascente-Cidade da Água” e que, ao mesmo tempo, a tutela “reconhece o relevante papel” que a concretização do referido plano “assume para o desenvolvimento não só de Almada, mas também da região e do País”.

“Como entidade promotora e financiadora da elaboração do plano, concretizado por uma equipa de renome internacional dirigida pelo arquitecto Richard Rogers, é com imensa satisfação que o município de Almada vê cumprido mais este passo no processo de reabilitação dos territórios da Margueira, muito contribuindo para o fomento das sinergias necessárias à reabilitação de todo o Arco Ribeirinho Sul”, afirma a autarquia.

A concluir, a Câmara Municipal de Almada “expressa igualmente um voto de confiança no desenvolvimento do processo de requalificação e regeneração de todas as antigas áreas industriais desactivadas de Almada, Seixal e Barreiro, enquanto projecto de desenvolvimento económico dos três concelhos, da Área Metropolitana de Lisboa em que se inserem e do País”.

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Pesca de milhões na margem do Tejo

Terrenos da Lisnave, Quimigal e Siderurgia Nacional estão a ser vendidos no estrangeiro. Mas reabilitar não será fácil.

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Após a presença no MIPIM, certame de imobiliário em Cannes (França) aonde foram os presidentes das câmaras de Almada, Barreiro e Seixal , em que o Lisbon South Bay atraiu investidores do Reino Unido, Marrocos e Hong Kong, seguem-se agora apresentações no Brasil.

Lisbon South Bay: A “porta atlântica” que quer conquistar o Brasil

Projeto de dinamização económica da cidade de Lisboa e da Margem Sul ruma ao Brasil
Este mês, a empresa Baía do Tejo ruma ao Brasil para apresentar um dos mais inovadores projetos empresariais portugueses e que visa dinamizar a zona económica de Lisboa e da Margem Sul.
O Lisbon South Bay foca-se na requalificação de três zonas situadas nas margens do rio Tejo: Lisboa, Barreiro, Seixal e Almada. Lembrando que estas foram zonas que sempre contribuíram para a dinamização económica da cidade e do país, o projeto, da autoria da empresa Baía do Tejo, quer atrair mais investimento estrangeiro.

O projeto inclui também espaço para habitação, tornando a zona mais atrativa não só para os de fora, mas para os que já moram nestas zonas. Criar mais emprego é outra das finalidades do projeto que se quer tornar numa referência a nível nacional.

Para que isso aconteça, vai começar a ser apresentado lá fora. Depois de Cannes, o Brasil é o próximo território a conhecer melhor esta iniciativa, que quer mostrar que estas zonas possuem as condições para qualquer tipo de negócios, indicou fonte da Baía do Tejo ao Notícias ao Minuto. O arquiteto Sérgio Saraiva será o responsável pela apresentação.

“Em coordenação com a Invest Lisboa, a Lisbon South Bay vai estar presente num roadshow por 4 cidades brasileiras, onde serão efetuadas diversas palestras sobre as oportunidades, vantagens e incentivos da região de Lisboa para investimentos, empresas e empreendedores brasileiros”, conta o também administrador executivo da Baía do Tejo.

Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro serão as cidades onde o projeto será apresentado. “Os eventos terão lugar nas várias embaixadas e consulados e certamente contarão com a presença de empresas brasileiras interessadas em garantir a sua presença em Portugal”, diz o arquiteto.

O objetivo, esclarece, “é conseguir contactar com empresários e sinalizar os territórios geridos pela empresa como excelentes oportunidades”, provando que Lisboa é a melhor “porta atlântica para as empresas brasileiras entrarem no mercado europeu”.

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Notícias ao minuto

Lisnave cresce nos primeiros três meses do ano e maior cliente foi a Grécia

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A Lisnave, Estaleiros Navais, registou um crescimento no volume de trabalho no primeiro trimestre deste ano, comparativamente com o período homólogo de 2014, revelou a empresa. Entre janeiro e março de 2015 foram reparados nos estaleiros da Mitrena, em Setúbal, 21 navios, mais um do que no primeiro trimestre do ano passado. As reparações em cada embarcação também cresceram, pelo que o volume de negócios registou, neste início de 2015, um “ligeiro crescimento”, avança fonte da empresa, não quantificando, no entanto, esses valores.

