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PSD acusa câmaras do distrito de cobrarem IMI demasiado elevado

2017-12-19 23:50:27

O presidente da distrital de Setúbal e deputado do PSD, Bruno Vitorino, acusa as Câmaras Municipais da região de aplicarem as taxas máximas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) aos munícipes e em troca prestarem apenas os serviços mínimos.

Numa nota de imprensa divulgada esta terça-feira, o social-democrata refere que «vivemos num distrito onde o PS e o PCP cobram as taxas de IMI mais altas do país, mas que depois falham nos serviços básicos, como é o arranjo de passeios, a reparação de estradas, a limpeza dos espaços públicos, na recolha do lixo».

O presidente da distrital falava duranta a IV Reunião Geral de Autarcas Social Democratas da região, que decorreu no sábado em Palmela.

«No entanto, existem casos de autarquias que cobram também taxas elevadas de IMI, mas o valor que os cidadãos pagam é aplicado no melhoramento do concelho e da qualidade de vida das populações. Parece que para PS e PCP ter casa própria é crime, tendo em conta o castigo que é aplicado aos munícipes, a terem que pagar impostos elevadíssimos».

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MONTIJO | Hora de discórdia entre gestão socialista e oposição reduzida à CDU

06/12/2017

Nova agenda de início para reuniões de câmara aprovada perante troca de acusações. Proposta apresentada por Nuno Canta passou com os votos socialistas. CDU votou contra e a bancada do PSD/CDS esteve “às moscas”

A gestão socialista fez hoje passar a proposta apresentada na reunião do executivo camarário, nos Paços do Concelho, que define as 15h00 como novo horário para início da realização das sessões de câmara neste mandato. A proposta (que registou quatro votos a favor e dois contra) mereceu dura contestação da oposição, ontem reduzida aos vereadores da CDU, Carlos Jorge de Almeida e Juleca Abibo (esta última em substituição de Ana Baliza), já que a bancada do PSD/CDS ficou deserta – sem o vereador João Afonso nem alguém que assegurasse a substituição.

De resto, João Afonso justificou a ausência, por motivos profissionais, apenas à vereação da CDU, conforme viria a revelar Carlos Jorge de Almeida, perante o espanto do presidente da Câmara, Nuno Canta, que considerou: “A informação ser transmitida à CDU e não à Câmara é um problema do PSD.”

O novo agendamento de horário foi amplamente criticado pelo vereador da CDU. “Cumpriu-se a grande ambição do ‘vale tudo’ em exercício na gestão municipal em Montijo dirigido a assegurar aquele que é o objectivo único da sua prática política ganhas as eleições: perpetuar o exercício do poder pelo poder. Continua a impor-se aos eleitos e às forças políticas que representam, o inadmissível agendamento de sessões ordinárias, quinzenalmente, para as 15h00 de quartas-feiras”, começou por dizer Carlos Jorge de Almeida, adiantando que a justificação socialista “é um insulto à inteligência de todos os montijenses”.

O autarca da CDU considerou a medida como “um ajuste de contas” do presidente para com os montijenses, por o socialista não ter ainda “digerido a opção dos eleitores que em 2013 colocaram a avaliação da gestão PS em minoria clara”. E lembrou a indisponibilidade dos montijenses que trabalham em Lisboa ou outras zonas da área metropolitana em poderem participar nas reuniões, bem como as dificuldades que o horário provoca aos eleitos da oposição.

“Há mais vida, mais democracia, mais cidadania, para lá das dificuldades colocadas ao trabalho dos vereadores. Porque confiamos nos montijenses! Porque tarde ou cedo se fará justiça”, concluiu.

Regimento e democracia

Na resposta, o presidente da Câmara salientou que o novo agendamento cumpre o estabelecido no regimento da Câmara e que é assim que a democracia funciona, dando o exemplo do sucedido no mandato anterior quando a CDU e o PSD “convocaram uma maioria negativa, colocando os interesses próprios e partidários acima dos interesses dos montijenses, ao votarem contra os orçamentos municipais”, obrigando a uma governação com orçamentos transpostos.

