Tag: Presidente

Guerra das cartas abertas no Montijo

Presidente deu ordem para abrir correspondência da oposição.

O vereador do PSD da Câmara do Montijo, João Afonso, vai entregar no início da próxima semana uma queixa junto da Procuradoria- –Geral da República, sobre o que classifica de “promiscuidade e desrespeito pelo estatuto da oposição”. Em causa está, segundo afirma, “a decisão do presidente da câmara, Nuno Canta, de abrir a correspondência dos vereadores da oposição como se fosse um qualquer serviço da autarquia”. O vereador referiu que há duas semanas foi surpreendido com um ofício da GNR que lhe chegou às mãos, aberto. “Interroguei o presidente que me informou por email que dera ordem para a serem abertas as cartas que entram e saem da câmara”, referiu João Afonso, ao que acrescentou ter sido “proibido, enquanto vereador da oposição, de usar papel timbrado da câmara ao recusar as regras aplicadas aos restantes vereadores”. Também o vereador da CDU, Carlos Almeida, avançou que vai pedir a apreciação do Ministério Público. Nuno Canta, o presidente da câmara, garante que “faz parte das normas internas desde 2011 a obrigatoriedade de registo da correspondência da autarquia”. Mas sublinhou que “há que distinguir a correspondência privada da institucional; uma carta remetida por um munícipe é privada e não será aberta”. Nuno Canta pediu, entretanto, um enquadramento jurídico a vários juristas e está “disponível para quaisquer esclarecimentos a serem pedidos pelo Ministério Público”

Ler mais em:Correio da Manhã

Presidente da República esteve no Laranjeiro


9 de Março 2018
O Presidente da República assinala em Almada os seus dois anos de mandato.

Marcelo Rebelo de Sousa escolheu a Escola Secundária Professor Ruy Luís Gomes, no Laranjeiro, para uma aula/debate com estudantes do Ensino Secundário.

A iniciativa contou com a presença de Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA), e de João Couvaneiro, vice-presidente da CMA.

Veja mais em ::::> Câmara Municipal de Almada

Inês Medeiros – “Propus, a todas as forças, pelouros importantes. A porta continua aberta”

FRANCISCO ALVES RITO e MARIA JOÃO LOPES 10 de Novembro de 2017, 8:17

DANIEL ROCHA

É na Casa da Cerca, um espaço cultural em Almada com uma desafogada vista para Lisboa, que Inês de Medeiros conversa com o PÚBLICO. Dali vê-se o rio que a autarca vai atravessar até arranjar um sítio em Almada onde ficar. A ideia é dividir-se entre o novo trabalho e a família que está em Lisboa, aquela que será sempre a sua cidade, apesar de ter nascido em Viena e vivido ainda em Paris. O cinema e a representação serão sempre os seus amores iniciais, mas a política também a preenche. Percebeu a importância dela logo em menina, quando voltou a Portugal no pós-25 de Abril e a presenciou nas ruas. Aos 49 anos, vai abraçar uma autarquia, onde fez uma aliança com a direita, embora seja uma defensora da “geringonça” de esquerda na Assembleia da República: “Com esta solução governativa, o Parlamento ganhou um bocadinho mais da dignidade que merece.” Para Inês de Medeiros, a política é um espaço de liberdade. E, nesse aspecto, não tem dúvidas: o PS é o partido “mais tolerante e livre do espectro político”. Curiosamente, ainda não sentiu necessidade de ser militante.

Foi mandatária da juventude de Jorge Sampaio, mas na tomada de posse foi Mário Soares quem evocou. Porquê?


São duas referências absolutas para mim. No caso de Mário Soares, todos temos uma grande dívida para com ele naquilo que é a instalação de uma democracia livre. E está na altura, aqui em Almada, de haver uma reconciliação com o passado. Independentemente das lutas e dos conflitos que se viveram e muito intensamente neste concelho, é importante dizer que há pessoas que também são um símbolo de tolerância e convivência democrática. Se houve coisa que Mário Soares me ensinou foi a não ter medo. Não haver medos, não haver palavras proibidas. Não se trata obviamente de uma provocação, trata-se de uma homenagem a alguém que lutou pela democracia neste país, no pós-25 de Abril, e sempre lutou pela liberdade de todas as forças políticas sem excepção. É isso que importa relembrar.

