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António Costa promete investimento de 1,7 milhões de euros na Margem Sul

11 de Outubro 2017

O primeiro-ministro garantiu aos presidentes das câmaras de Almada, do Barreiro e do Seixal fazer avançar projetos em que haja manifestações de interesse por parte de privados.

A reunião que juntou os autarcas de Almada, do Barreiro e do Seixal e o Primeiro-ministro, António Costa, aconteceu há cerca de duas semanas e juntou também à mesa os ministros do Mar, Infra-estruturas e Ambiente.

A reunião tinha como objetivo perceber os avanços dos projetos que os autarcas consideram estruturantes nos antigos terrenos da Lisnave (“Cidade da Água na Margueira”), Quimiparque (“novo terminal de contentores do Barreiro”) e Siderurgia Nacional (instalação de novas indústrias no Seixal).

Todos estes projetos dependem de questões administrativas, decisões políticas e resolução de passivos ambientais.

Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, em declarações ao Jornal de Negócios desta segunda-feira, 21 de novembro, salientou que esta reunião com António Costa foi “um bom sinal”. Da parte do chefe do Executivo, os responsáveis das autarquias obtiveram garantias do Governo para executar os projetos, difundidos através do Lisbon South Bay pela Baía do Tejo, empresa do universo Parpública.

Segundo Carlos Humberto, o governo de António Costa olha para o projeto como “de interesse nacional”, e por isso, entende que “deve ser visto como um todo” e reconhece a sua importância “como dinamizador regional”.

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Almada. E agora? 4-4-2-1

E agora? Ninguém fecha a porta, poucos abrem janelas

02/10/2017

Inês de Medeiros ganhou mas sem maioria. A distribuição de vereadores parece uma tática de futebol: 4-4-2-1, tendo o BE apenas um vereador e mantendo o PSD dois vereadores. Na Assembleia Municipal, onde se aprovam os orçamentos, CDU e PS mantém-se empatados, com 11 deputados cada, tendo o BE outros 4. Agora é tempo de fazer contas. O Bloco de Esquerda sozinho, apenas com um vereador, não chega para o PS ficar confortável, por isso deve ser para o PCP (ou para o PSD) que Inês de Medeiros terá de se virar. Com o clima de “geringonças” no ar, a batata-quente vai para os comunistas, que são, a par do BE, o parceiro preferencial do PS. Também na Assembleia, a soma do PS com o BE não é suficiente.

Confusão instalada, mas PCP perdeu mesmo Almada. E por mais votos. E agora?

MAI nega recontagem mas presidente cessante fala em problemas em duas mesas de voto que levaram a retificação das contas. Nada feito. Almada é mesmo do PS, e por mais 100 votos do que se pensava.
Almada acordou e já não era comunista. “E agora?” Quem dirige associações no concelho acordou realmente com dúvidas sobre a interferência direta de umas eleições na sua vida. Sensação estranha para quem vive naquele concelho que nunca conheceu outra cor que não o vermelho puro. “É agora que acabam com a ECALMA”, o equivalente à EMEL em Lisboa, ouve o Observador à hora de almoço num restaurante no centro da cidade. É certo que a câmara fugiu da CDU e passou pela primeira vez para as mãos do PS, mas, pormenor: não fazia parte das propostas do PS acabar com aquela empresa municipal de estacionamento. Só PSD e CDS defendiam a sua extinção. Mas não faz mal. “O que importa é mudar, já estavam lá há muito tempo”, diz a dona da mercearia mais concorrida da Cândido dos Reis de Cacilhas.
O sentimento generalizado é esse: mudar. E não são só os mais jovens que o dizem. Perto da mercearia, também um funcionário do restaurante ao lado está “satisfeito com a mudança”. E não é que não gostasse daquele que foi presidente da câmara comunista nos últimos quatro anos, mas “havia muitas maçãs podres naquela equipa, demasiado agarrados ao poder”. Do outro lado da estrada é a sede do PS local, que ainda tem uma faixa grande a dizer “Inês de Medeiros PS”. Aponta para lá com os olhos. “Pode ser que mude”. E encolhe os ombros. É aí que o tema ECALMA volta à baila. “A CDU foi muito prejudicada pela caça à multa que a ECALMA anda a fazer há pelo menos dois anos”, diz, contando que num mês tem uma média de três ou quatro multas de estacionamento, apenas por parar o carro para cargas e descargas.