Nuno Canta reforçou de seguida que a Câmara teve, então, de “suportar prejuízos” resultantes do uso da democracia, face “à convocação” dessa maioria negativa, apontando outros exemplos, como o da aplicação das rendas no Mercado Municipal.

A vice-presidente Maria Clara Silva juntou depois que a democracia tanto funciona para um lado como para outro. “Há quatro anos foi a maioria que estava desse lado [n.d.r. CDU e PSD tinham dois vereadores cada e o PS três] que obrigou [a Câmara] a mudar o horário [para as 19h00]”, atirou a autarca socialista, com o presidente a anuir mais à frente: “Os órgãos não funcionam em função da vida privada dos vereadores. A anterior hora foi uma imposição, sem cabimento, que fizeram [CDU e PSD] para se poder aprovar o regimento. Podiam ter apontado para as 21h00, mas aprovaram para as 19h00, a hora de jantar.”

Sobre a ausência de João Afonso, Nuno Canta foi lapidar: “São eleitos para isto. Se não quiserem vir é um problema dos partidos.”

Perspectiva regional

Recorde-se que, tal como o DIÁRIO DA REGIÃO noticiou oportunamente, a Moita é o único município no Distrito de Setúbal onde as reuniões de câmara permitem sempre o acesso do público fora daquele que é o contexto mais normalizado de horário de trabalho (9h00-19h00). As sessões neste município têm início, invariavelmente, às 21h00, sejam elas realizadas nos Paços do Concelho ou descentralizadas, ao invés do que sucede na esmagadora maioria dos concelhos da região.

O município de Palmela também realiza reuniões públicas às 21h00, mas apenas quando estas são descentralizadas nas “Semanas das Freguesias”.

Os horários de início das reuniões de câmara na região variam, regra geral, de município para município. Em três dos quatro municípios do litoral alentejano encontra-se um padrão uniforme. Em Alcácer do Sal e Santiago do Cacém as reuniões iniciam-se pelas 9h30, ao passo que em Grândola arrancam pelas 10h00 – em Sines começam às 14h30. Sesimbra afina pelo horário de Grândola (10h00). Em Seixal e Montijo realizam-se a partir das 15h00. Palmela e Setúbal têm adoptado as 16h00, em Alcochete e no Barreiro realizam-se a partir das 17h30 e em Almada pelas 18h00. As quartas e quintas-feiras são os dias utilizados para a realização das sessões.

Grupo de munícipes pediu à Assembleia Municipal para recomendar reuniões às 19h00

Na última reunião da Assembleia Municipal do Montijo, um grupo de munícipes apresentaram um documento a solicitar ao órgão que recomende à Câmara Municipal para que as reuniões do executivo camarário voltassem a ter início às 19h00, com o período de uso da palavra pelo público a partir das 19h30.

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Comunicado PSD sobre distribuição de pelouros em Almada

09 de Novembro de 2017

O PSD estabeleceu um acordo de governabilidade e de princípios programáticos gerais com o PS em Almada – após convite formulado pela nova Presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros – tendo como objetivo proporcionar aos Almadenses um mandato estável e com objetivos estratégicos claros.
No concelho e no país, o PSD sempre foi um partido responsável e preocupado em participar na criação de soluções e, ao contrário de outros partidos que limitaram-se a optar pela táctica política em deterimento da ação autárquica que permita ajudar a melhorar a qualidade de vida dos Almadenses, o PSD e o PS encontraram um conjunto de pontos comuns sobre a estratégia a seguir durante este mandato, dando a possibilidade aos nossos vereadores – Nuno Matias e Miguel Salvado, de afirmarem a sua dedicação ao presente e futuro da nossa terra.
Ambos os partidos mantém a sua identidade e a sua liberdade, não deixando de ter as suas iniciativas próprias, e sendo exemplo disso as propostas já apresentadas pelos Vereadores do PSD.
Depois de 41 anos de oportunidades perdidas, vivemos hoje um tempo de mudança no concelho de Almada, e o PSD vai ser parte da solução e da sua construção.
Porque Almada está sempre em primeiro!

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Afinal havia outra razão para o PCP não aceitar pelouros em Almada!