Ganhou uma câmara histórica ao PCP. Vai governar com o PSD. Não é uma guinada demasiado forte para a “geringonça”?


Não devemos misturar assuntos nacionais com autárquicos. Há realidades locais particulares. Não creio que a “geringonça” – da qual sou uma defensora há muitos anos, antes de acontecer – esteja comprometida com o que aconteceu em Almada. Propus, a todas as forças, pelouros importantes. Aliás, a porta continua aberta. Negociámos com as três forças, só conseguimos concluir com o PSD. Não quer dizer que daqui para a frente não possa haver outras formas de colaboração ou novas configurações. Com o PSD não é uma coligação, é um acordo de governabilidade. E agradeço a disponibilidade do PSD para essa abertura. As eleições em Almada tiveram um significado especial, nomeadamente para a CDU. São 40 anos de um poder que nunca tinha mudado. É preciso dar tempo para as pessoas e as forças se conseguirem readaptar à nova realidade. A lei é como é: dá possibilidade a todos os eleitos de assumirem pelouros, embora limite a quantidade de vereadores a tempo inteiro que podemos ter.

Não tem receio que o eleitorado de esquerda se sinta traído?


Não. Quando o presidente Bernardino [Soares, em Loures] faz um acordo com o PSD em 2013, no auge da crise, acho que nada disso põe em causa o seu sentido de esquerda.

A direcção do PS disse-lhe algo sobre o entendimento com o PSD?


Não. Deu liberdade a cada município para fazer os entendimentos necessários. Há um entendimento muito claro de que uma coisa é a realidade nacional e outra coisa é a realidade autárquica. Mas, obviamente, temos a noção do impacto desta alteração em Almada.

Está preparada para ceder à direita?


Se tivesse, como gostaria de ter tido, vereadores com pelouro da CDU ou do BE também teria de negociar permanentemente.

Mas não lhe custaria tanto, sendo uma mulher de esquerda.


Há questões transversais. Todas as forças políticas, sem excepção, da esquerda à direita, têm noção de que é necessário atrair investimento para Almada. Nenhuma das forças envolvidas, com ou sem pelouros, deve estar fixada na cedência, é uma palavra que não faz sentido aqui, o que importa é encontrar os pontos de concordância. Temos um acordo de governação e é possível que haja matérias onde não chegaremos a acordo com o PSD, mas os vereadores sem pelouro também têm voto. Até agora, com o PSD de Almada as relações tem sido das mais cordiais, construtivas e disponíveis, com pontos muito concretosem que há concordância, como, por exemplo, na necessidade absoluta de atrair investimento ou a reabilitação do espaço urbano. E na criação de uma agência de desenvolvimento para Almada.


Com naturalidade. Não vou estar aqui a reproduzir frases sobre quem dança com quem. É preciso haver abertura dos dois lados e estamos certos de ter feito propostas à CDU que eram consistentes. Não eram de todo minimizadoras. Não quero entrar no detalhe das negociações.

Temos de lhe perguntar na mesma. Por que razão falharam as negociações à esquerda?


Por enquanto falharam, porque há contrapropostas que são feitas para serem recusadas. São mensagens muito claras. As conversas sempre correram muito bem, de forma afável e colaborativa, durante 15 dias. Foi algo surpreendente para mim que, na véspera da tomada de posse, houvesse uma alteração de posição. Considerámos que era uma grande alteração de posição relativamente àquilo que tinham sido os encontros anteriores.

>H3> E o Bloco de Esquerda?
O BE foi sempre muito claro, transparente. Anunciou que, não sendo decisivo para a criação de uma maioria, não estaria disponível para assumir pelouros de grande envergadura. Mostrou-se disponível para colaborar de outras formas. As portas continuam abertas.

Com a CDU, o que houve foi uma luta por pelouros?


A última proposta, a que a CDU chama contraproposta, era daquelas feitas para não serem aceites. É a leitura que fazemos.

Teve a ver com pelouros ou com regimes de permanência?


Infelizmente tinha a ver com pelouros. Nunca chegámos à fase — que, para mim, era mais importante — do debate programático. Fomos surpreendidos com esta contraproposta na véspera da tomada de posse à noite. Não havia sequer tempo para mais negociações até à tomada de posse. Era urgente começarmos a trabalhar. Por outro lado, também não posso não referir que a transição não se fez da melhor maneira ou da forma colaborativa que estaríamos à espera.