Por esta altura, tudo estava como quando Almada se foi deitar: uma vitória tangente do PS por 213 votos. Mas a meio da tarde, a confusão instalou-se. Afinal, Inês de Medeiros e o PS não tinham ganho. A CDU estava outra vez na frente. Toda a gente tinha dúvidas. O site oficial do Governo, que tinha fechado a contagem de Almada já a noite ia longa, reiniciou a contabilização e a atribuição de mandatos. O que aconteceu? Questionado pelo Observador, fonte do Ministério da Administração Interna rejeitou que tivesse havido “qualquer processo de recontagem dos votos”, e o mesmo disse o presidente da câmara cessante, Joaquim Judas, ao Observador: “Não pedimos nenhuma recontagem”. Mas a verdade é que os dados voltaram a ser atualizados, e do PSD ao PS todos foram surpreendidos com isso esta tarde. Seria o PCP a fazer a última tentativa de agarrar uma das suas câmaras mais queridas? Talvez, ouvia-se no PS entre risos, desde o presidente da junta da Costa da Caparica, cujos dados foram os últimos a ser inseridos, a algums deputados nacionais provenientes do concelho. Ninguém sabia bem o que se estava a passar.
“O facto de surgir a freguesia da Costa Caparica por apurar, deve-se apenas à necessária correção de anomalia – que se encontra a decorrer – na ordenação dos partidos na freguesia da Caparica, sendo expectável que no final da tarde a situação esteja resolvida e apresentando os dados corrigidos”, disse fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) ao Observador, explicando que a anomalia se deveu a uma queixa do PCTP/MRPP, que alegava não aparecer na ordem correta de correlação de forças políticas no site do Governo. Em todo o caso, os telefones não pararam. No avançar da noite de domingo houve, sim, uma recontagem, mas na freguesia da Caparica/Trafaria, onde os resultados que o PS tinha em mãos não batiam certo com os resultados que estavam a ser contabilizados pelo MAI. PCP e PS conversaram via telefone, noite dentro, e viriam a ser informados de que, afinal, os 213 votos que os separavam no concelho eram afinal “uns 400”. Mas não seria esse o número final. Ao final da tarde, depois de tantos avanços e recuos, contagens e retificações, o PS vencia por 313 votos.
Ao Observador, Joaquim Judas confirmou esta tarde que houve de facto “problemas em duas mesas de voto”, onde o somatório “não batia certo entre a abstenção e o número de votantes”. Terá então sido o MAI que “chamou a atenção” para essas discrepâncias, levando a Assembleia de Apuramento Geral a ter de reabrir os votos já lacrados e a introduzir de novo a contabilização. De todo o modo, nada feito. A câmara de Almada passou mesmo para as mãos dos socialistas. Assim como a do Barreiro e de Alcochete, e o PCP perderia também a maioria absoluta no Seixal e em Palmela.
O que se passou? Mais gente votou e só CDU perdeu votos. Todos os outros ganharam

A surpresa foi generalizada, mas há explicações para todos os gostos. Joaquim Judas (PCP) experimenta dizer que a vitória do PS se deveu ao facto de a junta de freguesia da Costa ser socialista há quatro anos e ter capitalizado o “grande investimento que a câmara fez” naquela zona das praias (foi a grande expressão do PS na Costa e na Charneca que deu vantagem aos socialistas). Mas não é essa a leitura que os restantes partidos fazem. Ora por “inação” da câmara comunista nesta campanha e nos últimos quatro anos, que muitos notam não ter obra para mostrar nem sequer ter feito uma verdadeira campanha eleitoral nas ruas, ora pelo “élan do PS no Governo”, que ainda beneficia de um grande “estado de graça”, “a CDU foi penalizada nas malhas urbanas próximas de Lisboa”, analisa Nuno Matias, o candidato do PSD a Almada, que se mantém como vereador.

O estado de graça do PS nacional por um lado, e o estado de desgraça do PSD, por outro. Mas Nuno Matias rejeita que tenham saído votos do PSD para o PS no concelho de Almada. “O peso dos partidos ainda é muito grande na hora de votar e em Almada há uma grande tradição do voto”, diz. Então, se os votantes da CDU se mantiveram fiéis, de onde surgiram os votos extra que foram parar ao PS? Da abstenção, dizem todos.