PCP trava acordos nas Câmaras conquistadas pelo PS


«”O exame concreto das condições não permitiu”. É assim que o PCP explica a ausência de qualquer acordo com o PS para viabilizar o governo das câmaras conquistadas pelos socialistas sem maioria absoluta.
A lista não é grande, mas muito simbólica. Inclui Lisboa e alguns dos bastiões comunistas da chamada cintura industrial, como Barreiro, Almada, Alcochete e Alandroal. Em nenhum destes casos os comunistas aceitaram dar a mão aos autarcas socialistas. Coincidência ou um novo ciclo na vida da ‘geringonça’?
A derrota autárquica fez mudar a atitude do PCP face ao PS. Os comunistas provaram, um mês depois das eleições, que já não estão dispostos a viabilizar maiorias de esquerda, nem acreditam que “o PS só não forma Governo se não quiser”, como disseram logo após as legislativas. Agora, o tempo mudou. E se o primeiro-ministro se mostrou disposto a abrir “um novo ciclo” com a procura de consensos alargados e uma piscadela de olho aos partidos de direita, os comunistas pagam com a mesma moeda. Em cada um dos executivos autárquicos em que o PS precisou dos vereadores comunistas para assegurar a governabilidade da Câmara, o PCP recusou acordos.

‘GERINGONÇA’ SÓ MESMO A NÍVEL NACIONAL

A “falta de condições concretas” é um modo de dizer. Jerónimo de Sousa tinha sido bem mais claro. No final da reunião do Comité Central onde os resultados das eleições de 1 de outubro foram analisados, o líder do PCP avisou logo que a ‘geringonça’ política inaugurada com António Costa não era para repetir a nível local. “Em Lisboa não existirá esse modelo”, disse, e nos outros concelhos, “veremos”.
E viu-se. “A CDU não detém pelouros em câmaras municipais onde se encontra em minoria ou porque o exame concreto das condições não o permitia (Lisboa, por exemplo) ou porque simplesmente a força maioritária nem sequer examinou a possibilidade (o caso de Alcochete). Ou seja, nas autarquias que o PS conquistou aos comunistas nas últimas eleições e nas quais não tem maioria absoluta, o PCP recusou fazer acordos. E a maioria passou para as mãos do bloco central. Em resposta escrita enviada ao Expresso, os comunistas sublinham, no entanto, que “os órgãos executivos municipais não carecem de qualquer viabilização. Estão viabilizados pela eleição direta”. Quer isto dizer que se isentam da responsabilidade de assegurar a ‘governabilidade’ das autarquias através da assunção de pelouros na gestão camarária. E garantem que os eleitos comunistas assumiram “competências em Câmaras de outros” (Matosinhos, por exemplo) e até que distribuíram “pelouros a eleitos de várias forças políticas (PS, PSD e BE) em câmaras onde têm maioria”, como são exemplos Seixa, Moita ou Palmela.
A geometria autárquica é muito variável. O Expresso fez o ponto da situação em alguns dos principais bastiões comunistas que ficaram nas mãos do PS. Ou mesmo nas mãos do bloco central.