O que quer dizer?


Houve muito pouca transição de pastas. Mas, mais uma vez, isto já está a ser ultrapassado. O que quero deixar aqui muito claro é que as portas continuam abertas e não há um clima de tensão. Entretanto já voltámos a ter contactos com a CDU.


Que pelouros estavam em causa? Era o da cultura do qual não abria mão?


A cultura nunca esteve em cima da mesa, por razões evidentes. Não quero entrar no detalhe. As negociações devem ser feitas com recato, o mais importante é o resultado e a atitude daqui para a frente.

Reconhece o papel da CDU na governação do município mas diz que o modelo do PCP está esgotado. Porquê?


Qualquer poder inalterável há demasiado tempo cria inércias e perde algum sentido de urgência. Reafirmo que reconheço o papel do PCP, da APU e da CDU, no desenvolvimento de Almada e na superação de anos muito difíceis, como foram os 80 e 90, com a desindustrialização. E é justo prestar o devido tributo à ex-presidente da câmara, Maria Emília de Sousa, que esteve 26 anos na autarquia. O que se sentiu nos últimos oito anos, e muito neste último mandato, foi uma certa inércia e incapacidade de responder aos problemas mais prementes. É a dificuldade da política autárquica. O poder autárquico tem duas obrigações: responder às necessidades imediatas e projectar o município para o futuro.

Os seus parceiros de governação do PSD defendem uma auditoria às contas do município e dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento. Vai fazê-la?


É uma operação normal quando há uma alteração de gestão e de força política, normal no início de mandato. Não se trata de uma auditoria para estar a pôr em causa mandatos anteriores. É para sabermos a quantas estamos.

Era algo que já pretendia fazer?


Sim, mas com muita naturalidade. Não se deve dramatizar ou politizar esse acto.

Sente-se preparada para governar Almada ou está a refazer-se da surpresa?


Não foi uma total surpresa. Sobretudo no final da campanha sentíamos muito que alguma coisa ia acontecer.

Mas, quando partiu, achou que ia ganhar este bastião comunista?


Tinha perfeita consciência da dificuldade de ganhar, estava a concorrer com um poder instalado há quase 42 anos. Percebemos muito cedo que havia uma grande insatisfação, um sentimento de frustração com os últimos quatro anos. À medida que a campanha foi avançando, sentimos uma onda de entusiasmo maior. Comuniquei ao presidente da distrital de Setúbal e ao PS nacional: “Pode acontecer qualquer coisa em Almada”. O PS de Almada dizia que nunca tinha tido uma campanha assim. Não foi uma total surpresa, mas não podíamos calcular ao certo qual seria a dimensão. Acabámos, na recontagem, com 400 votos de diferença, uma pequena diferença.

E quanto a estar preparada? Quando interiorizou a vitória sentiu aquele frio no estômago como quando entra em palco?


[Risos] Numa analogia com o palco, devo dizer que só se tem o frio no estômago antes de entrar, depois esses temores desaparecem.

Começa a sentir-se bem nestas funções?


Começo. Sinto-me preparada e com uma equipa capaz e igualmente preparada para desempenhar estas funções.

Assumiu a reabilitação urbana como uma das prioridades. O Cais do Ginjal e a Cidade da Água vão avançar nestes quatro anos?


Posso garantir que tudo faremos para que avancem. O Cais do Ginjal está em consulta pública, teremos de nos reunir em breve com os promotores e detentores de grande parte do Ginjal para perceber quais os projectos para aquela zona, que considero prioritária. Tudo faremos para que, até ao final do mandato, a obra possa ter início. Na Margueira, felizmente, toda a questão da titularidade dos terrenos já está resolvida e há que abrir, quanto antes, o concurso internacional para iniciar o projecto.


Disse que quer um projecto em que a comunidade se reveja. Admite que o plano possa ser alterado?