A Lisnave destaca que, para o facto de “o volume de trabalho por navio ter aumentado ligeiramente no corrente ano”, contribuiu “uma grande reparação efetuada na barcaça S600, da SAIPEM LID e uma média reparação feita na draga Marieke, pertencente à Dredging International Luxembourg S.A”. “Fruto de uma agressiva atividade comercial, no primeiro trimestre do presente ano, docaram, para manutenção e reparação no estaleiro da Lisnave 21 navios, pertencentes a 21 diferentes clientes, oriundos de 11 países, com destaque para a Grécia com sete navios, seguida da Inglaterra com três”, informou a empresa em comunicado.

Na mesma nota é referido que a atividade da Lisnave manteve-se “num nível bastante estável, apesar da continuada instabilidade do mercado do “shipping” e da intensa concorrência internacional”. A empresa informa ainda que os tipos de navios que mais procuram os estaleiros do Sado continuam a ser os petroleiros e os porta-contentores.

“Sendo a Lisnave reconhecida a nível mundial pelo seu elevado know-how, independentemente do tipo de embarcação, é normal e frequente encontrarem-se nas suas docas, os mais variados tipos de navios, desde mineraleiros a Ro-ro’s, continuando, porém, o tradicional segmento dos petroleiros, a ser responsável pela maior fatia dos trabalhos efetuados, 45 por cento, seguido pelo dos porta-contentores, 30 por cento”, refere o mesmo documento.

Recorde-se que no ano passado a Lisnave apresentou um lucro líquido de 6,4 milhões de euros e distribuiu parte desse resultado, 1,2 milhões de euros, pelos trabalhadores. Os acionistas decidiram distribuir cerca de 20 por cento do lucro pelos funcionários, como “gratificação de balanço”, num prémio que foi pago juntamente com o salário de abril.

Em 2014, a empresa contabilizou uma entrada média de dois mil trabalhadores por dia, nos estaleiros de Mitrena, sendo que deste total, 500 são colaboradores efetivos da Lisnave, segundo revelou a mesma fonte. Os estaleiros continuam a apostar na preparação de jovens trabalhadores para a substituição progressiva dos funcionários que vão atingindo a idade de reforma. Para este ano estão previstas mais duas acções de formação, em vários sectores, com esse objetivo.
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Lisnave aprova lucro e distribui pelos trabalhadores

A Lisnave, Estaleiros Navais, obteve em 2014 um lucro líquido de 6,4 milhões de euros e vai distribuir parte desse resultado, 1,2 milhões de euros pelos trabalhadores, informou ontem a empresa. Os acionistas decidiram distribuir cerca de 20 por cento do lucro pelos trabalhadores efetivos dos estaleiros sadinos como “gratificação de balanço”.
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Um prémio que os funcionários vão receber juntamente com o salário de abril, disse ao DIÁRIO DA REGIÃO Humberto Bandeira, da Lisnave, explicando ainda que a gratificação a distribuir por cada trabalhador é composta por uma parte fixa, correspondente a 70 por cento do valor do salário, mais uma parte variável em função da performance e da assiduidade. O Relatório de Gestão e Contas da Empresa no Exercício de 2014 foi aprovado pela assembleia-geral de acionistas da Lisnave, que se reuniu no estaleiro da Mitrena, concelho de Setúbal.

No ano passado, a Lisnave reparou 92 navios, de 21 países, num nível de operacionalidade que a empresa considera “bastante estável”, apesar do “volátil e adverso contexto que vive o mercado do ”shipping” internacional”. Com um volume total de vendas de 85,67, a empresa exportou 98 por cento da sua produção e obteve uma incorporação nacional superior a 90 por cento. O resultado líquido cifrou-se em 6,47 milhões de euros.

