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Meco. Habitantes contra o monumento de Cutileiro às vítimas

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Inauguração do memorial às vítimas do Meco não conta com o apoio dos moradores.

João Lovacich é um dos que se opõe à escolha do local para culto das vítimas. “Estão a associar a praia a uma desgraça, se houvesse um monumento por cada pessoa que morre aqui ou noutro lado, ou qualquer pescador que perde a vida, a praia estava cheia de monumentos”, afirmou, ouvido pela SIC Notícias.

E conta a dualidade de critérios aceites pela edilidade local. “Qualquer pessoa que ande aqui de mota paga uma multa, agora andam com retro-escavadoras nas dunas…”, atira, deixando uma sugestão.

“Ponham o monumento na Lusófona, como acção preventiva.”

O presidente da Câmara de Sesimbra mostra-se intransigente com os pedidos de remoção da estátua. E discorda desta opinião.

Augusto Pólvora diz que foram pedidos os necessários pareceres e a obra é conciliável. “Essa discussão é um absurdo total, senão não podia haver nada de turismo…”.

Foi há um ano e três meses que a tragédia aconteceu. Agora, o luto deu lugar à inauguração de um memorial que perpetua os nomes das seis vítimas – Ana Catarina, Andreia, Carina, Joana, Pedro e Tiago – que naquela noite foram levados pelo mar. Presentes estiveram familiares, amigos, antigos colegas.
João Cutileiro, claro, esteve presente. E justificou a obra brutal, duas pedras grotescas enfiadas na areia, oposto de algo mais delicado. “[Esta morte] Foi muito mais brutal que o normal das mortes, por isso não quis uma obra delicadinha”, disse o artista à SIC Notícias.

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Inaugurado memorial com nomes das vítimas do Meco

Um bloco de mármore em bruto sobre outro trabalhado, com seis nomes gravados, perpetua, a partir deste domingo, na praia do Meco, Sesimbra, a memória dos seis jovens que morreram no local, em 2013.

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O memorial, da autoria do escultor João Cutileiro, foi colocado nas dunas, na mesma zona de praia onde, a 15 de dezembro de 2013, os seis jovens morreram afogados, depois de se terem deslocado para a praia durante a noite, no âmbito de um fim de semana para debater as praxes académicas.

Os seis, com outro jovem que se salvou, eram estudantes universitários e pertenciam à comissão de praxes. Os pais levaram o caso à justiça e sempre consideraram que as reais circunstâncias da morte nunca foram esclarecidas.

Este domingo, na sequência de um pedido dos pais de construção de um memorial, que a Câmara apoiou, fez-se a cerimónia de inauguração, com familiares e amigos das vítimas no local, e muitas flores colocadas junto do monumento, na areia.

O presidente da Câmara de Sesimbra, Augusto Pólvora, em breves palavras, lembrou a noite em que, por razões desconhecidas e “até hoje não esclarecidas”, os jovens foram para a praia e os dias de busca que se seguiram.

Meses depois, disse, foi contactado pelos pais para a construção do memorial, um apelo a que não podia ficar indiferente, ele que também perdeu o pai no mar, contou.

A obra, disse, é uma homenagem aos jovens que morreram mas também à perseverança dos pais e aos que, de todas as idades, “o mar levou a vida”.

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