O plano está feito e publicado, mas o projecto não está feito. O plano já prevê a possibilidade de pequenas adaptações. Terá de haver um concurso público para os investidores privados que ficarão encarregues do projecto propriamente dito. Também falei, no discurso de posse, da rampa da mobilidade [primeira medida como presidente] e fico muito feliz por saber que já está um projecto concluído, em pouco mais de uma semana. Já temos um primeiro projecto em cima da mesa e vamos poder avaliá-lo, orçamentá-lo e concretizá-lo. Há outros problemas quotidianos em Almada. A política de acessibilidades está parada e tem de ser retomada. Almada é referência em várias áreas, mas não está bem como concelho inclusivo. Há outros projectos que gostaria de iniciar rapidamente, como o Presídio da Trafaria. Nas grandes prioridades temos também a mobilidade, com dois contratos de concessão que têm de ser revistos, dos Transportes Sul do Tejo (TST) e Fertagus, e a higiene urbana.

É uma pessoa do teatro. O apoio ao Festival de Teatro de Almada é para manter, reforçar ou repensar?


É para manter, certamente. Gostava até que fosse para reforçar, mantendo a fortíssima identidade do festival, uma referência internacional e o maior evento teatral do país. Quero também deixar nota que a Mostra de Teatro de Almada, que junta grupos amadores e profissionais e está na 21.ª edição, merece ser mais promovida. Aproveito ainda para descansar algumas almas mais inquietas dizendo que o Sol da Caparica, um grande evento, também é para manter.

vEJA MAIS EM ::::> PUBLICO

Inês Medeiros Presidente da Câmara Municipal de Almada

28 de Outubro 2017
Teatro Joaquim Benite – Almada

veja mais em :::> Autárquicas 2017

Câmara Municipal de Almada

Inês de Medeiros tomou posse como Presidente da Câmara Municipal de Almada, numa cerimónia realizada no dia 28 de outubro, no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.

Inês de Medeiros torna-se assim na quarta Presidente da Câmara Municipal de Almada em funções desde as primeiras eleições autárquicas, em 1976.

A assistir ao ato de instalação dos órgãos municipais – Câmara e Assembleia – estiveram, entre outros, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, e a Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca.

Com a Tomada de Posse agora realizada, o executivo da CMA para o mandato 2017 – 2021 tem a seguinte constituição:

Presidente:
Inês de Saint-Maurice Esteves de Medeiros Victorino de Almeida – PS

Vereação
Francisca Luís Batista Parreira – PS
João Luís Serrenho Frazão Couvaneiro – PS
Maria Teodolinda Monteiro Silveira – PS
Joaquim Estêvão Miguel Judas – CDU
José Manuel Raposo Gonçalves – CDU
Maria Amélia de Jesus Pardal – CDU
António José de Sousa Matos – CDU
Nuno Filipe Miragaia Matias – PSD
Miguel Ângelo Moura Salvado – PSD
Joana Rodrigues Mortágua – BE

Na mesma sessão, José Courinha Leitão, eleito pelo PS, tomou posse como Presidente da Assembleia Municipal de Almada.

Veja Mais em ___> CM Almada

Foi com gosto que representei o povo do Barreiro sublinha Carlos Humberto, em carta dirigida ao Movimento Associativo

“Termino este período da minha vida com o sentimento de dever cumprido, que é diferente de afirmar que fiz tudo bem”, refere Carlos Humberto, numa Carta dirigida ao Movimento Associativo, no final do seu mandato como Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.


Amigos

Passaram 12 anos desde que assumi a presidência da Câmara Municipal do Barreiro. Chegou a hora de me despedir destas funções e de me despedir de vós.

Foi com gosto que representei o povo do Barreiro. Foi com enorme esforço que cumpri estes mandatos, mas foi também, com sentido de uma responsabilidade imensa.
Termino este período da minha vida com o sentimento de dever cumprido, que é diferente de afirmar que fiz tudo bem.

Sempre considerei e continuo a considerar que o movimento associativo, as IPSS são um pilar muito importante do desenvolvimento passado, presente e futuro do Barreiro.
Sempre considerei e continuo a considerar que o movimento associativo, as IPSS têm autonomia dos poderes que é necessário respeitar, preservar e aprofundar.

A cooperação e a proximidade que mantive com a generalidade do movimento associativo e das IPSS enquanto presidente de Câmara é para mim sinónimo de satisfação pessoal.
Quero, em meu nome, agradecer a forma como criámos e desenvolvemos relações institucionais e com muitos dos intervenientes, relações pessoais.