As contas são simples: apesar de só ter havido mais 775 novos inscritos em Almada, houve cerca de 6 mil votantes a mais face a 2013 (5.933, mais precisamente). Houve também menos 892 votos em branco e menos 1081 nulos. Logo, houve mais gente a votar em partidos. Em quais? No PS, que teve mais cerca de cinco mil votos (4.911) do que há quatro anos, no Bloco de Esquerda, que teve mais cerca de três mil (3.159), e até no PSD e no PAN, que tiveram cada um mais cerca de mil votos. Até o CDS aumentou 300 votos em relação à eleição anterior. Só a CDU perdeu eleitores: menos cerca de três mil (2.969).

oana Mortágua, a candidata que o Bloco de Esquerda elegeu em Almada, diz que a mudança que surpreendeu tudo e todos não foi assim tão surpreendente. “Sentíamos na rua uma vontade de mudança, de ideias novas, muita gente dizia que Almada estava estagnada e não estava a acompanhar os sinais de desenvolvimento de Lisboa, aqui mesmo ao lado”, diz. Nuno Matias, do PSD, concorda. “Só surpreendeu a quem não andou na rua”, diz, notando que era visível o facto de a câmara comunista já ter conhecido melhores índices de popularidade. Ou seja, não terá sido tanto por mérito da candidata, mas mais por “vontade de mudança”.
Surpreendeu a quem não andou na rua e à própria presidente eleita. Inês de Medeiros admitiu esta segunda-feira ao Expresso e à TSF que a vitória tinha sido uma surpresa. “A determinada altura da campanha percebemos que podíamos ter um bom resultado. Mas a CDU tinha maioria absoluta. E este era um concelho com elevada taxa de abstenção. Em 2013 tinha tido 60%. Portanto era difícil perceber se conseguiríamos ganhar”, disse ao Expresso. A ex-deputada e atual presidente do INATEL vive em Campo de Ourique, em Lisboa, e garante que não vai mudar de residência para dirigir os destinos do outro lado do Tejo. “A margem sul é muito perto. Esta pode ser uma boa oportunidade para acabar com esse estigma do rio intransponível entre as duas cidades”, diz, mostrando-se defensora do “cacilheiro”. “Por mim vou de cacilheiro para Almada. Só se não me deixarem… mas logo se vê”, disse ao mesmo jornal. Certo é que se for de carro irá em contra-corrente, o que a fará escapar do trânsito matinal e de fim de tarde nas portagens para a ponte 25 de Abril.

E agora? Ninguém fecha a porta, poucos abrem janelas

Inês de Medeiros ganhou mas sem maioria. A distribuição de vereadores parece uma tática de futebol: 4-4-2-1, tendo o BE apenas um vereador e mantendo o PSD dois vereadores. Na Assembleia Municipal, onde se aprovam os orçamentos, CDU e PS mantém-se empatados, com 11 deputados cada, tendo o BE outros 4. Agora é tempo de fazer contas. O Bloco de Esquerda sozinho, apenas com um vereador, não chega para o PS ficar confortável, por isso deve ser para o PCP (ou para o PSD) que Inês de Medeiros terá de se virar. Com o clima de “geringonças” no ar, a batata-quente vai para os comunistas, que são, a par do BE, o parceiro preferencial do PS. Também na Assembleia, a soma do PS com o BE não é suficiente.

“Não fui contactado para nada, mas não fecho portas nem abro janelas”, diz o social-democrata Nuno Matias quando questionado sobre se aceitaria integrar o executivo do PS numa perspetiva de bloco central. “Depende das condições, só se pudéssemos implementar muitas das nossas propostas, mas se for para vir executar o programa dos outros, não obrigado”, diz, não rejeitando totalmente a ideia de ficar com pelouros num executivo dirigido pelos socialistas. Em todo o caso, uma vez que PS e PCP são parceiros nacionais, o que fará mais sentido é uma geringonça local.

A bola está do lado do PS. Inês de Medeiros, nas mesmas declarações ao Expresso, desvaloriza a necessidade de acordos para já. “Não creio que as pessoas estejam neste momento preocupadas em saber que tipo de acordo vamos fazer. Temos tempo para pensar com calma”, disse, sublinhando que a autarquia será “governável”. Mas se a ex-deputada socialista se virar, como se prevê, para a CDU, não é certo que a CDU esteja de braços abertos. “O plano nacional é uma coisa, onde há uma dinâmica de recuperação de rendimentos e de direitos dos trabalhadores, outra coisa é a dinâmica local, onde não há isso“, diz Joaquim Judas ao Observador, sublinhando a “impreparação” e “falta de propostas” da candidatura do PS. E deixa uma indicação enigmática: qualquer acordo “dependerá da inteligência” da autarca socialista-que-nunca-pensou-vir-a-ser.