Embora tenha registado uma ligeira redução no número total de navios reparados, comparativamente com o ano anterior, em 2014 a Lisnave conseguiu manter um nível considerável de ocupação das suas docas e de trabalho realizado, devido a um aumento de navios com reparações de vulto, onde o volume de trabalho foi significativo. O mesmo responsável destacou ainda, entre os 51 clientes do ano passado, a Teekay Marine, que trouxe 12 navios para as docas do Sado, e a A.P. Moller, que “docou” seis navios.

Também foram feitas grandes reparações em navios da Enterprises Ship And Trading, com cinco navios e da Aet Shipmanagement, com quatro. Entre os 21 países de origem dos navios reparados, está a Venezuela, que mandou fazer “grandes reparações” em dois navios na empresa portuguesa em 2014. “A Venezuela tem sido um bom cliente para nós, foi assim em 2014 e continua a ser este ano”, refere Humberto Bandeira.

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Arménio Carlos exige intervenção da ACT na Lisnave

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O secretário-geral da CGTP/IN, Arménio Carlos, acusou hoje a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de não punir as ilegalidades de empresas como a Lisnave, que “não pagam o trabalho extraordinário pelo valor previsto na contratação coletiva”.

“Estamos aqui para exigir que um conjunto de direitos seja respeitado, concretamente o pagamento do trabalho extraordinário, tal como consta da contratação coletiva”, disse Arménio Carlos durante uma manifestação de trabalhadores da Lisnave, empresa de reparação naval, que culminou com uma concentração em frente às instalações da ACT em Setúbal.

O líder da CGTP/IN garantiu que a central sindical desde há alguns meses que tem vindo a alertar o Governo e a própria ACT para este tipo de situações e lamentou que a ACT ainda não tivesse tido uma intervenção suscetível de pôr termo ao que considerou ser uma “ilegalidade”.

Arménio Carlos, que falava perante cerca de 150 trabalhadores das empresas Lisnave e Lisnave Yard, exigiu “que a ACT deixe de ter uma postura cúmplice com aquilo que são posicionamentos de algumas entidades patronais que persistem em violar a lei” e garantiu que os trabalhadores vão continuar a lutar pelos seus direitos.

“Não havendo uma intervenção da ACT, isto significa que a ACT está associada a uma linha que o Governo definiu, juntamente com o patronato, e que visa a redução das retribuições, que não passa apenas pelos salários base. Passa também pela redução do valor do trabalho extraordinário e por tudo aquilo que tem a ver com o rendimento líquido dos trabalhadores”, disse o líder da CGTP/IN.

Confrontado com a decisão anunciada na quinta-feira pela administração da Lisnave, de distribuir 1,2 milhões de euros aos trabalhadores efetivos, como “gratificação de balanço” pelos resultados alcançados em 2014, que registaram um lucro líquido de 6,47 milhões de euros, Arménio Carlos disse que a empresa deveria também aumentar os salários.

“A melhor forma de compensar os trabalhadores, pela produção que fazem todos os dias, é aumentar-lhes os salários e, já agora, pagando-lhes o trabalho extraordinário de acordo com o que está regulamentado na contratação coletiva”, disse, defendendo que as compensações se deveriam estender aos trabalhadores com vínculo precário.

“Muitos desses trabalhadores com vínculos precários estão a ocupar postos de trabalho efetivos”, justificou o secretário-geral da CGTP.

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Margem sul na mão de chineses

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Segundo o SOL apurou, os terrenos da antiga Lisnave, para onde a Câmara Municipal de Almada aprovou aquela obra, estão prestes a ser vendidos a um consórcio internacional, que tudo indica ser o Wanda Group, liderado por Wang Jianlin, apontado em 2013 pela revista Forbes como o homem mais rico da China.