ALMADA PS E PSD INVESTIGAM CONTAS

Inês de Medeiros “ofereceu bons pelouros” a todas as forças políticas que ganharam lugares de vereação no novo executivo camarário de Almada. A ex-deputada do PS foi uma das maiores surpresas da noite eleitoral, conquistando um bastião que há mais de 40 anos pertencia aos comunistas. Os socialistas ficaram com quatro vereadores, a CDU com outros quatro, o PSD com dois e o BE elegeu um. Contas feitas, Inês de Medeiros precisava de um acordo para garantir a maioria no executivo. Abriu o jogo e negociou com todos. Diz que as conversas com os comunistas decorreram de “boa fé”, mas terminaram sem qualquer resultado. O tiro no porta-aviões foi difícil de digerir pelo PCP e, mesmo que localmente houvesse vontade de não fechar portas, acabou por prevalecer a decisão do comité central de evitar ‘geringonças’ locais para não facilitar a vida ao PS. Resultado: os socialistas viraram-se para o PSD e só ontem o acordo ficou fechado. O social-democrata Nuno Matias explica que “enquanto partido responsável, tínhamos de garantir condições de governabilidade” e, por isso, aceitaram ficar com dois pelouros: Ambiente e Rede Viária; Iluminação, Transportes e Logísticas. Garantiram ainda um lugar na administração dos serviços municipalizados e ajudaram o PS a conquistar a presidência da Assembleia Municipal. O bloco central instalou-se em Almada e, por iniciativa do PSD, a autarquia vai promover de imediato uma auditoria às contas da Câmara. Ainda não está claro quantos anos de gestão autárquica estarão sob análise, mas a vontade de acertar contas com os comunistas parece evidente. É a primeira vez que o PSD tem assento no governo almadense e o inédito acordo camarário teve, desde logo, uma consequência: o afastamento do BE. “Não somos flor na lapela de nenhum bloco central”, diz Joana Mortágua, eleita vereadora pelo BE. Além do mais, “nunca poderíamos executar políticas definidas com Maria Luís Albuquerque”. A ex-ministra das Finanças de Passos Coelho foi candidata à presidência da Assembleia Municipal de Almada nas últimas eleições e, ironia do destino, o PSD teve nestas eleições o melhor resultado de sempre no concelho.» (…)

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Inês de Medeiros coliga-se com o PSD em Almada

3 de Novembro 2017

Depois de protagonizar a maior surpresa da noite das autárquicas, Almada confirma uma mudança de monta. Os vereadores do PCP não têm pelouros, pela primeira vez.

Está consumada a maior mudança política em Almada desde o 25 de Abril: o PS, que ganhou as últimas autárquicas, vai governar a câmara municipal em coligação com o PSD. Pela primeira vez em mais de 40 anos, os vereadores do PCP não têm pelouros.

Na câmara agora liderada pela socialista Inês de Medeiros, o PS tem quatro eleitos, o PCP outros quatro, o PSD dois e o Bloco de Esquerda um. Foi com os sociais-democratas que a nova autarca chegou a acordo para garantir a estabilidade governativa. O entendimento foi noticiado primeiramente pelo Observador.

“Nós oferecemos pelouros a todos os vereadores, pelouros que achámos significativos”, explica Inês de Medeiros ao PÚBLICO. “Fomos mantendo a negociação com as três forças políticas” nas últimas semanas, continua a presidente da câmara, acrescentando que o diálogo acabou por só ser frutífero com o PSD.

O Bloco de Esquerda, que elegeu Joana Mortágua para a autarquia, emitiu um comunicado na segunda-feira a explicar que não assume pelouros porque a coligação com o PS não permitiria “determinar a formação de uma maioria transformadora à esquerda”. Apesar disso, diz Inês de Medeiros, o partido mostrou-se disponível para acordos pontuais nos próximos quatro anos.

No mesmo dia, também o PCP se pronunciou, igualmente através de comunicado, explicando que enviara “uma proposta de distribuição de pelouros” a Inês de Medeiros com base no “historial” da autarquia, mas que a nova autarca não respondera.

Assim, são os dois eleitos do PSD que assumem responsabilidades governativas. Miguel Salvado vai integrar a administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), de que Inês de Medeiros será presidente, e fica ainda responsável pelas redes viárias. Já Nuno Matias vai ter a pasta dos espaços verdes e estratégia ambiental. Segundo a presidente, “houve a preocupação desde o início de atribuir pelouros em função da mais-valia que podia trazer cada um dos vereadores”.

Os novos membros da câmara e da assembleia municipal de Almada tomaram posse há uma semana, no Teatro Joaquim Benite. Na ocasião, Inês de Medeiros disse que “ao confiarem na mudança, ao fim de 41 anos de poder inalterável, os almadenses deram um grande sinal de maturidade democrática”, mas assegurou que “a alternância não significa ruptura”. Ainda assim, prometeu “uma nova atitude na governação da câmara” que transforme Almada numa “terra de oportunidades”.

No comunicado de segunda-feira, o PCP informou que deixou uma ‘herança’ de 22 milhões de euros nos cofres da autarquia.

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PS e PSD fazem acordo de governação. Há bloco central em Almada

03 de Novembro 2017

Depois de 41 anos de governação “comunista” em Almada, o bastião da CDU perdido nas autárquicas para o PS vai agora passar a ser um bloco central. PSD aceitou pelouros e vai integrar executivo.

