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Portuguesa vence melhor tese de doutoramento pela International Society for the Advancement of Supercritical Fluids

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“Futuro do tratamento do cancro não passa pela quimio.”

Sofia Silva, 27 anos, venceu recentemente o prémio de melhor tese de doutoramento atribuído pela International Society for the Advancement of Supercritical Fluids.

“Quando recebi o email a informarem-me que tinha ganho nem percebi bem. O meu doutoramento teve fases tão complicadas, sobretudo a nível pessoal, que foi muito bom ver o meu trabalho, e o trabalho das pessoas que me acompanharam nesta tese, reconhecidos”, afirma Sofia Silva ao jornal O Mirante.

A sua tese consiste numa nova abordagem terapêutica para o cancro do pulmão, recorrendo a agentes terapêuticos que vão ser administrados no paciente através de inalação, matando apenas as células tumorais.

“Desenvolvemos estruturas numa escala que não é visível a olho nu, a nano escala, e também à micro escala, que vão conter agentes terapêuticos que vão ser administrados ao paciente através da inalação. Quando esta terapia chega ao local do cancro só vai matar a célula tumoral. Além disso, os pós que produzimos e que vão ser inalados pelos pacientes não prejudicam nem o meio ambiente nem o Homem”, explica ao mesmo jornal.

A investigadora não fala em cura para o cancro mas sim numa boa terapia para combater a doença. No entanto, como todos os estudos, tem que passar por longos ensaios clínicos para se comprovar que é eficiente. Sofia Silva refere que só dentro de 10 a 15 anos é que esta técnica pode começar a ser utilizada.

Na sua opinião o futuro do tratamento de doenças como o cancro não passa pela quimioterapia. “A quimioterapia provoca muitas lesões no paciente, para além de o deixar com uma saúde vulnerável. É uma terapia muito agressiva que mata muitas células, não só as cancerígenas como as saudáveis. O objectivo destas terapias, que integram a minha tese de doutoramento, é fazer um tratamento localizado, matar apenas o tecido cancerígeno com o mínimo de efeitos adversos para o paciente”, sublinha.

Sofia decidiu incidir as suas investigações na descoberta de novas terapias para o cancro porque teve vários casos de pessoas à sua volta que lutaram contra a doença e algumas não sobreviveram. “Perdi várias pessoas muito próximas com este problema de saúde, incluindo uma pessoa muito importante na minha vida, que considerava como um segundo pai. Poder encontrar uma cura para esta doença é uma motivação que me faz tentar descobrir mais todos os dias”, confessa, emocionada.

A investigadora vive na Mealhada, distrito de Aveiro, embora não descarte estabilizar a sua vida familiar noutra cidade. Gostava que fosse em Portugal. “Gosto do meu país, é cá que tenho as minhas raízes e gostava que os filhos conhecessem bem Tomar como eu também conheço. Se todos os investigadores saírem do país não fica cá ninguém”, afirma.

A jovem de 27 anos nasceu e viveu sempre em Tomar. Licenciou-se e tirou o mestrado em Ciências Biomédicas na Universidade da Beira Interior (UBI). É doutorada em Bioengenharia.

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Fernando Fitas vence a 20.ª edição do Prémio Literário de Almada

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Fernando Fitas com o original “Alforges de heranças”, venceu o Prémio Literário de Poesia e Ficção de Almada, nesta 20.ª edição dedicada à Poesia, anunciou a câmara almadense.

O prémio, no valor pecuniário de 2.500 euros, e que implica a edição da obra, é hoje entregue na sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia.

Este ano candidataram-se ao galardão 25 obras originais de poesia, que foram avaliadas por um júri constituído por Fernando Jorge da Silveira e Sousa Fabião, em representação da Associação Portuguesa de Escritores, Graça Pires, pela Câmara Municipal de Almada, e José Manuel Lourenço Matias, pela Sociedade de Língua Portuguesa.

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Almada recebe prémio da Rede Europeia de Gestão da Mobilidade

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Uma ideia simples premiada pela União Europeia. Um pacote de boas-vindas de mobilidade, criado em parceria pela Agência Municipal de Energia de Almada e para Câmara Municipal que – nada mais nada menos – serve para dar as boas-vindas aos novos residentes e promover a informação sobre os transportes públicos que existem no concelho.

ste projecto português foi distinguido, este ano, com o prémio da Rede Europeia de Gestão da Mobilidade e a repórter Filomena Barros foi conhecê-lo mais de perto.

O prémio foi entregue em Florença, Itália, a 9 de Maio. A cidade de Almada ficou na montra dos projectos europeus que servem de exemplo e este projecto aposta numa ideia simples: casa nova, novos hábitos.

Catarina Freitas, directora do Departamento de Estratégia e Gestão Ambiental Sustentável da autarquia e administradora delegada da Agência Municipal de Energia, explica que o projecto foi financiamento pelos apoios comunitários, mas envolveu também as empresas de transportes públicos.

Em concreto, este projecto consiste numa pequena caixa de cartão, com diversos folhetos, informação sobre horários, carreiras, percursos, de cada um dos 4 operadores de transportes do concelho e que são a Transtejo (para a ligação fluvial com Lisboa), a Fertagus (para o comboio da Ponte 25 de Abril), os autocarros da empresa Transportes Sul do Tejo e o Metro Sul do Tejo.

Durante o ano passado, este pacote de boas vindas foi enviado a 800 pessoas. 800 novos residentes do concelho de Almada, que compraram casa, uma vez que os dados são apurados através das Finanças. Cada um recebeu, por correio, este conjunto de informações e ofertas com o slogan “de um lado para o outro com um sorriso”. Um apelo em tom positivo, para levar as pessoas a experimentarem novos hábitos e mudarem mentalidades.

Segundo a directora do Departamento de Estratégia e Gestão Ambiental Sustentável da Câmara de Almada sublinha que projecto foi premiado, sobretudo, “porque pode ser aplicado em qualquer cidade, portuguesa e europeia”.

O pacote de boas vindas da mobilidade, criado pela Câmara de Almada e Agência Municipal de Energia, foi considerada a Melhor Prática Internacional de 2014, com potencial de transferência, pelo júri da Rede Europeia de Gestão da Mobilidade.

Um prémio não significa que o projecto esteja finalizado

O pacote boas-vindas de Mobilidade continua a ser distribuído aos novos residentes do concelho de Almada, mas, de futuro, poderá ter outras informações, nomeadamente da área da Cultura, Educação e Desporto.

Em entrevista à Renascença, o vereador da Mobilidade, Rui Jorge Martins, sublinha que esta iniciativa depende do envolvimento dos operadores de transportes da região, que devem apostar em mais e melhores serviços. Fala também do Plano da Mobilidade e Acessibilidades XXI, que mudou o concelho e reforça a necessidade de concretizar a expansão do Metro Sul do Tejo, para chegar aos outros municípios do Arco Ribeirinho.

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Autoeuropa paga prémio de 660 euros a cada trabalhador

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A Autoeuropa deverá pagar cerca de 2,1 milhões de euros de prémio anual aos trabalhadores da fábrica de Palmela, o que corresponde a uma média de 660 euros para cada um, disse ontem à Lusa uma fonte da empresa. A empresa não confirma oficialmente estes valores, alegando que é política da Autoeuropa não revelar os valores em causa, mas adianta que o prémio é pago, como habitualmente, em duas tranches, a primeira em Dezembro e a outra no mês de Março.

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