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Duas dezenas de militantes demitem-se da Comissão Política do PS Seixal

Demissões deveram-se a discordâncias em relação aos nomes escolhidos para as autárquicas e pela forma como o processo foi conduzido.

Cerca de duas dezenas de militantes socialistas apresentaram a sua demissão da Comissão Política Concelhia do Seixal, mostrando desacordo com os nomes escolhidos para as autárquicas e pela forma como o processo foi conduzido

Na última reunião da comissão política, realizada na sexta-feira passada, deram entrada dois documentos. O primeiro era um pedido de impugnação da reunião da comissão, considerando que existem “irregularidades à convocatória da mesma”, e o segundo intitulado “Documento de Suporte a uma Demissão Colectiva”. “Para além das irregularidades, todo o processo de escolha dos candidatos foi um processo fechado. Esta lista escolhida está fadada ao insucesso”, disse à Lusa José Geraldes, porta-voz dos militantes que apresentaram a sua demissão.

No documento entregue, a que a agência Lusa teve acesso, é referido que aprovação das listas dos representantes do PS aos órgãos autárquicos deveria ser um momento de união e de convergência de esforços e “não um momento de fractura e confronto”. “A apresentação, na última CPC, dos nomes dos cabeças de lista à Assembleia Municipal e à Câmara, sem prévia divulgação e discussão, transformou a CPC num local de voto ridículo e inédito no Partido Socialista do Seixal”, salienta.

O documento explica que as “regras de funcionamento têm sofrido sucessivos atropelos”, dando como exemplos a ausência de atas das reuniões realizadas, o não cumprimento do prazo de 48 horas para conhecimento prévio, aos membros da CPC, da documentação susceptível de discussão e votação ou a existência de militantes com quotas por regularizar e que tomam parte das decisões e votações ocorridas. “Consideramos, finalmente, que tal enumeração de anomalias e irregularidades consubstancia a possibilidade de tornar nulas e sem efeito as deliberações tomadas por esta CPC”, acrescenta o documento.

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Francisca Parreira integra comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos

Francisca Parreira, deputada socialista eleita pelo círculo de Setúbal

é um dos quatro deputados indicados pelo partido para integrarem a nova comissão de inquérito parlamentar sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD), proposta de forma potestativa pelo PSD e CDS-PP.

A também presidente da Comissão Política Concelhia de Almada, tomou posse ontem, 14 de março, conjuntamente com Eurico Brilhante Dias, Odete João e Luís Testa.

O PS indicou como vice-presidentes João Paulo Correia, que será o coordenador dos deputados do PS nesta comissão parlamentar de inquérito, o porta-voz do partido, João Galamba e ainda Filipe Neto Brandão.

Paulo Correia e Galamba repetem presença nesta segunda comissão de inquérito, que vai apreciar a atuação do Governo na nomeação e demissão da anterior administração da CGD.

O Setubalense/Zoomonline

Deputados do PS pedem explicações sobre escolas em Almada e Seixal

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Os deputados do PS eleitos por Setúbal defenderam hoje o reinício das obras nas escolas secundárias João de Barros, no Seixal, e Monte da Caparica, em Almada, alertando que os alunos estão a ter aulas em contentores.

As obras pararam em 2011, depois de terem sido iniciadas em outubro de 2010.

Os deputados socialistas apresentaram um requerimento ao Governo, pedindo explicações sobre o estado em que “se encontram os processos de requalificação das obras nas escolas e para quando está decidida a data de reinício das intervenções”.

A coordenadora regional dos deputados do PS de Setúbal, Eurídice Pereira, considerou que “não é possível” que as obras fiquem pelo quinto ano consecutivo paradas, lembrando os “prejuízos para o desenvolvimento normal das atividades letivas”.

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Queda do Governo ouve-se no estrangeiro

Do Reino Unido aos EUA e da Alemanha à Grécia, os sites noticiosos do mundo mostram-se atentos ao que se passa na actualidade política portuguesa.

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A queda do Governo de Pedro Passos Coelho está a merecer algum destaque na imprensa internacional, não obstante o desfecho do debate parlamentar desta terça-feira ter sido previsível.