Foi um prazer ter criado e mantido uma estreita relação que em minha opinião, foi frutuosa para cada uma das entidades e para o concelho.
Nas novas funções que irei exercer, estarei sempre á vossa disposição.

Um abraço.
Carlos Humberto de Carvalho

Veja mais em ::::> rOSTOS

Inês de Medeiros: “Assustada não diria, mas é uma tarefa grande”

4 de Outubro 2017

Na noite eleitoral, o presidente cessante, Joaquim Judas, telefonou-lhe duas vezes mas não falaram sobre o futuro. Essa conversa começa agora, com todas as forças eleitas.

A presidente eleita está a resolver as últimas coisas no Inatel e no Teatro da Trindade, mas sabe que quer trabalhar em articulação com os outros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa porque sem isso não há soluções para questões essenciais como a mobilidade. Gosta de cacilheiros, sim, “esse é o transporte mais rápido, eficaz e limpo entre as duas margens”.

Não está assustada com a tarefa gigante que tem entre mãos?

ssustada não diria, porque sou uma otimista, mas estou consciente de que é uma tarefa grande. Todos nós que nos apresentamos a eleições temos de ter consciência de que representamos mais do que nós próprios e a nossa força partidária. O tempo da disputa política, que é saudável e desejável em democracia, acabou. Agora é trabalhar por aquilo que todos queremos, o bem do território e das populações.

Vai trabalhar com os eleitos dos outros partidos? Como vai organizar o executivo?

Ainda temos de conversar todos. Para já está tudo em aberto. Não é um caso único, há muitas câmaras onde não há maioria. Independentemente de qualquer tipo de acordo que venha a ser criado, ou não, o importante para Almada é termos sempre a noção de abertura, de diálogo e do envolvimento de todos para aproveitar a oportunidade que Almada tem neste momento, até pelo contexto que o país está a viver. Vai ser precisa a mobilização de todos.

Vai mesmo viajar todos os dias de cacilheiro entre Lisboa e Almada?

Acho que não me vão deixar, mas gosto muito de andar de cacilheiro, e é certamente o transporte mais rápido, eficaz e limpo entre as duas margens.

Quais são os projetos mais urgentes?

Muita coisa em Almada é urgente. A mobilidade é obviamente uma urgência. Com os candidatos do Partido Socialista, assinei um compromisso para o de­senvolvimento sustentável, sobretudo ao nível da mobilidade, que tem de ser vista dentro da Área Metropolitana de Lisboa. Outra questão primordial é a da eficácia da limpeza. Há dois grandes projetos para Almada que têm de avançar rapidamente, até porque têm um tempo de execução que é longo – os projetos da Margueira/Lisnave e do Ginjal. Ambos são essencialmente investimentos privados, mas importa que a câmara tenha uma visão a médio prazo. O projeto da Lisnave vai criar uma nova centralidade e os serviços têm de estar preparados. Há dois grandes contratos de concessão – dos TST e da Fertagus – que têm de estar finalizados até finais de 2019 e têm de ter em conta essa evolução. Nada disto pode ser tratado de forma isolada, mas sim ao nível de um plano integrado que junte a mobilidade, a reabilitação e os novos investimentos.

O desemprego continua a ser muito pesado no concelho?

Almada está com os piores resultados de Lisboa e Vale do Tejo na descida do desemprego, o que é incompreensível dada a situação geográfica. No último ano, tem piores resultados na retoma económica e do emprego do que o próprio Seixal, embora tenha mais potencialidades.

Tem 20 quilómetros de praias. Vai apostar no turismo?

Propomos o programa Costa Todo o Ano. O turismo massificado já não é solução, queremos apostar num turismo de qualidade e diversificado, desde a praia ao turismo desportivo e religioso. O Cristo Rei é o segundo monumento religioso mais visitado do país, mas isso não tem reflexos em Almada. Há que aplicar medidas, umas complicadas, outras simples, como o ordenamento do espaço, a sinalética, a reorganização de serviços eficazes e próximos.

Grande parte da população de Almada trabalha fora do concelho.

