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2016 Palmela Feira Medieval

Feira Medieval da Quinta do Conde

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6 de Março 2016

Feira Medieval em Palmela 2015

Palmela convida a viajar no tempo até à época medieval. Palco de lutas entre cristãos e mouros, a história regressa ao Castelo para três dias de animação, cultura e aventura, entre o Castelo e o Centro Histórico, com bailes e danças populares, jogos tradicionais, demonstrações de armas e torneios, desfiles temáticos, artes de rua e um mercado medieval.

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O século XIV é marcado por grandes convulsões nos reinos europeus: guerras, epidemias – a Peste Negra é a mais mortífera – e fome reduzem população, destroem relações económico-sociais, dando força a mercadores, mesteirais e a levantamentos da «arraia-miúda e ventres ao Sol». Prepara-se uma nova época, que será marcada pela expansão marítima e pelo encontro com outros territórios e povos.

Em Portugal, a morte de D. Fernando (22.10.1383) cria um problema sucessório: uma crise dinástica. A sua filha D. Beatriz, herdeira do trono, é casada com João, rei de Castela. A independência nacional é posta em perigo. A rainha viúva, D. Leonor Teles, assume a regência do reino, e é favorável – bem como o seu amante galego conde Andeiro -, à união de Portugal a Castela. Portugal divide-se: uns, a favor de D. Beatriz e do rei de Castela; outros, pelo infante D. João, filho de D. Pedro e de D. Inês de Castro; outros, pelo filho ilegítimo de D. Pedro e Teresa Lourenço, também João, Mestre de Avis.

De forma sucinta, podemos dizer que a nobreza se divide e, amiúde, muda de partido. O Mestre da Ordem de Santiago, à data D. Fernando Afonso de Albuquerque, bisneto de D. Dinis, é pela rainha num primeiro momento, embora no final do ano de 1383 tome partido pelo Mestre de Avis, talvez com receio de a Ordem perder a autonomia face ao ramo de Castela. À burguesia em ascensão não agrada o domínio político e económico castelhano.

Os povos de muitos concelhos gritam: – Portugal! Portugal! P’lo Mestre de Avis.

João, Mestre de Avis – que será aclamado Rei D. João I, nas Cortes de Coimbra, em Abril de 1385 – vai reunindo consenso nacional e é proclamado, em Lisboa, ainda em 1383, Regedor e Defensor dos Reinos de Portugal e do Algarve, depois de ter abatido o conde de Andeiro no Paço da Rainha. O Rei de Castela entra em Portugal e ganha terreno. Recolhem-se fundos para a luta contra Castela, pela causa portuguesa; todos contribuem: a população em geral, a comunidade judaica, a Sé de Lisboa, a cidade do Porto, muitos concelhos, mesteirais e mercadores do Alentejo. Também Inglaterra apoia Portugal – uma embaixada constituída pelo Mestre da Ordem de Santiago e pelo chanceler-mor Lourenço Eanes Fogaça estreita relações entre os dois reinos.
Setembro de 1384. Lisboa está sitiada pelos castelhanos. A Peste Negra mata 100 a 200 castelhanos por dia; faltam víveres entre os portugueses. Mestre de Avis precisa de reforços militares, cercado por mar e por terra.

Palmela é uma vila com poucos habitantes. A sede da Ordem de Santiago está instalada em Alcácer do Sal, apesar da importância geo-estratégica do altaneiro morro. Vindo vitorioso de Atoleiros, com suas tropas, «Nuno Álvares Pereira desloca-se a cavalo para Palmela onde mandou acender as almenaras, às quais respondeu O Mestre em Lisboa, com lumes, pois outra fala antre eles haver não podia.»

O fogo é a esperança emitida de Palmela para a Capital!

O Mestre de Avis responde ao sinal!

Em Palmela, vive-se um período de Paz da Feira, que favorece os mercadores que acorrem à vila, por onde circulam também muitos pobres, goliardos, saltimbancos e outros visitantes à procura de víveres e de muita festa!…

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