A agência Reuters refere que o Governo cai depois de deputados de esquerda terem rejeitado o centro-direita. A agência recorda que esta foi a primeira vez que um Parlamento da terceira república forçou a queda de um governo logo ao primeiro obstáculo desde 1974.

O Wall Street Journal refere que o governo português caiu devido à revolta contra as medidas de austeridade e diz que aumentou agora a pressão sobre Cavaco Silva para nomear um primeiro-ministro socialista, em desacordo com as medidas europeias de austeridade, enquanto o site da Bloomberg mostra uma fotografia de Passos a olhar para o ar, debaixo da manchete “Governo português cai depois de deputados rejeitarem plano de Coelho”. O Guardian também associa a queda do Governo de Passos à revolta contra as medidas de austeridade mas o The Telegraph opta por realçar que Portugal encontra-se agora em rota de colisão com a União Europeia, depois da queda do Executivo.

O site alemão N24 também esteve atento ao que se passava em Lisboa, indicando que o Governo caiu depois de uma moção de rejeição levada a votos pelos deputados.

Também na Grécia a sorte do governo português mereceu destaque, com o site ERT a noticiar a queda do Governo, provocada pelos partidos de esquerda.

Em Espanha, o El Mundo diz que a “esquerda derruba o governo de Passos Coelho, o mais breve de Portugal” e o ABC diz que o “voto da esquerda faz cair o Governo de Passos”.

O site do Le Monde, em França, coloca a notícia da queda do Governo em grande destaque e o Le Figaro também, usando até a mesma imagem e quase o mesmo título.

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Governo derrubado

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A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi hoje aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, o que implica a demissão do executivo PSD/CDS-PP. Esta moção teve 107 votos contra provenientes das bancadas do PSD e do CDS-PP. A rejeição do Programa do Governo exige o voto de uma maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções, ou seja, pelo menos 116 parlamentares e, segundo o artigo 195.º da Constituição, implica a demissão do executivo, que se manterá em gestão até à posse de um novo Governo.

A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi hoje aprovada com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, o que implica a demissão do executivo PSD/CDS-PP. Esta moção teve 107 votos contra provenientes das bancadas do PSD e do CDS-PP. A rejeição do Programa do Governo exige o voto de uma maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções, ou seja, pelo menos 116 parlamentares e, segundo o artigo 195.º da Constituição, implica a demissão do executivo, que se manterá em gestão até à posse de um novo Governo.

19h16- O Partido Socialista Europeu (PSE) congratulou-se hoje com “o acordo histórico” entre os partidos políticos portugueses de esquerda e exortou o Presidente da República a dar ao PS um mandato para formar Governo

19h22- Pontos essenciais dos acordos do PS com o BE, PCP e PEV.

18h57- CDS-PP diz que “voto popular perdeu” em dia triste para a democracia.

18h38- PAN votou rejeição do programa por não ir ao encontro aos valores do partido.

18h46- O líder socialista, António Costa, mostrou hoje “respeito e consideração” pelo primeiro-ministro demitido, desejando manter a “cordialidade democrática”, e desvalorizou a ameaça do vice-primeiro-ministro de vir a protagonizar uma oposição feroz ao futuro Governo do PS, atribuindo-a à “emoção”.

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PS vence Legislativas em todos os concelhos do distrito

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O PS ganhou as Eleições Legislativas de domingo em todos os concelhos do distrito de Setúbal, tendo obtido um total de 34,31% dos votos (contra os 27,74% de 2011) e eleito sete deputados, mais dois que em 2011.

Ainda que, nas Legislativas de 2011, o PSD e o CDS-PP não tenham concorrido em coligação, mas sim separadamente, somando as percentagens de votos que os dois partidos obtiveram nesse acto eleitoral, verifica-se uma redução abrupta da votação nestes partidos, o que se traduz na queda da Coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) para segunda força política mais votada no distrito, com 22,59% de votos, contra os 36,67% de 2011, que passa de sete para cinco deputados. A CDU foi a terceira força mais votada no distrito, com 18,8% dos votos (19,9% em 2011), mantendo o número de deputados (três), apesar da perda de votos. O BE, quarta força mais votada na região, aumentou a votação de 6,73% para 13,05%, ganhando mais um deputado, num total de dois. Recorde-se que o número total de deputados pelo Círculo Eleitoral de Setúbal passou de 17 para 18.

As restantes 11 forças políticas que concorreram a este acto eleitoral obtiveram percentagens de votos abaixo dos 2%, não conseguindo eleger qualquer deputado pelo distrito. A abstenção aumentou ligeiramente, passando de 40,65% para 41,67%.