“Estivemos de facto em Pequim, em Outubro, a falar com os investidores” – avança ao SOL o presidente da Baía do Tejo, Jacinto Pereira, confirmando também que no Verão passado representantes do grupo de Wang Jianlin estiveram em Portugal, a visitar o local para onde existe um plano de urbanização aprovado desde 2009.
Este plano prevê uma mini-cidade para mais de 10 mil habitantes, semelhante à Expo de Lisboa, e tem como pólo central uma marina com lugar para 500 embarcações. Está ainda prevista a transferência do terminal fluvial de Cacilhas para a doca 13 e uma área bruta de 630 mil metros quadrados para construção – entre habitações, comércio, hotéis e um centro de ciência e tecnologia, entre outras infra-estruturas.

Crise dos ‘vistos gold’ pode afectar projecto

Jacinto Pereira diz que a venda dos terrenos está “para muito breve”, garantindo que não se trata de uma mera operação financeira de especulação imobiliária, mas de uma aposta no desenvolvimento da zona. “Temos como missão a promoção dos terrenos para encontrar investidores, o que herdámos da extinta sociedade Arco Ribeirinho Sul, em relação aos terrenos da Lisnave, mas também do Seixal (Siderurgia Nacional) e do Barreiro” (Quimiparque), explica o gestor, lembrando que em causa está um projecto de 1.200 milhões de euros.

Jacinto Pereira recusa confirmar o nome dos investidores, referindo apenas que surgiram na sequência da visita à China, em Maio deste ano, do Presidente da República, Cavaco Silva. Mas o SOL sabe que, de todos os possíveis investidores, incluindo outros chineses, o Wanda Group foi o que revelou maior interesse. A visita de responsáveis deste grupo aos terrenos de Almada foi acompanhada por elementos da AICEP
(Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).
Certo é que uma das apostas do futuro comprador, segundo fontes do sector, será no mercado imobiliário internacional, nomeadamente destinado aos chineses. “Como Portugal está em crise, a ideia é vender casas a chineses e outros estrangeiros”, diz uma fonte ligada ao processo, notando que a actual polémica em torno dos vistos gold – que serão um chamariz para a compra de imóveis de luxo nesta nova mini-cidade – pode afectar o projecto.

Jacinto Pereira admite que o futuro consórcio deverá apostar no mercado estrangeiro para conseguir vender imóveis para habitações e para fins comerciais.

FIL da margem sul por decidir

O plano de urbanização para a zona de Almada Nascente – que contempla esta mini-cidade e que obriga qualquer investidor a cumpri-lo – está aprovado pela autarquia desde 2009. No entanto, o prazo de validade foi já ultrapassado (era de três anos), o que permite ao investidor revê-lo e fazer alterações.

Qualquer projecto, porém, terá de ter luz verde das autoridades locais. “É preciso sempre licença da Câmara”, confirma ao SOL o presidente da autarquia de Almada, Joaquim Judas, que não esconde a desilusão por os antigos terrenos da Lisnave estarem neste momento sem uso. “Estão a ficar degradados”, avisa, esclarecendo que há algum tempo que a Câmara pediu autorização para, enquanto não se concretiza a venda, converter um mega-armazém ali existente numa espécie de FIL (Feira Internacional de Lisboa) da margem sul.

“Gostávamos de criar ali um espaço que promovesse a cultura desta região”, explica Joaquim Judas, acrescentando que a ideia está dependente de autorização do proprietário (o Governo) para avançar. “Está previsto na lei que se façam usos transitórios dos terrenos, o que implica usar por um certo período de tempo determinado espaço sem alterar nada, para não comprometer o plano de urbanização já aprovado”, acrescenta o autarca, frisando que o facto de ali nada se poder fazer está a ter “custos incalculáveis”.

Jacinto Pereira adianta que a Baía do Tejo esteve a avaliar o pedido da autarquia para accionar o uso transitório, tendo chegado à conclusão de que seria mais adequado ser o novo investidor a decidir. “Se não tivéssemos perspectivas de ter um investidor a curto ou médio prazo, podia fazer sentido avançar”, revela o responsável. Ou seja, a concretizar-se o negócio em vista, caberá ao grupo chinês decidir se, enquanto constrói a mini-cidade, permite que a Câmara ponha a funcionar a FIL da margem sul.
Fonte: Sol
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