Que o resultado eleitoral em Almada nas autárquicas de 1 de outubro deixou muita gente surpreendida, já se sabia: a CDU perdeu a câmara que detinha há 41 anos por apenas 406 votos e o PS ganhou uma câmara na margem sul do Tejo que não estava à espera de ganhar. O que não se sabia era que a mudança ia ser tão grande. Ao fim de duas semanas de negociações, a presidente da câmara eleita, Inês de Medeiros, que precisava de dois vereadores para ter maioria, fechou um acordo de governação com…o PSD. É um bloco central na câmara que sempre foi comunista.

As conversações foram demoradas mas, ao que o Observador apurou, os principais pontos ficaram acertados esta quinta-feira à noite na primeira reunião de câmara do executivo socialista, em acordo com o PSD. A Inês de Medeiros e aos três vereadores do PS eleitos — Francisca Parreira, João Couvaneiro e Teodolinda Silveira — juntam-se assim os dois vereadores eleitos pelo PSD, Nuno Matias e Miguel Salvado, sendo que Nuno Matias fica apenas com meio tempo atribuído — por opção pessoal.

Ao Observador, Inês de Medeiros confirmou o acordo, avançando que estava a tratar esta sexta-feira à tarde da oficialização da distribuição de pelouros, que não vai requerer nenhuma cerimónia formal. O PSD fica, desta forma, com as seguintes pastas: redes viárias, iluminação pública, planeamento energético, espaços verdes e parques urbanos, assim como fica com um vereador no leque de três que compõem a administração dos SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada).

Tudo pelouros que a ex-deputada socialista considera “consistentes”. “Convidámos todas as forças políticas e oferecemos pelouros a todos”, garante ao Observador a ex-vice-presidente do Inatel, explicando que só o PSD acabou por aceitar, na medida em que o Bloco de Esquerda, que apenas elegeu um vereador (insuficiente para fazer maioria com o PS), emitiu logo um comunicado a pôr-se de lado de um eventual acordo de governação, e as negociações com o PCP (que elegeu os mesmos quatro mandatos que o PS), não chegaram a bom porto.
Inês de Medeiros não quis entrar “no detalhe das negociações”, limitando-se a dizer que foram “duas semanas de conversações com as três forças políticas que elegeram vereadores”, que terminaram sem “hostilização” por parte de nenhuma delas. Refer-se-ia concretamente ao PCP, que terá achado os pelouros disponibilizados pelos socialistas pouco significativos face à pouca diferença no número de votos e à experiência no terreno que os vereadores eleitos pela CDU acumularam ao longo dos últimos mandatos. A Cultura, por exemplo, seria um pelouro apetecível para os comunistas, mas Inês de Medeiros não abdica dele para si.

Hostilidades à parte, certo é que a tomada de posse do último sábado no Teatro Joaquim Benite ficou marcada por muito ruído e alguma contestação, numa sala totalmente dividida ao meio, com comunistas para um lado e socialistas para o outro. O momento mais tenso foi quando Inês de Medeiros dedicou a sua vitória em Almada a Mário Soares, que motivou apupos sobretudo da parte do setor operário do PCP.

“Dediquei a vitória a Mário Soares porque, para mim, é uma referência daquilo que é o processo democrático, independentemente do sítio onde estou“, explicou a presidente de câmara eleita ao Observador, desvalorizando o ruído gerado. “Barulho havia dos dois lados, do PS e do PCP”.

PSD e PS não descartam assinatura de acordo programático

Depois da tomada de posse de todos os vereadores eleitos no passado sábado, a oficialização do acordo de governação entre o PS e o PSD não carece de nenhuma assinatura formal, segundo explica Inês de Medeiros. Ainda assim, a hipótese de vir a existir um “acordo programático” mais formal entre as duas forças políticas não é descartada por fonte do PSD local. Seria uma espécie de posição conjunta com linhas vermelhas, como as que o PS assinou com o PCP, o BE e os Verdes, à vez, aquando da constituição da “geringonça” a nível nacional.