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Costa quer dar “tradução política” à vontade da “esmagadora maioria dos portugueses”

PS está a “trabalhar na plataforma de um Governo”, disse o líder socialista depois de uma reunião com Cavaco. Costa quer ter “posição consolidada”até ao final da semana.

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PS está a “trabalhar na plataforma de um Governo”, disse o líder socialista depois de uma reunião com Cavaco. Costa quer ter “posição consolidada”até ao final da semana.

O secretário-geral do PS informou esta sexta-feira o Presidente da República sobre os contactos que tem mantido com os partidos, nomeadamente à esquerda, para a constituição da “plataforma de um Governo”, mas não revelou a posição de Cavaco Silva.

“Todos temos estado a trabalhar, não no programa de cada um dos partidos – cada um tem a sua própria autonomia e expressa aquilo que é posição de cada um dos partidos – mas, a trabalhar naquilo que importa, trabalhar na plataforma de um Governo”, disse.

Para Costa, essa “plataforma” deve dar “tradução política” à vontade expressa pela “esmagadora maioria dos portugueses” nas eleições legislativas de 4 de Outubro: uma “mudança” de políticas.

Questionado pelos jornalistas sobre a recepção de Cavaco às reuniões com PCP e Bloco de Esquerda, nas quais ganhou força a hipótese de criar um Governo liderado pelo PS e viabilizado pela esquerda, Costa disse apenas: “Não vi nenhuma proposta [à esquerda] que não correspondesse às preocupações do Presidente.”

Adiantando esperar ter até ao final da semana “uma avaliação final” do trabalho que está a realizar com as diferentes forças políticas para transmitir ao chefe de Estado, António Costa referiu que para já transmitiu a “avaliação preliminar” que faz dos contactos que já manteve e sobre a criação de condições para exista um Governo “estável, credível e consistente”.

“Ninguém teve maioria, todos temos que ter a humildade de fazer um esforço de aproximação das posições políticas de uns e outros”, referiu o socialista.

Costa diz que é prematuro traçar cenários porque “há conversas que estão ainda marcadas com diversas forças políticas”.

O PS continuou esta segunda-feira o seu périplo pelas forças com representação parlamentar. O dia político ficou marcado pelo encontro com o Bloco de Esquerda. Foi uma reunião “muito interessante” na qual foi possível identificar “matérias passíveis de convergência”, afirmou Costa no final do encontro.

Catarina Martins foi mais longe: “O governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas acabou hoje.”

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PS encerra campanha em Almada na sexta-feira

Líder socialista almoçou esta terça-feira em Setúbal.

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O PS encerra a sua campanha na sexta-feira com um comício em Almada, uma escolha que se justifica pela aposta feita na concentração de votos nos socialistas, num município cuja autarquia é considerada um bastião comunista.

Após o almoço da Trindade seguido da tradicional descida do Chiado, em Lisboa, o PS tem no comício da Praça São João Baptista, em Almada, o seu segundo principal momento do último dia de campanha.

Fonte socialista referiu à agência Lusa que a troca de Lisboa por Almada pela realização do último comício se relaciona com a “aposta forte” que o PS está a fazer no distrito de Setúbal nestas eleições legislativas.

“Nestes últimos quatro anos, o distrito de Setúbal foi abandonado pelo Governo, com várias empresas a fecharem, tendo sido dizimado pelo desemprego”, disse.

Mas, sobretudo nos últimos dias, o PS tem aumentado o tom dos seus apelos ao voto útil, invocando que a questão do dia 4 de outubro se coloca apenas entre saber se se mantém um Governo PSD/CDS ou se há uma mudança para um Governo socialista.

Comício em Setúbal
Esta terça-feira, num almoço comício em Setúbal, o secretário-geral do PS, António Costa, numa crítica à estratégia eleitoral que tem sido seguida pelo PCP e Bloco de Esquerda, recomendou aos partidos à esquerda dos socialistas que ataquem a maioria PSD/CDS-PP e Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, não devendo desperdiçar “energia” enfrentando o PS.
“Estamos sozinhos contra a direita toda unida, a disputar palmo a palmo a vitória nestas eleições. O mínimo que se pede a essas outras forças políticas é que, ao menos, concentrem a sua energia, o seu discurso, o seu ataque, na direita, e não desperdicem energia a atacar o PS”, advogou Costa.

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