Muitos jovens disseram-nos que gostam de viver e estudar aqui, querem continuar mas não conseguem emprego. Não basta dizer que se apoia o empreendedorismo ou fazer startups. Tem de haver apostas específicas. Já existe o Madan Parque, ligado à FCT e que inclui as câmaras de Almada e do Seixal, um ninho de empresas ligadas à tecnologia. Agora queremos investir na responsabilidade social, que passa pelo desenvolvimento sustentável e pelo serviço a pessoas, com novos serviços que estão a surgir.

Vai apostar nos dois grandes festivais – o de teatro e o Sol da Caparica?

Claro. Almada tem o maior festival de teatro do país, uma referência – o Festival Internacional de Teatro de Almada. Não pondo em causa a sua ótima matriz artística, gostaria que invadisse as ruas e mobilizasse todo o concelho, tornando-o central nas festas de Almada, que poderá ser a grande cidade criativa das artes performativas. A aposta na cultura, mesmo ao nível das políticas sociais, é muitíssimo importante. Mas há ainda uma medida proposta pela Juventude Socialista que gosto de salientar. Há um problema com a instalação dos estudantes do polo universitário e há um problema de envelhecimento e de isolamento da população. A ideia é apoiar um arrendamento intergeracional.

Jovens a alugar quartos em casas de pessoas idosas?

Exatamente. Gosto que tenha sido proposto pelos jovens, conscientes de que isto é cada vez mais importante: tentar resolver uma questão de habitação e ter também efeitos benéficos no combate ao isolamento e pelo envelhecimento ativo.

Veja mais em ::::> Diário de Notícias

ALMADA | Marcelo Rebelo de Sousa visitou Arsenal do Alfeite

O Presidente da República visitou esta tarde o Arsenal do Alfeite, no concelho de Almada, “num momento muito especial para esta empresa” conforme referiu Marcelo Rebelo de Sousa

Acompanhado da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, do secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, e dos presidentes das Câmaras Municipais de Almada e Barreiro, o Presidente da República, visitou algumas das oficinas do Arsenal do Alfeite.

Na recepção à visita, a presidente do Conselho de Administração do AA, Andreia de Brito Bogas agradeceu a presença do Presidente e fez uma breve apresentação da empresa, dos objectivos e dos projectos futuros.

“Esta empresa tem 78 anos, e emprega 504 pessoas. E são os recursos humanos a força do Arsenal, que fazem desta empresa o que ela é. Por isso estamos a apostar no rejuvenescimento, com a entrada de novos empregados e na sua formação.”

Relativamente ao futuro, a presidente referiu o alargamento da Doca Seca, um investimento que rondará os 12 milhões de euros, a retoma da construção naval que foi iniciada com projectos de construção de embarcações de salvamento para a Marinha Portuguesa e a expansão do negócio, com reparação de navios da Marinha Real de Marrocos e das Filipinas.

Marcos Perestrello relembrou que Marcelo Rebelo de Sousa é o primeiro Presidente da República não militar a visitar o Arsenal, “que não recebia uma visita desta personalidade há cerca de 45 anos” e salientou “o momento de viragem que a empresa está a realizar, com o investimento na modernização, melhoria e expansão internacional”.

Marcelo Rebelo de Sousa frisou também “tratar-se de um momento muito especial esta visita, que é também uma homenagem do Presidente da República aos trabalhadores que dedicaram a sua vida à empresa e para quem deixo uma palavra de gratidão”.

Criticando as “vozes que nos últimos anos achavam que o Arsenal não voltaria a levantar-se”, garantiu que “não só provou que não vai parar como vai ter um futuro de sucessos e de internacionalização. Este é um futuro à medida do passado, e que já começou, com a ligação com a Armada Portuguesa, afinal uma história vivida em conjunto, porque não há Arsenal do Alfeite sem Marinha nem vice-versa.”

O Presidente afiançou que “o Governo está apostado no futuro do Arsenal do Alfeite, e todos sabemos que hoje há uma linha de rumo, com uma estratégia e não uma táctica a prazo. O investimento na formação para o seguro é um garante também para as comunidades desta zona, de onde vêm os trabalhadores”.

Por último, deixou “uma mensagem de confiança e esperança, algo que gostava de poder dizer a todas as instituições que visito, mas nem sempre é possível. Quero agradecer pelo que o Arsenal do Alfeite tem feito pelo país e pela Marinha Portuguesa, felicitar pelo passado e pelo futuro.”