O Observador sabe que o PSD mantém essa hipótese em aberto, ainda que PSD e PS já se tenham entendido nos traços políticos globais, concordando em muitas matérias “do ponto de vista estratégico”. É também isso que reforça Inês de Medeiros. “Para já não há nada escrito, há apenas muita conversa. Os pontos essenciais de convergência já estão definidos, depois logo se vê”, diz.

No rescaldo da vitória tangente do PS em Almada, o cabeça de lista do PSD à câmara, Nuno Matias, já tinha dito ao Observador que não abria portas mas também não fechava janelas à partida. Quando questionado sobre se aceitaria integrar o executivo do PS numa perspetiva de bloco central respondia: “Depende das condições. Só se pudéssemos implementar muitas das nossas propostas, mas se for para vir executar o programa dos outros, não obrigado”.

Quem se pôs logo de fora foi o Bloco de Esquerda, que elegeu apenas uma vereadora, Joana Mortágua. Com os quatro eleitos pelo PS, uma vereadora do BE tornava-se insuficiente para um eventual acordo de governação com o PS, onde a maioria é feita com seis elementos. “Apesar da eleição de uma vereadora, a votação do Bloco de Esquerda não permite determinar a formação de uma maioria transformadora à Esquerda que garanta a estabilidade governativa em Almada, conforme foi decidido pela Convenção Nacional do Bloco. Desta forma, não tendo capacidade para definir as políticas do futuro executivo camarário, o Bloco de Esquerda não pode aceitar pelouros no desempenho dos quais teria de executar políticas definidas por maiorias que lhe são alheias, delineadas pelas negociações do PS”, escrevia a concelhia do BE de Almada em comunicado.

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ALMADA | PSD irá propor auditoria financeira à Câmara Municipal e SMAS

03 de Novembro 2017

Numa nota que divulgou nas redes sociais, o vereador Nuno Matias informa que ‘os vereadores do PSD, eu próprio e o Miguel Salvado, apresentaram 3 propostas que serão debatidas e votadas na próxima reunião de Câmara Municipal:

1- A realização de uma Auditoria Financeira e de gestão Independente à Câmara Municipal de Almada e aos SMAS;

2- A criação de um Portal de Transparência Municipal, onde sejam publicitadas as despesas da autarquia;

3- A transmissão online das reuniões de câmara, para garantir uma maior transparência de tudo o que se faz na Autarquia e para promover a proximidade com todos os Almadenses.

Como sempre afirmámos, o PSD e os seus vereadores, assumem o mandato em pleno, próximos de todos, com respeito pelos almadenses.’

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Só PSD aceita pelouros do PS em Almada. PCP recusou

Socialistas estavam dispostos a entregar funções executivas a todos os partidos. Comunistas recusaram na véspera da posse

O PS ensaiou uma grande coligação na Câmara Municipal de Almada, entregando pelouros aos vereadores de todas as forças políticas, mas à última hora esse entendimento falhou. Na véspera da tomada de posse de Inês de Medeiros, que ocorreu no sábado, o PCP fez mais exigências que os socialistas recusaram, apurou o DN. Sem acordo, o PSD foi o único partido a aceitar pelouros.

Os socialistas estavam dispostos a entregar a gestão da Casa da Cerca, Espaços Verdes, Mercados e SMAS (serviços municipalizados de água e saneamento) aos comunistas – que perderam para o PS as eleições autárquicas de dia 1 deste mês por 413 votos. As negociações que estariam bem encaminhadas soçobraram à última: o PCP pediu “pelouros impossíveis”, como definiu fonte conhecedora do processo, incluindo a Cultura, que o PS já tinha indicado que fica nas mãos da nova presidente da câmara.

Socialistas e comunistas elegeram quatro vereadores cada, os sociais-democratas dois e os bloquistas uma. Como o BE não faz a diferença, perante o não acordo com o PCP, Joana Mortágua (a quem o PS poderia entregar a Habitação Social) preferiu ficar de fora da equação.