O Presidente da República assinou ainda o livro de honra, inaugurou uma placa em leme, realizada por um dos empregados do Arsenal, e ainda teve tempo para umas selfies com os trabalhadores, além da programada fotografia de grupo.

Veja mais em Diário do Distrito

Donald Trump já é o novo Presidente dos Estados Unidos 1

Aos 70 anos, o republicano é o homem mais velho a assumir a Presidência.


O multimilionário Donald Trump, de 70 anos, tomou posse hoje numa cerimónia pública junto ao Capitólio, em Washington, tornando-se no homem mais velho a assumir a Presidência dos Estados Unidos. Ao meio-dia (hora local) de Washington (17h00 em Lisboa), Trump prestou juramento como 45.º Presidente dos Estados Unidos, sob o olhar atento de uma multidão dividida entre o fervor dos apoiantes e os receios dos críticos. Fontes oficiais anteveem que entre 800 mil a 900 mil pessoas estarão hoje em Washington para assistir à cerimónia, aos festejos associados ou participar em várias ações de protesto previstas. A cerimónia assume o controlo da capital federal com fortes condicionamentos na circulação de pessoas, carros e transportes públicos. Cerca de 28.000 elementos das forças de segurança estão destacados. 17h00: Barack Obama deixa Washington no helicóptero presidencial

Confrontos com a polícia em manifestações anti-Trump

Várias centenas de manifestantes anti-trump envolveram-se em confrontos com a polícia após o protesto em Washington se tornar violento. Ativistas vestidos de negro e com a cara tapada partiram vidros, derrubaram caixotes do lixo e danificaram carros enquanto marchavam Os manifestantes empunhavam cartazes onde se lia “Façam que os Racistas voltem a ter medo” (um trocadilho com o slogan original de Trump ‘Tornar a América grande outra vez'”.

Os ativistas bloquearam o acesso de alguns apoiantes de Trump à cerimónia, pelo que a polícia teve que intervir. A polícia surgiu no local, munida com bastões e viseiras, para tentar travar os manifestantes. Também no local estavam membros das forças policiais em motos, de forma a encurralar os ativistas.

Muitos entoavam frases a insultar Donald Trump, que hoje toma posse em Washington como 45.º Presidente dos Estados Unidos. De acordo com a estação britânica BBC, apoiantes de Trump gritavam contra os manifestantes. A agência noticiosa francesa AFP relatou que a polícia disparou gás para dispersar os manifestantes, que arremessavam pedras contra as forças policiais.

Ler mais em: Correio da Manhã

Presidente da autarquia do Seixal no Parlamento Europeu para falar sobre Cidades Sustentáveis

cmseixal

Joaquim Santos apresentou o tema “O papel dos transportes públicos para cidades sustentáveis – o caso da AML, desafios e políticas alternativas”.

A escolha desta temática prende-se com o papel dos transportes públicos para as cidades sustentáveis, ao nível do Concelho do Seixal, mas também na Região Metropolitana, face às inúmeras interdependências que existem entre os vários concelhos, mas principalmente com a cidade de Lisboa.

Entende o autarca que “dentro das diversas componentes que podem contribuir para uma melhor sustentabilidade urbana, o sistema de transportes será um dos principais, em termos da mobilidade das populações, mas também das questões ambientais e mesmo da própria configuração da urbanização das nossas cidades”.

Veja mais em ::::> Diário do Distrito

Presidente da República adverte que meios da Marinha são insuficientes

Arsenal do Alfeite

Arsenal-do-Alfeite_36_thumb

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que os meios da Marinha “ainda são insuficientes” para as missões que tem a cargo e afirmou esperar que seja possível reforçar os meios disponíveis.

“Há uma programação para a construção, em curso, e porventura para a aquisição de novos meios. Mas os meios de que dispõe a Marinha portuguesa ainda são insuficientes para as missões que tem a cargo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou hoje pela primeira vez a Marinha, na Base Naval do Alfeite, Almada.

Marcelo Rebelo de Sousa, que foi acompanhado na primeira parte da visita pelo ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, visitou o navio de patrulha oceânico Viana do Castelo e o submarino Tridente, assistindo em seguida a um desfile dos militares.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Seo wordpress plugin by www.seowizard.org.