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Setúbal / Barreiro -PSD considera «inqualificável e vergonhosa» situação da Soflusa e quer devolução do dinheiro dos passes aos utentes

O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, classifica de “inqualificável e vergonhoso” o que se está a passar nas horas de ponta na travessia Barreiro-Lisboa devido à anulação de carreiras por parte da Soflusa, considerando que os utentes devem receber o dinheiro do passe de volta.

“Todos sabem que é impensável fazer este serviço com apenas quatro navios. É inconcebível que a empresa e o governo deixem chegar a situação a este ponto. Já era mau para os utentes a supressão de carreiras em hora de ponta decididas pela administração, ao que agora se junta este problema”, refere.

Para o social-democrata, os utentes deste serviço estão a ser “gravemente prejudicados, tendo em conta que são “supressões atrás de supressões”.

“Neste momento, são muitos os problemas que esta situação causa aos milhares de pessoas que têm que chegar a horas aos seus emprego e às aulas”, acrescenta.

Bruno Vitorino mostra-se ainda incrédulo por a empresa apelar aos utentes que não viajem entre as 08:00h e as 09:00h, “como se os trabalhadores ou estudantes pudessem alterar os horários do trabalho ou das aulas”.

“É uma falta de respeito pelas pessoas, ainda para mais quando não são criadas redes de transporte alternativo. O utente paga o passe, sem poder usufruir do serviço”, sublinha

O deputado do PSD diz ainda ser “inaceitável” que o Governo, uma vez que se trata de uma empresa do estado, está “impávido e sereno” a assistir a esta situação sem na prática nada fazer.

“Como já se percebeu, os anúncios de milhões para a reparação de embarcações das Transtejo/Soflusa, feitas três meses antes do ato eleitoral autárquico pelo primeiro-ministro António Costa, não passaram de meras promessas para atirar areias aos olhos da pessoas, como se comprova”, acrescenta.

Bruno Vitorino exige que o governo resolva esta situação o mais rapidamente possível, pois “o tempo passa e os problemas agudizam-se”, relembrando que António Costa já governa há dois anos”, conclui.

Fonte – PSD

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Rui Rio junta barões numa reunião em Azeitão

02.10.2017

Futuro candidato à liderança do PSD reúne grupo que inclui Manuela Ferreira Leite, Morais Sarmento e Ângelo Correia. Rio não avança sem Passos abrir o jogo, mas já está em contactos com os dirigentes da máquina laranja

Luis Costa Carvalho POR031009LCC-Rui Rio


Rui Rio rumou a sul esta segunda-feira, para uma reunião de alto nível dos barões com quem se tem aconselhado na preparação da sua candidatura à liderança do PSD. Ao que o Expresso apurou, o ex-autarca convidou para um encontro numa quinta de Azeitão um conjunto de conselheiros onde se contam Ângelo Correia, Nuno Morais Sarmento, Manuela Ferreira Leite, Feliciano Barreiras Duarte e José Eduardo Martins.

A agenda do encontro tem um ponto único: analisar a situação do PSD depois dos resultados de domingo e preparar todos os cenários para a candidatura de Rio à presidência do PSD. Conforme o Expresso noticiou em primeira mão, Rio já tem um núcleo-duro a trabalhar na sua candidatura há algum tempo, já tem um site pronto para a campanha interna e o anúncio de que é candidato está apenas à espera que Pedro Passos Coelho abra o jogo. Não está em causa se será ou não candidato – essa decisão já estava tomada antes das eleições autárquicas, mas o modo e o timing em que irá assumir a sua posição.
Anúncio de Passos surpreendeu

O antigo presidente da Invicta preparou o seu avanço no pressuposto de que iria enfrentar Passos Coelho, e no domingo foi surpreendido pela reação do ainda líder do PSD. Entre os colaboradores que Rio já havia na semana passada quem colocasse a hipótese de o resultado ser tão mau que Passos saísse do jogo, mas no domingo nem foi isso que aconteceu. Tanto quanto se sabe, o líder do PSD está ainda em reflexão sobre o seu futuro político (a reflexão “vai bem”, disse Passos esta segunda-feira). Depois deste anúncio, os colaboradores de Rio consideram previsível que Passos não se recandidate, mas qualquer que seja o cenário, a bola está do lado do ainda presidente. Só depois de Passos resolver o seu tabu Rio falará.

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